sábado, 6 de fevereiro de 2016

A adversidade faz os heróis



Tudo o que é grande começa por ser pequeno.

A grandeza de um espírito começa quando reconhece a sua pequenez... a insignificância da sua existência face ao todo onde vive.

Os caminhos para as alturas são estreitos, íngremes e envolvem sofrimento. Ao herói cabe descobrir novos trilhos, por onde os outros hão de passar. É na ousadia de ser diferente que se afirmam os grandes homens.

É duro lutar para que a esperança, semeada em terra seca, cresça... mas quem acredita e faz tudo o que de si depende, chega quase sempre a alcançar o fruto da sua fé.

Ao celebrar o fruto, não se deve esquecer a árvore que o produziu e a semente de que germinou. As flores e os frutos são passageiros, as árvores duram muito mais.

Uma flor solta parece viva, mas está morta. Uma folha viva, oculta na copa, pode parecer morta, mas está viva e dela poderá desabrochar ainda muita vida. O importante não é o movimento, nem a aparência... Às vezes, o que está oculto e quieto é mais fecundo do que aquilo que se mexe muito, parece ter muita vitalidade, mas não é mais do que uma folha morta levada pelo vento...

Para que possa ser árvore, o fruto tem de apodrecer e fazer-se terra. Servir de primeiro alimento à semente que traz em si. Tem de se fazer pequeno para que possa ser grande através daquilo que, sendo ínfimo, chegará a ser do tamanho do mundo.

A felicidade egoísta não é felicidade. Só quem se entrega ao outro vive de forma plena.

O amor é o caminho dos heróis.

Se queres ser feliz, ama. Se o amor não te doer, então talvez ainda não estejas no teu caminho.

José Luís Nunes Martins, in RR.pt
*Ilustração de Carlos Ribeiro

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