quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

A obediência a cristo mede-se pela capacidade de perdoar



O modo como reagimos a quem nos fez mal diz muito sobre a nossa caminhada com Deus. Por muito venenosas que tenham sido as flechas disparadas, o exercício do perdão é imperativo para nós. É certo que não se pode ignorar a etapa da admoestação ou sublimar o degrau da correcção, no entanto, a conduta cristã visa a recuperar e não penalizar. 

Quando alguém nos ofende ou prejudica intencionalmente, garantamos que os passos disciplinares são dados sem que afundem o infractor. A repreensão é útil desde que não fustigue o arrependido. Prefira-se a disciplina de matriz redentora à de cariz punitivo. Não se insista no prolongamento do castigo, pois já bem basta a dor de se ter caído em falta e de se ser sujeito a uma reprimenda, seja ela individual ou comunitária. Haja discernimento para não levar ao desespero quem já sofre pelo mal que produziu.

Perdoemo-nos e consolemo-nos uns aos outros de modo que ninguém “seja devorado por demasiada tristeza.” Confirmemos, junto daqueles que tropeçaram, o amor fraternal que por eles sentimos. É quando uma pessoa está na fossa que mais precisamos de estender a mão para de lá a retirar. Evitemos cair no ardil do rancor ou da vingança.

A nossa obediência a Cristo mede-se pela capacidade de perdoar, seja de que dimensão for a afronta.

Jónatas Figueiredo

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