terça-feira, 5 de março de 2019

Reconhecimento dos direitos das comunidades cristãs




Reconhecimento dos direitos das comunidades cristãs 

Março de 2019. O Vídeo do Papa


Hoje, nossa sociedade, tão moderna, tão avançada, continua perseguindo pessoas em razão de sua fé. Há gente que morre, que é perseguida por seguir Jesus Cristo. Sem contar a discriminação dos cristãos em tantos países onde eles não são reconhecidos ou onde, de maneira sutil, com rejeições e insultos, nega-se sua existência. Defendamos seus direitos! "Talvez seja difícil de acreditar, mas hoje há mais mártires do que nos primeiros séculos. Eles são perseguidos porque dizem a verdade e anunciam Jesus Cristo para esta sociedade. Isso acontece especialmente lá onde a liberdade religiosa ainda não está garantida. Mas também em países onde, em teoria e nas leis, se tutela a liberdade e os direitos humanos. Rezemos para que as comunidades cristãs, em particular as que são perseguidas, sintam a proximidade de Cristo e vejam os seus direitos reconhecidos."

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Burn out



"Não serás tu como eu, que espera que alguma pessoa, coisa ou acontecimento surja para nos dar aquele sentimento final de bem-estar interior que desejamos? Não tens muitas vezes a esperança que: "este livro, ideia, curso, viagem, trabalho, país ou relação deem resposta ao nosso desejo mais profundo"? Mas enquanto estivermos à espera por este momento misterioso, continuaremos a correr, sempre ansiosos e inquietos, sempre ásperos e zangados, nunca totalmente satisfeitos. É esta compulsividade que nos mantém em movimento e ocupados, mas ao mesmo tempo nos faz pensar se a longo prazo estamos a caminho de algum lugar. Este é o caminho para a exaustão espiritual e para o esgotamento" (Henri Nouwen)



Salmo 61, 1 – 2

Ó Deus, ouve o meu clamor,
atende a minha oração.
Dos confins da terra grito por ti,
com o meu coração desfalecido.
Coloca-me sobre o rochedo que me é inacessível.

Salmo 55, 7 e 23

E exclamo: «Quem me dera ter asas como a pomba,
para poder voar e encontrar abrigo!»
«Confia ao SENHOR os teus cuidados
e Ele será o teu sustentáculo;

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

A importância de aprender a perder



A IMPORTÂNCIA DE APRENDER A PERDER

A vida é feita de muitas perdas. Quase tudo o que nos chega e julgamos ter ganho, algum dia, sem aviso, pode perder-se.

Há quem fique muito frustrado quando perde, como se acreditasse que tem o direito de ganhar para si ou de conservar consigo aquilo que julga ser o melhor.

A sabedoria da vida passa por aceitar as desgraças da existência, das mais triviais às mais profundas.

Perdemos oportunidades, empregos, relações, sonhos, dinheiro... Mas só nos focamos em aprender a ganhar, como se saber perder fosse inútil. Pelo contrário, o sucesso implica passar por inúmeros fracassos, grandes e pequenos, resistindo-lhes e superando-os. Começando de novo, tantas vezes, por cima dos escombros do que passou.

A nossa sociedade só gosta de vencedores. Quem fica em segundo lugar é visto como o primeiro dos últimos.

Um perdedor nunca merece a nossa admiração, é antes alguém que merece a nossa compaixão. Mas, e se essa pessoa, fazendo das tripas coração, conseguir encontrar mais forças para lutar contra as adversidades? Se nos der a lição de que não se resigna ao mal, mas o combate sempre? Importa que, no final, vença ou seja derrotada?

Devemos aprender a olhar o sofrimento como quem o contempla, para que nos façamos capazes de não ceder às tentações dos orgulhos, egoísmos e cobardias que fazem de nós piores do que podíamos ser.

A morte é a perda da vida, mas a vida é feita de perdas constantes, de horas que passam sem jamais voltarem a passar. Tudo é sempre novo, para o melhor e para o pior.

De que serve a alguém conquistar cada um dos seus sonhos se, com isso, estiver a perder o que importa?

Viver é aprender a abrir mão de tudo. Bom ou mau, tudo passa.

Viver é morrer e renascer, a cada dia.


in https://www.agencia.ecclesia.pt/portal/a-importancia-de-aprender-a-perder/

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Guarda-te. Esconde-te. Priva-te.

A imagem pode conter: nuvem, céu, oceano e ar livre

Guarda-te de julgar.


Priva-te do pessimismo e das mordidas nos calcanhares alheios.

Guarda-te de sentir que sabes o que vai do lado de lá da barricada de cada pessoa.

Priva-te dos sobrolhos franzidos e dos assuntos que mastigam raivas de estimação.

Guarda-te dos olhares reprovadores e das opiniões de quem não seria capaz de fazer melhor.

Priva-te de devolver na medida do que receberes. Se receberes críticas que não te constroem ou reparos que não (te) acrescentam sabedoria, não digas nada. Esconde o silêncio atrás do teu melhor sorriso.

Guarda-te de fazer como te fizeram a ti.

Priva-te das lamúrias e das queixinhas ruminantes e cortadoras de voos altos.

Guarda-te de achar que sabes tudo.

Priva-te da arrogância de quem já viveu o suficiente para saber como esta ou aquela história acabam.

Esconde-te das vinganças pequeninas e inofensivas.

Priva-te das enumerações de certezas. Convence-te: cada um tem as suas e quase nunca correspondem.

Esconde-te de quem teima em colocar-te os pés em cima em vez de te dar as mãos.

Guarda-te de ir atrás do rebanho.

Priva-te do fazer o que todos fazem.

Não te atormentes com tragédias pintadas por quem não conhece histórias bonitas.

Guarda-te de responder a quem te fez mal.

Priva-te do sofrimento desnecessário e das preocupações que não te dizem respeito.

Esconde-te de quem não te deixa ver que ainda há muito mais para descobrir.

Guarda-te. Esconde-te. Priva-te.

Guarda o que te faz bem.

Grita como quem canta.

Fala como quem reza.

Olha como quem abraça.

Avança como quem sabe que, por maior que seja o muro, do lado de lá há sempre luz.'

(Marta Arrais; foto Dulce Antunes)