sábado, 11 de agosto de 2012

E Deus convidou-nos para a Sua Festa!


Pai Santo, naquilo que temos de bom somos realmente parecidos com Deus.
Foi por esta razão que tu nos enviaste o teu Filho
com a missão de nos convidar para a Festa do teu Reino.
O teu convite é redigido pelo Espírito Santo nos nossos corações,
dando-nos a garantia de que estamos salvos.

Eis as palavras de São Paulo:
“Não sabeis que sois templos do Espírito Santo que habita em vós.
Na verdade, vós recebestes de Deus o Espírito Santo
e por isso já não vos pertenceis, pois fostes comprados por um alto preço.” (1 Cor 6, 19-20).

A Segunda Carta aos Coríntios diz que o Espírito Santo é quem nos capacita
para vivermos a dinâmica da Nova Aliança que é fonte de Vida Eterna:
“Pelas nossas forças e aptidões somos incapazes de pensar e realizar algo de bom.
A nossa capacidade vem de Deus.
De facto é ele que nos torna aptos para sermos ministros de um Nova Aliança,
não da letra, mas do Espírito, pois a letra mata, mas o Espírito dá Vida” (2 Cor 3, 5-6).

É este o sentido profundo da seguinte afirmação de São Paulo:
“O Espírito Santo é o amor de Deus derramado nos nossos corações” (Rm 5, 5).

Isto quer dizer que estamos talhados para o amor.
A vida natural não pode subsistir sem água.
Do mesmo, a pessoa humana, privada de amor, não pode emergir,
acabando por definhar e morrer espiritualmente.
Por outras palavras, o amor é o fundamento da realidade.

De facto, foi o amor que criou o Universo.
Quando a Primeira Carta de São João diz que Deus é amor,
está a tocar no coração da essência divina (1 Jo 4, 7-8; 16).

Talhado para a comunhão com Deus,
o ser humano está chamado a crescer sempre mais na sua capacidade de amar.

A dignidade da pessoa humana começa no facto de não nascer determinada como os animais.
Cada pessoa está chamada a realizar-se como ser único, original e irrepetível.

Na medida em que emergem e crescem em contexto de comunhão amorosa,
os seres humanos tornam-se pessoas cada vez mais semelhantes às pessoas da Santíssima Trindade.
A vida pessoal em relações de comunhão familiar foi a primeira realidade que existiu.

Trindade Santa,
Glória a Vós que sois um Deus Fiel e Verdadeiro.
Ainda não tinha sido iniciada a génese das galáxias e já existia um Deus comunidade de amor.
Como sois amor, a génese do universo foi iniciada pela força criadora do Amor.

Deus Santo
Vós sois comunhão de pessoas.
Isto quer dizer que sois Vida em plenitude,
pois a plenitude da pessoa não está em si, mas na comunhão amorosa.

Por outras palavras, a Vida em Plenitude precedeu o Universo!
Por ter sido criada à imagem e semelhança da Divindade,
a Humanidade está a emergir de modo único, original e irrepetível no concreto de cada pessoa.
Com o aparecimento da vida pessoal-espiritual,
a marcha evolutiva da Criação atingiu o limiar da eternidade.
Depois veio Jesus Cristo, a fim de optimizar a vida humana, divinizando-a.

Só o jeito de amar revela a qualidade do coração humano
e a densidade da humanização de uma pessoa.
É esta a matéria-prima que Cristo veio divinizar.

No Reino de Deus seremos eternamente conhecidos e identificados,
pelo jeito de dançar o ritmo do amor.
Este jeito, no entanto, é adquirido enquanto vivemos na História.
É mediante o amor que a pessoa possui Deus e os outros,
pois o ser humano possui Deus e aos outros na medida em que se dá.
De facto, ao dar-se, a pessoa não se perde.
Pelo contrário, encontra-se na dinâmica da comunhão amorosa.

Estamos talhados para amar.
É esta a nossa vocação fundamental.
Isto quer dizer que a pessoa que se recusa a amar não serva para a Vida Eterna.
Glória a Vós, Trindade Santíssima. Vós Sois a garantia da nossa plenitude!

Calmeiro Matias

Sem comentários:

Enviar um comentário