domingo, 15 de fevereiro de 2009

Não à exclusão



São Paulo exorta-nos, mais uma vez, a sermos, como ele, imitadores de Cristo. E imitamo-Lo na medida em que procuramos revestir-nos dos seus sentimentos, dando continuidade aos seus gestos e acções. É a ELE, pois, que devemos ter presente na hora do encontro com os “leprosos” de hoje. E os “leprosos” de hoje são todos os “indesejáveis” e marginalizados da nossa sociedade:

- os que vivem nos bairros degradados das nossas cidades, em condições indignas de seres humanos;
- os fracassados, os desempregados, os toxicodependentes, vitimas também desta civilização do consumo e do sucesso;
- os presos, “rotulados” e “banidos” mesmo depois de pagarem a sua pena;
- os idosos que “esperam” sem esperança a morte, num isolamento e inércia que frustra e degrada;
- os refugiados, os imigrantes, acolhidos e usados quando úteis, e logo desprezados, rejeitados e “expulsos do acampamento” quando já não servem ou estorvam…

São todos estes e tantos outros que, dia a dia, surgem no nosso caminho e nos interpelam, como o leproso do Evangelho:
“SE QUISERES PODES CURAR-ME”
Isto é, se quiseres podes ajudar-me, podes visitar-me, podes defender-me, podes respeitar-me e promover-me…

JESUS disse: QUERO!
E nós, seus discípulos, que havemos de responder?
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1 comentário:

  1. Na verdade os "leprosos" de hoje são todos aqueles que perderam o sentido do pecado. É esta perda que leva as várias doenças sociais, que são sustentadas pelas estruturas de pecado, conforme denunciou João Paulo II.
    "Leprosos" são também todos aqueles que sendo portadores da autoridade e da doutrina da Igreja, o clero, por respeito humanos, seguem mais o espirito do mundo do que do Jesus. Um sinal disso: o não uso do traje eclesiástico.

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