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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Tenho ao cimo da escada...



Tenho ao cimo da escada, de maneira
Que logo entrando os olhos me dão nela,
Uma Nossa Senhora de Madeira
Arrancada a um Calvário de capela.

Põe as mãos com fervor e angústia. O manto
Cobre-lhe a testa, os ombros, cai composto;
E uma expressão de febre e espanto
Quase lhe afeia o fino rosto.

Mãe das Dores, seus olhos enevoados
Olham chorosos, fixos, muito além...
E eu, ao passar, detenho os passos apressados
Peço-lhe: - A sua bênção, Mãe!

Sim, fazemo-nos boa companhia,
E não me assusta a sua dor; quase me apraz.
O Filho dessa Mãe nunca mais morre. Aleluia!
Só isso bastaria a me dar paz.

“Porque choras Mulher?... – docemente a repreendo,
Mas à minh’alma, então, chega de longe a sua voz
Que eu bem entendo:
“Eu sei! Teus filhos somos nós”.

José Régio (1901-1969)

quarta-feira, 4 de maio de 2016

O Nó no Lenço

Numa reunião de pais numa escola, a professora ressalvava o apoio que os pais devem dar aos filhos e pedia-lhes que se mostrassem presentes, o máximo possível...
Considerava que, embora a maioria dos pais e mães trabalhasse fora, deveriam arranjar tempo para se dedicar às crianças.
Mas a professora ficou surpreendida quando um pai se levantou e explicou, humildemente, que não tinha tempo de falar com o filho nem de vê-lo durante a semana, porque quando ele saía para trabalhar era muito cedo e o filho ainda estava a dormir e quando regressava do trabalho era muito tarde e o filho já dormia.
Explicou, ainda, que tinha de trabalhar tanto para garantir o sustento da família, mas também contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava compensá-lo indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa.
Mas, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá-lo.
Quando o filho acordava e via o nó, sabia logo, que o pai tinha estado ali e o tinha beijado.
O nó era o meio de comunicação entre eles.
A professora emocionou-se com aquela história e ficou surpreendida quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.
Este facto, faz-nos reflectir sobre as muitas maneiras de as pessoas se mostrarem presentes, e de comunicarem com os outros.
Aquele pai encontrou a sua, que era simples mas eficiente.
E o mais importante é que o filho percebia, através do nó, o que o pai estava a dizer.
Simples gestos, como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais do que presentes ou a presença indiferente de outros pais.
É por essa razão que um beijo cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, ou o medo do escuro...
É importante que nos preocupemos com os outros, mas é também importante que os outros o saibam e que o sintam.
As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas sabem reconhecer um gesto de amor.
Mesmo que esse gesto seja apenas e só, um nó num lençol..."

segunda-feira, 7 de março de 2016

Pai de Misericórdia



Eu sou teu filho, És meu Pai, misteriosa verdade
Nem mesmo um cabelo cai, se não for Tua vontade.
Cuidas de mim qual tesouro, sou mais que a ave, que o lírio.
É como se nesse mundo ninguém mais fosse Teu filho.

Para que me preocupar?
Tu te preocupas por mim.
O que comer? O que vestir? O Teu amor é assim.

Sei descobrir Teu sorriso cheio de pena e perdão,
Quando ouso olhar Teus olhos depois de cair ao chão.

E quanto mais sou pequeno, bem mais profundo é então.
O lugar que me ofereces, na casa do Teu perdão.
Tens por mim um tal amor, que as vezes eu imagino.
Tu não poderias ser, sem o meu ser pequenino.

Fonte de Misericórdia.
Ó Pai, Tu fonte bendita.
Não poderias ser fonte, sem minha sede infinita.
Precisamos um do outro.
Amor que amor atrai.
Eu de Ti para ser filho, Tu de mim pra seres Pai.


Padre Antônio Maria

quinta-feira, 3 de março de 2016

Filho predileto


Certa vez perguntaram a uma mãe qual era seu filho preferido,
aquele que ela mais amava.
E ela, deixando entrever um sorriso, respondeu:
"Nada é mais volúvel que um coração de mãe.
E, como mãe, lhe respondo: o filho predileto,
aquele a quem me dedico de corpo e alma...
É o meu filho doente, até que sare.
O que partiu, até que volte.
O que está cansado, até que descanse.
O que está com fome, até que se alimente.
O que está com sede, até que beba.
O que estuda, até que aprenda.
O que está com frio, até que se agasalhe.
O que não trabalha, até que se empregue.
O que namora, até que se case.
O que casa, até que conviva.
O que é pai, até que os crie.
O que prometeu, até que se cumpra.
O que deve, até que pague.
O que chora, até que cale.
E já com o semblante bem distante daquele sorriso, completou:
O que já me deixou...
...até que o reencontre...


Erma Bombeck

terça-feira, 9 de junho de 2015

Mãe desnecessária



A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo.Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase, e ela sempre me soou estranha. Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara.
Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.

Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que significa isso. Ser "desnecessária" é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também. A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho.

Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida. Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis. Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão.

Ao aprendermos a ser "desnecessários", nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.

Dê a quem ama:
- Asas para voar
- Raízes para voltar
- Motivos para ficar

Dalai Lama

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Reconhecer a mãe



Com a aproximação do Dia da Mãe, que se celebra a 3 de Maio, começam a surgir campanhas relacionadas com o tema e a marca de jóias Pandora decidiu fazer uma experiência muito original para assinalar a data este ano.

A marca colocou várias crianças com os olhos vendados, a tentarem reconhecer as respectivas mães no meio de um grupo de várias mulheres, através do toque, do cheiro ou qualquer outro meio que não a visão ou a audição.

O vídeo mostra também a emoção das mães quando são reconhecidas pelos seus filhos e pretende salientar a ligação única que existe entre mães e filhos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Gosto muito de estar com a mãe


Faz hoje uma semana que o Carlos (nome fictício) me falou a dizer que tinha encontrado a mãe, que procurava há 26 anos, depois desta o ter abandonado quando tinha 4 anos. Foi nessa tarde para Vila Franca de Xira e nessa noite mandou-me uma mensagem a dizer: 
- “Gosto muito de estar com a mãe”. 

Mais tarde, quando lhe falei e lhe perguntei se a mãe o tinha recebido bem e se tinha gostado de o ver, disse-me com simplicidade e despreocupação: 
- “Bem, acho que eu gostei mais do que ela”. 

Fiquei a pensar se não iria haver um desajuste entre eles - uma mãe que abandona e um filho que não pensa em mais ninguém e em mais nada senão nela e em a encontrar... No dia seguinte, terça-feira, veio ao Porto e despediu-se do emprego, fez contas com amigos, despediu-se também de mim. E na própria terça-feira voltou para Vila Franca ao fim da tarde. 

Quando tentei que ele reconsiderasse tanta precipitação, disse-me com uns olhos molhados:
-  “Não pode perceber, ninguém pode perceber. Eu adoro muito a minha mãe, não me quero separar mais dela”. 

Não insisti. Que direito tinha de fazer as coisas à minha maneira? O que sei disto? À noite falou a dizer que tinha chegado bem, e nunca mais deu noticias. Ontem, Domingo, falei-lhe e perguntei como se estavam a passar as coisas, ele respondeu que estava tudo bem:
- “Eu estou com a minha mãe e estou feliz, agora só preciso de arranjar um emprego. Para a ajudar. Vou tomar conta dela”. 

Fiquei muda. Este rapaz está a viver uma página do Evangelho. O “permanecer” uma vida inteira na procura da mãe. O encontro sem nenhuma queixa, e uma necessidade de ajudar a mãe e de tomar conta dela. Um rapaz que guardou o seu segredo fechado no coração ferido e triste mas cheio de esperança,e de amor. Uma Missa (a do Natal do ano passado) que mexeu com ele ao ponto de o fazer finalmente chorar. O Carlos está a escrever uma página de um 5º. Evangelho. Louvado seja Deus.

«Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.» (Mt. 22, 36-40)

Tereza Olazabal

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Brilhante testemunho de fé da Judite de Sousa



"Meu Deus e meu Pai
Desfeito em átomos de água,
partiu hoje para o teu infinito o filho que me deste.
Gerei-o com amor, criei-o com carinho
e eduquei-o o melhor que soube.
Foi meu companheiro e meu ânimo
nas muitas tempestades que tenho atravessado.
Hoje não tenho nada.
O muito que tinha foi para junto de ti.
A sua alma de menino
e o que restou do seu corpo de anjo também já foi desfeito em fumo.
Estou só.
Terrivelmente só.
Só como há séculos, quando a tua mãe, nossa Senhora,
te acolheu no regaço depois de te despregarem da cruz no calvário.
Eu agora nada tenho.
Nas distorcidas imagens que os meus olhos rasos de lágrimas salgadas e já secas,
vejo nitidamente, o teu rosto misericordioso.
No plano infinito da eternidade já está o meu menino.
Tapa-o com o teu manto divino
que as noites são frias para lá do Universo, ele é um bom menino.
O meu menino!
E se vires que pode merecer alguma coisa da dor desta perda sem remédio,
rogo-te, meu Pai, que pronto me leves a vê-lo,
que nestes dias as saudades apertam mais
este meu coração trespassado pela dor.
Eu só fui mãe deste filho.
Hoje, já não sou mais mãe de ninguém”.

Judite de Sousa

domingo, 25 de maio de 2014

O nada leva ao Tudo



«Tudo possui quem nada tem.» 

Santa Teresa Benedita da Cruz 
1891 – 1942 | Obras 229


Eterno Pai,
obrigado por me ensinares a contemplar-Te
como o verdadeiro pobre.

Tu és o único que tudo possui,
Aquele que é o princípio de todas as coisas
e pelo qual todas subsistem.

Tu com a Tua força criadora
fazes nascer o dia e chegar a noite;
germinar a semente e nascer a flor e o fruto,
crescer a criança e amadurecer o adulto.

Tu és essa energia de vida
que em Si tudo possui,
mas na realidade em Si nada tem.

Caio de joelhos quando rezo o mistério da geração do Verbo
e Te vejo, na fé, despojares-Te de Ti mesmo
para Te fazeres dom de amor ao Teu Filho Amado.

Caio de joelhos quando rezando Te chamo de Pai,
porque isso supõe que te esvazias de Ti
para seres em mim.

Pai,
Tu és o verdadeiro Pobre
que reclama a minha pobreza,
para me encheres da riqueza do Teu amor
que é comunhão com Cristo, no Espírito,
presente em cada irmão.

Pai obrigado
por seres o Pobre
mendigo do meu coração.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Número um



Sempre que vou buscar o meu filho Vasco à escola, um amigo dele, o João Tomás, corre na minha direcção, puxa-me pelo casaco, e diz-me que um dia gostava muito de ir brincar lá para casa.
- “Vamos combinar então. Sabes o número do teu pai?”, perguntei-lhe uma tarde.
O João olhou para mim admirado:
- “Sei, claro, o meu pai é o número um.”
Fiquei calada de telemóvel na mão, sem possibilidade de combinar o que quer que fosse com o pai do João mas enternecida e com a convicção de que deveria ser assim sempre.
Será que um dia todos os pais serão heróis para os seus filhos? Quero acreditar que sim!

Carla Rocha

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Carta às mães mais que perfeitas



Querida Mãe:

Eu já te vi por aí.
Eu vi-te a gritar com os teus filhos em público, vi-te a ignorá-los no parque, vi-te a levá-los à escola antes de teres tomado banho, e de calças de pijama por baixo do casaco.
Eu vi-te a implorares aos teus filhos, vi-te a suborná-los, e a ameaçá-los.
Eu vi-te a gritar feita louca com o teu marido, com a tua mãe, e com o agente de polícia no cruzamento da escola.
Eu já te vi a correr com os miúdos de um lado para o outro, a sujares-te no parque e a praguejares em voz alta depois de bateres com o joelho na esquina da cadeira.
Eu vi-te a partilhares um leite achocolatado com um maníaco de 4 anos. Vi-te a limpar o nariz dos teus filhos com os dedos e a limpa-los na parte de trás das calças de ganga. Vi-te a correr com o teu bebé de 2 anos pendurado na dobra do teu braço, para apanhares a bola que está a fugir para a estrada.
Eu já te vi a ranger os dentes enquanto o teu filho gritava contigo porque não queria ir à aula de piano, à natação, ou ao treino de futebol. Eu vi-te a fechar os olhos e a respirar fundo depois de entornarem um copo de leite inteiro em cima. Vi-te a chorar desesperada enquanto tentavas tirar lápis de cera da tua melhor mala.
Eu já te vi na sala de espera do hospital. Eu vi-te no balcão da farmácia. Vi-te com o teu olhar cansado e assustado.

Eu não sei se tinhas planeado ser mãe ou não.
Se soubeste desde sempre que querias pôr crianças neste mundo, cuidar deles, ou se a maternidade te apareceu de surpresa.
Não sei se correspondeu às tuas expetativas, ou se passaste os primeiros tempos como mãe aterrorizada porque tinhas imaginado que sentirias o “amor materno” doutra forma.
Não sei se tiveste dificuldade em engravidar, se perdeste algum bebé, ou se tiveste algum parto traumático.
Nem sequer sei, se concebeste o teu filho no teu ventre, ou se o acolheste na tua família.

Mas eu conheço-te.
Eu sei que não alcançaste tudo o que querias na vida. Sei que há coisas que nunca soubeste que querias até teres filhos.
Eu sei que, às vezes, pensas que não estás a dar o teu máximo e que podias fazer melhor.
Eu sei que olhas para os teus filhos e te revês neles.
Eu sei que às vezes apetece-te atirar um candeeiro ao teu filho adolescente, e atirar o de 3 anos pela janela.
Eu sei que há noites que, depois de deitar os miúdos, estás tão exausta que só te apetece enrolares-te na cama a chorar.
Eu sei que há dias tão difíceis que só queres que acabem depressa. Depois, na hora de ir para a cama os teus filhos abraçam-te e enchem-te de beijinhos, e dizem o quanto gostam de ti, e de repente querias que o dia durasse para sempre.

Mas nada dura para sempre.
Os dias terminam, e o dia a seguir é um novo desafio. Febres, desgostos amorosos, trabalhos da escola, novos amigos, novos animais de estimação e novas dúvidas. E todos os dias, fazes o que tens de fazer.
Vais trabalhar, ou ficas em casa pões o bebé na cadeirinha e ligas o aspirador. Ou vais até ao jardim passear com ele.
Largas tudo para moderar uma discussão sobre de quem é a vez de usar aquelas canetas especiais, para dar um beijinho ao óó da tua filha, ou para conversar sobre qual é a cor do batom que a mãe do Pinóquio usava.
Eu sei que fazes guerras de cocegas em castelos de lençóis, e que sabes de cor as histórias de, pelo menos, 8 livros ilustrados e todos os meus cds. Eu sei que danças de forma ridícula quando vocês estão sozinhos. E que inventam canções parvas sobre queijo, maus cheiros, ou ervilhas.
Eu sei que uma hora depois de deitares os teus filhos, largas o que estás a fazer e vais cortar as unhas do mais novo. Sei que paras de arrumar a cozinha, porque a tua filha te convidou para a festa de chá que está a fazer com as bonecas, e faz questão que lá estejas.
Eu sei o que custou tratares dos teus filhos quando tiveste aquela virose de 4 dias. Sei que comes os restos dos pratos deles, enquanto arrumas a cozinha.
Eu sei que não contavas com muitas destas coisas. Sei que não antecipaste amar alguém tão intensamente, ou andar tão cansada, ou ser a mãe em que te vieste a tornar.
Pensavas que tinhas tudo planeado. Ou então, estavas perdida e aterrorizada. Ias contratar a babysitter perfeita. Ou ias deixar de trabalhar e aprender tudo sobre crianças.
Sei que não és a mãe perfeita. Por mais que tentes, e por mais que te esforces. Tu nunca serás a mãe perfeita.
E isso, provavelmente, vai perseguir-te. Ou se calhar fizeste as pazes com isso. Ou talvez nem nunca tenha sido um problema.
Eu sei que acreditas que independentemente do que fizeres, poderias ter feito sempre mais.

A realidade é outra.
Não interessa o pouco que fizeste, no fim do dia os teus filhos vão sempre amar-te. Vão continuar a rir para ti, e acreditar que tens poderes mágicos que podes curar quaisquer coisas.
Independentemente do que acontecer no trabalho, na escola, ou num grupo de amigos, tu fazes, sempre, tudo o que está e não está ao teu alcance para garantir que no dia a seguir os teus filhos estarão tão felizes, saudáveis e espertos quanto é possível.

Feliz ou infelizmente, não há pais perfeitos. Os teus filhos vão crescer determinados a ser diferentes de ti. Vão crescer com a certeza de que não vão pôr os seus filhos nas aulas de piano, de que vão ser mais brandos, ou mais rigorosos, ou ter mais filhos, ou ter menos, ou não ter nenhum.
Um dia os teus filhos vão estar a correr como loucos na igreja, a portar-se pessimamente no restaurante a fazer caretas para o lado, e alguém vai passar e elogiar a tua família.

Uma certeza podes ter: não és perfeita!
E isso é bom. Porque na realidade, nem os teus filhos são perfeitos. E ninguém no mundo se preocupa mais com eles do que tu, ninguém sabe porque é que eles estão a chorar senão tu, ninguém percebe as piadas deles melhor do que tu.
E já que ninguém é perfeito, tens de desempatar com 2 biliões de pessoas que estão em primeiro lugar “ex aequo” para concorrer à melhor mãe do mundo.
Parabéns melhor Mãe do Mundo. Tu não és perfeita. És mais que perfeita:

És tão boa mãe como o resto do mundo.

Lea Grover

domingo, 13 de abril de 2014

O Pai nosso de Deus



"Filho meu,
que estás na terra, 
preocupado, tentado, solitário, 
eu conheço perfeitamente o teu nome 
e o pronuncio como que santificando-o, porque te amo. 

Não, não estás só, mas habitado por Mim, 
e juntos construímos este reino de que irás ser o herdeiro. 

Alegra-me que faças a minha vontade 
porque a minha vontade é que tu sejas feliz 
já que a minha glória é ver-te vivo. 

Conta sempre comigo e terás o pão para hoje, não te preocupes; 
só te peço que o saibas repartir com o teu irmão. 
Sabe que perdoo todas as tuas ofensas 
antes mesmo de as cometeres, 
por isso peço-te que faças o mesmo àqueles que te ofendem a ti. 

Para que nunca caias em tentação, 
segura firme na minha mão 
e eu te livrarei do mal, 
pobre e querido filho meu".

JOSÉ LUÍS MARTIN DESCALZO, 
Razões para viver, 
Ed. Missões, Cucujães, 255

quarta-feira, 19 de março de 2014

Dá valor ao teu pai!



Este video mostra-nos a história de um filho que sempre reclamou da vida que o pai lhe ofereceu. Mas, quando o seu partiu, tudo começou a fazer sentido para o jovem. É um daqueles vídeos que nos fazem parar e repensar um pouco sobre a vida.

domingo, 26 de janeiro de 2014

"Pai nosso" de Deus



Filho Meu, que estás na terra,
Preocupado, tentado, solitário,
Eu conheço perfeitamente o teu nome
E pronuncio-o como que santificando-o
Porque te amo.
Não, não estás só, mas habitado por Mim,
E juntos construímos este reino,
De que irás ser o herdeiro.
Alegra-me que faças a Minha vontade,
Porque a Minha vontade é que tu sejas feliz,
Já que a glória de Deus é o homem vivo.
Conta sempre comigo
E terás o pão para hoje, não te preocupes!
Só te peço que saibas repartir com o teu irmão.
Sabes que perdoo todas as tuas ofensas,
Antes mesmo de te arrependeres;
Por isso te peço que faças o mesmo
Àqueles que te ofendem a ti.
Para que nunca caias em tentação,
Segura firme a minha mão
E eu livrar-te-ei do mal,
Meu querido filho.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Carta de Lincoln



CARTA DE ABRAHAM LINCOLN PARA O PROFESSOR DE SEU FILHO.

"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são ver...dadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, para cada egoísta, há um líder dedicado.
Ensine-o, por favor, que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-o que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada.
Ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso.
Faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.
Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho. Ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.
Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço. Deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou a pedir muito, mas veja o que pode fazer, caro professor.

quarta-feira, 4 de julho de 2012



Senhor, que és o céu e a terra, que és a vida e a morte! O sol és tu e a lua és tu e o vento és tu! Tu és os nossos corpos e as nossas almas e o nosso amor és tu também. Onde nada está tu habitas e onde tudo está — (o teu templo) — eis o teu corpo.

Dá-me alma para te servir e alma para te amar. Dá-me vista para te ver sempre no céu e na terra, ouvidos para te ouvir no vento e no mar, e mãos para trabalhar em teu nome.

Torna-me puro como a água e alto como o céu. Que não haja lama nas estradas dos meus pensamentos nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos. Faze com que eu saiba amar os outros como irmãos e servir-te como a um pai.

Minha vida seja digna da tua presença. Meu corpo seja digno da terra, tua cama. Minha alma possa aparecer diante de ti como um filho que volta ao lar.

Torna-me grande como o sol, para que eu te possa adorar em mim; e torna-me puro como a lua, para que eu te possa rezar em mim; e torna-me claro como o dia para que eu te possa ver sempre em mim e rezar-te e adorar-te.

Senhor, protege-me e ampara-me. Dá-me que eu me sinta teu. Senhor, livra-me de mim.


Fernando Pessoa, Páginas Íntimas e de Auto-interpretação, Ática,  Lisboa.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Trindade que eu adoro



«Ó meu Deus, Trindade que eu adoro,
ajudai-me a esquecer-me inteiramente,
para me estabelecer em Vós, imóvel epacífica
como se já a minha alma estivesse na eternidade.
Que nada possa perturbar a minha paz,
nem fazer-me sair de vós, ó meu Imutável,
mas que cada minuto me leve mais longe
na profundeza do vosso Mistério.

Pacificai a minha alma, fazei dela o vosso céu,
vossa morada amada e o lugar de vosso repouso.
Que nunca aí eu vos deixe só,
mas que esteja lá inteiramente,
toda acordada em minha fé, perfeita adoradora,
toda entregue à vossa acçãocriadora».

B. Isabel daTrindade, Nota Intima 15.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Mãe, o melhor emprego do mundo



Ser mãe é o trabalho mais difícil do mundo. Mas também é o melhor.

Este comercial da P&G honra todo o esforço que todas as mães fazem para ajudar seus filhos a alcançar o sucesso, mostrando as incríveis mães que existem por trás de um atleta Olímpico dos jogos de Londres de 2012.

O trabalho mais difícil do mundo é com certeza o melhor trabalho do mundo.