Prepara-te para tudo o que precisas de saber sobre
o verbo recomeçar. Todas as etapas. Todos os riscos. Todas as pessoas a manter
e a afastar. Todos os medos, todos os ses, todos os mas. Todas as estratégias.
Todas as causas. Tudo o que move e tudo o que demove. Precisas de estar preparado.
Precisas de querer arriscar. Mesmo que tenhas medo. Remove essas camadas do
medo. Devagar. Não te compares com o tempo dos outros. É a tua vida, não é a
dos outros. Para o tempo que precisares. Respira fundo. Começa de novo. Dá
passos pequeninos. E se caíres? Qual é o problema? É sinal que deste um salto!
Que tentaste! Não tenhas vergonha. Não te agarres ao que não te leva para a
frente. Levanta-te. Precisas de ajuda? Pede. Fraqueza é não pedir ajuda.
Erraste? Corrige. Vais sempre a tempo. Não desistas do que queres, aconteça o
que acontecer. Assume este compromisso. Faz o que for preciso fazer. Vai onde for
preciso ir. Constrói o que for preciso construir. Faz bonito. Mesmo que mais
ninguém repare. Faz por ti. Tu és a tua prioridade. Hoje e sempre. Pela
primeira vez na tua vida põe-te em primeiro lugar. E repete comigo: na vida,
vou perder muito mais por ter medo do que por tentar.
do Lat. ciboriu; s. m., a parte mais alta que exteriormente remata ou cobre a cúpula das grandes igrejas ou dos edifícios monumentais. Este blog é, na sua grande maioria, partilha de videos e textos de diversos autores que recebo diariamente. Com a visão dos outros podemos ver mais alto, mais longe...
sábado, 28 de novembro de 2020
# Recomeça
sexta-feira, 27 de novembro de 2020
Nascemos, nascemos, nascemos
Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez. Para quem quiser ver a vida está cheia de nascimentos.
Nascemos muitas vezes ao longo da infância quando os olhos se abrem em espanto e alegria.
Nascemos nas viagens sem mapa que a juventude arrisca.
Nascemos na sementeira da vida adulta, entre invernos e primaveras maturando a misteriosa transformação que coloca na haste a flor e dentro da flor o perfume do fruto.
Nascemos muitas vezes naquela idade onde os trabalhos não cessam, mas reconciliam-se com laços interiores e caminhos adiados.
Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez.
Nascemos quando nos descobrimos amados e capazes de amar.
Nascemos no entusiasmo do riso e na noite de algumas lágrimas.
Nascemos na prece e no dom.
Nascemos no perdão e no confronto.
Nascemos em silêncio ou iluminados por uma palavra.
Nascemos na tarefa e na partilha.
Nascemos nos gestos ou para lá dos gestos.
Nascemos dentro de nós e no coração de Deus.
O que Jesus nos diz é: "Também tu podes nascer", pois nós nascemos, nascemos, nascemos.
Card. Jose Tolentino Mendonça
quinta-feira, 19 de novembro de 2020
Cruz do Perdão
Numa igreja dentro do Mosteiro de Santa Ana e San José, em Córdoba, (Espanha), há uma cruz antiga. É a imagem da Cruz do Perdão que mostra Jesus crucificado com seu braço direito descravado da Cruz e para baixo.
Conta-se que um dia um pecador foi confessar com o padre sob esta cruz. Como de costume, quando um pecador era culpado de um crime grave, esse padre agia muito estritamente.
Não muito tempo depois, essa pessoa voltou a cair e depois de confessar seus pecados, o padre ameaçou: ' ' Esta é a última vez que o perdoei ".
Passaram muitos meses e aquele pecador foi ajoelhar-se aos pés do padre sob a cruz e pediu perdão de novo. Mas nessa ocasião, o padre foi claro e disse: "Não brinque com Deus, por favor. Não posso permitir que você continue pecando".
Mas estranhamente, quando o padre rejeitou o pecador, de repente foi ouvido um barulho da cruz. A mão direita de Jesus descravou-se e movido pelo arrependimento daquele homem, ouviram-se as seguintes palavras: "Fui eu quem derramou o sangue sobre esta pessoa, não tu".
Desde então, a mão direita de Jesus permanece nessa posição, pois sem parar convida o homem a pedir e receber perdão.
quarta-feira, 18 de novembro de 2020
Não julgueis
Os homens estão sempre dispostos a vasculhar e a averiguar sobre as vidas alheias, mas têm preguiça em conhecer-se a si mesmos e a corrigir a sua própria vida.
(Santo Agostinho de Hipona)
Não julgueis, para não serdes julgados; pois, conforme o juízo com que julgardes, assim sereis julgados; e, com a medida com que medirdes, assim sereis medidos. Porque reparas no argueiro que está na vista do teu irmão, e não vês a trave que está na tua vista? Como ousas dizer ao teu irmão: 'Deixa-me tirar o argueiro da tua vista', tendo tu uma trave na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e, então, verás melhor para tirar o argueiro da vista do teu irmão.»
(Mt 7, 1-5)
terça-feira, 17 de novembro de 2020
Recomeçar
Dá-nos, Senhor, depois de todos os nossos cansaços, um verdadeiro tempo de paz. Dá-nos, depois de tantas palavras, o dom do silêncio que purifica e recria. Dá-nos, depois de tantos caminhos apressadamente eliminados pela cortina de nevoeiro da distração, a possibilidade de contemplar com disponibilidade e plenitude cada porção de realidade, inclusive as realidades que nos custam. Dá-nos a alegria, depois das insatisfações que nos travam, como uma barca que se recorta na água. Dá-nos, Senhor, a possibilidade de viver sem presa, extasiados pela surpresa que os dias trazem consigo pela mão. Dá-nos a capacidade de viver de olhos abertos, de viver intensamente. Dá-nos a humilde simplicidade dos artesãos que, preferindo a sabedoria da experiência ao aparato das teorias, reconhecem que estão sempre a recomeçar.
Permite-nos escutar a lição do cântaro na roda do oleiro; do cepo aplanado pelas mãos do carpinteiro; da massa que o padeiro pacientemente transforma em pão.
Dá-nos de novo, Senhor, a graça do canto, do assobio que imita a aérea felicidade dos pássaros, das imagens reencontradas, do riso partilhado. Dá-nos a força de impedir que as duras necessidades do viver esmaguem o desejo dentro de nós e que se dissipe a transparência dos nossos sonhos.
Faz de nós peregrinos, que no visível vislumbram a discreta insinuação do invisível.
Card. José Tolentino Mendonça
In Avvenire
segunda-feira, 16 de novembro de 2020
Oração ao colocar a máscara (de proteção)
Oração ao colocar a máscara (de proteção)
Deus Criador, enquanto me preparo para sair de casa, ajuda-me a ver a natureza sacramental do uso deste pano. Que seja uma forma tangível e visível de viver o amor ao próximo, tal como eu me amo a mim próprio.
Cristo Jesus, já que os meus lábios estarão tapados, revela o meu coração, para que as pessoas possam ver o meu sorriso nas rugas à volta dos meus olhos. Como a minha voz poderá ser abafada, ajuda-me a falar claramente, não apenas com as minhas palavras, mas com as minhas ações.
Espírito Santo, enquanto o elástico toca os meus ouvidos, lembra-me de ouvir atentamente e carinhosamente todos aqueles que encontro. Que este simples pedaço de pano seja escudo e estandarte, e que cada expiração que sustenha esteja repleta do vosso amor.
Em Teu nome e nesse amor, tudo isto te peço. Amen.
Rev. Richard Bott, Moderador
Igreja Presbiteriana do Canadá
sexta-feira, 13 de novembro de 2020
One Day - Koolulam Porject
Do brilhante "Projeto Koolulam"
Aqui em Israel há mais de 3.000 pessoas de várias religiões, muçulmanas, cristãs, judias e mais de muitos países, todos com a mesma mensagem Paz e tolerância! 'One Day' Chega de guerra! Dê uma olhada!
segunda-feira, 2 de novembro de 2020
Como a galinha recolhe os pintainhos
sábado, 31 de outubro de 2020
Bendita seja a brisa nova de cada dia
Bendita seja a brisa nova de cada dia
Bendito seja o germinar oculto e exaltante do Espírito, graças ao qual em cada estação nos faz renascer.
Bendito seja o respiro novo que cada dia, de maneira misteriosa, insuflas em nós, recordando-nos que a nossa criação não está terminada.
Bendito seja este espaço em que pacientemente nos plasmas, respeitando a nossa liberdade e os nossos tempos.
Bendita seja a tua fidelidade à nossa história e à maneira simples em que exortas o nosso coração a não se abandonar às inúteis visões da incerteza, do pessimismo e do cansaço.
Bendito seja o teu Reino que fazes já vir até nós nesta margem provisória, e que nos estimula a compreender a tua vontade.
Bendita seja a tua Palavra que encoraja e inspira perenemente os nossos novos inícios, porque desta maneira nos voltas a colocar a caminho para aquela festa, unânime e fraterna, que o quotidiano é chamado a preparar.
Bendito seja o Deus do nosso ontem, de quem entrevemos a passagem em tantos sinais do tempo presente, umbral daquela revelação maior em que será tudo em todos.
Card. José Tolentino Mendonça, in Avvenire
quinta-feira, 29 de outubro de 2020
O corpo da abelha não foi feito para voar
Na NASA, eles têm um poster pendurado com abelhas onde se lê o seguinte:
"Aerodinamicamente o corpo de uma abelha não é feito para voar; o bom é que a abelha não sabe".
A lei da física diz que uma abelha não pode voar, o princípio aerodinâmico diz que a amplitude de suas asas é muito pequena para conservar seu enorme corpo em voo, mas uma abelha não sabe, ela não conhece nada sobre física nem a sua lógica e voa de qualquer maneira.
Isso é o que todos nós podemos fazer, voar e prevalecer em cada instante diante de qualquer dificuldade e diante de qualquer circunstância apesar do que disserem.
Sejamos abelhas, não importa o tamanho das nossas asas, erguemos voo e desfrutaremos do pólen da vida.
quarta-feira, 28 de outubro de 2020
Escuta e prontidão
Há um refrão que Jesus repete muitas vezes, no final de uma parábola ou de um ensinamento, de tal maneira que se tornou uma expressão típica do seu falar: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça».
Teremos nós ouvidos para ouvir? Podemos dizer que sabemos escutar verdadeiramente? E realmente escutar Jesus? Grande desafio interior, o de nos pormos à escuta. Comporta uma autêntica conversão, uma espécie de renascimento da nossa alma.
O sentido da escuta tem a ver com a prontidão. Estar pronto para. Uma boa imagem da escuta espiritual é a dos atletas no início de uma corrida, recolhidos na expetativa do sinal de partida.
Quem escuta cria dentro de si uma vigilância, uma atenção que lhe permite agir com diligência e fidelidade em cada circunstância, sem exceções. A qualidade da escuta interior determina a qualidade da resposta.
Mesmo sem nos darmos conta, a cada momento estamos a responder, dizendo sim ou refutando, abrimos o nosso coração a Jesus ou barramos-lhe a porta. Olha que Eu estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, Eu entrarei na sua casa e cearei com ele, e ele comigo» (Apocalipse 3,20).
Card. José Tolentino Mendonça, in Avvenire
segunda-feira, 26 de outubro de 2020
Mesmo quando me esqueço
Às vezes, Senhor, é do profundo do meu esquecer que te grito. Sei que sou eu a distanciar-me, mesmo sem dar-me verdadeiramente conta; sou eu a deixar transcorrer as horas sem reconhecer a tua passagem; a deixar-me isolar, quase como uma ilha; a opor resistência à compreensão de até que ponto o tempo pode ser templo, uma tua morada.
Por isso, Senhor, mais que as palavras, mais que a minha presença provisória e frágil, mais que todas as minhas irrelevâncias, entrego-te hoje a oração do meu esquecer: este rolo de tecido longo e branco que eu, solitário, desenrolo diante de ti, este meu andar por diante às cegas no mundo, como se não te visse, estes meus ouvidos que se tornaram surdos à tua Palavra, este meu vazio preenchido apressadamente por tantos afazeres, estes meus progressos e involuções sem uma razão, estes meus confusos passos de criança que Tu, extremoso, apoias, porque sabes melhor que eu que, mesmo quando me disperso, quando por erro me ponho a correr para não sei onde, em não sei que fuga, mesmo quando eu me esqueço, estou a caminhar para ti.
Card. José Tolentino Mendonça, in Avvenire
sábado, 24 de outubro de 2020
Pequena carta ao Papa Francisco
terça-feira, 20 de outubro de 2020
A grande dança
Ensina-nos, Senhor, a visão completa da vida.
Que não cessemos de saudar a cada dia o seu milagre assombroso e de o receber com coração humilde e consciente.
Que não cessemos de permanecer fascinados pela prodigiosa rede de amor que sustém o mundo: quanta prontidão, quanta resiliência, quanto dom, quanta esperança se ocultam invencíveis em gestos que se diriam frágeis, ou em contributos que apressadamente julgámos insuficientes.
Faz com que não nos tornemos profissionais da lamentação e do desânimo, mas testemunhas apaixonadas e poetas do real, que a cada instante se faz mais puro.
Que o isolamento do corpo nunca signifique isolamento da alma, mas o contrário: que se agigante, a alma, revelando a sua condição de transparência e de bondade, porque é por isso que Tu nos criaste.
Que não choremos apenas os abraços não dados, mas saibamos agradecer por todos aqueles que trocámos, cujo sentido e promessa esquecemos na distração dos dias.
Que não permaneçamos apenas a ruminar nos nossos passeios no bosque sempre adiados, ignorando que os bosques são encantadores mesmo quando ninguém os vê.
Por isso, pedimos-te que a nossa vida se assemelhe à sala de ensaios de uma companhia onde pacientemente se preparam os passos para o início da grande dança.
Card. José Tolentino Mendonça, in Avvenire
segunda-feira, 19 de outubro de 2020
Nada te perturbe, nada te espante
Nada te perturbe, nada te espante,
Tudo passa, Deus não muda,
A paciência tudo alcança;
Quem a Deus tem, nada lhe falta:
Só Deus basta.
Eleva o pensamento, ao céu sobe,
Por nada te angusties, nada te perturbe.
A Jesus Cristo segue, com grande entrega,
E, venha o que vier, nada te espante.
Vês a glória do mundo? É glória vã;
Nada tem de estável, tudo passa.
Deseje às coisas celestes, que sempre duram;
Fiel e rico em promessas, Deus não muda.
Ama-o como merece, bondade Imensa;
Quem a Deus tem, mesmo que passe por momentos difíceis;
Sendo Deus o seu tesouro, nada lhe falta.
SÓ DEUS BASTA!
Santa Teresa de Ávila
segunda-feira, 28 de setembro de 2020
Breve introdução à arte do abraço
Diz-se que o nosso corpo tem a forma de um abraço. Talvez por isso a tarefa de abraçar seja tão simples, mesmo quando temos de percorrer um longo caminho. O abraço tem uma incrível força expressiva. Comunica a disponibilidade de entrar em relação com os outros, superando o dualismo, fazendo cair armaduras e motivos, cedendo, nem que seja por instantes, na defesa do espaço individual. Há uma tipologia vastíssima de abraços, e cada uma delas ensina alguma coisa sobre aquilo que um abraço pode ser: acolhimento e despedida, congratulação e luto, reconciliação e embalo, afeto ou paixão. Os abraços são a arquitetura íntima da vida, o seu desenho invisível, mas absolutamente presente; são plenitude consentida ao desejo e memória que revitaliza. Todos nos reconhecemos aí: em abraços quotidianos e extraordinários, abraços dramáticos ou transparentes, abraços alagados de lágrimas ou em puro júbilo, abraços de próximos ou de distantes, abraços fraternos ou enamorados, abraços repetidos ou, porventura, naquele único e idealizado abraço que nunca chegou a acontecer mas a que voltamos interiormente vezes sem conta.
No princípio era o abraço, se pensarmos no colo que nos nutriu na primeira infância. Essa foi, para a maioria de nós, a primeira e reconfortante forma de comunicação. Mas a necessidade de um abraço acompanha a nossa existência até ao fim. O abraço é uma longa conversa que acontece sem palavras. Tudo o que tem de ser dito soletra-se no silêncio, e ocorre isto que é tão precioso e afinal tão raro: sem defesas, um coração coloca-se à escuta de outro coração.
José Tolentino Mendonça
segunda-feira, 21 de setembro de 2020
Trazemos até ti, Maria!
Trazemos hoje até ti, Maria, as coisas simples que são no fundo as mais importantes: os laços de amor que nos unem e nos alargam como se a vida fosse uma roda que se torna sempre maior; a beleza do dom que cada um traz consigo e, aos poucos, se revela; o entusiasmo e a entrega; a capacidade que descobrimos em nós de multiplicar a alegria; a esperança que nos recorda que há sempre caminho; a graça que representa cada recomeço; a gratidão pelo presente que Deus nos dá.
Trazemos até ti, Maria, as nossas vidas e queremos aprender contigo a agradecer tudo: a agradecer os dias límpidos e os dias foscos; a agradecer o sol e a chuva; a planície e a serra; a mansidão da brisa e o ímpeto do vento. A agradecer a força e a fragilidade; aquilo que finalizámos e o que percebemos inacabado, pois cada coisa a seu modo nos ensina a maravilhosa dança de Deus.
Que a tua vida, Maria, seja para nós inspiração: que a tua fé nos reforce na ousadia de acreditar; que o teu exemplo nos ofereça o mapa da viagem; que o teu sorriso ensine ao nosso coração a mansidão e a doçura. E que o teu olhar torne o nosso olhar sempre mais confiante e sonhador.
Card. José Tolentino Mendonça
quinta-feira, 27 de agosto de 2020
Se Vós fôsseis Agostinho e eu fosse Deus...

Estava um dia Santo Agostinho diante de Deus a desabafar o coração:
- Meu Jesus, amo-Vos, amo-Vos com todas as minhas forças, e porque Vos amo, arrependo-me de Vos ter ofendido tantas vezes na minha vida passada.
E ouviu uma voz divina, que dizia:
- Agostinho, quanto Me amas?
- Senhor, se todo o sangue das minhas veias fosse azeite, eu quereria que esse azeite das minhas veias se consumisse por Vosso amor, como se consome o azeite desta lâmpada, que arde diante do Vosso tabernáculo.
- Agostinho, nada mais? – repetiu a voz.
- Senhor, amo-Vos tanto, tanto, que se os meus ossos fossem velas, queria que se derretessem de amor, como se derretem estas velas que alumiam o Vosso altar.
-Agostinho, nada mais?
- Senhor, amo-Vos tanto, tanto, que se tivesse tantos corações como há de estrelas no céu, e gotas de água no oceano, e areias na praia, e átomos no espaço, com esses corações eu Vos quisera amar.
- Agostinho, nada mais?
Então, com lágrimas, encontrou a resposta digna da sua inteligência extraordinária e da sua santidade:
- Senhor, como quereis que eu Vos ame mais, se o coração humano já não pode amar mais? Mas, Senhor, eu amo-Vos tanto, tanto, que, se Vós fôsseis Agostinho e eu fosse Deus, eu deixaria de ser Deus para que Vós o fôsseis, e contentar-me-ia com ser o pobre Agostinho!
- Agostinho, isso é o amor – foi a resposta divina.
quarta-feira, 19 de agosto de 2020
Na glória de Deus vejo tudo claro e fácil
domingo, 26 de julho de 2020
Dia dos Avós

MENSAGEM DA COMISSÃO EPISCOPAL DO LAICADO E FAMÍLIA PARA O DIA DOS AVÓS | 26 de junho de 2020
São os primeiros a chegar à maternidade e reconhecem de imediato qualquer parecença familiar. Seguram com confiança a fragilidade de um recém-nascido e adormecem birras de sono como mais ninguém. São avós. Andam de mãos dadas pelos passeios. Ficam quietos à beira-mar, enquanto as ondas molham pés pequeninos. Compram aquele gelado, limpam os joelhos feridos em brincadeiras de rua, dão o banho ao final do dia, à espera dos pais que hão de chegar. São avós. Reparam que é preciso comprar sapatos novos, descobrem qual o brinquedo sonhado e dizem adeus, com os olhos molhados, quando recebem abraços demorados nas despedidas.
Mais tarde, ouvem em silêncio as queixas, as dúvidas e os sobressaltos. Compensam em amor as ausências, as zangas, as dificuldades de pais ocupados, de vidas separadas. Conhecem os primeiros namorados, ajudam a pagar as despesas das escolas e aquela viagem tão desejada. São avós. Emocionam-se com etapas vencidas, com os estudos terminados. Preocupam-se com os fracassos, acendem velas em dias de exame, rezam pelos seus netos. Criam laços que não conhecem limites, que não reparam na aparência das coisas, mas que se focam na disponibilidade total, no amor incondicional. Os avós sustentam a vida das famílias, não só porque muitas vezes permitem a sobrevivência ou algum desafogo, mas porque são as raízes de tantas vidas. Contam as histórias de cada passado, ajudam a perceber a diferença entre essencial e supérfluo. Os avós são testemunho concreto e real de outros tempos, tantas vezes marcados por dificuldades, lutas e carências.
E quando o contam, sentados à mesa em almoços de domingo ou felizes com uma visita inesperada, transformam histórias antigas em lições de vida. E quem os escuta com mais atenção são os mais novos, encantados com as aventuras passadas em terras distantes ou a descrição cuidada de uma casa, de um passeio, de umas férias. Os avós são um tesouro. Neste tempo que vivemos, precisamos de o dizer de forma clara, de o defender de forma assertiva. E os tesouros são protegidos, tocados com cuidado e admiração. Uma sociedade que não protege, não cuida, não admira os mais velhos, está condenada ao fracasso. Porque tal como a natureza nasce e renasce, tal como a semente cresce e é lançada à terra, assim a vida corre e decorre. Quem é cuidado será capaz de cuidar. Quem aprende será capaz de ensinar. Quem é protegido será capaz de proteger. Quem é amado será capaz de amar.
Os avós são um tesouro? Se pudéssemos fazer a pergunta a Jesus Menino, se pudéssemos ouvir Nossa Senhora a falar-nos de Seu Pai, São Joaquim, ou de Sua Mãe, Santa Ana, talvez percebêssemos melhor a verdade deste tesouro. Aparentemente não podemos e sabemos tão pouco sobre estes Avós…, mas no nosso coração podemos escutar o que Jesus tem para nos dizer. E talvez, talvez sintamos a vontade de correr para os braços de um avô velhinho, de uma avó sozinha. Ou de rezar por quem já partiu. Ou de contar a um filho, a uma neta, a história dos avós, dos bisavós, de todos os que nos deram a vida. Os avós são um tesouro. O Dia dos avós é uma oportunidade para dar graças, abraçar e celebrar a presença dos Avós no passado e no presente, ir às próprias raízes e descobrir neles a ternura e o amor de Deus.
sábado, 25 de julho de 2020
Amigos

Benditos sejam os que chegam à nossa vida em silêncio, com passos leves para não acordar as nossas dores, não despertar os nossos fantasmas, não ressuscitar os nossos medos.
Benditos sejam os que se aproximam de nós com leveza, com gentileza, falando o idioma da paz para não assustar a nossa alma.
Benditos sejam os que tocam o nosso coração com afeto, nos olham com respeito e nos aceitam inteiros com todos os erros e imperfeições.
Benditos sejam os que podendo ser qualquer coisa em nossa vida, escolhem ser doação.
Benditos sejam esses seres iluminados que aparecem como anjos, que dão asas aos nossos sonhos e, tendo a liberdade de partir, escolhem ficar e ser ninho.
A maioria das vezes chamamos essas pessoas de AMIGOS!
quarta-feira, 8 de julho de 2020
Amanhã colherás o que hoje semeaste

quarta-feira, 1 de julho de 2020
Obrigado, Senhor, pelos amigos que nos deste.

Obrigado, Senhor, pelos amigos que nos deste.
Os amigos que nos fazem sentir amados sem por que.
Que têm o jeito especial de nos fazer sorrir.
Que sabem tudo de nós, perguntando pouco.
Que conhecem o segredo das pequenas coisas
que nos deixam felizes.
Obrigado, Senhor, por essas e esses, sem os quais,
caminhar pela vida não seria o mesmo.
Que nos aguentam quando o mundo parece um sítio incerto.
Que nos incitam à coragem só com a sua presença.
Que nos surpreendem, de propósito, porque acham mal tanta rotina.
Que nos dão a ver um outro lado das coisas,
um lado fantástico, diga-se.
Obrigado pelos amigos incondicionais.
Que discordam de nós permanecendo conosco.
Que esperam o tempo que for preciso.
Que perdoam antes das desculpas.
Essas e esses são os irmãos que escolhemos.
Os que colocas a nosso lado para nos devolverem
a luz aérea da alegria.
Os que trazem, até nós, o imprevisível do teu coração, Senhor".
Amen.
(Card. José Tolentino de Mendonça)
sábado, 13 de junho de 2020
Amizade

A amizade engrandece-nos. É a profunda comunhão de dois seres que se deixam tocar intimamente. Que se orgulham de pisar os seus caminhos deixando que cada um usufrua da sua liberdade, da sua autenticidade.
A amizade leva-nos ao encontro. Permite que dois rostos se decifrem, mas que mesmo assim permaneçam mergulhados perante os mistérios da vida. A amizade é encontro de vida. De vida que anseia sempre por mais. De vida que deseja sempre o bom e o melhor de cada um.
A amizade exige a verdade. Necessita deste confronto que proporciona a descoberta daquilo que somos. Desloca-nos, de forma mais plena, até ao outro num exercício liberto de moralismos e de julgamentos. É através da verdade que as raízes da amizade se deixam penetrar pelas terras da nossa existência. É com a verdade que a amizade se sustenta e se fortalece sabendo reconhecer o outro na sua unicidade.
A amizade carece de olhares e não vive sem a sua leitura. Muita da sua história é narrada em silêncio deixando que os olhos falem da união e da sua entrega total. É ali, naquele contacto visual, que tudo é dito sem nada ser pronunciado. É ali que moram os maiores segredos e a certeza de que sempre se estará.
A amizade não necessita de encontro permanente. A amizade precisa apenas de morar no coração para que se saiba reconhecer sempre a sua importância. A amizade acontece com poucas palavras, mas alimenta-se de muita conversa.
A amizade precisa de quem se deixa ficar. Na incompreensão, na dor, na falta de palavras. A amizade é deixarmos que o outro se deleite e, assim, se consiga encontrar.
A amizade vive de amor!
Emanuel António Dias
sexta-feira, 12 de junho de 2020
Espírito do Senhor

Espírito do Senhor,
vem como fogo redentor
e abrasa nossos corações,
enche-nos de luz.
És a palavra viva
na boca dos apóstolos,
faz-nos testemunhas
de tua verdade.
És a caridade
no coração dos que te amam,
faz de nós alimento partilhado
entre aqueles que necessitam.
És o consolador
e a esperança dos que creem,
dá-nos fé robusta,
santifica nossa vida.
Espírito Santo de amor,
nós te adoramos
e a ti elevamos
nosso louvor
e nossa oração.
Pe. Fagner, C.Ss.R. 28 maio
quarta-feira, 10 de junho de 2020
O que é amar um país?

https://www.dnoticias.pt/pais/pode-ler-aqui-na-integra-a-intervencao-de-jose-tolentino-mendonca-no-dia-de-portugal-FB6407421
Vê que interessante a quantidade dos nossos antepassados: Pais: 2 Avós: 4 Bisavós: 8 Trisavós: 16 Tetravós: 32 Pentavós: 64 Hexavós: 128 Hep...
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Deus de todas as manhãs e Senhor do entardecer, Deus do princípio da Vida e da Hora em que ela mergulha na cor, no quente, no silêncio, na a...
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Vê que interessante a quantidade dos nossos antepassados: Pais: 2 Avós: 4 Bisavós: 8 Trisavós: 16 Tetravós: 32 Pentavós: 64 Hexavós: 128 Hep...
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Cristo não tem outro corpo na Terra senão o teu, não tem outros pés senão os teus. Teus são os olhos através dos quais a compaixão de Cr...










