domingo, 28 de outubro de 2012

Prova de amor



«Parece-me que o bom Deus lhe pede
um abandono e confiança sem limites
nas horas dolorosas
em que sente esses terríveis vazios.
Pense que, nessa altura,
Ele está a escavar na sua alma
maiores capacidades para O receber,
quer dizer, de algum modo infinitas como Ele mesmo.

Tente, então, pela vontade,
ficar inteiramente feliz,
mesmo sob a mão que a crucifica;
dir-lhe-ei até que encare cada sofrimento,
cada provação,
como uma “prova de amor”,
que lhe venha directamente da parte do bom Deus,
para se unir a Ele.»


B. Isabel da Trindade, Carta 249

Meu Pai, como é difícil
por um acto de “vontade
ficar inteiramente feliz”,
quando a minha realidade interior ou exterior é dolorosa!
Eu sei,
estou habituado a guiar-me pelo que sinto
e não pela vontade orientada pela razão.
Ajudai-me,
pois este é o único caminho
que me faz exercitar a fé:
iluminado pela razão
e agindo pela vontade,
procurarei, com a Vossa graça,
não ficar no que sinto,
no doloroso ou gozoso da vida,
mas desejo oferecer-Vos tudo
como um “sacrifício de louvor”.

1 comentário:

  1. 'Meu Pai, como é difícil
    por um acto de “vontade
    ficar inteiramente feliz”..'

    Quão significativas são estas Palavras.. uma belíssima Oração.

    E lembrei-me a propósito destas Palavras de umas outras de José Tolentino Mendonça, lembrei-me ..

    "Precisamos de amplitude, de campos vastos a perder de vista, de viagens mais profundas que as da rotina.

    Precisamos avizinharmo-nos do silêncio das coisas, cúmplice do silêncio da nossa alma.

    Precisamos da liberdade leve das horas inapreensíveis que a ronda da criação serenamente nos testemunha.."

    Precisamos olhar os pássaros..olhar os lírios do campo.
    dulce ac

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