terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Não sabes de onde vem nem para onde vai

 

Quem és, suave luz que me sacias
E que iluminas as trevas do meu coração?
Guias-me como a mão de uma mãe,
e se me soltasses
não mais poderia dar um só passo.
És o espaço
que envolve o meu ser e me protege.
Longe de Ti, naufragaria no abismo do nada
de onde me tiraste para me criar para a luz.
Tu, mais próximo de mim
do que eu própria,
mais intimo do que as profundezas da minha alma,
e contudo incompreensível e inefável,
para além de qualquer nome,
Espírito Santo, Amor Eterno!

Não és Tu o doce maná
que do coração do Filho
transborda para o meu,
o alimento dos anjos e dos bem-aventurados?
Aquele que Se elevou da morte à vida
também me despertou do sono da morte para uma vida nova.
E, dia após dia,
continua a dar-me uma nova vida,
de que um dia a plenitude me inundará por completo,
vida procedente da Tua vida, sim, Tu mesmo,
Espírito Santo, Vida Eterna!

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)
.

3 comentários:

  1. Não sabemos nem de onde vem nem para onde vai, mas gostaríamos que permaneça em nós e que transborde nos nossos corações para que o mal não tenha lá espaço.

    ResponderEliminar
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderEliminar
  3. "Quem és, suave luz que me sacias
    E que iluminas as trevas do meu coração?"

    És presença e caminho.
    Inequívoca fonte de Esperança que sinto.

    E suave luz, me iluminas, abrigando-me.

    dulce ac

    ResponderEliminar