sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Ciúme e inveja



Ciúme e inveja são venenos que matam a alegria e a Igreja, afirma papa Francisco

O papa Francisco vincou esta quinta-feira, na missa a que presidiu no Vaticano, que o ciúme, a inveja e as murmurações destroem as relações entre os cristãos e prejudicam a Igreja.

«Uma comunidade cristã, quando sofre – alguns dos seus membros – de inveja, de ciúme, acaba por se dividir: um contra o outro. Este é um veneno forte», afirmou Francisco, citado pela Rádio Vaticano.

A «morte» é o resultado do ciúme e da inveja, tendo sido por esta «que o diabo entrou no mundo», realçou o papa ao referir-se à figura de Caim, que surge nas páginas iniciais do livro do Génesis, o primeiro da Bíblia.

No coração de uma pessoa atingida pelo ciúme e pela inveja ocorrem «duas coisas claríssimas», a começar pelo azedume: «A pessoa invejosa, a pessoa ciumenta, é uma pessoa amarga: não sabe cantar, não sabe louvar, não sabe o que é a alegria, olha sempre para “o que aquele tem e eu não tenho”».

«Isto conduz ao azedume, um azedume que se espalha por toda a comunidade. São, estes, semeadores do azedume».

O segundo comportamento daninho é dizer mal dos outros: Porque este não tolera que aquele tenha algo, a solução é rebaixar o outro, para que eu seja um pouco mais alto. E o instrumento são as murmurações».

«Uma pessoa que está sob a influência da inveja e do ciúme, mata», porque, como refere o apóstolo S. João, «quem odeia o seu irmão é um homicida», e «o invejoso, o ciumento, começa a odiar o irmão», assinalou Francisco.

«Hoje, nesta missa, rezemos pelas nossas comunidades cristãs, para que esta semente do ciúme não seja cultivado entre nós, para que a inveja não tome lugar no nosso coração, no coração das nossas comunidades, e assim possamos avançar com o louvor do Senhor, louvando o Senhor com a alegria», apontou.

A terminar, Francisco sublinhou: «É uma graça grande, a graça de não cair na tristeza, no estar ressentido, no ciúme e na inveja».

Rádio Vaticano

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