do Lat. ciboriu; s. m., a parte mais alta que exteriormente remata ou cobre a cúpula das grandes igrejas ou dos edifícios monumentais. Este blog é, na sua grande maioria, partilha de videos e textos de diversos autores que recebo diariamente. Com a visão dos outros podemos ver mais alto, mais longe...
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terça-feira, 8 de janeiro de 2019
Os jovens na escola de Maria
Janeiro de 2019. O Vídeo do Papa: Jovens que se mobilizam, que se lançam à aventura da fé, que seguem o exemplo de Maria. Milhares. Centenas de milhares. Milhões deles se reúnem este mês no Panamá para a Jornada Mundial da Juventude de 2019. Compartilhemos com eles a alegria do Evangelho. "Vocês, jovens, têm na Virgem Maria um motivo de alegria e uma fonte de inspiração. Aproveitem a Jornada Mundial da Juventude no Panamá para contemplar Cristo com Maria. Cada um em seu idioma, rezemos o Terço pela paz. E peçam-lhe forças para sonhar e trabalhar pela paz. Rezemos pelos jovens, especialmente os da América Latina, para que, seguindo o exemplo de Maria, respondam ao chamado do Senhor para comunicar ao mundo a alegria do Evangelho." O Vídeo do Papa difunde todo mês as intenções de oração do Santo Padre pelos desafios da humanidade e da missão da Igreja.
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quinta-feira, 22 de novembro de 2018
Ao serviço da paz
Ao serviço da paz
O Vídeo do Papa 11 – Novembro 2018
Três letras que alguns utilizam normalmente mas há outros que há anos não a experimentam. Porque em muitos lugares do mundo a paz não é uma realidade, é somente um desejo para milhares de pessoas que sofrem pela sua ausência. Pensemos mais do que nessas três letras, mas no seu significado. Rezemos e trabalhemos para alcançar a verdadeira paz. “Todos queremos a paz. É uma aspiração profunda, sobretudo daqueles que sofrem pela ausência de paz. Recordemos que Jesus também viveu em tempos de violência. E Ele nos ensinou que a verdadeira paz está no coração humano. Podemos falar com palavras esplêndidas, mas, se em nosso coração não há paz, não haverá no mundo. Pratiquemos esta paz nos pequenos gestos, com o diálogo guiando as relações pessoais e sociais. Com zero violência e cem por cento de ternura, construamos a paz evangélica que não exclui ninguém. Rezemos juntos para que a linguagem do coração e do diálogo prevaleça sempre sobre a linguagem das armas.” O Vídeo do Papa difunde todo mês as intenções de oração do Santo Padre pelos desafios da humanidade e a missão da Igreja.
terça-feira, 11 de setembro de 2018
Comunhão orante com o Papa

"O estado penitencial e purificador que atravessa, na atualidade, a Igreja inquieta-nos, fere-nos, desafia-nos. Descobrimo-nos uma Igreja pobre, humilhada, atravessada no seu interior por estruturas de pecado. Despojada de todo o triunfalismo, a Igreja apresenta, na praça pública, a sua miserável nudez de pecadora. No abismo do pecado e da violência causada ou sofrida, emerge a audácia e a loucura da esperança cristã: «Onde abundou o pecado, superabundou a graça». Não há situação infernal que Cristo não tenha atravessado em seu amor por nós até ao extremo. É esta a esperança que nos salva. A identificação e o reconhecimento da nossa miséria pessoal e eclesial só têm sentido e eficácia terapêutica perante a misericórdia de Deus. Caso contrário, seria autodestruição, violência justiceira e vingativa, cegueira moralizante.
Nos tempos de crise, tem sido sempre a comunhão com o Santo Padre a salvaguardar a Igreja da deriva e do caos, porque encontra nele a fonte e a força estrutural da sua própria renovação interna. Como disse recentemente D. José Tolentino Mendonça: «O Papa Francisco é o ponto de referência de uma Igreja que assume a necessidade de purificar-se de desvios, erros e crimes passados». Não hesitemos em sentir e expressar o nosso total apoio ao Papa Francisco. É isso que nos pede a todos D. Manuel Clemente: «Quero ainda pedir-vos, caríssimos diocesanos, comunhão profunda e orante com o Santo Padre, que com tanta coragem e lucidez guia a Igreja neste tempo de purificação espiritual e prática. Estamos com o Papa Francisco, como ele está com Cristo e com o evangelho»."
P. António Martins
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
Os jovens de África (Video do Papa)
Setembro 2018. O Vídeo do Papa: A África é um continente com um potencial enorme. Seus jovens representam seu futuro. Um futuro que, sendo acompanhado pela educação e pelas oportunidades de emprego, é esplêndido.
“A África é um continente rico, e a maior riqueza, a mais valiosa da África, são os jovens.
Eles devem poder escolher entre deixar-se vencer pela dificuldade ou transformar a dificuldade em oportunidade.
O caminho mais eficaz para ajudá-los nesta escolha é investir em sua educação.
Se um jovem não tem oportunidade de educar-se, o que poderá fazer no futuro?
Rezemos para que os jovens do continente africano tenham acesso à educação e ao trabalho em seu próprio país”.
Se quiser ver mais vídeos sobre as intenções do Papa, visite
http://www.elvideodelpapa.org
segunda-feira, 12 de março de 2018
Oração a pedir o bom humor

Oração a pedir o bom humor
Dai-me, Senhor, uma boa digestão,
mas também qualquer coisa para digerir.
Concede-me a saúde do corpo e o necessário
bom humor para mantê-la.
Dai-me, Senhor, uma alma simples,
que saiba aproveitar tudo o que é bom
e não se assuste demasiado perante o mal,
mas encontre maneira de recolocar
as coisas no lugar devido.
Dai-me uma alma que não que refém do tédio
nem de resmungos, impaciências ou lamentações,
e não permitais que me atormente
para lá do razoável
com essa coisa turbulenta chamada “eu”.
Dai-me, Senhor, um sentido de humor apurado
e a capacidade de receber o que aí vem a sorrir
vivendo o que me cabe com alegria
e partilhando-a sem custos acrescidos
com os outros. Ámen.
Oração escrita por São Tomás More e rezada diariamente pelo Papa Francisco, oferecida à comunidade da Capela do Rato pelo P. José Tolentino Mendonça, como gesto de agradecimento pela oração da comunidade durante o retiro ao Papa Francisco e à Cúria Romana.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Video do Papa - Fevereiro 2017
"O Papa relembra-nos que no mundo existem muitas pessoas que vivem em agonia, em situação de pobreza, que são refugiados ou estão marginados pela sociedade. Rezemos por eles com Francisco para que encontrem em nossas comunidades a acolhida e o apoio que precisam.
“Vivemos em cidades que constroem torres, centros comerciais, fazem negócios imobiliários... mas abandonam uma parte de si nas margens, nas periferias.
São muitos os que precisam de lutar para viver. E que muitas vezes, vivem com pouca dignidade.
Como consequência disso, grandes massas da população se veem excluídas e marginalizadas: sem trabalho, sem horizontes, sem saída.
Não os abandonem. Peçam comigo por aqueles que estão oprimidos, especialmente os pobres, os refugiados e os marginalizados, para que encontrem acolhida e apoio em nossas comunidades.”
domingo, 27 de novembro de 2016
Somos feitos para estar com os outros

A nossa humanidade enriquece-se muito se estamos com todos os outros e em qualquer situação em que se encontram. É o isolamento que faz mal, não a partilha. O isolamento desenvolve o medo e a desconfiança e impede de beneficiar da fraternidade. É preciso com efeito dizer que se correm mais riscos quando nos isolamos do que quando nos abrimos ao outro: a possibilidade de nos fazermos mal não está no encontro mas no fechamento e na rejeição. A mesma coisa vale quando assumimos o cuidado de alguém: penso num doente, num idoso, num imigrante, um pobre, num desempregado. Quando tomamos conta do outro complicamos menos a vida do que quando estamos concentrados em nós mesmos.
Estar no meio das pessoas não significa só estar abertos e encontrar os outros, mas também deixar-se encontrar. Somos nós que temos necessidade de ser olhados, chamados, tocados, interpelados, somos nós que temos necessidade dos outros para nos podermos fazer participantes de tudo o que só os outros nos podem dar. A relação pede este intercâmbio entre pessoas: a experiência diz-nos que habitualmente dos outros recebemos mais do que damos.
Entre a nossa gente há uma autêntica riqueza humana. São inumeráveis as histórias de solidariedade, ade ajuda, de apoio que se vivem nas nossas famílias e nas nossas comunidades. É impressionante como algumas pessoas vivem com dignidade a restrição económica, a dor, o trabalho duro, a provação. Encontrando estas pessoas tocas com a mão a sua grandeza e recebes quase uma luz através da qual se torna claro que se pode cultivar uma esperança para o futuro; pode acreditar-se que o bem é mais forte do que o mal porque elas estão ali. Estando no meio das pessoas temos acesso ao ensinamento dos factos.
Dou um exemplo: contaram-me que há pouco tempo morreu uma jovem de 19 anos. A dor foi imensa, muitas pessoas participaram no funeral. O que a todos tocou foi não só a ausência de desespero, mas a perceção de uma certa serenidade. As pessoas, após o funeral, falavam da admiração de terem saído da celebração aliviadas de um peso. A mãe da jovem afirmou: «Recebi a graça da serenidade». A vida quotidiana é entretecida destes factos que marcam a nossa existência: eles nunca perdem eficácia, mesmo se não fazem parte dos títulos dos jornais. Acontece precisamente assim: sem discursos ou explicações compreende-se o que na vida vale ou não vale.
Estar no meio das pessoas significa também dar-se conta de que cada um de nós é parte de um povo. A vida concreta é possível porque não é a soma de muitas individualidades, mas a articulação de muitas pessoas que concorrem para a constituição do bem comum. Estar juntos ajudar-nos a ver o conjunto. Quando vemos o conjunto, o nosso olhar é enriquecido e torna-se evidente que os papéis que cada pessoa desempenha no interior das dinâmicas sociais nunca podem ser isoladas ou absolutizadas. Quando o povo está separado de quem comanda, quando se fazem escolhas por força do poder e não da partilha popular, quando quem comanda é mais importante do que o povo e as decisões são tomadas por poucos, ou são anónimas, ou são impostas sempre por emergências verdadeiras ou presumidas, então a harmonia social é colocada em perigo, com graves consequências para as pessoas: aumenta a pobreza, a paz é posta em risco, manda o dinheiro e as pessoas passam mal. Estar no meio das pessoas, por isso, faz bem não só à vida de cada um mas é um bem para todos.
Estar no meio das pessoas evidencia a pluralidade de cores, culturas, raças e religiões. As pessoas fazem-nos tocar com a mão a riqueza e a beleza da diversidade. Só com uma grande violência se poderia reduzir a variedade à uniformidade, a pluralidade de pensamentos e de ações a um único modo de fazer e de pensar. Quando se está com as pessoas toca-se a humanidade: nunca é só a cabeça, há sempre também o coração, há mais concretude e menos ideologia.
Para resolver os problemas das pessoas é preciso partir de baixo, sujar as mãos, ter coragem, escutar os últimos. Penso que é espontânea a pergunta: como é que se faz assim? Podemos encontrar a resposta olhando para Maria. Ela é serva, é humilde, é misericordiosa, está a caminho connosco, é concreta, nunca está no centro da cena mas é uma presença constante. Se olharmos para ela encontraremos a melhor maneira de estar no meio das pessoas. Olhando para ela podemos percorrer todas as sendas do humano sem medo e preconceitos, com ela podemos tornar-nos capazes de não excluir ninguém.
Papa Francisco
Excertos da mensagem em vídeo para o Festival da Doutrina Social da Igreja (Verona, Itália)
24.11.2016
terça-feira, 29 de março de 2016
Quais são as obras de misericórdia?
No dia 8 de dezembro começa um ano Jubilar da Misericórdia, convocado pelo Papa Francisco, que recomendou que durante esse tempo se realizem as obras de misericórdia mas, em que consistem e quais são?
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
O rosto da misericórdia
O jovem Stanislas fura a barreira e avança, veloz, na sua cadeira de rodas, em direcção ao papamóvel. Francisco debruça-se e fala alguns minutos com o rapaz que perdeu as pernas num violento ataque que matou a sua família. A sua história perde-se na infinidade de outras tantas feridas, lutos e horrores que afligem a República Centro Africana.
Quando o papamóvel entrou no estádio de Bangui, na passada segunda feira, sob fortes medidas de segurança, a multidão dos fiéis aclamou Francisco, de forma ensurdecedora. E, enquanto o povo aplaudia nas bancadas, bem distantes da esburacada pista de tartan por onde o Papa ia passar, sob o olhar atento de uma fila quase compacta de capacetes azuis, eis que o jovem Stanislas fura a barreira e avança, veloz, na sua cadeira de rodas, em direcção ao papamóvel.
Francisco debruça-se e fala alguns minutos com o rapaz que perdeu as pernas num violento ataque que matou a sua família. A sua história perde-se na infinidade de outras tantas feridas, lutos e horrores que afligem a República Centro Africana. Talvez por isso - por todos desejarem aquele mesmo encontro pessoal - os aplausos soaram mais forte quando o Papa se debruçou sobre o jovem. Ninguém sabe do que falaram. Mas o que toda a gente viu foi um Stanislas esfuziante, rodopiando na pista fazendo vários “peões” e “cavalinhos” e esbracejando, enquanto conduzia a sua cadeira de rodas para fora do recinto.
“Deus é mais forte do que tudo. Esta convicção dá ao crente serenidade, coragem e a força de perseverar no bem diante das piores adversidades”, disse o Papa, na véspera, quando abriu a Porta Santa na catedral e proclamou Bangui “a capital espiritual do mundo”. Ou seja, o apelo ao valor do perdão e da misericórdia foi proclamado no país que mais deles precisa e numa das maiores periferias do mundo: a capital da República Centro Africana.
Na bula “O rosto Misericórdia”, dirigida aos fiéis do mundo inteiro, Francisco deseja “que o Jubileu seja uma experiência viva da proximidade do Pai, como se quiséssemos sentir pessoalmente a sua ternura, para que a fé de cada crente se revigore e assim o testemunho se torne cada vez mais eficaz”.
A experiência viva desta proximidade e ternura teve-a Stanislas e tantos milhares de africanos que, apesar dos sofrimentos e misérias - ou talvez por isso - não esqueceram o essencial e mereceram a preferência do Papa.
Nós, os mais distraídos do “primeiro mundo”, ainda estamos a tempo.
Aura Miguel
RR04 Dez, 2015
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Expedição de marcianos
E se "uma expedição de marcianos" quisesse o baptismo?
Sim, marcianos, "verdes, com narizes compridos e orelhas grandes, tal como nos desenhos das crianças". "O Espírito faz escolhas impensáveis, inimagináveis", lembra Francisco.
O Papa surpreendeu os fiéis que marcaram presença na missa desta segunda-feira de manhã. “Se, por exemplo, amanhã chegasse uma expedição de marcianos?”, perguntou. E se quisessem ser baptizados, "o que é que aconteceria?”.
Perante a cara estupefacta de quem duvidava ter ouvido bem, Francisco esclareceu que estava mesmo a falar de hipotéticos extraterrestres que pretendessem ser baptizados: “Verdes, com narizes compridos e orelhas grandes, tal como nos desenhos das crianças”.
O Santo Padre usava o exemplo para realçar a importância de ninguém fechar as portas ao Espírito Santo, mesmo quando isso resulta nas situações mais improváveis: “Quando o Senhor nos mostra o caminho, quem somos nós para dizer ‘Não, Senhor, não é prudente! Não, façamos de outra maneira’. Quem somos nós para fechar portas?”, perguntou.
O Papa referiu a tradição que algumas igrejas têm de ter assistentes que recebem os fiéis à porta da Igreja, para os guiar para os lugares disponíveis na assembleia. Mas, realçou Francisco, “nunca existiu um ministério para quem fecha a porta aos outros. Nunca”.
“O Espírito faz escolhas impensáveis, inimagináveis”, disse Francisco. “E enquanto cristãos devemos pedir ao Senhor a graça da docilidade aos Espírito Santo”.
sábado, 7 de setembro de 2013
Jejum e oração pela Síria

Para hoje, 7 de Setembro de 2013, o Papa Francisco convocou um dia de jejum e de oração pela paz na Síria e no mundo inteiro. Esta iniciativa pontifícia tem uma abrangência ecuménica, porque todos os crentes e homens de boa vontade estão convidados a unirem-se a esta jornada pela paz mundial.
Na iminência de uma intervenção militar no Oriente Médio, não podia ser mais oportuna esta convocação. É óbvia a necessidade de recorrer, com urgência, a todos os mecanismos políticos e militares susceptíveis de impedir a guerra, quer junto das grandes superpotências mundiais, quer também no âmbito das principais instituições internacionais, como a ONU, a NATO, etc. Mas, talvez não seja tão transparente a eficácia dos meios agora mobilizados pelo Santo Padre a favor da paz.
"Si vis pacem, para bellum", diziam os antigos. Isto é: se queres a paz, prepara-te para a guerra. Outra é, contudo, a lógica cristã: se queres a paz, reza e jejua. Estes meios podem parecer muito sobrenaturais, mas são também, por estranho que pareça, muito humanos. De facto, ante uma injustiça, qualquer cidadão tende a manifestar-se junto do poder, que é o que fazem os cristãos, quando rezam ao Senhor dos exércitos. Para reforçar as suas pretensões, algumas pessoas, mesmo não sendo crentes, fazem greve da fome, que outra coisa não é do que a versão laica do jejum cristão.
Estas são as principais armas do exército do Papa, que Estaline desdenhou, mas que pôs termo, sem um tiro sequer, a mais de setenta anos de impiedoso imperialismo soviético. Já não é preciso ter fé para crer no poder da oração e do jejum, basta ter alguma memória histórica.
Bem-aventurados sejam os que promovem a paz!
Gonçalo Portocarrero de Almada
www.ionline.pt/iOpiniao/jejum
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Guarda suiça
O Papa Francisco quando deixou o seu apartamento em Santa Marta, encontrou um guarda suíço no lado de fora da sua porta. O Papa perguntou o que ele fazia ali, e se ele tinha ficado acordado a noite toda. - Sim, respondeu o guarda. - De pé? - perguntou o Papa Francisco. Você não está cansado? - É meu dever, Sua Santidade, para a sua segurança. O Papa Francisco , olhou para ele, voltou para o seu apartamento e, momentos depois, voltou com uma cadeira entre as mãos. - Pelo menos sente e descanse - disse o Papa. O guarda respondeu: - Desculpe-me Sua Santidade, mas não posso, as regras não permitem isso. - As regras? - disse Francisco. - Meu capitão, Sua Santidade... - disse o guarda. - Bem, mas eu sou o Papa e lhe peço para se sentar. Mais tarde, o Papa Francisco voltou com um pouco de pão e presunto, entregou-o ao guarda e disse: - Bom apetite, meu irmão. PS: tira as tuas conclusões e partilha se achas que merece.
quinta-feira, 21 de março de 2013
A oração dos cinco dedos

1. O dedo polegar é o que está mais perto de ti.
Assim, começa por orar por aqueles qu...e estão mais próximo de ti. São os mais fáceis de recordar. Rezar por aqueles que amamos é “uma doce tarefa”.
2. O dedo seguinte é o indicador: reza pelos que ensinam, instróiem e curam. Ele precisam de apoio e sabedoria ao conduzir outros na direcção correcta. Mantém-nos nas tuas orações.
3. A seguir é o maior. Recorda-nos dos nossos chefes, os governantes, os que têm autoridade. Eles necessitam de orientação divina.
4. O próximo dedo é o anelar. Surpreendentemente, este é o nosso dedo mais débil. Ele lembra-nos que rezemos pelos débeis, doentes ou pelos atormentados por problemas. Todos eles necessitam das tuas orações.
5. E finalmente temos o nosso dedo pequeno, o mais pequeno de todos. Este deveria lembrar-te de rezar por ti mesmo. Quando terminares de rezar pelos primeiros quatro grupos, as tuas próprias necessidades aparecer-te-ão numa perspectiva correcta e estarás preparado para orar por ti mesmo de uma maneira mais efectiva.
Papa Francisco
sábado, 16 de março de 2013
Dez gestos de um Papa surpreendente
Francisco, o Papa, não tem só no nome uma grande e inesperada originalidade. Em muitos dos seus gestos vem provando ser radicalmente diferente de outros Papas e, sobretudo, muito informal e c...om um grande à-vontade.
Alguns apontam-lhe um minimalismo cheio de profundidade. E quem o conhece diz que ele é mesmo assim. Já quando era o cardeal Bergoglio se sentia mortificado com qualquer pompa e circunstância.
Simples, humilde, descontraído, espontâneo. Assim é o Papa Francisco.
1. Não me venham ver a Roma. Usem com os pobres o dinheiro que gastariam
Na noite em que foi eleito, o novo Papa ligou ao núncio apostólico em Buenos Aires para lhe pedir que comunicasse aos bispos, e estes depois aos fiéis argentinos, que não se deslocassem a Roma para a inauguração do Pontificado no próximo dia 19. Sugeriu antes que o dinheiro das viagens fosse canalizado para os pobres, em gestos de solidariedade e caridade.
Quem conhece o Papa diz que esta não é uma atitude extraordinária nele, é antes natural no seu comportamento, faz parte do seu estilo. O Papa obviamente não quer impedir os argentinos de vir a Roma, mas prefere aconselhá-los a mostrar o seu carinho de uma outra forma.
Já em Fevereiro de 2001, quando foi feito cardeal por João Paulo II, Jorge Mario Bergoglio tinha pedido exactamente o mesmo aos católicos que gostariam de o acompanhar. Resultado: o então cardeal argentino tinha uma das mais pequenas delegações presentes nesse consistório.
2. Posso sentar-me?
Ainda alojado na Casa de Santa Marta, enquanto o apartamento Papal é preparado, toma as refeições com os outros cardeais. Quando chega mais tarde, simplesmente procura um lugar livre numa mesa para se sentar, tal como todos os outros.
3. Eu vou de autocarro
Depois de ter saudado o povo na varanda da basílica de São Pedro, já como Papa Francisco, recusa o carro oficial. O cardeal Timothy Dolan descreve assim esse momento à cadeia de televisão americana CBS: "Há cinco ou seis autocarros para levar os cardeais de volta à Casa Santa Marta. Via ali o carro do Santo Padre e a escolta, a segurança, as motas. Pensei que tudo tinha voltado à normalidade, que o carro do Papa teria voltado ao serviço. Nós fomos de autocarro. Outros cardeais esperaram para saudar o Papa. E quando chega o último autocarro, adivinhem quem desce? O Papa Francisco. E imagino-o a dizer ao motorista: 'Sem problemas, eu vou com os rapazes de autocarro'".
Esta sexta-feira de manhã, depois da audiência, voltou a seguir de autocarro, com todos os outros cardeais, como provam as fotografias tirada no interior do veículo.
Também quando saiu pela primeira vez do Vaticano, esta quinta-feira, para se deslocar à Basílica de Santa Maria Maior, dispensou a segurança apertada e o aparato de viaturas habitual. Não quis uma comitiva e seguiu num carro simples, preterindo o que é disponibilizado pela gendarmeria, a polícia do Vaticano.
4. Queria pagar a conta, por favor
No regresso ao Vaticano depois da sua primeira iniciativa como Papa - rezar a Nossa Senhora - quis fazer uma paragem no caminho. Foi à Casa do Clero, onde esteve hospedado, para ir buscar as suas malas e pagar a conta. Segundo o porta-voz do Vaticano, queria dar o exemplo daquilo que todos os padres e cardeais devem fazer.
5. Como está a sua família?
Uma vez na Casa do Clero fez questão de cumprimentar todos os funcionários. Este é o sítio onde costuma estar hospedado sempre que vem a Roma, por isso ali conhece as pessoas há vários anos. Quem assistiu ao momento descreve-o como muito comovente. O Papa Francisco lembrava-se dos nomes de cada um e a todos foi perguntando pelas suas famílias e situações pessoais.
6. Um abraço e dois beijos
No encontro com todos os cardeais, esta sexta-feira de manhã, foi muito caloroso, afectuoso e, sobretudo, descontraído. A certa altura tropeçou nos degraus da Sala Clementina, mas continuou tranquilamente a audiência, sem parecer incomodado com o percalço. Os cardeais alinhavam-se em fila para o cumprimentar, mas, no caso dos cardeais da China e do Vietname, foi o Papa que lhes beijou os anéis, em sinal de respeito pelo sofrimento dos católicos naqueles países. Abraçou também alguns cardeais e cumprimentou a maioria com dois beijos. Quando o cardeal sul-africano Napier lhe ofereceu uma pulseira de borracha amarela e verde, de uma campanha da Igreja daquele país, colocou-a de imediato no pulso direito. Aceitou tirar uma fotografia com D. José Policarpo, o Patriarca de Lisboa, e outros dois cardeais.
7. Que Deus vos perdoe por me terem escolhido
Também junto dos cardeais, a quem chama "irmãos" e aos quais se refere como "uma comunidade baseada na amizade", brinda nestes termos depois da eleição, ao jantar: "Que Deus vos perdoe pelo que fizeram".
8. Dispenso o ouro e os sapatos vermelhos
Continua a usar os sapatos pretos que trouxe de casa, não adoptou o calçado vermelho habitual e disponível no seu tamanho no momento em que se preparou para aparecer vestido de branco depois da eleição. Continua a utilizar a cruz simples de metal que usava ainda antes de ser bispo, recusou a cruz de ouro e pedras preciosas.
9. Improviso
Em todos os momentos públicos em que falou, improvisou sempre. Improvisou na primeira homilia, na Capela Sistina. Uma homilia muito simples, acessível e em italiano, ao contrário de Bento XVI, que fez a sua em latim. E de pé, no ambão, não na cadeira Papal. Voltou a improvisar na homilia da missa desta manhã, na Capela de Santa Marta, e no encontro com os cardeais.
10. Curvo-me perante a vossa oração
Logo quando é anunciado como Papa e aparece perante os fiéis na Praça de São Pedro, começa por dar alguns sinais de que o seu comportamento não será igual ao de outros chefes da Igreja Católica. Não usou a capa vermelha dos pontífices e estava simplesmente de branco, tal como São Pio V, o Papa dominicano que não quis trocar o hábito branco da sua ordem e assim deu início à tradição das vestes brancas papais.
Quis ter ao seu lado o cardeal vigário de Roma na varanda, algo inédito, não falou formalmente em latim. Também de forma original, pediu que rezassem por ele enquanto se inclinava perante a multidão. Pôs toda a gente a rezar as orações primárias da Igreja: um Pai Nosso, uma Ave Maria e um Glória.Ver mais
sexta-feira, 15 de março de 2013

SANTA MISSA COM OS CARDEAIS
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Capela Sistina
Quinta-feira, 14 de março de 2013
Vejo que estas três Leituras têm algo em comum: é o movimento. Na primeira Leitura, o movimento no caminho; na segunda Leitura, o movimento na edificação da Igreja; na terceira, no Evangelho, o movimento na confissão. Caminhar, edificar, confessar.
Caminhar. «Vinde, Casa de Jacob! Caminhemos à luz do Senhor» (Is 2, 5). Trata-se da primeira coisa que Deus disse a Abraão: caminha na minha presença e sê irrepreensível. Caminhar: a nossa vida é um caminho e, quando nos detemos, está errado. Caminhar sempre, na presença do Senhor, à luz do Senhor, procurando viver com aquela irrepreensibilidade que Deus pedia a Abraão, na sua promessa.
Edificar. Edificar a Igreja. Fala-se de pedras: as pedras têm consistência; mas pedras vivas, pedras ungidas pelo Espírito Santo. Edificar a Igreja, a Esposa de Cristo, sobre aquela pedra angular que é o próprio Senhor. Aqui temos outro movimento da nossa vida: edificar.
Terceiro, confessar. Podemos caminhar o que quisermos, podemos edificar um monte de coisas, mas se não confessarmos Jesus Cristo, está errado. Tornar-nos-emos uma ONG sócio-caritativa, mas não a Igreja, Esposa do Senhor. Quando não se caminha, ficamos parados. Quando não se edifica sobre as pedras, que acontece? Acontece o mesmo que às crianças na praia quando fazem castelos de areia: tudo se desmorona, não tem consistência. Quando não se confessa Jesus Cristo, faz-me pensar nesta frase de Léon Bloy: «Quem não reza ao Senhor, reza ao diabo». Quando não confessa Jesus Cristo, confessa o mundanismo do diabo, o mundanismo do demónio.
Caminhar, edificar-construir, confessar. Mas a realidade não é tão fácil, porque às vezes, quando se caminha, constrói ou confessa, sentem-se abalos, há movimentos que não são os movimentos próprios do caminho, mas movimentos que nos puxam para trás.
Este Evangelho continua com uma situação especial. O próprio Pedro que confessou Jesus Cristo com estas palavras: Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo, diz-lhe: Eu sigo-Te, mas de Cruz não se fala. Isso não vem a propósito. Sigo-Te com outras possibilidades, sem a Cruz. Quando caminhamos sem a Cruz, edificamos sem a Cruz ou confessamos um Cristo sem Cruz, não somos discípulos do Senhor: somos mundanos, somos bispos, padres, cardeais, papas, mas não discípulos do Senhor.
Eu queria que, depois destes dias de graça, todos nós tivéssemos a coragem, sim a coragem, de caminhar na presença do Senhor, com a Cruz do Senhor; de edificar a Igreja sobre o sangue do Senhor, que é derramado na Cruz; e de confessar como nossa única glória Cristo Crucificado. E assim a Igreja vai para diante.
Faço votos de que, pela intercessão de Maria, nossa Mãe, o Espírito Santo conceda a todos nós esta graça: caminhar, edificar, confessar Jesus Cristo Crucificado. Assim seja.Ver mais
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Capela Sistina
Quinta-feira, 14 de março de 2013
Vejo que estas três Leituras têm algo em comum: é o movimento. Na primeira Leitura, o movimento no caminho; na segunda Leitura, o movimento na edificação da Igreja; na terceira, no Evangelho, o movimento na confissão. Caminhar, edificar, confessar.
Caminhar. «Vinde, Casa de Jacob! Caminhemos à luz do Senhor» (Is 2, 5). Trata-se da primeira coisa que Deus disse a Abraão: caminha na minha presença e sê irrepreensível. Caminhar: a nossa vida é um caminho e, quando nos detemos, está errado. Caminhar sempre, na presença do Senhor, à luz do Senhor, procurando viver com aquela irrepreensibilidade que Deus pedia a Abraão, na sua promessa.
Edificar. Edificar a Igreja. Fala-se de pedras: as pedras têm consistência; mas pedras vivas, pedras ungidas pelo Espírito Santo. Edificar a Igreja, a Esposa de Cristo, sobre aquela pedra angular que é o próprio Senhor. Aqui temos outro movimento da nossa vida: edificar.
Terceiro, confessar. Podemos caminhar o que quisermos, podemos edificar um monte de coisas, mas se não confessarmos Jesus Cristo, está errado. Tornar-nos-emos uma ONG sócio-caritativa, mas não a Igreja, Esposa do Senhor. Quando não se caminha, ficamos parados. Quando não se edifica sobre as pedras, que acontece? Acontece o mesmo que às crianças na praia quando fazem castelos de areia: tudo se desmorona, não tem consistência. Quando não se confessa Jesus Cristo, faz-me pensar nesta frase de Léon Bloy: «Quem não reza ao Senhor, reza ao diabo». Quando não confessa Jesus Cristo, confessa o mundanismo do diabo, o mundanismo do demónio.
Caminhar, edificar-construir, confessar. Mas a realidade não é tão fácil, porque às vezes, quando se caminha, constrói ou confessa, sentem-se abalos, há movimentos que não são os movimentos próprios do caminho, mas movimentos que nos puxam para trás.
Este Evangelho continua com uma situação especial. O próprio Pedro que confessou Jesus Cristo com estas palavras: Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo, diz-lhe: Eu sigo-Te, mas de Cruz não se fala. Isso não vem a propósito. Sigo-Te com outras possibilidades, sem a Cruz. Quando caminhamos sem a Cruz, edificamos sem a Cruz ou confessamos um Cristo sem Cruz, não somos discípulos do Senhor: somos mundanos, somos bispos, padres, cardeais, papas, mas não discípulos do Senhor.
Eu queria que, depois destes dias de graça, todos nós tivéssemos a coragem, sim a coragem, de caminhar na presença do Senhor, com a Cruz do Senhor; de edificar a Igreja sobre o sangue do Senhor, que é derramado na Cruz; e de confessar como nossa única glória Cristo Crucificado. E assim a Igreja vai para diante.
Faço votos de que, pela intercessão de Maria, nossa Mãe, o Espírito Santo conceda a todos nós esta graça: caminhar, edificar, confessar Jesus Cristo Crucificado. Assim seja.Ver mais
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terça-feira, 12 de março de 2013
Oração em período de Sé Vacante

Suplicamos, ó Deus, com humildade:
que a vossa imensa piedade conceda
à Sacrossanta Igreja Romana um Pontífice;
que por seu zelo por nós, possa ser-Vos agradável,
que seja assíduo no Governo da Igreja
para a glória e reverência do Vosso nome.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo,
Deus, por todos os séculos dos séculos.
Amen.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Convocado para o Conclave

«Estás a partir deste momento convocado para o conclave.
Por amor a Jesus e à Santa Igreja somos chamados a rezar pelo Papa que o Espírito Santo nos quer dar, segundo a Providência de Deus.
Por amor a Jesus e à Santa Igreja teremos o Papa que nos será dado, sucessor de Pedro, que nos guiará na fé para termos cada vez mais amor a Jesus e à Santa Igreja.
Cada um de nós está chamado por Deus Nosso Senhor a participar neste momento tão importante da vida da Igreja de Cristo, pela oração, pela oferta dos nossos sacrifícios e contrariedades, as nossas alegrias e canseiras da vida, pelo bem que fizermos aos mais necessitados, no corpo e na alma, em tudo unidos a Nossa Senhora Mãe da Igreja.
É tempo de quaresma, é tempo de oração, penitência e caridade, é tempo de conclave.
Estás convocado por Deus.
O Espírito Santo quer-te lá.
E tu queres ir?
Vem Espírito Santo, eu quero ir ao conclave.»
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Adeus, Bento XVI

Bento XVI não publicará a encíclica sobre a fé – embora em fase avançada – que devia apresentar na primavera. Já não tem tempo. E nenhum sucessor é obrigado a retomar uma encíclica incompleta do próprio predecessor. Mas existe outra encíclica de Bento XVI, escondida no seu coração, uma encíclica não escrita. Ou melhor, escrita não pela sua pena mas pelo gesto do seu pontificado. Esta encíclica não é um texto, mas uma realidade: a humildade.
Depois teve que aprender o mister de Papa. Extirpou, como raízes arraigadas sob o húmus da terra, o eterno tímido, lúcido na mente mas desajeitado no corpo, para o projectar perante o mundo. Foi um choque para ambas as partes. Não conseguia assumir a desenvoltura do saudoso João Paulo II. O mundo compreendia mal aquele Papa sem efeito. Bento XVI nem teve os cem dias de "estado de graça" que se atribuem aos presidentes profanos. Teve, sem dúvida, a graça divina, fina mas pouco mundana. Contudo teve, ainda e sempre, a humildade de aprender sob os olhares de todos.
Foram sete anos terríveis de pontificado. Nunca um Papa teve, num certo sentido, tão pouco "sucesso". Passou de polémica em polémica: crise com o Islão depois do seu discurso de Ratisbona, onde evocou a violência religiosa; deformação das suas palavras sobre a Sida durante a primeira viagem à África, que suscitou um protesto mundial; vergonha sofrida pelo explodir da questão dos sacerdotes pedófilos, por ele enfrentada; o caso Williamson, onde o seu gesto de generosidade em relação aos quatro bispos ordenados por D. Lefebvre (o Papa revogou as excomunhões) se transformou numa reprovação mundial contra Bento XVI, porque não tinha sido informado sobre os discursos negacionistas da Shoah feitos por um deles; incompreensões e dificuldades de pôr em acção o seu desejo de transparência quanto às finanças do Vaticano; traição de uma parte do seu grupo mais próximo no caso Vatileaks, com o seu mordomo que subtraiu cartas confidenciais para as publicar...
Não teve nem sequer um ano de trégua. Nada lhe foi poupado. Às violentas provações físicas do pontificado de João Paulo II, ao atentado e ao mal de Parkinson, parecem corresponder as provações morais de rara violência desta litania de contradições sofrida por Bento XVI.
Ao renunciar, o Papa eclipsa-se. À própria imagem do seu pontificado. Mas só Deus conhece o poder e a fecundidade da humildade.
Jean-Marie Guénois
In Le Figaro Magazine, 15-16.2.2013
Transcrição: L'Osservatore Romano
© SNPC | 25.02.13
In Le Figaro Magazine, 15-16.2.2013
Transcrição: L'Osservatore Romano
© SNPC | 25.02.13
sábado, 16 de fevereiro de 2013
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