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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Chamados a dizer irmão

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"Para chegar à paz, somos chamados a dizer uma palavra: «Irmão»" 
(Papa Francisco).

"Senhor Deus de Paz, escutai a nossa súplica!
Tentámos tantas vezes e durante tantos anos
resolver os nossos conflitos com as nossas forças
e também com as nossas armas;
tantos momentos de hostilidade e escuridão;
tanto sangue derramado;
tantas vidas despedaçadas;
tantas esperanças sepultadas...
Mas os nossos esforços foram em vão.
Agora, Senhor, ajudai-nos Vós!
Dai-nos Vós a paz, ensinai-nos Vós a paz,
guiai-nos Vós para a paz.
Abri os nossos olhos e os nossos corações
e dai-nos a coragem de dizer:
«nunca mais a guerra»;
«com a guerra, tudo fica destruído»!
Infundi em nós a coragem de realizar gestos concretos
para construir a paz.
Senhor, Deus de Abraão e dos Profetas,
Deus Amor que nos criastes
e chamais a viver como irmãos,
dai-nos a força para sermos cada dia artesãos da paz;
dai-nos a capacidade de olhar com benevolência
todos os irmãos que encontramos no nosso caminho. Tornai-nos disponíveis
para ouvir o grito dos nossos cidadãos
que nos pedem para transformar
as nossas armas em instrumentos de paz,
os nossos medos em confiança
e as nossas tensões em perdão.
Mantende acesa em nós a chama da esperança
para efectuar, com paciente perseverança,
opções de diálogo e reconciliação,
para que vença finalmente a paz.
E que do coração de todo o homem
sejam banidas estas palavras:
divisão, ódio, guerra!
Senhor, desarmai a língua e as mãos,
renovai os corações e as mentes,
para que a palavra que nos faz encontrar
seja sempre "irmão",
e o estilo da nossa vida se torne:
shalom, paz, salam!
Amen.»"

Papa Francisco

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Um amigo é um irmão que escolhemos



Quão frequente é ouvirmos e lermos a palavra “amigo” ou “amizade” durante o nosso dia?
De facto, situações não faltam, a começar pelas músicas que passam na rádio, nos anúncios de televisão, na internet, em conversas com pessoas…
mas será que já paraste para pensar na mais autêntica e pura definição de amizade?
Será sequer possível encontrar uma boa definição, quando temos relações tão diferentes de amigo para amigo? (...)

“Quem encontrou um amigo, descobriu um tesouro”, ensina a Bíblia.
Um amigo é um irmão que escolhemos.
Alguém que entende, como mais ninguém, as nossas conversas mais longas, as nossas tímidas meias palavras e até os nossos silêncios.
Junto a um conhecido muitas vezes não conseguimos estar sem falar pois sentimos o desconforto do silêncio.
Mas, perto de um amigo, podemos estar calados confortavelmente sem nos sentirmos constrangidos.
Com ele podemos até falar demais, sem ter medo de dar a conhecer o nosso mais íntimo ou de guardar um segredo.
Com um amigo, podemos dar uma gargalhada livre, solta, ou podemos chorar sem nos sentirmos menores, porque ele nos compreende.

E, porque é natural filtrarmos, não só o que dizemos mas também a quem o dizemos, imagina-se muitas vezes estas relações entre pessoas como uma peneira.
Se alguém me é completamente desconhecido ou não me dá provas para partilhar o mais íntimo de mim, então os buracos da minha rede são muito apertados
e pouco passa para o outro lado.
Mas, à medida que uma amizade se fortalece, os buracos tornam-se maiores e começo a pôr menos barreiras ao que penso e ao que posso/quero contar a essa pessoa.
Por isso, um amigo faz-nos compreender o significado da palavra confiança, a base de todas as relações de amizade, pois é ela que alarga a rede da nossa peneira, muitas vezes sem repararmos.
Os frutos são evidentes: confiamos sentimentos, emoções, experiências que nos marcam.
Quantas vezes isto não reduz substancialmente o peso da nossa cruz ou aumenta, espantosamente o tamanho da nossa alegria?

Mas, não nos esqueçamos, é preciso haver retorno.
Há amizades que falham porque assentam apenas no esforço sincero de uma das partes.
A amizade é uma história recíproca.
Há pessoas que se lamentam da falta de amigos ou que olham para trás no tempo e vêem que não conseguiram manter muitas amizades muito especiais.
Contudo, não se lembram da importância de investir tempo a “cativar” e a “criar laços”.
Como diria a raposa ao Principezinho no livro de Antoine de Saint-Exupéry: “foi o tempo que perdeste com a tua rosa que a tornou tão especial.”
A amizade exige empenho, dedicação e lealdade.

As amizades verdadeiras ajudam-nos a crescer porque um amigo é aquele que em vez de nos dizer o que queremos ouvir, não se enfarpela muito para nos dizer o que realmente precisamos de ouvir.
Um amigo não tem de nos dar sempre palmadinhas nas costas.
Às vezes é mesmo difícil pôr o dedo na ferida, implica muita coragem porque sabemos que nos estão a tocar num ponto fraco.
Assim, é ele que puxa por nós e nos desinstala para nos pôr em movimento.
E que graça tão grande quando encontramos um amigo em que eu me torno mais eu, e ele mais ele.
Se eu não sou verdadeiro e não te ajudo a caminhar para a verdade não mereço ser teu amigo.

Mas quando passamos muito tempo com uma pessoa ou conversamos com alguma frequência com ela, ganhamos confiança e à-vontade e às vezes desse à-vontade nascem desentendimentos, mal-entendidos e até mesmo algumas zangas.
É mesmo importante irmos aprendendo a olhar para essas situações com humildade (reconhecendo a parte da culpa de cada um) e recorrendo ao perdão.
Sem perdão não há amizades sólidas.
No fundo, são desafios que nos são propostos e que quando bem geridos e vividos acabam por fortalecer uma amizade.

A cena da visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel mostra-nos como a amizade é algo de especial e que se pode (re)descobrir pela vida fora, senão vejamos:
1. Maria corre para ajudar Isabel (a amizade é um desejo de estar próximo; é uma disponibilidade para ajudar).
2. A alegria do encontro (a amizade é essa alegria pura de um simples encontro).
3. O Magnificat (a amizade é um dom de Deus que nos faz dar graças).

in Caderno de Pilotagem EJNS - 2012

sábado, 28 de julho de 2012


Um dia perguntaram-me se eu acreditava em Deus.
Eu então respondi-lhes da maneira como eu pensava.
... Entre a lua e as estrelas num galope, num tropel,
Pisando nas nuvens brancas eu vi Deus passar no Céu.

Todo dia existe Deus...
No sorriso da criança, no canto dos passarinhos,
No olhar, na esperança...

Todo dia existe Deus...
Na harmonia das cores, na natureza esquecida,
Na fresca aragem da brisa, na própria essência da vida...

Todo dia existe Deus...
No regato cristalino, pequeno servo do mar,
Nas ondas lavando as praias, na clara luz do luar...

Todo dia existe Deus...
Na escuridão do infinito, todo ponteado de estrelas,
Na amplidão do universo, no simples prazer de vê-las...

Todo dia existe Deus...
Nos segredos desta vida, no germinar da semente,
Nos movimentos da Terra, que gira incessantemente...

Todo dia existe Deus...
No orvalho sobre a relva, na natureza que encanta,
No cheiro que vem da terra, e no sol que se levanta...

Todo dia existe Deus...
Nas flores que desabrocham perfumando a atmosfera,
Nas folhas novas que brotam anunciando a primavera...

Deus é capaz, Deus é paz,
Deus é a esperança, é o alento do aflito,
O Criador do Universo, da luz, do ar, da aliança...

Deus é a justiça perfeita, que emana do coração.
Ao perdoar quem ofende, Ele é o próprio perdão...

Será que tu não viste ainda o rosto de Deus
No colorido mais belo dos olhos dos filhos teus?

Deus é constante e perene, é Divino, de tal sorte
Que sendo a essência da vida é o descanso na morte...

Não há vida sem a volta e não há volta sem vida.
A morte não é a morte, é só a porta da vida...

Todo dia existe Deus...
No ciclo da natureza, neste ir e vir constante,
No broto que se renova, na vida que segue adiante,
Em quem semeia bondade, em quem ajuda o irmão
Colhendo felicidade, cumprindo a sua missão...

Todo dia existe Deus...
No suor de quem trabalha, no calo duro das mãos,
No homem que planta o trigo, no trigo que faz o pão,
Podes sentir Deus dentro do seu coração...

Rita Pando