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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Os jovens na escola de Maria


Janeiro de 2019. O Vídeo do Papa: Jovens que se mobilizam, que se lançam à aventura da fé, que seguem o exemplo de Maria. Milhares. Centenas de milhares. Milhões deles se reúnem este mês no Panamá para a Jornada Mundial da Juventude de 2019. Compartilhemos com eles a alegria do Evangelho. "Vocês, jovens, têm na Virgem Maria um motivo de alegria e uma fonte de inspiração. Aproveitem a Jornada Mundial da Juventude no Panamá para contemplar Cristo com Maria. Cada um em seu idioma, rezemos o Terço pela paz. E peçam-lhe forças para sonhar e trabalhar pela paz. Rezemos pelos jovens, especialmente os da América Latina, para que, seguindo o exemplo de Maria, respondam ao chamado do Senhor para comunicar ao mundo a alegria do Evangelho." O Vídeo do Papa difunde todo mês as intenções de oração do Santo Padre pelos desafios da humanidade e da missão da Igreja.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Ao serviço da paz



Ao serviço da paz
O Vídeo do Papa 11 – Novembro 2018

Três letras que alguns utilizam normalmente mas há outros que há anos não a experimentam. Porque em muitos lugares do mundo a paz não é uma realidade, é somente um desejo para milhares de pessoas que sofrem pela sua ausência. Pensemos mais do que nessas três letras, mas no seu significado. Rezemos e trabalhemos para alcançar a verdadeira paz. “Todos queremos a paz. É uma aspiração profunda, sobretudo daqueles que sofrem pela ausência de paz. Recordemos que Jesus também viveu em tempos de violência. E Ele nos ensinou que a verdadeira paz está no coração humano. Podemos falar com palavras esplêndidas, mas, se em nosso coração não há paz, não haverá no mundo. Pratiquemos esta paz nos pequenos gestos, com o diálogo guiando as relações pessoais e sociais. Com zero violência e cem por cento de ternura, construamos a paz evangélica que não exclui ninguém. Rezemos juntos para que a linguagem do coração e do diálogo prevaleça sempre sobre a linguagem das armas.” O Vídeo do Papa difunde todo mês as intenções de oração do Santo Padre pelos desafios da humanidade e a missão da Igreja.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Comunhão orante com o Papa


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e closeup

"O estado penitencial e purificador que atravessa, na atualidade, a Igreja inquieta-nos, fere-nos, desafia-nos. Descobrimo-nos uma Igreja pobre, humilhada, atravessada no seu interior por estruturas de pecado. Despojada de todo o triunfalismo, a Igreja apresenta, na praça pública, a sua miserável nudez de pecadora. No abismo do pecado e da violência causada ou sofrida, emerge a audácia e a loucura da esperança cristã: «Onde abundou o pecado, superabundou a graça». Não há situação infernal que Cristo não tenha atravessado em seu amor por nós até ao extremo. É esta a esperança que nos salva. A identificação e o reconhecimento da nossa miséria pessoal e eclesial só têm sentido e eficácia terapêutica perante a misericórdia de Deus. Caso contrário, seria autodestruição, violência justiceira e vingativa, cegueira moralizante.

Nos tempos de crise, tem sido sempre a comunhão com o Santo Padre a salvaguardar a Igreja da deriva e do caos, porque encontra nele a fonte e a força estrutural da sua própria renovação interna. Como disse recentemente D. José Tolentino Mendonça: «O Papa Francisco é o ponto de referência de uma Igreja que assume a necessidade de purificar-se de desvios, erros e crimes passados». Não hesitemos em sentir e expressar o nosso total apoio ao Papa Francisco. É isso que nos pede a todos D. Manuel Clemente: «Quero ainda pedir-vos, caríssimos diocesanos, comunhão profunda e orante com o Santo Padre, que com tanta coragem e lucidez guia a Igreja neste tempo de purificação espiritual e prática. Estamos com o Papa Francisco, como ele está com Cristo e com o evangelho»."

P. António Martins

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Os jovens de África (Video do Papa)



Setembro 2018. O Vídeo do Papa: A África é um continente com um potencial enorme. Seus jovens representam seu futuro. Um futuro que, sendo acompanhado pela educação e pelas oportunidades de emprego, é esplêndido.

“A África é um continente rico, e a maior riqueza, a mais valiosa da África, são os jovens.

Eles devem poder escolher entre deixar-se vencer pela dificuldade ou transformar a dificuldade em oportunidade.

O caminho mais eficaz para ajudá-los nesta escolha é investir em sua educação.

Se um jovem não tem oportunidade de educar-se, o que poderá fazer no futuro?

Rezemos para que os jovens do continente africano tenham acesso à educação e ao trabalho em seu próprio país”.

Se quiser ver mais vídeos sobre as intenções do Papa, visite
http://www.elvideodelpapa.org

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Video do Papa - Fevereiro 2017



"O Papa relembra-nos que no mundo existem muitas pessoas que vivem em agonia, em situação de pobreza, que são refugiados ou estão marginados pela sociedade. Rezemos por eles com Francisco para que encontrem em nossas comunidades a acolhida e o apoio que precisam.

“Vivemos em cidades que constroem torres, centros comerciais, fazem negócios imobiliários... mas abandonam uma parte de si nas margens, nas periferias.

São muitos os que precisam de lutar para viver. E que muitas vezes, vivem com pouca dignidade.

Como consequência disso, grandes massas da população se veem excluídas e marginalizadas: sem trabalho, sem horizontes, sem saída.

Não os abandonem. Peçam comigo por aqueles que estão oprimidos, especialmente os pobres, os refugiados e os marginalizados, para que encontrem acolhida e apoio em nossas comunidades.”

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Video do Papa - Janeiro 2017



Todos os cristãos temos a oportunidade de começar o ano ajudando o Papa a enfrentar os desafios da humanidade com nossa oração e nossa caridade.

“No mundo atual, muitos cristãos de diversas Igrejas trabalham juntos ao serviço da humanidade necessitada, da defesa da vida humana e da sua dignidade, da criação e contra as injustiças. 

Este desejo de caminhar juntos, de colaborar no serviço e na solidariedade com os mais fracos e os que sofrem é um motivo de alegria para todos. 

Junta a tua voz à minha para rezar por todos os cristãos, para que contribuam, com a oração e a caridade fraterna, para restabelecer a plena comunhão eclesial, ao serviço dos desafios da humanidade”.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Obrigadinho, ó Bloco!



Jesus Cristo, como aliás todos nós, tem um só pai e uma única mãe, não dois pais sem nenhuma mãe, nem duas mães sem nenhum pai. Isto não é religião, nem ideologia; é genética e biologia.

Como é sabido, o Bloco de Esquerda está a promover, sobretudo nas redes sociais, uma campanha com a imagem de Cristo e a afirmação de que “Jesus também tinha dois pais”. Ao que consta, esta iniciativa pretende assinalar uma data: 10 de Fevereiro de 2016, o dia em que, como também aí se diz, por certo em mau português, o “Parlamento termina discriminação na lei da adopção”.

Em fundo cor-de-rosa, a imagem de Cristo, provocadoramente kitsch, parece inspirar-se na tradicional iconografia do Sagrado Coração: Jesus aparece com olhar terno, com a mão esquerda sobre o seu coração, visivelmente flamejante e encimado pela cruz, e a direita em jeito de bênção. Sobre a sua cabeça, a frase: “Jesus também tinha dois pais”.

Esta afirmação tem dois erros assinaláveis: o primeiro é a afirmação de uma dupla paternidade de Cristo, quando ele próprio, logo no primeiro discurso que a Sagrada Escritura lhe atribui, confessa claramente ter um único pai, Deus, e fá-lo precisamente quando responde a Maria, sua mãe, que se tinha referido ao seu marido, José, como sendo pai do seu filho. Mais ainda, em todos os restantes textos bíblicos, Jesus nunca se refere a Deus como seu outro pai, nem sequer como um dos seus pais, mas sempre como o seu único e verdadeiro pai. Portanto, Jesus Cristo, como aliás todos nós, tem um só pai e uma única mãe, não dois pais sem nenhuma mãe, nem duas mães sem nenhum pai.

O outro erro é a insinuação de que haja alguém que “também” tenha dois pais. Ninguém há que os tenha, porque todos os seres humanos, sem excepção, são filhos dos seus progenitores, que são sempre uma mulher e um homem. Da mesma forma como é uma falsidade dizer que Cristo tinha dois pais, é igualmente mentirosa a afirmação de que alguém tenha dois progenitores do mesmo sexo. Por mais que a lei civil permita uma tal aberração, só é viável a geração havida de um homem e de uma mulher. Isto não é religião, nem ideologia; é genética e biologia.

A Conferência Episcopal Portuguesa já manifestou, pelo seu porta-voz, o seu desagrado pelo que entende ser uma ofensa de muito mau gosto. Segundo uma deputada do Bloco, esta iniciativa não pretende ofender a Igreja nem a religião, tratando-se apenas de mostrar às pessoas que sempre existiram famílias diferentes e que essa não é uma realidade nova, nem recente. Claro que a deputada tem tanta razão como teria quem, afixando cartazes com a imagem dela, neles escrevesse a frase ‘Em Portugal há políticos corruptos’ e depois, em jeito de desculpa, dissesse que não pretendia ofender a deputada, nem o Bloco de Esquerda, mas apenas mostrar às pessoas que sempre existiu corrupção entre os políticos e que, portanto essa não é uma realidade nova, nem recente…

Sem contradizer o órgão representativo do episcopado português, nem o seu porta-voz, entendo contudo muito esclarecedora esta iniciativa do Bloco de Esquerda. Não porque a considere razoável no contexto da liberdade religiosa, de pensamento e expressão, que não é, mas porque evidencia o que, não sendo novidade para muitos, talvez ainda não tivesse sido, até agora, manifestado tão clara e inequivocamente. Ou seja, a natureza essencialmente anticristã do Bloco de Esquerda e da sua política. Sem diabolizar este partido político, nem muito menos os seus militantes – alguns, honra lhes seja feita, até se demarcaram desta campanha – é óbvio que, depois deste incidente, nenhum cristão coerente poderá ser seu membro, ou nele votar, sem prejuízo da sua integridade, ou da sua inteligência.

De facto, esta campanha contra a Igreja católica, as demais confissões cristãs e, em geral, a liberdade religiosa, pôs a nu a ideologia anticristã do Bloco, senão mesmo a sua natureza antidemocrática e tendencialmente totalitária.

Por outro lado, não será exagerado afirmar, graças a esta campanha e não só, que os católicos portugueses fazem, de algum modo, parte da Igreja que sofre perseguição. Que grande honra, para nós, fazer parte do grupo dos milhões de católicos que são perseguidos pelos regimes totalitários comunistas, como os da China e da Coreia do Norte, e pelo fundamentalismo islâmico ou laicista! Obrigadinho, ó Bloco!

Esta ofensiva do Bloco de Esquerda contra os católicos e contra a liberdade religiosa, de pensamento e de expressão, não é sequer original. Por ora, é mais imbecil do que violenta, mais trocista do que mortífera, mais laroca do que sangrenta, mas promete ressuscitar, em futuros episódios, o pior legado do anticlericalismo português.

Não obstante os nossos brandos costumes, é bom recordar que os jesuítas foram expulsos de Portugal no século XVIII, pelo Marquês de Pombal; que, no século XIX, não só eles mas também todas as outras ordens religiosas foram extintas pelo liberalismo jacobino; e que, no século XX, voltaram a ser perseguidos todos os religiosos, bem como todos os bispos e padres do clero secular, pela primeira república. No século XXI, será que o Bloco de Esquerda dará continuidade a esta ignominiosa tradição?!

Avé, Bloco, morituri te salutant!

P. Gonçalo Portocarrero de Almada  
http://observador.pt/opiniao/obrigadinho-o-bloco/

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Harmonia e comunhão


Que bom que é quando vemos os paroquianos a ver com os olhos de Deus. Já que não posso estar nas duas igrejas paroquiais ao memso tempo, que bem que sabe estarmos mais longe e ver que o Espírito Santo atua na vida das comunidades e dos irmãos. Não resisto em partilhar:

"Ontem notei que o padre que veio celebrar as eucarísticas à nossa paróquia estava encantado.
Resolvi fazer o exercício mental de ver a nossa igreja pelos olhos dele, e também eu fiquei encantada e orgulhosa.
A igreja estava cheia e tinha lugar sentados para todos, os bancos da frente estavam preenchidos pela catequese da adolescência, jovens bem comportados e atentos.
O coro magnífico, como sempre, e o salmo cantado pela Vera Fortuna foi um momento especial, de voz limpa, alegre e jovial, cantava que “esta é a geração dos que procuram o Senhor”.
A homilia desafiava-nos a ser santos, e o senhor padre falou numa linguagem cativante aos jovens e aos menos jovens, se por um lado catequizava, por outro falava com a jovialidade necessária à compreensão de todos na caminhada das bem-aventuranças. A assembleia esteve receptiva e acolhedora à palavra, de forma quase participativa embora não dissessem uma palavra.
No altar os 3 acólitos, trataram de toda a preparação para os ritos da comunhão. Não só vimos, como conseguimos sentir a experiência e a devoção no desempenho das suas funções.
Os nossos 6 ministros da comunhão assumem o compromisso de auxílio, na oração Eucarística, são igualmente um exemplo. Todos sabem o seu lugar, sem hesitações sem conversas, sabem exactamente quando e onde estar.
Tal como ontem ainda sinto que esta é a geração dos que procuram o Senhor, a certeza que a igreja somos nós e que somos uma igreja viva, não só ao domingo, mas todos os dias da semana.
Ok, ainda ficámos a falar dentro da igreja… mas também não pode ser tudo bom, tem que ficar alguma coisa para corrigir smile emoticon"
OBRIGADO, SENHOR, POR SERES O BOM PASTOR A CUIDAR DO TEU REBANHO

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Santa Teresa de Lisieux

«A caridade deu-me a chave da minha vocação.
Compreendi que se a Igreja tinha um corpo
composto de diversos membros,
o mais necessário, o mais nobre de todos não lhe faltava:
compreendi que a Igreja tinha um coração,
e que esse coração estava ardendo de amor.
Compreendi que só o Amor fazia agir os membros da Igreja;
que se o Amor se apagasse,
os apóstolos já não anunciariam o Evangelho,
os mártires recusar-se-iam a derramar o seu sangue...
Compreendi que o Amor encerra todas as Vocações,
que o Amor é tudo,
que abarca todos os tempos e todos os lugares...
numa palavra, que é Eterno!...
Então, num transporte de alegria delirante, exclamei:
“Ó Jesus, meu Amor! Encontrei finalmente a minha vocação:
a minha vocação é o Amor!...”»
Santa Teresa do Menino Jesus | 1873 - 1897
Manuscrito B. 3Vº (inspirado em 1 Cor 12-13)
Senhor,
Tu és Amor.
Concede-me a graça
de tudo fazer por amor
e amando.
Assim estarei sempre
fortemente unido a Ti.
Assim seja!

domingo, 6 de setembro de 2015

Descobrir uma presença



Seria belo se, pelo menos neste dia festivo,
o cristão entrasse na igreja

não para pedir alguma coisa,
mas apenas para escutar Deus,

não para esperar uma graça,
mas apenas para louvar a graça divina que se infunde nele e na humanidade,

não para encontrar uma solução para os seus problemas,
mas apenas para descobrir uma presença.

Karl Barth

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Andar contracorrente

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Papa Francisco pede à Imaculada Conceição que a Igreja possa «andar contracorrente»

O papa Francisco rezou ontem diante da imagem da Imaculada Conceição localizada na Praça de Espanha, em Roma, pedindo-lhe que os cristãos se comportem «contracorrente» durante o tempo do Advento, que antecede o Natal. A tradição desta oração radica na definição do dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria, que se assinala a 8 de dezembro, formulação que foi definida em 1854 pelo beato papa Pio IX. Três anos depois, a 8 de setembro de 1857, o papa abençoou e inaugurou o monumento da Imaculada na Praça de Espanha. Mais tarde, o papa Pio XII começou a enviar flores para a imagem. Em 1958, S. João XXIII recolheu-se na Praça de Espanha e depôs aos pés do monumento um cesto de rosas brancas. A seguir o papa visitou a basílica de Santa Maria Maior. O costume prosseguiu com os papas beato Paulo VI, S. João Paulo II e Bento XVI.

Texto da oração de Francisco diante da imagem da Imaculada Conceição:

«Ó Maria, Mãe nossa, hoje o povo de Deus em festa venera-te, Imaculada, preservada desde sempre do contágio do pecado. Acolhe a homenagem que te ofereço em nome da Igreja que está em Roma e no mundo inteiro.

Saber que tu, que és nossa mãe, és totalmente livre do pecado dá-nos grande conforto. Saber que sobre ti o mal não tem poder enche-nos de esperança e de fortaleza na luta quotidiana que nós devemos realizar contra a ameaça do maligno.

Mas nesta luta não estamos nós, não somos órfãos, porque Jesus, antes de morrer na cruz, deu-nos a ti como mãe. Nós, por isso, ainda que sendo pecadores, somos teus filhos, filhos da Imaculada, chamados àquela santidade que em ti resplandece pela graça de Deus desde o início.

Animados por esta esperança, nós hoje invocamos a tua materna proteção por nós, pelas nossas famílias, por esta cidade, pelo mundo inteiro. O poder do amor de Deus, que te preservou do pecado original, por tua intercessão livre a humanidade de toda a escravidão espiritual e material, e faça vencer, nos corações e nos acontecimentos, o desígnio de salvação de Deus.

Faz com que também em nós, teus filhos, a graça prevaleça sobre o orgulho e possamos tornar-nos misericordiosos, como é misericordioso o nosso Pai celeste. Neste tempo que nos conduz à festa do Natal de Jesus, ensina-nos a andar contracorrente: a despojarmo-nos, a abraçarmo-nos, darmo-nos, a escutar, a fazer silêncio, a descentrarmo-nos de nós mesmos, para deixar espaço à beleza de Deus, fonte da verdadeira alegria.

Ó Maria nossa Imaculada, ora por nós!»




sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A Igreja é a minha casa



A Igreja é a minha casa
Sim, é a minha casa.
Esta Igreja onde eu nasci e onde quero morrer.
Nela me sinto bem. Nela gosto de estar.
Aqui, eu penso, projeto, sonho, alimento-me.
Aqui, rezo, recordo, choro, zango-me,
encontro-me.
Aqui sofro, aqui canto.

A Igreja é a minha casa.
Gostaria, tantas vezes, de a ver
mais acolhedora,
mais aberta,
com mais espaços para outras pessoas
(não é ela comunhão e sacramento?),
mais gratuita,
mais convidativa.

A Igreja é a minha casa,
E tenho pena que
feche portas,
condene sem coração,
corte com quem procura...

Eu amo muito a Igreja, porque a Igreja é a minha casa.
Com defeitos?
Com a ruga dos anos?
Às vezes azeda?

Mas é a minha casa!
Então, porque lhe quero muito,
vou pintá-la de fresco,
vou rasgar-lhe mais portas,
vou torná-la mais simpática,
mais disponível,
mais atenta.
Vou fazer com que cante mais a beleza da vida,
perca o medo e salte para o mundo,
grite os valores e os direitos
das pessoas e dos povos.

A Igreja é a minha casa.
Se eu quiser,
se tu quiseres,
se nós todos quisermos,
todos virão a ela
e todos nela se sentirão bem.
Porque ela é o rosto de Deus.
Porque Deus habita nela.


D. Manuel Martins 
Bispo emérito de Setúbal 
In "Pregões de esperança", ed. Paulinas 
Publicado em 12.11.2014

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Maria é modelo



«A Virgem,
que guardava no seu coração
a Palavra de Deus,
é modelo daquelas pessoas atentas
nas quais revive continuamente
a oração sacerdotal de Jesus.
E o Senhor escolheu de preferência a mulheres
que como ela se esqueceram completamente de si mesmas
para se submergir na vida e na paixão de Cristo,
para que fossem seus instrumentos
na realização de grandes obras na Igreja.

Santa Teresa Benedicta da Cruz (Edith Stein) | 1891 – 1942 
Edith Stein, Obras 404

Senhor,
eu te dou graças por todas as mulheres
que seduzidas pelo Teu Amor
deixaram que o Espírito Divino
as submergisse na Tua Vida e Paixão.
Negando-se a si mesmas
tiveram tudo como lixo
diante do bem supremo que é conhecer-Te e amar-Te.
Bendito sejas Senhor,
por manifestares nelas a força irresistível do Amor
e as chamares a participar
na Tua Obra de Salvação para o mundo.
Enamoradas da Tua imolação na Cruz
revivem em si mesmas o mistério da Nova Aliança,
em que Tu és o seu Sacerdote
e das suas vidas elevas ao Pai
a tua oração sacerdotal.
Bendito sejas Senhor,
por que em Maria Tua Mãe
estas mulheres encontram a sua força.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Expedição de marcianos



E se "uma expedição de marcianos" quisesse o baptismo?

Sim, marcianos, "verdes, com narizes compridos e orelhas grandes, tal como nos desenhos das crianças". "O Espírito faz escolhas impensáveis, inimagináveis", lembra Francisco.

O Papa surpreendeu os fiéis que marcaram presença na missa desta segunda-feira de manhã.  “Se, por exemplo, amanhã chegasse uma expedição de marcianos?”, perguntou. E se quisessem ser baptizados, "o que é que aconteceria?”.

Perante a cara estupefacta de quem duvidava ter ouvido bem, Francisco esclareceu que estava mesmo a falar de hipotéticos extraterrestres que pretendessem ser baptizados: “Verdes, com narizes compridos e orelhas grandes, tal como nos desenhos das crianças”.

O Santo Padre usava o exemplo para realçar a importância de ninguém fechar as portas ao Espírito Santo, mesmo quando isso resulta nas situações mais improváveis: “Quando o Senhor nos mostra o caminho, quem somos nós para dizer ‘Não, Senhor, não é prudente! Não, façamos de outra maneira’. Quem somos nós para fechar portas?”, perguntou.

O Papa referiu a tradição que algumas igrejas têm de ter assistentes que recebem os fiéis à porta da Igreja, para os guiar para os lugares disponíveis na assembleia. Mas, realçou Francisco, “nunca existiu um ministério para quem fecha a porta aos outros. Nunca”.

“O Espírito faz escolhas impensáveis, inimagináveis”, disse Francisco. “E enquanto cristãos devemos pedir ao Senhor a graça da docilidade aos Espírito Santo”.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Obrigado pelas minhas mãos feias



Senhor obrigado pelas minhas mãos feias...
Obrigado pelas minhas mãos de pecador.

Mas obrigado por fazeres
das minhas mãos feias e de pecador as Tuas mãos.
Por estas minhas, tão fracas e feias,
tornas-te presente aos meus irmãos
quando abençoo,
quando as imponho,
quando as elevo para rezar
e, acima de tudo, quando Te torno presente no altar
e Te dou em alimento à Igreja que pobremente sirvo.

Obrigado, Senhor, pelas minhas mãos feias
que, por grande mistério, tornas belas.

Um Teu padre...

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O Papa na Aula Magna



E de repente, eis que a nossa esquerda descobriu a doutrina social da Igreja.

O Papa Francisco lançou uma exortação apostólica, que em larga medida é um programa do seu papado (com um nível de qualidade, detalhe e empenho muito superior ao guião de Paulo Portas – talvez ele possa começar a recorrer aos serviços do Vaticano), e perante certas passagens de A Alegria do Evangelho, onde o Papa critica a idolatria do dinheiro (“o dinheiro deve servir, e não governar!”) e o capitalismo selvagem, logo ele foi cooptado pela esquerda mais gongórica como um quase-discípulo de Mário Soares, como se a exortação de Francisco tivesse sido escrita para ser lida no encontro da Aula Magna.

Convém, portanto, em nome do rigor e da seriedade dos argumentos, avançar com uma breve citação: “Os trabalhadores isolados e sem defesa têm-se visto, com o decorrer do tempo, entregues à mercê de senhores desumanos e à cobiça de uma concorrência desenfreada. A usura voraz não tem deixado de ser praticada por homens ávidos e gananciosos, e de insaciável ambição. A tudo isto deve acrescentar-se que a contratação do trabalho e a condução dos negócios se concentram nas mãos de um pequeno número de ricos e de opulentos, que impõe assim um jugo quase servil à massa imensa do proletariado.” De onde é que este texto é retirado? De O Capital? Do Manifesto Comunista? Do 18 de Brumário de Luís Bonaparte? Nada disso. Da encíclica de Leão XIII Rerum Novarum, documento fundador da chamada doutrina social da Igreja, escrita em… 1891.

Só quem tem andado muito distraído nos últimos 122 anos é que pode agora descobrir, com o espanto com que Adão e Eva se aperceberam nus, que a Igreja defende a primazia do ser humano sobre o dinheiro, que se opõe às desigualdades e que coloca os mais pobres no centro das suas preocupações pastorais. Mas, como se costuma dizer, mais vale tarde do que nunca, e é bom ver tão vasto número de ovelhas dispostas a regressar ao redil de São Pedro, até porque a Igreja anda com falta de vocações. Por este andar, pode ser que ainda veja Francisco Louçã e Catarina Martins a entregarem sacos do Banco Alimentar à entrada do supermercado.

Ah, não, espera, isso já não pode ser – porque isso é caridade. E a caridade não serve os propósitos de certa esquerda, que a vê como uma forma de os ricos perpetuarem o jugo sobre os pobres, dando-lhes apenas o suficiente para eles não se revoltarem. Essa esquerda adora ouvir o Papa dizer que a “economia mata”, mas não suporta ouvir D. Manuel Clemente dizer que a “fé actua pela caridade”. Lá está: é o velho tique de amar muito a Humanidade como um todo, mas não ter grande interesse pelos homens em particular. A Igreja não funciona assim: cada pessoa é sagrada – individualmente sagrada, a cada hora do dia, e por isso não pode ser usada como um meio (o sofrimento como combustível da revolta) ainda que ao serviço de um fim muito bem-intencionado (um mundo onde todos sejam iguais)

Convinha que não cortassem a mensagem do Papa às postas para ficarem só com a parte que lhes interessa. Porque quando Francisco diz que o problema maior da sociedade actual é a exclusão, e que os excluídos já nem sequer são explorados, porque se limitam a ser “resíduos” e “sobras”, ele não está imediatamente a pôr-se do lado de manifestantes e grevistas. Está a pôr-se muito mais abaixo, ao lado daqueles que nem roubados podem ser, porque já não têm nada. Infelizmente, nem sequer um sindicato".

João Tavares

sábado, 7 de setembro de 2013

Jejum e oração pela Síria


Para hoje, 7 de Setembro de 2013, o Papa Francisco convocou um dia de jejum e de oração pela paz na Síria e no mundo inteiro. Esta iniciativa pontifícia tem uma abrangência ecuménica, porque todos os crentes e homens de boa vontade estão convidados a unirem-se a esta jornada pela paz mundial.

Na iminência de uma intervenção militar no Oriente Médio, não podia ser mais oportuna esta convocação. É óbvia a necessidade de recorrer, com urgência, a todos os mecanismos políticos e militares susceptíveis de impedir a guerra, quer junto das grandes superpotências mundiais, quer também no âmbito das principais instituições internacionais, como a ONU, a NATO, etc. Mas, talvez não seja tão transparente a eficácia dos meios agora mobilizados pelo Santo Padre a favor da paz.

"Si vis pacem, para bellum", diziam os antigos. Isto é: se queres a paz, prepara-te para a guerra. Outra é, contudo, a lógica cristã: se queres a paz, reza e jejua. Estes meios podem parecer muito sobrenaturais, mas são também, por estranho que pareça, muito humanos. De facto, ante uma injustiça, qualquer cidadão tende a manifestar-se junto do poder, que é o que fazem os cristãos, quando rezam ao Senhor dos exércitos. Para reforçar as suas pretensões, algumas pessoas, mesmo não sendo crentes, fazem greve da fome, que outra coisa não é do que a versão laica do jejum cristão.

Estas são as principais armas do exército do Papa, que Estaline desdenhou, mas que pôs termo, sem um tiro sequer, a mais de setenta anos de impiedoso imperialismo soviético. Já não é preciso ter fé para crer no poder da oração e do jejum, basta ter alguma memória histórica.

Bem-aventurados sejam os que promovem a paz!

Gonçalo Portocarrero de Almada
www.ionline.pt/iOpiniao/jejum

terça-feira, 12 de março de 2013

Oração em período de Sé Vacante

 

Suplicamos, ó Deus, com humildade:
que a vossa imensa piedade conceda
à Sacrossanta Igreja Romana um Pontífice;
que por seu zelo por nós, possa ser-Vos agradável,
que seja assíduo no Governo da Igreja
para a glória e reverência do Vosso nome.

Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo,
Deus, por todos os séculos dos séculos.
Amen.