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segunda-feira, 2 de maio de 2016

Amor e sacrifício



O sinal revelador de que já se deixou de amar torna-se manifesto quando os sacrifícios começam a custar; o sinal de que se ama pouco acende-se quando te dás conta de que os estás a fazer.

É verdade que há outros sinais: por exemplo, um escritor afirmava que quando dois namorados começam a explicar-se e a justificar-se, é porque estão prestes a deixarem-se.

Mas não há dúvida de que é o egoísmo, quando aflora de maneira prepotente, o indício de que o amor está a regredir. Sente-se o peso daquilo que se faz pelo outro, começa a calcular-se quanto se dá e quanto se recebe.

Quando alguém se dá conta de que está em crédito de bem em relação a outra pessoa, então está aí o sinal claro de que começou o declínio do amor.

Uma mãe ou a um pai, se são verdadeiramente tais, não são esmagados pelo cansaço de um trabalho stressante, de vigílias e de sacrifícios vários quando o fazem pelo seu filho.

A característica fundamental do amor é a gratuidade, não se admite o interesse ou o cálculo; não se espera recompensa nem gratidão, porque para a pessoa amada tu só queres o seu bem e a sua felicidade.

A sociedade contemporânea, que é decididamente mais egoísta, desabituou-nos ao gratuito puro, ao dar sem pedir em troca, ao sacrifício de si por amor. É por isso que não conhece a verdade daquela frase de Jesus, referida por Paulo: «Há mais alegria no dar do que no receber» (Atos dos Apóstolos, 20, 35).



P. [Card.] Gianfranco Ravasi
In "Avvenire"
Publicado em 30.04.2016

terça-feira, 7 de abril de 2015

Chama-te pelo teu nome



 «Se foste tu que o tiraste»: como se Maria já lhe tivesse dito porque chorava! Fala «dele», sem pronunciar o seu nome. Tal é o fulgor do amor: quando estamos repletos de amor, acreditamos que os outros sentem o mesmo que nós. […]. Maria é incapaz de imaginar que alguém possa ignorar a razão da sua imensa tristeza.

Jesus diz-lhe: «Maria!» Pouco antes, chamara-a pelo nome comum a todas do seu sexo: «Mulher», sem ainda Se dar a conhecer. Agora, chama-a pelo seu nome próprio, como se lhe dissesse sem rodeios : «Reconhece Aquele que te reconhece.» Também Deus disse a Moisés: «Conheço-te pelo teu nome (Ex 33,12). «Homem» é o nome comum a todos; mas «Moisés» é o seu nome próprio e Deus diz que o conhece pelo seu nome e parece declarar: «Não te conheço como conjunto dos homens, conheço-te pessoalmente.»

Assim, chamada pelo próprio nome, Maria reconhece o seu criador e no mesmo instante responde-lhe: «Rabbouni», que quer dizer Mestre. Ela procurava-O fora de si, mas Ele pediu-lhe que O procurasse dentro de si. […] «Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: “Vi o Senhor!” E contou o que Ele lhe tinha dito.» Neste momento, o pecado dos homens abandona o coração de onde procedia. Porque se foi uma mulher que, no paraíso, tentou um homem com o fruto da morte, é uma mulher que, no sepulcro, anuncia a vida aos homens e lhes leva as palavras daquele que traz a vida.

São Gregório Magno (c. 540-604), papa, doutor da Igreja
Homília 25 sobre o Evangelho; PL 76, 1188-1196

terça-feira, 17 de março de 2015

O valor de uma dona de casa



Um homem chegou em casa, após o trabalho, e encontrou seus três filhos brincando do lado de fora, ainda vestindo pijamas.
Estavam sujos de terra, cercados por embalagens vazias de comida entregue em casa.
A porta do carro da sua esposa estava aberta.
A porta da frente da casa também.
O cachorro estava sumido, não veio recebê-lo.
Enquanto ele entrava em casa, achava mais e mais bagunça.
A lâmpada da sala estava queimada, o tapete estava enrolado e encostado na parede.
Na sala de estar, a televisão ligada aos berros num desenho animado qualquer, e o chão estava atulhado de brinquedos e roupas espalhadas.
Na cozinha, a pia estava transbordando de pratos; ainda havia café da manhã na mesa, a geladeira estava aberta, tinha comida de cachorro no chão e até um copo quebrado em cima do balcão.
Sem contar que tinha um montinho de areia perto da porta.
Assustado, ele subiu correndo as escadas, desviando dos brinquedos espalhados e de peças de roupa suja.
'Será que a minha mulher passou mal?' ele pensou.
'Será que alguma coisa grave aconteceu?'
Daí ele viu um fio de água correndo pelo chão, vindo do banheiro.
Lá ele encontrou mais brinquedos no chão, toalhas ensopadas, sabonete líquido espalhado por toda parte e muito papel higiênico na pia.
A pasta de dente tinha sido usada e deixada aberta e a banheira transbordando água e espuma.
Finalmente, ao entrar no quarto de casal, ele encontrou sua mulher ainda de pijama, na cama, deitada e lendo uma revista.
Ele olhou para ela completamente confuso, e perguntou: Que diabos aconteceu aqui em casa?
Por que toda essa bagunça?
Ela sorriu e disse:
- Todo dia, quando você chega do trabalho, me pergunta:
- Afinal de contas, o que você fez o dia inteiro dentro de casa?'
- Bem... Hoje eu não fiz nada, fofo!!!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Grande é o mistério do amor



«Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. De facto, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo; pelo contrário, alimenta-o e cuida dele, como Cristo faz à Igreja; porque nós somos membros do seu Corpo. Por isso, o homem deixará o pai e a mãe, unir-se-á à sua mulher e serão os dois uma só carne.» (Efésios 5, 28b-32)

O amor dos maridos pelas esposas e vice-versa encontra a sua grandeza quando é referido a Cristo e à Igreja. É claro que a criatura humana já fora criada para se unir como casal (Adão e Eva), mas o modo como o casal se realiza em Cristo revela, ampliando-o, o horizonte da primeira criatura de Deus. Um horizonte que se perde em zonas misteriosas, nas quais dois podem fundir-se num só. Nas quais dois podem comunicar, conviver, serem uma comunhão.

Grande desafio, o de sair do individualismo, da avareza, do medo. É a derrota da solidão. Dar o salto para fora da velha casa paterna para morrer na carne de outra pessoa. Tomar a decisão. Extirpar os guetos de todo o tipo, superar a lógica das guerras religiosas para «ser uma só carne». Para lá das leis e das regras moralistas. É o ímpeto irresistível para a caridade e para as suas obras que faz dos dois um só corpo. Levando assim, em si próprios, o anúncio da paz e do fim do ódio, o anúncio dos perseguidos por causa da justiça. Dos puros de coração que «veem» a Deus. Por serem sua carne.

Maravilha do mistério de Cristo e da Igreja: a sua visibilidade é desconcerto e milagre. Deixemo-nos desconcertar e façamo-nos milagre!

Cristo cuida e nutre a sua carne, a Igreja. Do mesmo modo amem os maridos as suas esposas e as esposas os seus maridos: cuidem um do outro.

Sejam capazes de se surpreenderem com a delicadeza de gestos de respeito e com a gratuidade de atos de amor, para lá dos atos expetáveis no âmbito do que for hábito vazio e cínico.

Protejam-se reciprocamente, considerando que o outro é carne sua e que o destino de um está ligado ao do outro.

Saibam captar as respetivas necessidades no momento certo e encontrar as palavras e os gestos que lhes possam responder; sejam sensíveis aos sofrimentos e lutem por resgatar, nesses momentos, a liberdade e a paz recíprocas.

Defendam a comunhão como caminho de fecundidade, sem esmagarem ou desprezarem os carismas e as diferenças; façam desses carismas instrumento e tesouro para o casal crescer como família, onde cada qual tem a sua voz e a sua insubstituível riqueza.

Alimentem-se um ao outro com a consagração da própria vida, consagração essa que transcende todos os esquemas adolescentes de um compromisso tantas vezes meramente boémio.

Não é possível o casal sustentar-se se renunciar a viver em cheio e a amadurecer, isto é, sem a exigência adulta de se darem.

A nossa vida não é a vida de quem se poupa. Precisamos de nos gastarmos numa caridade feita diariamente de suor, cansaço e sacrifício. Não passar o tempo à espera de prémios, ou a lamentar as omissões do outro; há que cumprir o mandamento do amor que pede amor incondicional.

Precisamos de ter bondade, e também liberdade e distância em relação ao nosso ou à nossa consorte; alimentá-lo, portanto, de caridade e de profecia. Sem nos contentarmos com sermos uns tontos guardiães de muralhas ou de meras tradições.

«Grande é este mistério...», «... por isso o homem se unirá á sua mulher... grande é este mistério; mas eu interpreto-o em relação a Cristo e à Igreja.»
O matrimónio não é indispensável para se vivenciar o amor de Deus. Paulo dirá: «Desejaria que todos fossem como eu», que me fiz tudo para todos (cf. 1 Coríntios 7, 7). É indispensável fazer a experiência do amor. O cristianismo é uma religião eminentemente espiritual: teremos maridos, esposas, filhos e filhas no Espírito, pois a fecundidade do amor é um milagre sem fim.

Rosanna Virgili 
In "Os aposentos do amor", ed. Paulinas 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Olha para o lado



Na creche onde andava o Salvador ninguém gostava da mãe dele.

Todas as manhãs Maria do Carmo parava o Mercedes à porta do colégio e entrava para deixar o filho. Sempre elegante, bem vestida e cheirosa despedia-se dele à porta da sala com um longo abraço e muitos beijinhos e voltava a sair. Se encontrava a educadora era seca e breve na conversa e nunca se detinha em trocas de impressões com outras mães, que a consideravam pedante e antipática. A meio da tarde, fresca e linda como se o dia se tivesse esquecido de passar por ela, lá ia ela buscar o filho que corria para os seus braços assim que a via assomar à porta da sala. E saía no mesmo registo distante.

Arrogante, diziam umas. Tem a mania, diziam outras.

Nas festas da escola era quando o marido aparecia. Alto, engravatado, bem constituído, bonito e sorridente, encostava-se com a mulher num canto do salão e não trocavam uma palavra com ninguém, apenas um cochicho cúmplice e esporádico entre eles. A presença do casal suscitava sempre suspiros nas mulheres, pensamentos menos decentes nos homens e alguma inveja em todos eles.

Certa tarde, quando regressava a casa, Maria do Carmo teve um acidente. Nada de grave. Numa rotunda, a carrinha à sua frente travou subitamente e ela, distraída que ia nos seus pensamentos, reagiu tarde demais. Depois de verificar que estava tudo bem com o filho e consigo, saiu do carro para verificar os danos e acertar os detalhes do seguro com o outro condutor. Estava muito nervosa e isso refletiu-se nos seus modos e nas ofensas que dirigiu ao senhor contra cujo carro tinha esbarrado.

O assunto resolveu-se, mas atrasou-a e acabaram por chegar a casa mais de uma hora depois do habitual. O Mercedes entrou no portão do condomínio, com os grandes pneus a fazerem estalar as pedrinhas do caminho de acesso à moradia, despertando a atenção do jardineiro, que um pouco adiante regava o relvado comum.

O carro do marido já lá estava. Sem acordar o filho, que dormia na cadeirinha no banco traseiro, Maria do Carmo estacionou em frente da garagem e entrou em casa. Ao vê-la passar, o jardineiro mirou-a e apreciou a sua beleza.

Pouco depois Maria do Carmo surgiu de novo. Vinha um passo atrás do marido, que parou em frente do carro e cruzou os braços enquanto avaliava a amolgadela perpetrada pela esposa. Visivelmente irritado, ele gesticulava e fazia perguntas, visivelmente nervosa ela acenava e respondia. A certa altura ele voltou-se para ela, avançou o passo que os afastava e, sem mais uma palavra, enfiou-lhe uma bofetada que lhe projetou a cabeça contra o muro. Avançou um passo mais e logo desferiu outra que a deixou caída no chão.

Perante aquilo, o jardineiro paralisou, sem conseguir desviar o olhar.

Ao lado do carro, no meio da rua, o marido, instigado por uma fúria descontrolada, apenas comparável, talvez, à fúria de um homem que vingasse a morte de um filho, desferia pontapés a eito sobre a mulher. Sobre o peito, pernas, cabeça e rosto da mulher.

Mas quanto mais o marido lhe batia, mais envergonhado o jardineiro se sentia por estar a olhar.

Sentia que estava a intrometer-se na intimidade conjugal, que aquilo era a vida deles, que não devia estar ali.

Um movimento dentro do Mercedes desviou-lhe a atenção. Preso à cadeirinha, o pequeno Salvador chorava e gritava sem que alguém o escutasse ou prestasse atenção.

Impotente, perturbado, sem saber o que fazer, o jardineiro afastou-se.

Nessa noite jantou com uns amigos e, enquanto contava esta história, chorou. Devia ter feito alguma coisa, devia ter ido lá, devia ter salvo aquela mulher e aquela criança. Devia ter morto aquele monstro. Mas não fez. Não foi. Não salvou. Não matou. Nem sequer chamou a polícia.

Nessa noite, o jardineiro não dormiu.

Assim que o dia nasceu o jardineiro preocupado plantou-se de novo a regar o relvado comum. Precisava de ver que estava tudo bem, que tinha ficado tudo bem. Esperou.

Às nove em ponto, bem vestida, bem cheirosa e bem maquilhada, Maria do Carmo entrou no Mercedes e foi levar o filho à escola.

Marta Elias

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Por fim, toda a verdade sobre Jesus Cristo!



Depois do Jesus casado, é agora a vez do Jesus papá … e vem aí o vovô Jesus!

É fatal como o destino: de tempos a tempos, invariavelmente, descobre-se um raríssimo manuscrito do século I, com revelações bombásticas sobre Jesus Cristo; um novo heterónimo de Fernando Pessoa, encontrado pela mulher a dias, ao limpar a fecundíssima arca do autor da Mensagem; e um post-it no frigorífico, autografado pelo Nobel português, que dá depois azo a uma volumosa obra póstuma, original e inédita.

Este parece ser o caso do sensacional livro que o Sunday Times anunciou, com grande destaque, e que tem por autores Barrie Wilson, professor de estudos religiosos da Universidade de York, em Toronto, no Canadá, e Simcha Jocabovici, escritor e jornalista israelo-canadiano. Ao que parece, esta promissora obra acaba de chegar às nossas livrarias, just in time para o Natal.

Esta nova versão «histórica» de Cristo é, convenhamos, pouco original pois, contrariando a tradição evangélica de Jesus celibatário, ascético demais para os gostos modernos, copia Dan Brown, o romancista casamenteiro que patrocinou o enlace matrimonial do filho de Nossa Senhora com Maria Madalena.

A novidade está agora nos dois filhos havidos desse casamento. Não sei se se trata de dois rapazes, de duas raparigas ou de um de cada, ou seja, aquilo que antes se chamava, muito burguesmente, um casalinho. Também não sei se esta inesperada geração do Messias e da sua putativa mulher, sem ofensa, tem alguma coisa a ver com a bonificação que, em sede de IRS, é agora dada às famílias, por cada filho a seu cargo. É que, como é sabido, as coisas não estão fáceis para ninguém …

Se um Jesus casado já contradizia a verdade histórica dos Evangelhos e dos mais sérios e científicos estudos biográficos sobre Cristo, de que é principal referência o Jesus de Nazaré, em três volumes, de Bento XVI, este Jesus papá, provavelmente de pantufas, embora menos atraente do que o revolucionário Che Guevara, augura promissora continuidade num próximo episódio, digno de fazer concorrência ao Pai Natal: o vovô Jesus.

O novo livro baseia-se, ao que consta, num «Evangelho perdido» que, a bem dizer, é infeliz até no título porque, se depois foi encontrado, dever-se-ia chamar o «O Evangelho perdido e achado», não vá o leitor ficar, também ele, perdido. Ou então apelidar-se, tal como o filho mais novo da conhecida parábola, «O Evangelho pródigo», que o é, aliás, em inverosímeis disparates.

É de estranhar a co-autoria de um jornalista israelo-canadiano. Um jornalista é, em princípio, um cronista da actualidade, não um historiador de acontecimentos de há dois mil anos. E, já agora, porque se afirma israelo-canadiano? Quanto ao canadiano, tudo bem, mas a precedente referência parece indiciar o seu alinhamento ideológico com a política de Israel e, nesse sentido, contrário ao Cristianismo e à sua presença na Terra Santa. Se assim for, esta obra mais não é do que uma expressão pseudocientífica dessa mesma beligerância.

Entre nós, outro artesão do mesmo ofício, famoso pelas suas piscadelas de olho à teologia, deu a Jesus alguns irmãos, todos igualmente filhos de Maria, à qual atribuiu várias imaculadas conceições (?!), por ignorar que um tal privilégio respeita à concepção da própria virgem e não à sua maternidade, que foi única e exclusivamente de Jesus. É o que dá, quando alguém se mete a fazer ciência teológica e nem sequer sabe as verdades mais elementares do catecismo …

A banalidade destas «descobertas», que de científico nada têm, tem contudo uma vantagem porque, quanto mais insistem na aparente vulgaridade de Cristo, mais adensam o seu mistério. De facto, se Jesus de Nazaré era, apenas, um homem comum, carpinteiro de profissão, casado e pai de dois filhos, como explicar que, mais de dois mil anos depois, o seu nome e a sua mensagem suscitem tanta aversão – a religião cristã é, actualmente, a mais perseguida no mundo – e, sobretudo, tanto amor?!

P. Gonçalo Portocarrero de Almada

sábado, 11 de outubro de 2014

Será foto?



O vídeo abaixo representa a vida de uma mulher – do rosto de uma criança até uma mulher madura, em minutos e de forma excecional caracterizou evolutivamente, os traços faciais, as diferentes tonalidades da pele o cabelo.

Este artista quis provar que a vida de uma mulher é bonita em qualquer fase da idade independente das características faciais.

É incrível o que pode ver em apenas quatro minutos, são imensas as mudanças dos traços faciais que ocorrem ao longo da vida. Uma doce e gentil menina, seguida pela figura de uma jovem alegre e animada, e uma adolescente madura, aos poucos, lentamente estamos diante de uma avó gentil.

O que é mais espetacular é o fato de que nada é excluído do desenho inicial, tudo se transforma e assume novas formas. Cabeça, mãos, os olhos brilhantes – todos eles expressão a idade natural de cada fase, vai ficar surpreso.

A vida passa muito rápido, da infância à adolescência e à idade adulta até a velhice é tão curta!
Este filme nos inspira a valorizar a vida como ela é e desfrutar de cada momento vivido.

terça-feira, 2 de abril de 2013

A minha vida com o cancro

 
Marido regista a batalha de sua mulher contra o cancro em fotos emocionantes

“É ela” – é assim que Ângelo descreve a sensação que teve ao conhecer Jennifer, a mesma que seu pai teve quando conheceu a sua mãe. Eles então casaram, mas apenas 5 meses depois ela descobriu estar com cancro da mama, e de súbito falou: “Nós estamos juntos, vai ficar tudo bem”.
 
Ângelo resolveu registar a luta de sua esposa durante os 5 anos que ela bravamente enfrentou a doença, no site “A luta da minha esposa com cancro da mama” (My wife with breast cancer). O seu objetivo foi fazer com que as pessoas conhecessem mais sobre a doença, fizessem um exercício de empatia e, mais do que tudo, ele queria mostrar que o apoio e a vontade de viver do paciente é fundamental.
 
Se valeu a pena? E ele afirma que não trocaria os 5 anos que viveu com ela por nada no mundo. Vejam as fotos aqui.
 

 

sábado, 9 de março de 2013

Oração da Mulher



Obrigado Senhor por teres criado no mundo a mulher. E por tê-la enriquecido com preciosos dons: O carinho, a sensibilidade, a beleza, a ternura, a dedicação e o amor.

Deste ao homem a graça de encontrar na mulher: uma amiga, irmã, companheira, esposa e mãe.
Nela se processa o mistério da vida, sendo capaz de gerar, de trazer à luz filhos e filhas. Sem sua presença no mundo o mundo ficaria pobre e sem sentido.
 
Perdoa-nos, Senhor, por nem sempre sabermos reconhecer o verdadeiro valor da mulher, por muitas vezes a considerarmos objetos, sexo frágil e força de trabalho doméstico.

Que também a mulher reconheça seu valor, sua dignidade e sua missão no mundo. Que no corpo e na alma de cada mulher, possamos continuar encontrando os sinais de MÃE que nela plantaste, Amém!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A promiscuidade tira a vontade


O que é a experiência? Nada. É o número dos donos que se teve. Cada amante é uma coronhada. São mais mil no conta-quilómetros. A experiência é uma coisa que amarga e atrapalha. Não é um motivo de orgulho. É uma coisa que se desculpa. A experiência é um erro repetido e re-repetido até à exaustão. Se é difícil amar um enganador, mais difícil ainda é amar um enganado.

 Desengane-se de vez a rapaziada. Nenhuma mulher gosta de um homem «experiente». O número de amantes anteriores é uma coisa que faz um bocadinho de nojo e um bocadinho de ciúme. O pudor que se exige às mulheres não é um conceito ultrapassado — é uma excelente ideia. Só que também se devia aplicar aos homens.

O pudor valoriza. 0 sexo é uma coisa trivial. É por isso que temos de torná-lo especial. Ir para a cama com toda a gente é pouco higiénico e dispersa as energias. Os seres castos, que se reprimem e se guardam, tornam-se tigres quando se libertam. E só se libertam quando vale a pena. A castidade é que é «sexy». Nos homens como nas mulheres. A promiscuidade tira a vontade.

Uma mulher gosta de conquistar não o homem que já todas conquistaram, saquearam e pilharam, mas aquele que ainda nenhuma conseguiu tocar. O que é erótico é a resistência, a dificuldade e a raridade. Não é a «liberdade», a facilidade e a vulgaridade. Isto parece óbvio, mas é o contrário do que se faz e do que se diz.

Porque será escandaloso dizer, numa época hippificada em que a virgindade é vergonhosa e o amor é bom por ser «livre», que as mulheres querem dos homens aquilo que os homens querem das mulheres? Ser conquistador é ser conquistado. Ninguém gosta de um ser conquistado. O que é preciso conquistar é a castidade.

Miguel Esteves Cardoso, in 'As Minhas Aventuras na República Portuguesa'