quarta-feira, 5 de março de 2014

Tempo da nova criação



Toma em tuas mãos, Senhor,
A nossa terra ardida.
Beija-a.
Sopra nela outra vez o teu alento,
A tua aragem,
E veremos nela outra vez impressa a tua imagem.

Tu sabes bem, Senhor, que somos frágeis,
Mas que contigo por perto
Seremos fortes e ágeis,
Capazes de abrir estradas no deserto,
A céu aberto, a céu aberto.

António Couto

Sem comentários:

Enviar um comentário