domingo, 10 de dezembro de 2017

O CEO da Tesla e SpaceX, Elon Musk (Foto: Reprodução/YouTube)

Em e-mail, Elon Musk dá uma verdadeira lição em liderança:

'Não há palavras que possam expressar o quanto eu me preocupo com a sua segurança e bem estar. Meu coração fica partido quando alguém se fere construindo carros e tentando dar seu melhor para fazer o sucesso da Tesla.

A partir de agora, eu pedi que qualquer acidente desse tipo fosse reportado diretamente a mim, sem exceção. Vou me encontrar com a equipe responsável pela segurança a cada semana e gostaria de encontrar cada pessoa ferida tão logo esteja bem, para que eu possa ouvi-los e entender o que exatamente precisamos fazer para melhorar o processo. Eu irei então até a linha de produção para realizar a mesma tarefa dessas pessoas.

É isto que todos os gerentes da Tesla deveriam fazer, aliás. Na Tesla, nós lideramos a partir da linha de frente, não de alguma torre de marfim confortável e segura. Gerentes precisam colocar sempre a segurança de sua equipe acima da sua própria.'"

O autor Daniel Coyle observa que Elon Musk não tenta proteger o grupo ou minimizar o problema. Ele se conecta com seus colaboradores através de três sinais:

1. Ele expressa um arrependimento pessoal intenso ("Meu coração fica partido")

2. Ele demonstra que se importa ("Eu pedi que qualquer acidente desse tipo fosse reportado diretamente a mim, sem exceção", "Gostaria de encontrar cada pessoa ferida tão logo esteja bem", "Eu irei então até a linha de produção para realizar a mesma tarefa dessas pessoas")

3. Ele define a identidade da cultura ("Na Tesla, nós lideramos a partir da linha de frente, não de alguma torre de marfim confortável e segura")

Ou seja, diz Coyle, em poucas palavras, Musk prova que liderança cultural não tem a ver com proteção e sim, conectar-se com as pessoas que trabalham para você.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Foto de Nuno Westwood.

Maria,
Gosto de pensar
que foi também a tua fraqueza a sustentar a tua força,
que soubeste aceitar a travessia de tantas incertezas,
colando o teu coração a uma confiança que não se via
E que por isso não te é estranha a minha turbulência confusa,
a minha indecisão, os medos que me assaltam a certas horas
e que Tu abraças compreendendo tudo.
Gosto de lembrar que difícil foi o teu caminho
cheio de estorvos mais duros do que aqueles que enfrento
batido por sombras, derivas e dores;
E que o teu olhar se tornou um imenso regaço
onde posso entregar isto que me custa tanto
e que Tu abraças compreendendo tudo.
Gosto de saber que achaste que os planos de Deus
te ultrapassavam infinitamente
e mais de uma vez te sentiste pequena, sozinha e incapaz,
como tantas vezes me sinto.
E também por isso, no fundo, experimento
que Tu me abraças, compreendendo tudo.
(José Tolentino Mendonça)

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Só o amor basta!





Entre o mundo material e aquele que não se pode tocar, nem ver, há uma diferença enorme. Os factos objetivos são apenas uma parte da realidade.

A verdade inclui esses dois mundos e, por isso, vai muito para além do que é material.

O mundo está cheio de coisas a que se dá um valor que pouco tem a ver com as suas qualidades intrínsecas. Há quem veja as coisas como condições essenciais, degraus ou trampolins para a felicidade e há ainda quem nelas veja a finalidade e plenitude da sua existência...

Talvez esta confusão aconteça porque muitos não compreendem que o amor, tal como o vento, só se pode conhecer pelas suas obras.

Há quem pense que o amor é uma fraqueza, inutilidade ou até mesmo uma ilusão. Isto porque, quando se ama, tudo o mais se relativiza a um tal ponto que parece quase perder o seu anterior sentido, uma vez que perde o valor que lhe dão os que não amam.

Nenhum de nós é o centro da sua missão.

Mas há quem busque o divino apenas à procura de milagres.

A maior parte de nós prefere sonhar e chorar por um milagre qualquer no mundo material, em vez de acreditar e sofrer pelo amor verdadeiro. Não, não se pode ter tudo, nem faria qualquer sentido. Só o amor basta. Tudo o mais é dispensável.

O amor não é um milagre. É algo muito melhor!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Video do Papa - Fevereiro 2017



"O Papa relembra-nos que no mundo existem muitas pessoas que vivem em agonia, em situação de pobreza, que são refugiados ou estão marginados pela sociedade. Rezemos por eles com Francisco para que encontrem em nossas comunidades a acolhida e o apoio que precisam.

“Vivemos em cidades que constroem torres, centros comerciais, fazem negócios imobiliários... mas abandonam uma parte de si nas margens, nas periferias.

São muitos os que precisam de lutar para viver. E que muitas vezes, vivem com pouca dignidade.

Como consequência disso, grandes massas da população se veem excluídas e marginalizadas: sem trabalho, sem horizontes, sem saída.

Não os abandonem. Peçam comigo por aqueles que estão oprimidos, especialmente os pobres, os refugiados e os marginalizados, para que encontrem acolhida e apoio em nossas comunidades.”

sábado, 21 de janeiro de 2017

Sem lutar, ninguém merece vencer



Quanto mais se foge do medo, maior é o perigo que se corre. Agitação e cuidado não devem transformar-se em precipitação ou desespero.

Quem não faz frente aos seus medos corre o enorme risco de, quando for atacado, não se poder defender. Os amedrontados são as presas preferidas dos predadores.

Importa construir com consistência a nossa confiança, de forma lenta e estável, a fim de preservar sempre uma firmeza exterior que, no entanto, não endureça o coração, mantendo-o sempre aberto, delicado e determinado. É preciso coragem para manter um coração sensível.

Se acaso a derrota e a desilusão destruírem a nossa vida, então é tempo de construir a partir das ruínas. As vidas mais belas quase não têm extravagâncias. São histórias de vontades que se impõem aos medos através do que muitos julgam serem milagres, mas que na verdade são apenas prodígios e maravilhas da vontade de alguém que, apesar dos medos, dúvidas e fracassos, não desistiu de si mesmo.

Admiráveis são os que atravessam os abismos com fé e lutam como se soubessem que só podem vencer. A sua grandeza decorre de enfrentarem o mal de olhos abertos. Do heroísmo de construírem sempre, mesmo quando isso parece impossível.

Olhar e reconhecer os perigos e os adversários é decisivo para os derrotar.

A fé não é uma cobardia, antes sim uma coragem reservada ao coração dos mais fortes… para enfrentarem as piores circunstâncias.

Só quem tem fé é que pode vencer.

José Luís Nunes Martins, 
(ilustração de Carlos Ribeiro)