sexta-feira, 9 de novembro de 2012



«Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração,
com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças»

(Mc 12, 30)

Assim respondeu Jesus quando foi interrogado
sobre qual era o primeiro dos mandamentos.

Para quem como eu, chegou ao conhecimento de Deus
pela Fé recebida no Baptismo,
parece demasiado simples e fácil cumprir uma regra tão evidente.

Afinal Ele é o Amor e, como tal, é fácil e bom amá-lO.
Amar Quem tanto nos ama é uma reciprocidade natural.

Mas Jesus vai mais longe e pede para este amor,
todo o meu coração, toda a minha alma, toda a minha inteligência
aplicando todas as minhas forças.

É esta totalidade que se torna perturbadora.
É este tudo, é esta radicalidade,
que não deixa espaço para o que eu julgo ser amável e desejável.

O que Deus me pede é uma identificação entre a minha e a Sua vontade,
entre os meus desejos e o que só Ele sabe ser bom para mim.

O que Deus me pede é que eu use a minha liberdade
para aderir às razões verdadeiras de uma felicidade plena.

O mesmo é dizer que me devo entregar todo e inteiro,
confiando totalmente na Sua vontade,
numa dádiva sem recuos ou reticências.

Amar assim, não está ao alcance da minha fragilidade.
Só Tu Senhor, podes anular a tentação em que vivo consolado
de Te amar, pondo-me “quase todo em quase tudo”.


Rui Corrêa d’Oliveira

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