sábado, 15 de setembro de 2012

Salmos sem número



“Estou feliz, Senhor,
porque me fazes ver o pôr-do-sol
e no ferver da luz que se afunda nas águas
me dás a conhecer o mistério do Amor!
Conduz sempre o meu olhar para a luz que nasce
mas também para a luz que se afunda.
Quem vê o pôr-do-sol não acredita na «noite» que escurece a realidade.
Deixa-me sempre ouvir o ferver da luz
nas águas revoltas do meu dia e da minha vida!
Assim posso sempre acreditar que, mesmo no esquecimento de Ti,
ferves a Tua luz de Amor no meu coração remexido e confuso.
Deixa que as marcas dos meus pés na areia molhada
nunca sejam removidas pela fragilidade do jogo da água que vai e vem.
Mas deixa que a frescura transforme os meus dias sufocantes
num respiro suave e libertador.
Permite, ó Deus, amigo nos amigos e companheiros,
que a luz final do dia, tão cheia de graça e de mistério,
seja o sopro final de um dia que começa de novo...
e quando já não puder ver a roda de fogo,
possa eu encostar o meu rosto ao Teu peito e sentir...
como no princípio... e sempre...
o Teu coração bater.”

A.O.

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