terça-feira, 11 de setembro de 2012

O trevo




Um trevo de quatro folhas
Sob o prenuncio da sorte
Por desígnios sem escolhas
É decepado em rude corte.

Depois, trevo de três folhas,
Roga a Deus que o conforte.
Por mais reveses que colhas
Não vergues à brava sorte!

Trevo de folhas… duas
Por mais dores, por demais cruas
Mantém firmeza que o baste

Não deixa esmorecer a fé
Pois já desabrochou à ré
Quatro flores em sua haste

Teresa Belmonte

1 comentário:

  1. 'Quando as palavras fogem..
    as flores falam'

    Lindos são estes trevos
    nas palavras que os sustentam..!

    dulce ac

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