sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Decálogo da caridade



1. «Tem compaixão de mim»! Sofre comigo. Sofre por mim. Compadece-te. Move-te e comove-te. Antes de abrires a mão, abre o teu coração!

2. Depois, começa por inclinar o teu ouvido ao grito da minha miséria. Escuta-me atentamente. Conhece-me pelo meu nome, aprende de cor a minha história.

3. Se tens olhos e vês, olha para mim; e não dês esmola, de esguelha, para não veres mais e fugires de mim.

4. Conversa comigo. Tenta saber o que realmente me faz falta! Quem sabe eu precisarei somente de quem me encoraje.

5. Não me dês nada, de mão beijada. Isso é coisa dos ricos. Compromete-me a mim, na solução do meu problema, mesmo que eu próprio tenha de dar o meu quase nada, que é afinal tudo o que tenho.

6. Compromete também os outros, pois também te sentirás pobre e incapaz de resolver, sozinho, todo o meu problema.

7. E não julgues que estou curado, só por estar resolvido, de imediato, o meu problema. Abre-me também os olhos, ensina-me a viver, a trabalhar e a comer, a ser limpo e a poupar.

8. Mas sobretudo encaminha-me para lugares certos. Porque o número de cegos que me querem guiar, levar-me-ão a cair de novo com eles e então será “de caixão à cova”.

9. Quero viver, na Luz. Se és cristão, mostra-me a tua fé, conduz-me a Jesus e ao seu Amor. Talvez não saibas, mas “a falta de Deus é a raiz mais profunda de todo o meu sofrimento” (cf. DCE 31).

10. Aquele amor divino é a luz que ilumina este nosso mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir. Vive esse amor de Deus “e deste modo, farás entrar a Luz de Deus em mim e neste mundo” (DCE 39).
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