terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A pergunta fundamental



A relação do Homem com Deus não é um intercâmbio entre iguais, mas também não é simplesmente uma relação de causalidade e dependência.

A relação do Homem com Deus é de Aliança e Amor esponsal, ou seja, mútuo compromisso e dom recíproco.

Por isso, a Fé implica a EXPERIÊNCIA HUMANA DE DEUS, mas também a EXPERIÊNCIA DIVINA DO HOMEM.

Quero dizer com isto que a Fé madura se constitui como experiência pessoal de Deus. A Fé madura implica a resposta esclarecida à pergunta: "COMO É QUE EU EXPERIMENTO DEUS?" Mas, além disto, a Fé madura também implica a resposta agradecida à pergunta: "COMO É QUE DEUS ME EXPERIMENTA A MIM?"

A Revelação é a permanente resposta de Deus a esta pergunta...

Na verdade, é desta pergunta que parte tudo o resto!

Para mim é claro que Deus me experimenta como membro amado da Sua Família e eleito para a Sua mesa!

Deus-Pai experimenta-me como filho querido e gerado pelas Suas entranhas maternais...
Deus-Filho experimenta-me como irmão e companheiro irrenunciável da Festa da Vida...
Deus-Espírito Santo experimenta-me como eleito e conviva do Banquete Eterno da Comunhão...

E sei que sou Feliz por tudo isto!!!

Gostava que partilhásses também comigo a resposta pessoal a esta pergunta: "Como é que Deus me experimenta?" Vá lá... Fico à espera...

Rui Santiago
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2 comentários:

  1. Padre Nuno

    Querido Amigo,

    Como é que Deus me experimenta!?

    Sugerindo-me que faça o meu caminho, sem medo e com toda a persistência que Ele me dará a Sua parte ...

    Sem O invocar em vão e interagindo, sem esmorecer, com os meus iguais e no sentido do bem comum!


    Jaime Latino Ferreira
    Estoril, 1 de Dezembro de 2009

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  2. "Como é que Deus me experimenta?"

    Incentivando-me a estar diariamente numa motivação extraórdinariamente espontânea com as pessoas que encontro, seja-o num abraço, num sorriso, numa palavra,
    seja-o numa atitude de humildade, de espírito aberto por saber-me aprendiz no tanto que tenho na vida para aprender,

    Mostrando-me que no dar-me sem esperar retorno, encontrarei uma profunda tranquilidade interior.

    Fazendo-me perceber que o compromisso que sinto no assumir amar o próximo como a mim mesma, tem implícito o amor pela Vida, o meu.
    De dentro para fora.
    Só amando-me e respeitando-me consigo chegar de igual modo ao outro.

    E Estará ao meu lado, para que quando a Vida que não é só Alegria, em algum momento, no meu maior desânimo e esmorecimento, eu não desista.

    Incentivando-me ...
    Mostrando-me...
    Fazendo-me perceber de que não devo temer a Vida.
    Amá-la devo.

    Padre Nuno, obrigado!
    Gostei muito deste texto, por me promover uma reflexão importante e oportuna nestes meus dias.
    Beijinhos.

    Dulce.

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