do Lat. ciboriu; s. m., a parte mais alta que exteriormente remata ou cobre a cúpula das grandes igrejas ou dos edifícios monumentais. Este blog é, na sua grande maioria, partilha de videos e textos de diversos autores que recebo diariamente. Com a visão dos outros podemos ver mais alto, mais longe...
sábado, 28 de julho de 2018
quarta-feira, 18 de julho de 2018
Thank you, Lord!
Tragedies are common place.
All kind of diseases, people are slipping away.
Economies down,
people can't get enough pay, as for me, all I can say is,
"Thank you, Lord for all You've done for me".
Folks without homes living out in the streets
and the drug habit some say,
they just can't beat.
Muggers and robbers,
no place seems to safe,
but You've been my protection every step of the way
and I want to say,
"Thank you, Lord for all You've done for me".
(It could have been me) thank You,
(outdoors) thank You,
(with no food) thank You,
(and no clothes) thank You,
(or left alone) thank You,
(without a friend) thank You,
(or just another number) thank You,
(with a tragic end) Oooooooh! thank You, Lord.
(But You didn't see fit) thank You,
(to let none of these things be) thank You,
('cause everyday by Your power) thank You,
(You keep on keeping me) thank You;
(and I want to say)
Thank You Lord for all You've done for me.
I wanna to thank You for Your love (Thank You).
Thank you for Your power (thank You)
Thank you for protection (thank You)
every hour (thank You).
(I wanna thank You for Your love) thank you,
(I wanna thank You for power) thank You,
(thank You for protection) thank you,
(every hour) Thank you.
quarta-feira, 11 de julho de 2018
Paulo Henrique, história de superação
“No mundo tereis aflição, certo? Então não tem como eu dizer para você que é fácil. Porque se o próprio mestre, se o Messias que nasceu perfeito, tanto em sua forma física quanto em seu caráter sofre aflição, quem dirá eu que sou falho?
Paulo Henrique Nascimento Pereira, eu tenho 24 anos, de Coronel Feliciano.
A vida é aflita, o mundo é assim. Mas Ele também fala: Tende bom animo pois eu venci o mundo. Por isso eu venho trabalhar todo dia. Todo dia a gente vence uma vez. É muito fácil você dizer que a vida é injusta com você e dizer que Deus Todo Poderoso tem que fazer a seu favor, uma vez que você se deita e espera a recompensa de Deus cair no seu colo.
Mas você parar para pensar, nenhum dos homens de Deus tiveram sua recompensa no colo: Abraão teve que largar sua família, Moisés teve que atravessar o deserto, Jesus, poxa, foi crucificado. Então se você quer uma recompensa de Deus, faça seu esforço. Deus não vai te recompensar por você ser uma pessoa à toa.
A palavra diz que o trabalho dignifica o homem. Vamos ser dignos, trabalhar. Eu fico sempre aqui nessa esquina da Caixa, do Bradesco.
Se quiser vir cá comprar uma balinha pode vim, se quiser conversar do amor de Deus pode vim duas vezes, a gente está sempre por aqui. Beijão.”
Paulo Henrique está desempregado e teve seu benefício negado pelo INSS. Mesmo com todas as dificuldades que a vida lhe condicionou, mantém o sorriso no rosto e a força para conquistar um dia de cada vez.
terça-feira, 10 de julho de 2018
Reunir como Igreja

Um frequentador de uma igreja escreveu a seguinte mensagem num jornal:
"Frequento a Igreja há 30 anos e durante este tempo devo ter ouvido umas 3.000 pregações. Mas, com exceção de uma ou outra, eu não consigo lembrar-me da maioria delas. Por isso, acho que estou a perder o meu tempo e os padres também".
Essa carta divulgada no jornal gerou uma grande discussão e gerou uma sábia resposta de um leitor:
"Estou casado há mais de 30 anos e durante esse tempo a minha mulher deve ter cozinhado umas 9.000 refeições. Mas, com exceção de uma ou outra, não consigo lembrar-me da maioria delas. Mas uma coisa eu sei: todas elas nutriram-me, alimentaram-me e deram-me a força necessária para fazer as minhas atividades. Sem essas refeições, eu e os nossos filhos estaríamos desnutridos, fracos, desanimados ou até mortos. Da mesma maneira, se eu não tivesse ido à Igreja para alimentar a minha vida, a minha alma e a da minha família, estaríamos hoje em terríveis condições espirituais".
Portanto, não deixemos de nos reunir como igreja, mas animemo-nos uns aos outros (cf. Heb 10, 25).
quarta-feira, 4 de julho de 2018
Os sacerdotes na sua missão pastoral
Os sacerdotes na sua missão pastoral
O Vídeo do Papa – Julho 2018
Para que os sacerdotes que vivem o seu trabalho pastoral com dificuldade e na solidão se sintam ajudados e confortados pela amizade com o Senhor e com os irmãos.
Papa Francisco - Julho 2018
O cansaço dos sacerdotes… sabem quantas vezes penso nisto?
Os sacerdotes, com suas virtudes e seus defeitos, desenvolvem seu trabalho em tantos campos.
Diante de tantos desafios não podem ficar parados depois de uma desilusão.
Nesses momentos, é bom lembrar que as pessoas amam seus pastores, precisam deles e confiam neles.
Rezemos juntos para que os sacerdotes que vivem com dificuldade e na solidão o seu trabalho pastoral se sintam ajudados e confortados pela amizade com o Senhor e com os irmãos.
Os sacerdotes, com suas virtudes e seus defeitos, desenvolvem seu trabalho em tantos campos.
Diante de tantos desafios não podem ficar parados depois de uma desilusão.
Nesses momentos, é bom lembrar que as pessoas amam seus pastores, precisam deles e confiam neles.
Rezemos juntos para que os sacerdotes que vivem com dificuldade e na solidão o seu trabalho pastoral se sintam ajudados e confortados pela amizade com o Senhor e com os irmãos.
terça-feira, 3 de julho de 2018
O jovem que quer sair da Igreja

Um jovem foi ter com um sacerdote e diz-lhe:
- Sr. padre não vou mais à Igreja!
O padre então respondeu:
- Mas por quê?
O jovem acrescentou:
- Sabe, vejo as pessoas a falaram mal umas das outras; leitores mal preparados; o grupo coral que desafina; as pessoas que durante as missas ficam a olhar umas para as outras ou para o telemóvel, entre tantas e tantas outras coisas erradas que vejo fazerem na igreja.
Disse-lhe o sacerdote:
- Ok! Mas antes quero que me faças um favor. Pega num copo cheio de água e dá três voltas pela igreja sem derramar uma gota de água no chão. Depois disso, podes deixar a igreja.
O jovem pensou que ia ser muito fácil! Deu as três voltas conforme o sacerdote lhe pedira. Quando terminou disse:
- Pronto, sr. padre.
O padre perguntou-lhe:
- Quando estavas a dar as voltas, viste alguém falar mal de outra pessoa?
- Não!
- Viste as pessoas a reclamarem umas das outras?
- Não
- Viste alguém a mexer no telemóvel?
- Não
- Sabes porquê? - Perguntou o sacerdote.- Porque tu estavas focado no copo para não derrubares a água. O mesmo acontece na nossa vida. Quando o nosso foco for Jesus Cristo, não teremos tempo de ver os erros das pessoas.
- Sr. padre não vou mais à Igreja!
O padre então respondeu:
- Mas por quê?
O jovem acrescentou:
- Sabe, vejo as pessoas a falaram mal umas das outras; leitores mal preparados; o grupo coral que desafina; as pessoas que durante as missas ficam a olhar umas para as outras ou para o telemóvel, entre tantas e tantas outras coisas erradas que vejo fazerem na igreja.
Disse-lhe o sacerdote:
- Ok! Mas antes quero que me faças um favor. Pega num copo cheio de água e dá três voltas pela igreja sem derramar uma gota de água no chão. Depois disso, podes deixar a igreja.
O jovem pensou que ia ser muito fácil! Deu as três voltas conforme o sacerdote lhe pedira. Quando terminou disse:
- Pronto, sr. padre.
O padre perguntou-lhe:
- Quando estavas a dar as voltas, viste alguém falar mal de outra pessoa?
- Não!
- Viste as pessoas a reclamarem umas das outras?
- Não
- Viste alguém a mexer no telemóvel?
- Não
- Sabes porquê? - Perguntou o sacerdote.- Porque tu estavas focado no copo para não derrubares a água. O mesmo acontece na nossa vida. Quando o nosso foco for Jesus Cristo, não teremos tempo de ver os erros das pessoas.
QUEM SAI DA IGREJA POR CAUSA DE PESSOAS,
NUNCA ENTROU POR CAUSA DE JESUS.
NUNCA ENTROU POR CAUSA DE JESUS.
segunda-feira, 11 de junho de 2018
Dai-me, Senhor, meu Deus, o que Vos resta

Dai-me, Senhor, meu Deus, o que Vos resta;
Aquilo que ninguém Vos pede.
Não Vos peço o repouso nem a tranquilidade,
Nem da alma nem do corpo.
Não Vos peço a riqueza nem o êxito nem a saúde.
Tantos Vos pedem isso, meu Deus,
Que já não Vos deve sobrar para dar.
Dai-me, Senhor, o que Vos resta,
Dai-me aquilo que todos recusam.
Quero a insegurança e a inquietação.
Quero a luta e a tormenta.
Dai-me isso, meu Deus, definitivamente;
Dai-me a certeza de que essa
será a minha parte para sempre,
Porque nem sempre terei a coragem de Vo-la pedir.
Dai-me, Senhor, o que Vos resta,
Dai-me aquilo que os outros não querem.
Mas dai-me, também, a coragem
E a força e a fé”.
sexta-feira, 8 de junho de 2018
Coração de Jesus

Senhor,
quero sempre encontrar-me conTigo,
pela fé,
e sei que a fé
é como uma porta que está sempre aberta
para entrar para junto de Ti
e estar na Tua companhia
junto ao Teu Coração tão terno.
Mais ainda,
sei, pela fé,
que em Ti,
encontro todos aqueles que amo
e que, por alguma razão, não posso estar junto deles.
Em Ti, no Teu Coração,
encontro todos.
já um Céu antecipado,
um Céu na fé,
onde posso estar com todos.
Sim, Senhor, no Céu estarei conTigo e com todos.
E o Teu Coração abre-me as portas do Céu já nesta vida.
Jesus, Coração amável,
abandono-me confiante a Ti,
em Ti quero amar e sofrer
por todos os que uniste à minha existência
e sei que, pela Tua ação poderosa,
poderei fazer chegar a cada um
as graças que mais necessitam.
Serei missionário através do Teu Coração.
Assim seja.
quinta-feira, 7 de junho de 2018
Embarcámos com Cristo na nau

«Embarcámos com Cristo na nau
e levantou-se a tempestade:
e ainda que o Senhor durma,
e nos parece que nos vamos afogar,
Sua Majestade [Jesus]
acordará a tempo e nos livrará:
não desmaieis caríssimas,
nem enfraqueça a vossa fé
por ver que parece que o Senhor
nos deixou tanto tempo
nas mãos dos que tão sem razão
nos afligem […].»
Madre Maria de S. José | 1548 – 1603
Carta de uma pobre e presa Descalça. Lisboa 1593
Senhor,
quando vivo dificuldades
e situações complicadas humanamente,
parece que a minha fé esmorece
e Tu pareces ausentar-Te.
É então o momento da prova:
o momento de não dar razão ao que sinto
e não atender às trevas que me envolvem,
mas colocar os meus olhos e o meu coração em Ti,
confiante,
sabendo que das Tuas mãos
virá o auxílio no momento certo.
Àqueles que amas
não recompensas com doçuras,
mas envias provas para os fortificar.
Sim, Jesus,
não quero sucumbir às provas,
mas exatamente nestes momentos
quero fixar em Ti o olhar
e não desanimar,
certo que Tu és mais forte
do que todos os problemas e provas.
Assim seja.
domingo, 27 de maio de 2018
Confia em Mim
«E quando nós vamos ao encontro do Senhor, como nós cantamos o Senhor também vem ao nosso encontro. Assim como nos narra o evangelho, que certa vez os discípulos se adiantaram, foram na frente de Jesus, pegaram sua barca e Jesus ficou nas margens pra orar. E por volta das três da manhã os discípulos enfrentaram uma tempestade muito forte, todos com medo e o Senhor foi até eles caminhando sobre as águas. Pedro assustado com tudo aquilo disse: "Senhor se é realmente o Senhor (Pedro achava que fosse um fantasma) se é realmente o Senhor deixa que eu também vá até você". E o Senhor concedeu a Pedro que andasse, caminhasse sobre as águas. Mas quando Pedro percebeu a fúria dos ventos, a força das ondas e parou de olhar nos olhos de Jesus, ele começou a afundar e rapidamente gritou por socorro e o Senhor estendeu a sua mão. Eu não sei qual a tempestade que vocês vivendo hoje mas o Senhor está estendendo a sua mão para você. Deus que entrar na sua barca e fazer a tempestade que você enfrenta hoje se acalmar. Escuta o que o senhor que te dizer..."
CONFIA EM MIM
Vem, que a tempestade já não pode te abalar.
A segurança em Meu barco encontrarás.
Confia em mim, o Meu amor te abrigará.
Sei que angustiado, o coração se endureceu.
Mas Eu entendo tudo o que te aconteceu.
Ainda é tempo de voltar para o teu Deus.
Não tenhas medo, pois Eu estou aqui,
É o teu Senhor que diz.
Quero guiar os passos teus.
Vem, entrega-te. Então, farei morada em teu coração,
E quando anoitecer cansado eu te encontrar,
No silêncio teu, eu irei te consolar,
Nos braços meus descansarás,
Forças te darei!
BANDA "VIDA RELUZ"
sexta-feira, 25 de maio de 2018
Aos pés da Cruz
"E na certeza de que Deus nos acolhe de uma maneira tão especial a gente faz uma experiência na cruz de Cristo. E como nós olhamos para a cruz e experimentamos só a dor que ela visualmente nos proporciona? É preciso que tenhamos uma visão mais aprofundada da nossa fé, olhando para cruz e pensando que não ficou ali, pois não parou na dor. E nós podemos remeter a nossa vida porque a nossa vida também é composta de dor mas a dor passa pois o Senhor já ressuscitou e Ele venceu a cruz. Por isso experimentamos esta vitória agora! celebrando aos pés da Crus do Senhor a certeza de que a dor passará e que a esperança renascerá a cada minuto...vamos fazer juntos esta experiencia?"
AOS PÉS DA TUA CRUZ
Banda Dom
Vou ficar bem aqui Aos pés de tua cruz, Olhando em teus olhos, Tua face de luz! Não seu merecedor De todo este amor Perdoa porque o matei... Ah! porque zombam de ti, E não te consolam? Não vêem o bem que fizeste Por toda a Terra? Porque não deixa a cruz E larga o sofrer? E ainda pede ao pai: "Perdao por quem nao crê"? Ouço teu grito Chama meu nome Entrega-me ao pai E lava o meu pecado O céu se abre A dor me consome Nao tenho mais dúvida És o filho de Deus!
segunda-feira, 21 de maio de 2018
Esse barco que na tempestade transmite serenidade e salvação

Esse barco que na tempestade transmite serenidade e salvação
Estamos todos no mesmo barco, crentes e não crentes, portugueses e estrangeiros, ricos e pobres, cultos e incultos, estamos todos no mesmo mar e navegamos à mercê de quantos tomam o leme; portanto, o pensamento de poucos incide sobre o destino de muitos. Que o mar Mediterrâneo esteja em tempestade, que toda a Europa navegue em más águas, é evidente para todos, mas o que pode ser feito para evitar o naufrágio, ninguém sabe.
Envolvida em tais pensamentos, observava uma bela imagem de Bradi Barth (1922-2007), artista suíça de olhos vivíssimos que morreu na Bélgica aos 85 anos. Dedicou a vida à arte, abrindo no ano 2000 uma fundação com o objetivo de divulgar, através das suas obras, o espírito de evangelização, a unidade com o papa e a união a Cristo sob a proteção da Virgem Maria. Palavras fora de moda, hoje, palavras de outros tempos que emergem com prepotência das suas pinturas, conhecidas em todo o mundo e capazes, em chave delicada e poética, de encantar todas as categorias de pessoas.
Na obra de "Maria Mãe da Igreja", um barco navega num mar de águas agitadas, o céu é noturno, mas brilha ao alto, à esquerda, um sol misterioso, semelhante a uma grande Eucaristia. O contraste entre o mar furioso e a paz que reina na embarcação é evidente. A serenidade da Virgem Mãe, de Pedro, das ovelhas quietamente alojadas no casco, faz inveja a quem, como nós, olha tantas vezes para o mar de agitação geral.
Sim, encontrei aqui a fenda que atravessa os nossos desejos neste mês mariano, denso de festividades cristãs, como o Pentecostes e o Corpo de Deus, mas também grávido, infelizmente, de tragédias humanas e políticas que nem sempre são fáceis de interpretar.
No Pentecostes, agora às portas, a Igreja celebra a certeza de ser apoiada e guiada por Deus nas turbulências do mundo. Como poderemos redescobrir esta certeza da fé, capaz de dominar o mau humor, as contrariedades, a desconfiança geral em quem governa, seja político ou religioso?
Hoje vence a perplexidade, procura-se quase morbidamente o escândalo e a fraude. As notícias sobre crimes vencem nas audiências todas as outras dimensões do conhecimento. É verdade que o mal existe, mas o bem supera-o. Boa coisa é o protesto, mas de nada vale sem a proposta séria. É importante rejeitar a corrupção, mas só se acompanhada de um projeto adequado, dirigido, não para atacar o adversário mas para promover o bem comum.
O apóstolo Pedro de Bradi Barth conforta-me porque não está satisfeito com o seu cuidado pastoral, mas abraça a cruz, esse sinal pelo qual se vence. Olha para uma vela, vermelha do sangue dos mártires, mas enfunada pelo vento do Espírito. Como no antigo sonho de S. João Bosco, a calmaria do rebanho e a estabilidade daquele barco encontrarão força na Virgem Maria e na Eucaristia.
Gloria Riva
In Avvenire
Trad. / edição: SNPC
Imagem: Bradi Barth | D.R.
Prece
Talvez que eu morra na praia
Cercada em pérfido banho
Por toda a espuma da praia
Como um pastor que desmaia
No meio do seu rebanho.
Talvez que eu morra na rua
E dê por mim de repente
Em noite fria e sem luar
E mando as pedras da rua
Pisadas por toda a gente.
Talvez que eu morra entre grades
No meio de uma prisão
Porque o mundo além das grades
Venha esquecer as saudades
Que roem meu coração.
Talvez que eu morra de noite
Onde a morte é natural
As mãos em cruz sobre o peito
Das mãos de Deus tudo aceito
Mas que eu morra em Portugal.
segunda-feira, 14 de maio de 2018
Teu Menino
Deixa eu ser pequenino, um menino, no colo teu Deixa eu ser dependente e inconsequentemente eu Me abrigar e aquecer-me em teu ventre como Amor Foi gerado e guardado, Oh Sacrário do Senhor Quero ser iluminado pelo brilho deste céu Que é teu ventre, mãe querida, És rainha és mãe de Deus És a estrela da manhã , És espelho sem igual Não importa onde eu esteja, sempre me livrará do mal Doce mãe, mãe amiga, És consolo em meio à dor Quero sempre proclamar-te, Ave Maria, Mãe do Salador Entre todas as mulheres escolhida pelo Amor Todo teu eu serei sempre, teu menino e cuidador Deixa eu ser...
terça-feira, 8 de maio de 2018

Começo a ver a Tua luz na medida em que com clareza e dor de coração descubro as minhas misérias.
Não queria que esta dor do coração fosse a pena novamente egoísta de não ter sido eficiente! Queria que fosse a pena de não te ter amado, Senhor. Jesus Cristo, dá-me um arrependimento verdadeiro!
Causas? Basta-me uma: Eu dispenso Deus da minha vida! Já não é só a falta de oração, vista como elemento importante do programa. É o não pôr Deus no que projeto e faço; é o bastar-me a mim mesmo.
Morria de sede e não dava por isso! Senhor, dá-me sede, leva-me a beber às Tuas fontes.
Que esperas de mim, Senhor?
– Nova planificação? Não. Se eu a cumprir já é bom. Ajuda-me a cumpri-la, Senhor! Que eu não caia no erro de realizar sempre as obrigações escolares e administrativas, omitindo quase sistematicamente as pastorais. Não quero ser escravo do programa, Senhor, mas quero ser fiel ao dever, que é a minha cruz e a minha oficina de Nazaré, e as minhas estradas da Palestina.
– Mas o principal é centrar a minha vida no Amor. Também vejo hoje que a oração só pela oração, não me basta. Preciso de rezar? Preciso sobretudo de Te encontrar, ó Pai, de Te amar! De me abrir à Tua ação. Por isso é que quero e preciso de rezar.
Centrar a minha vida: são para mim conselho de Deus as palavras do Concílio: «Esta unidade de vida não pode ser realizada com a ordenação meramente externa dos trabalhos do seu ministério, nem só com a prática dos exercícios de piedade, embora ambas as coisas para isso contribuam, favoravelmente. Podem, porém, os sacerdotes realizá-la seguindo (…) o exemplo de Cristo, cujo alimento era fazer a vontade daquele que O enviou para efetuar a sua obra» .
Os sacerdotes alcançarão a unidade unindo-se a Cristo, no conhecimento da vontade do Pai e na doação de si mesmos pelo trabalho que lhes foi confiado.
Senhor, resta-me agradecer o insucesso do Francês. Foi um insucesso, mas foi um sinal. Obrigado por ele, Senhor.
E já que fizeste este favor – o de saber ler o sinal – faz-me um outro favor, ó Jesus: ajuda-me, nesta Quaresma, a ser coerente com o que hoje vi, a centrar a minha vida, contigo, na vontade do Pai.
Converte-me Senhor
D. Albino Cleto
In "Reflexões espirituais e pastorais"
Converte-me Senhor

Embora refletindo a sós comigo mesmo, que estes momentos e este escrito sejam um encontro contigo, Senhor Jesus. Que a reflexão sobre a minha vida não seja mais um cálculo humano e uma correção meramente psicológica, mas que seja sobretudo uma conversão. E és Tu, ó Cristo, quem me converte. Converte-me, Senhor!
Fala-me agora com a clareza que te é peculiar. Sem rodeios nem enigmas. Mostra-me a verdade da minha vida, para que o meu coração seja humilde e eu possa descobrir o teu amor.
Converte-me com a força do teu Espírito, que de uma pedra fez um filho de Abraão, que dá vida a um esqueleto, que cura um cego.
Vinde, Espírito de Deus; mostrai-me a verdade da minha vida, não para eu fazer mais um dos muitos exercícios mentais que já tenho feito, mas para que, revelando-me a verdade, eu me abra à força da Graça, que me converte.
Converte-me Senhor
D. Albino Cleto
In "Reflexões espirituais e pastorais"
quarta-feira, 25 de abril de 2018
A oferta de um gelado:
A oferta de um gelado: Francisco e o bem das pequenas coisas
O papa, por ocasião do seu onomástico, ofereceu três mil gelados aos pobres de Roma (e arredores). Quem criticar Francisco inclusive por este pequeno gesto - poucos, mas certamente não faltarão - esquece que se não se pode fazer as coisas grandes, deve fazer-se as pequenas.
Se não tens instrumentos para construir "corredores humanitários" (porque só te é dado orar, encontrares-te com os poderosos, apoiar quantos têm a coragem de os iniciar), podes ir ao encontro daquela pergunta que todos pronunciámos quando éramos crianças - «papá, compras-me um gelado?» -, com os olhos reluzentes diante das cores, dos sabores e dos movimentos mágicos do vendedor de gelados. Que nesse momento se torna, inexoravelmente, o melhor homem do mundo. E se o papá nos oferece o gelado «porque hoje é o dia do santo com o meu nome», imprime-se dentro de nós, no nosso coração, que o nosso onomástico é algo de importante.
Não é secundário que a nossa vida tenha a ver com a de um santo. O aniversário recorda-nos que pertencemos ao tempo, o onomástico que estamos ligados a um santo; recorda-nos que o nosso sangue cristão é o mesmo que corre nas veias dos santos, e de um em particular: aquele de quem levamos o nome desde que fomos batizados. Para o papa é Jorge, para mim é Mauro (e se não se tem o nome de um santo, convido-a a escolher um, agora, como amigo).
Foram esbanjados alguns milhares de euros de esmola papal em gelados? Podiam gastar-se melhor? Creio que não. Talvez por ser alérgico aos discursos de quem quereria alugar a Praça de S. Pedro aos migrantes ou transformar a praça em frente num acampamento para ciganos, «visto que o papa é tão favorável aos migrantes, faça ele também qualquer coisa, já que no Vaticano não se faz nada pelos refugiados e só se conversa». Em primeiro lugar, sei que não é verdade que não se faça nada, mas sobretudo creio que a tarefa mais importante de cada um de nós não é mudar o mundo, mas mudar-nos a nós próprios.
Lamentar-se por aquilo que os outros não fazem, sobretudo se se trata de criticar as pessoas famosas, tem a grande vantagem de calar por um instante a nossa má consciência. Essa que atiçamos dizendo-lhe que um gelado dado a uma criança não resolve nem o problema da sua fome nem o da sua integração nem o das tensões Norte-Sul do mundo. Mas tem a desvantagem de não nos tornar melhores: porque, não o esqueçamos, a única maneira de ser bom é fazer boas ações, mesmo que pequenas.
Mauro Leonardi
In Avvenire
domingo, 22 de abril de 2018

Por vezes nos trancamos no nosso mundo, meio que perdido, precisando de uma força, e sem forças até para pedir. É muito bom receber aquela mensagem que diz: calma, vai passar. Mas a mensagem que muda tudo de verdade é a que diz: calma estou passando aí.
Faz toda a diferença poder contar com alguém que entra no universo da nossa solidão, ignora a placa que diz: “ fechado para visitação”. E abre a porta, fecha a janela do computador e te puxa, te traz de volta a vida real. Isso muda a tua realidade, alguém que troque “likes”, mas por sinceridade, não somente para se mostrar simpático ou agradável. E que te faça trocar aqueles cinco mil amigos virtuais, por uma real e boa amizade.
Esse não está somente te seguindo, está te acompanhando, está junto de verdade.
É tipo perguntar: você está perdido? Fique tranquilo pois eu também estou, mas na maioria das vezes a pergunta não é nem para onde, mas sim “Com quem”.
E quando a gente está lado a lado, fica fácil perceber a diferença entre receber um coração, e ser de fato amado. Entre os que estão “online” e quem está conectado. Sinceramente nunca procurei entender bem o conceito de empatia, até perceber que, na prática, a amizade real não precisa de muita teoria. Às vezes, basta servir de companhia. Em silêncio mesmo, porque é aquele silêncio que não te deixa no vácuo, ao contrário te deixa à vontade, não significa que acabou a bateria, significa que você recebeu a mensagem.
Melhor do que dar uma resposta, é dar ouvidos, se não sabe o que falar, fique tranquilo apenas ouça, porque o que realmente importa é a sua presença, e nesse instante ela já terá respondido tudo!!!
Nesse exato momento podem ter certeza, que eu estava conversando com Deus!
Selmo Rocha
segunda-feira, 16 de abril de 2018
quarta-feira, 11 de abril de 2018
Tem gente que Deus coloca na nossa vida
Tem gente que Deus coloca na nossa vida
só para nos dar paz.
Que nos empurra para o melhor de nós,
que nos guia para o caminho do bem.
Gente que é sorriso em dia feio,
que é suporte quando parece faltar o chão.
Tem gente que pensa
e repensa jeitos de nos fazer bem,
que se preocupa e demonstra.
Gente que é abraço, mesmo de longe,
e a certeza que tudo vai dar certo.
Que empresta coração para a gente morar,
que planta pensamentos bonitos nos dias da gente.
E reforça nossa fé no ser humano.
Gente que merece o que de mais bonito
a vida tem a oferecer...
A esse tipo de gente:
amor, oração e gratidão eterna!
sábado, 31 de março de 2018
PRECE

PRECE
Meu Deus, aqui me tens aflito e retirado,
Como quem deixa à porta o saco para o pão.
Enche-o do que quiseres. Estou firme e preparado.
O que for, assim seja, à tua mão.
Tua vontade se faça, a minha não.
Senhor, abre ainda mais meu lado ardente,
Do flanco de teu Filho copiado.
Corre água, tempo e pus no sangue quente:
Outro bem não me é dado.
Tudo e sempre assim seja,
E não o que a alma tíbia só deseja.
Se te pedir piedade, dá-me lume a comer,
Que com pontas de fogo o podre se adormenta.
O teu perdão de Pai ainda não pode ser,
Mas lembre-te que é fraca a alma que aguenta:
Se é possível, desvia o fel do vaso:
Se não é beberei. Não faças caso.
Vitorino Nemésio
sexta-feira, 30 de março de 2018
Ouvi a Tua voz

Ouvi a Tua voz – que Te buscasse,
Que eras vida e caminho ardente e santo,
Aqui me tens, Senhor, beijando-Te na face,
Mordido de vergonha, angústia e pranto.
Cruz, lança, espinhos, pregos, fel, vinagre,
Não são adereços para um corpo humano.
Faze em mim, meu Senhor, o Teu milagre:
Sofrer, morrer e ressurgir em cada ano.
Perdoa à minha carne o desejar sem norte,
Porque vivo no mundo e sou pecado.
E recebe-me puro, quando a morte
Me levar p’ra o Teu lado.
(Um Cristo de perdão,
Sereno como é fria a madrugada,
Veio cravar-me, por amor, no coração,
Uma nova espada.)
António Manuel Couto Viana
segunda-feira, 12 de março de 2018
Oração a pedir o bom humor

Oração a pedir o bom humor
Dai-me, Senhor, uma boa digestão,
mas também qualquer coisa para digerir.
Concede-me a saúde do corpo e o necessário
bom humor para mantê-la.
Dai-me, Senhor, uma alma simples,
que saiba aproveitar tudo o que é bom
e não se assuste demasiado perante o mal,
mas encontre maneira de recolocar
as coisas no lugar devido.
Dai-me uma alma que não que refém do tédio
nem de resmungos, impaciências ou lamentações,
e não permitais que me atormente
para lá do razoável
com essa coisa turbulenta chamada “eu”.
Dai-me, Senhor, um sentido de humor apurado
e a capacidade de receber o que aí vem a sorrir
vivendo o que me cabe com alegria
e partilhando-a sem custos acrescidos
com os outros. Ámen.
Oração escrita por São Tomás More e rezada diariamente pelo Papa Francisco, oferecida à comunidade da Capela do Rato pelo P. José Tolentino Mendonça, como gesto de agradecimento pela oração da comunidade durante o retiro ao Papa Francisco e à Cúria Romana.
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
terça-feira, 9 de janeiro de 2018
Não me Move

Não me move,
Senhor, para Te amar
O Céu que me prometestes,
Nem me move o inferno tão temido
Para deixar, por isto, de Te ofender.
Tu me moves, Senhor!
Move-me ver-Te
Pregado em uma Cruz e escarnecido;
Move-me ver Teu Corpo tão ferido;
Movem-me Tuas afrontas e Tua morte.
Move-me, enfim, o teu amor.
E de tal maneira,
Que ainda que não houvesse Céu,
eu Te amaria;
E ainda que não houvesse inferno,
eu Te temeria.
Nada tens que me dar
para que eu Te queira,
Pois, mesmo que eu
não esperasse o que espero,
O mesmo que Te quero,
Eu te quereria.
Santa Teresa de Ávila
sábado, 6 de janeiro de 2018

COMO CHEGAMOS A UMA DECISÃO?
Pensamos para decidir bem, mas o momento da decisão não é racional. Decidir é passar da deliberação à ação, deixando o pensamento para trás. A decisão implica sempre uma cisão, uma rutura, um corte.
O momento crítico da decisão é uma espécie de salto interior que estabelece uma distância enorme entre o antes e o depois. Um instante chega para que mudemos de rumo e comecemos um novo capítulo na história da vida.
Decidir é preferir entrar por uma porta, o que implica preterir todas as outras. E há quem não consiga aceitar que a vida é feita de sacrifícios que exigem deixar para trás coisas boas, em vista de outras, melhores.
As dúvidas e incertezas não desaparecem com a decisão. Muitas vezes, se lhe dermos espaço interior, até aumentam. No entanto, como é tempo de aplicar o que se determinou, devemos guardar para depois as análises e avaliações. Se passarmos o tempo à espera de resultados, não fazemos nada. Há tempo para pensar e tempo para agir. Decidir não é só mudar de um tempo de meditação para outro.
Não devemos cair na tentação de ficar à espera que as circunstâncias e o tempo decidam por nós.
Quantas decisões importantes são tomadas com base em detalhes ou estados de espírito passageiros? Mas antes assim do que as que à custa de tanta cobardia face ao medo se adiam ao ponto de renunciarmos ao essencial da nossa liberdade.
Cabe a cada um de nós determinar os seus objetivos e descobrir a sua missão.
Decidir não é apenas escolher onde colocar o pé no próximo passo, é também decidir quando será dado. Mais, é dá-lo no sentido e no tempo certos.
As hesitações não são prudentes, são fúteis e fatigantes. A existência é determinada pelas nossas decisões, não pelas nossas circunstâncias. De que vale saber a solução depois do tempo? Quem espera pela perfeição para agir nunca faz nada! Querer saber tudo para depois decidir é o mesmo que viver num mundo onde não fazemos falta.
Os compromissos são duradouros e têm decisões concretas como pilares. Deixamos de ser decisores para passarmos a ser a própria decisão.
O medo paira em torno dos que escolhem ser senhores do seu destino. A sua força está em aceitarem que a vida é mesmo assim: uma aventura cheia de altos e baixos onde a felicidade é a alegria de sentir que, apesar de tudo, nunca paramos de seguir para diante! O que passa será passado, apresentemo-nos nós ao amanhã.
As consequências das nossas resoluções são sempre mais do que aquelas que nos é possível prever. Mas decidir é abrir portas e avançar, não é fechá-las e escondermo-nos.
Se não souberes para onde ir, toma atenção ao vento que sopra… e vai, não para onde ele vai sem ti… mas para onde tu queres ir, com ele.
José Luís Nunes Martins
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
A graça de ser de novo.

O que te peço, Senhor, é a graça de ser.
Não te peço mapas, peço-te caminhos:
o gosto dos caminhos recomeçados, com suas surpresas,
suas mudanças, sua beleza.
Não te peço coisas para segurar,
mas que as minhas mãos vazias
se entusiasmem na construção da vida.
Não te peço que pares o tempo
na minha imagem predileta,
mas que ensines meus olhos
a encarar cada tempo
como uma nova oportunidade.
Afasta de mim as palavras
que servem apenas para evocar cansaços, desânimos e distâncias.
Que eu não pense saber já tudo
acerca mim e dos outros.
Mesmo quando eu não posso ou quando não tenho,
sei que posso ser, ser simplesmente.
É isso que te peço, Senhor:
a graça de ser de novo.
(Pe. José Tolentino Mendonça)
domingo, 10 de dezembro de 2017

Em e-mail, Elon Musk dá uma verdadeira lição em liderança:
'Não há palavras que possam expressar o quanto eu me preocupo com a sua segurança e bem estar. Meu coração fica partido quando alguém se fere construindo carros e tentando dar seu melhor para fazer o sucesso da Tesla.
A partir de agora, eu pedi que qualquer acidente desse tipo fosse reportado diretamente a mim, sem exceção. Vou me encontrar com a equipe responsável pela segurança a cada semana e gostaria de encontrar cada pessoa ferida tão logo esteja bem, para que eu possa ouvi-los e entender o que exatamente precisamos fazer para melhorar o processo. Eu irei então até a linha de produção para realizar a mesma tarefa dessas pessoas.
É isto que todos os gerentes da Tesla deveriam fazer, aliás. Na Tesla, nós lideramos a partir da linha de frente, não de alguma torre de marfim confortável e segura. Gerentes precisam colocar sempre a segurança de sua equipe acima da sua própria.'"
O autor Daniel Coyle observa que Elon Musk não tenta proteger o grupo ou minimizar o problema. Ele se conecta com seus colaboradores através de três sinais:
1. Ele expressa um arrependimento pessoal intenso ("Meu coração fica partido")
2. Ele demonstra que se importa ("Eu pedi que qualquer acidente desse tipo fosse reportado diretamente a mim, sem exceção", "Gostaria de encontrar cada pessoa ferida tão logo esteja bem", "Eu irei então até a linha de produção para realizar a mesma tarefa dessas pessoas")
3. Ele define a identidade da cultura ("Na Tesla, nós lideramos a partir da linha de frente, não de alguma torre de marfim confortável e segura")
Ou seja, diz Coyle, em poucas palavras, Musk prova que liderança cultural não tem a ver com proteção e sim, conectar-se com as pessoas que trabalham para você.
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Maria,
Gosto de pensar
que foi também a tua fraqueza a sustentar a tua força,
que soubeste aceitar a travessia de tantas incertezas,
colando o teu coração a uma confiança que não se via
E que por isso não te é estranha a minha turbulência confusa,
a minha indecisão, os medos que me assaltam a certas horas
e que Tu abraças compreendendo tudo.
Gosto de lembrar que difícil foi o teu caminho
cheio de estorvos mais duros do que aqueles que enfrento
batido por sombras, derivas e dores;
E que o teu olhar se tornou um imenso regaço
onde posso entregar isto que me custa tanto
e que Tu abraças compreendendo tudo.
Gosto de saber que achaste que os planos de Deus
te ultrapassavam infinitamente
e mais de uma vez te sentiste pequena, sozinha e incapaz,
como tantas vezes me sinto.
E também por isso, no fundo, experimento
que Tu me abraças, compreendendo tudo.
que foi também a tua fraqueza a sustentar a tua força,
que soubeste aceitar a travessia de tantas incertezas,
colando o teu coração a uma confiança que não se via
E que por isso não te é estranha a minha turbulência confusa,
a minha indecisão, os medos que me assaltam a certas horas
e que Tu abraças compreendendo tudo.
Gosto de lembrar que difícil foi o teu caminho
cheio de estorvos mais duros do que aqueles que enfrento
batido por sombras, derivas e dores;
E que o teu olhar se tornou um imenso regaço
onde posso entregar isto que me custa tanto
e que Tu abraças compreendendo tudo.
Gosto de saber que achaste que os planos de Deus
te ultrapassavam infinitamente
e mais de uma vez te sentiste pequena, sozinha e incapaz,
como tantas vezes me sinto.
E também por isso, no fundo, experimento
que Tu me abraças, compreendendo tudo.
(José Tolentino Mendonça)
sábado, 4 de fevereiro de 2017
Só o amor basta!

Entre o mundo material e aquele que não se pode tocar, nem ver, há uma diferença enorme. Os factos objetivos são apenas uma parte da realidade.
A verdade inclui esses dois mundos e, por isso, vai muito para além do que é material.
O mundo está cheio de coisas a que se dá um valor que pouco tem a ver com as suas qualidades intrínsecas. Há quem veja as coisas como condições essenciais, degraus ou trampolins para a felicidade e há ainda quem nelas veja a finalidade e plenitude da sua existência...
Talvez esta confusão aconteça porque muitos não compreendem que o amor, tal como o vento, só se pode conhecer pelas suas obras.
Há quem pense que o amor é uma fraqueza, inutilidade ou até mesmo uma ilusão. Isto porque, quando se ama, tudo o mais se relativiza a um tal ponto que parece quase perder o seu anterior sentido, uma vez que perde o valor que lhe dão os que não amam.
Nenhum de nós é o centro da sua missão.
Mas há quem busque o divino apenas à procura de milagres.
A maior parte de nós prefere sonhar e chorar por um milagre qualquer no mundo material, em vez de acreditar e sofrer pelo amor verdadeiro. Não, não se pode ter tudo, nem faria qualquer sentido. Só o amor basta. Tudo o mais é dispensável.
O amor não é um milagre. É algo muito melhor!
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Video do Papa - Fevereiro 2017
"O Papa relembra-nos que no mundo existem muitas pessoas que vivem em agonia, em situação de pobreza, que são refugiados ou estão marginados pela sociedade. Rezemos por eles com Francisco para que encontrem em nossas comunidades a acolhida e o apoio que precisam.
“Vivemos em cidades que constroem torres, centros comerciais, fazem negócios imobiliários... mas abandonam uma parte de si nas margens, nas periferias.
São muitos os que precisam de lutar para viver. E que muitas vezes, vivem com pouca dignidade.
Como consequência disso, grandes massas da população se veem excluídas e marginalizadas: sem trabalho, sem horizontes, sem saída.
Não os abandonem. Peçam comigo por aqueles que estão oprimidos, especialmente os pobres, os refugiados e os marginalizados, para que encontrem acolhida e apoio em nossas comunidades.”
sábado, 21 de janeiro de 2017
Sem lutar, ninguém merece vencer

Quanto mais se foge do medo, maior é o perigo que se corre. Agitação e cuidado não devem transformar-se em precipitação ou desespero.
Quem não faz frente aos seus medos corre o enorme risco de, quando for atacado, não se poder defender. Os amedrontados são as presas preferidas dos predadores.
Importa construir com consistência a nossa confiança, de forma lenta e estável, a fim de preservar sempre uma firmeza exterior que, no entanto, não endureça o coração, mantendo-o sempre aberto, delicado e determinado. É preciso coragem para manter um coração sensível.
Se acaso a derrota e a desilusão destruírem a nossa vida, então é tempo de construir a partir das ruínas. As vidas mais belas quase não têm extravagâncias. São histórias de vontades que se impõem aos medos através do que muitos julgam serem milagres, mas que na verdade são apenas prodígios e maravilhas da vontade de alguém que, apesar dos medos, dúvidas e fracassos, não desistiu de si mesmo.
Admiráveis são os que atravessam os abismos com fé e lutam como se soubessem que só podem vencer. A sua grandeza decorre de enfrentarem o mal de olhos abertos. Do heroísmo de construírem sempre, mesmo quando isso parece impossível.
Olhar e reconhecer os perigos e os adversários é decisivo para os derrotar.
A fé não é uma cobardia, antes sim uma coragem reservada ao coração dos mais fortes… para enfrentarem as piores circunstâncias.
Só quem tem fé é que pode vencer.
José Luís Nunes Martins,
(ilustração de Carlos Ribeiro)
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Revisão de vida

- Olhai com gratidão a historia pessoal passada.
- Confessai cada um a sua fragilidade.
- Vivei apaixonadamente fazendo de Jesus Cristo o primeiro e único amor.
- Na turbulência esquadrinhai o pensamento.
- Aceitai permanentemente o desafio da comunhão na comunidade.
- Cultivai a Esperança desconfiando das próprias forças.
- Mesmo a subir para Jerusalém cultivai a alegria.
- Mostrai-vos gente feliz para catequizar os outros e passar a fé aos filhos.
- Assumi-vos sempre como profetas mesmo quando os resultados não são como esperáveis.
- Desafiai-vos a criar fraternidade, acolhendo os muito diferentes e sede dom para todos.
- Sabei com certeza que criticas, bisbilhotices, invejas e ciumes não ajudam a crescer a comunidade na comunhão.
- Não fiqueis prisioneiros dos vossos problemas. Avançai a animar os outros carregando a vossa cruz.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
O sofrimento faz parte da vida

O sofrimento faz parte da vida.
É o outro lado do Amor:
quem ama, mais cedo ou mais tarde, sofre.
É o outro lado do Amor:
quem ama, mais cedo ou mais tarde, sofre.
Mas não é o sofrimento que domina e assinala a tua vida.
Se neste momento atravessas uma fase mais difícil,
não percas de vista o horizonte da tua vida.
não percas de vista o horizonte da tua vida.
Não te esqueças que Deus é teu Pai
e que Ele te dá a certeza da sua presença dentro de ti,
sempre, até ao fim. "
e que Ele te dá a certeza da sua presença dentro de ti,
sempre, até ao fim. "
Passo a Rezar, 16 de Janeiro 2017
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
Video do Papa - Janeiro 2017
Todos os cristãos temos a oportunidade de começar o ano ajudando o Papa a enfrentar os desafios da humanidade com nossa oração e nossa caridade.
“No mundo atual, muitos cristãos de diversas Igrejas trabalham juntos ao serviço da humanidade necessitada, da defesa da vida humana e da sua dignidade, da criação e contra as injustiças.
Este desejo de caminhar juntos, de colaborar no serviço e na solidariedade com os mais fracos e os que sofrem é um motivo de alegria para todos.
Junta a tua voz à minha para rezar por todos os cristãos, para que contribuam, com a oração e a caridade fraterna, para restabelecer a plena comunhão eclesial, ao serviço dos desafios da humanidade”.
sábado, 7 de janeiro de 2017
Só há um lugar onde posso ter paz

Todos temos um recanto no mundo em que, protegidos e distantes do barulho e da pressa, descansamos e usufruímos da paz pela qual passamos a vida a lutar.
Aí, não há festas nem alegrias efusivas, apenas uma paz pura. Ali, sós, estamos em boa companhia.
É um erro enorme julgar que nos realizamos apenas fora de nós, ou que isso é uma condição essencial para uma realização plena.
Quem se deixa guiar pela fome da aprovação dos outros, não tem consciência de que essa avidez conduz a uma tal exposição que impede o recato e a intimidade onde as nossas forças se equilibram e fortalecem. Quem vive para a aparência, cedo troca a paz interior por uma ilusão de fama, tão instantânea que morre logo depois de nascer.
Quem não tem onde viver em paz é miserável. No sentido mais profundo e absoluto da miséria.
Só neste lugar, que não é um sonho, posso adormecer e acordar com um sorriso.
Por que razão não estou sempre lá? Talvez porque tenho de passar pelo pior para continuar a merecer o melhor.
Na vida temos sempre de fazer sacrifícios grandes para continuarmos a existir nesse lugar onde aprendemos a ver o mundo como ele é, onde os nossos planos se começam a fazer realidade, onde recarregamos as nossas forças, onde somos e nos sentimos amados.
Amar implica sair deste conforto e fazer muita coisa desagradável que é imprescindível à defesa da minha felicidade.
Caminhando sempre, como se o espírito só avançasse quando as pernas o agitam, procurando sem cessar a paz do outro, sem a qual não posso ter a minha.
E é assim que, enquanto na terra os meus pés se debatem com a lama e os buracos do mundo, o meu coração experimenta já a paz de um céu ao qual não cheguei ainda.
José Luís Nunes Martins
sábado, 31 de dezembro de 2016
Para viver melhor…

Para viver melhor…
Não se preocupe, se ocupe.
Ocupe seu tempo,
ocupe seu espaço, ocupe sua mente.
Não se desespere, espere.
Espere a poeira
baixar, espere o tempo passar, espere a raiva desmanchar.
Não se indisponha, disponha.
Disponha boas palavras, disponha boas vibrações, disponha sempre.
Não se canse, descanse.
Descanse sua mente, descanse suas pernas, descanse de tudo.
Não menospreze, preze.
Preze por qualidade, preze por valores, preze por virtudes.
Não se incomode, acomode.
Acomode seu corpo, acomode seu espirito, acomode sua vida.
Não desconfie, confie.
Confie no seu sexto sentido, confie em você, confie em Deus.
Não se torture, ature.
Ature com paciência, ature com resignação, ature com tolerância.
Não pressione, impressione.
Impressione pela humildade, impressione pela simplicidade,
impressione pela elegância
Não crie discórdia, crie
concórdia.
Concórdia entre nações, concórdia entre pessoas, concórdia
pessoal
Não maltrate, trate bem.
Trate bem as pessoas, trate bem os animais, trate bem o planeta.
Não se sobrecarregue, recarregue.
Recarregue suas forças, recarregue sua coragem, recarregue sua
esperança.
Não atrapalhe, trabalhe.
Trabalhe sua humanidade, trabalhe suas frustrações, trabalhe suas
virtudes.
Não conspire, inspire.
Inspire pessoas, inspire talentos, inspire saúde. Não se apavore, ore.
Ore a Deus
Somente assim viveremos dias melhores.
Um ótimo final de ano e um excelente 2017 com Deus em primeiro lugar.
sábado, 17 de dezembro de 2016
Quatro maldades das palavras

Só as coisas que são boas é que podem ser mal-usadas.
É a má utilização de uma coisa que acaba por causar danos, sendo que nunca são os instrumentos os responsáveis pelos prejuízos que causam, antes sim os que os usam com má intenção ou sem a noção do poder que dão. Quem, por falta de consciência do mal que pode fazer, o faz, é responsável em parte pelo ato, mas de forma integral pela ignorância que impôs a si mesmo.
O uso da palavra tem quatro virtudes associadas a quatro tentadoras maldades.
Não devemos ofender. A falta de respeito pelo outro é, sem exceção, condenável, pois ninguém tem o direito de condenar outro apenas com base numa vontade interessada apenas em si mesma. Uma injúria acaba sempre por desonrar mais quem a faz, do que quem dela é alvo.
As palavras não devem provocar a discórdia. Há quem julgue que melhor nos entendemos quando conversamos, mas há momentos em que se passa o contrário: é por se abusar das palavras que surgem os desentendimentos. Os que alimentam guerras querem apenas arrastar os outros para as suas próprias trevas.
Não se deve mentir. A verdade é algo precioso, que aperfeiçoa quem a escolhe em detrimento das tentações de suavizar, mascarar ou ocultar a realidade. Talvez o mundo que temos não seja tão bom quanto seria possível, mas ficará sempre pior de cada vez que alguém o falseia por causa dos seus egoísmos, em proveito dos seus orgulhos e a fim de encobrir as suas faltas. Não há meias-mentiras nem meias-verdades, isso são apenas formas mentirosas de a mentira dizer a verdade a seu respeito. Uma mentira, seja ela maior ou menor, é sempre e só uma mentira. Algo mau da semente até ao fruto. A verdade pode magoar, mas nunca tanto quanto uma mentira.
As palavras não devem alimentar futilidades. Quem preenche aquilo que julga serem tempos vagos da sua vida com palavras soltas e desenraizadas acaba sempre por falar de mais – porque diz o que não deve, e de menos – porque não diz o que deve, restando-lhe depois pouco tempo, atenção e força para construir algo de bom.
Quem escolhe o mistério do silêncio encontra nele mais paz, força e luz do que em qualquer discurso, por mais belo que pareça.
O silêncio é uma das melhores armas contra o mal, que assim nunca encontra forma de nos atacar com eficácia.
A palavra é uma espada afiadíssima. Usada de forma inconsciente será quase um milagre que não fira alguém, uma simples palavra tem um poder capaz de envenenar a credibilidade do outro, as relações humanas e a própria dignidade de quem a diz.
O silêncio é sempre a última palavra.
José Luís Nunes Martins
(ilustração de Carlos Ribeiro)
domingo, 27 de novembro de 2016
Somos feitos para estar com os outros

A nossa humanidade enriquece-se muito se estamos com todos os outros e em qualquer situação em que se encontram. É o isolamento que faz mal, não a partilha. O isolamento desenvolve o medo e a desconfiança e impede de beneficiar da fraternidade. É preciso com efeito dizer que se correm mais riscos quando nos isolamos do que quando nos abrimos ao outro: a possibilidade de nos fazermos mal não está no encontro mas no fechamento e na rejeição. A mesma coisa vale quando assumimos o cuidado de alguém: penso num doente, num idoso, num imigrante, um pobre, num desempregado. Quando tomamos conta do outro complicamos menos a vida do que quando estamos concentrados em nós mesmos.
Estar no meio das pessoas não significa só estar abertos e encontrar os outros, mas também deixar-se encontrar. Somos nós que temos necessidade de ser olhados, chamados, tocados, interpelados, somos nós que temos necessidade dos outros para nos podermos fazer participantes de tudo o que só os outros nos podem dar. A relação pede este intercâmbio entre pessoas: a experiência diz-nos que habitualmente dos outros recebemos mais do que damos.
Entre a nossa gente há uma autêntica riqueza humana. São inumeráveis as histórias de solidariedade, ade ajuda, de apoio que se vivem nas nossas famílias e nas nossas comunidades. É impressionante como algumas pessoas vivem com dignidade a restrição económica, a dor, o trabalho duro, a provação. Encontrando estas pessoas tocas com a mão a sua grandeza e recebes quase uma luz através da qual se torna claro que se pode cultivar uma esperança para o futuro; pode acreditar-se que o bem é mais forte do que o mal porque elas estão ali. Estando no meio das pessoas temos acesso ao ensinamento dos factos.
Dou um exemplo: contaram-me que há pouco tempo morreu uma jovem de 19 anos. A dor foi imensa, muitas pessoas participaram no funeral. O que a todos tocou foi não só a ausência de desespero, mas a perceção de uma certa serenidade. As pessoas, após o funeral, falavam da admiração de terem saído da celebração aliviadas de um peso. A mãe da jovem afirmou: «Recebi a graça da serenidade». A vida quotidiana é entretecida destes factos que marcam a nossa existência: eles nunca perdem eficácia, mesmo se não fazem parte dos títulos dos jornais. Acontece precisamente assim: sem discursos ou explicações compreende-se o que na vida vale ou não vale.
Estar no meio das pessoas significa também dar-se conta de que cada um de nós é parte de um povo. A vida concreta é possível porque não é a soma de muitas individualidades, mas a articulação de muitas pessoas que concorrem para a constituição do bem comum. Estar juntos ajudar-nos a ver o conjunto. Quando vemos o conjunto, o nosso olhar é enriquecido e torna-se evidente que os papéis que cada pessoa desempenha no interior das dinâmicas sociais nunca podem ser isoladas ou absolutizadas. Quando o povo está separado de quem comanda, quando se fazem escolhas por força do poder e não da partilha popular, quando quem comanda é mais importante do que o povo e as decisões são tomadas por poucos, ou são anónimas, ou são impostas sempre por emergências verdadeiras ou presumidas, então a harmonia social é colocada em perigo, com graves consequências para as pessoas: aumenta a pobreza, a paz é posta em risco, manda o dinheiro e as pessoas passam mal. Estar no meio das pessoas, por isso, faz bem não só à vida de cada um mas é um bem para todos.
Estar no meio das pessoas evidencia a pluralidade de cores, culturas, raças e religiões. As pessoas fazem-nos tocar com a mão a riqueza e a beleza da diversidade. Só com uma grande violência se poderia reduzir a variedade à uniformidade, a pluralidade de pensamentos e de ações a um único modo de fazer e de pensar. Quando se está com as pessoas toca-se a humanidade: nunca é só a cabeça, há sempre também o coração, há mais concretude e menos ideologia.
Para resolver os problemas das pessoas é preciso partir de baixo, sujar as mãos, ter coragem, escutar os últimos. Penso que é espontânea a pergunta: como é que se faz assim? Podemos encontrar a resposta olhando para Maria. Ela é serva, é humilde, é misericordiosa, está a caminho connosco, é concreta, nunca está no centro da cena mas é uma presença constante. Se olharmos para ela encontraremos a melhor maneira de estar no meio das pessoas. Olhando para ela podemos percorrer todas as sendas do humano sem medo e preconceitos, com ela podemos tornar-nos capazes de não excluir ninguém.
Papa Francisco
Excertos da mensagem em vídeo para o Festival da Doutrina Social da Igreja (Verona, Itália)
24.11.2016
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Levanto as minhas mãos
Levanto as minhas mãos, ainda que não tenha força...
Levanto as minhas mãos ainda que tenha mil problemas...
Quando levanto as minhas mãos começo a sentir uma unção que me faz cantar...
Quando levanto as minhas mãos começo a sentir o fogo...
Quando levanto minhas mãos os meus pesos desaparecem
e novas forças tu me dás...
tudo o isso é possível,
quando levanto minhas mãos.
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
O ser humano é estranho

Briga com os vivos, e leva flores para os mortos;
Lança os vivos na sarjeta, e pede um "bom lugar para os mortos";
Se afasta dos vivos, e se agarra desesperados quando estes morrem;
Fica anos sem conversar com um vivo, e se desculpa, faz homenagens, quando este morre;
Não tem tempo para visitar o vivo, mas tem o dia todo para ir ao velório do morto;
Critica, fala mal, ofende o vivo, mas o santifica quando este morre;
Não liga, não abraça, não se importam com os vivos, mas se autoflagelam quando estes morrem..
Aos olhos cegos do homem, o valor do ser humano está na sua morte, e não na sua vida.
É bom repensarmos isto, enquanto estamos vivos!
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Tudo por Jesus

«Tudo por Jesus
Eu sou Teu,
e quero obedecer-Te em tudo.
Empregar toda a minha vida,
todas as minhas forças e talentos
somente naquilo
que for para a Tua maior glória
e fazer a Tua vontade.
Sim, meu Jesus,
tudo por Ti e tudo para Tua glória,
na vida, na morte
e para toda a eternidade.
Amén»
Santo Henrique de Ossó | 1840 - 1896
Orações
sábado, 15 de outubro de 2016
Os problemas de ontem não são importantes

Os erros do nosso passado não devem ser problemas hoje, pois já nada podemos fazer. O erro de ontem resultou da incapacidade de o termos previsto e evitado em todo o tempo que o precedeu. Depois já nada há a fazer. O que é imbecil é pensar que os erros são inevitáveis.
Pensar é encontrar o ponto de equilíbrio que permite distinguir o verdadeiro do falso, o perfeito do imperfeito, os juízos bem fundados das justificações ilusórias.
Vivemos na cultura do provisório, do relativo, do descartável. Importa, talvez hoje mais do que antes, ter a coragem de ver as coisas como elas são.
Só quem escolhe bem o seu ponto de equilíbrio é estável. Não varia, nem cede às tentações do fácil e do prazer imediato. Só se mantém no seu lugar quem procura de forma constante o seu equilíbrio.
Quando descubro um erro em mim devo ter a ousadia de o reconhecer e emendar logo, em vez de o ignorar, disfarçar, justificar ou, pior de tudo, persistir nele, achando que faz parte de mim.
O que é importante é evitar os erros de hoje, prevendo os problemas de amanhã.
A nossa razão deve centrar-se no que podemos e devemos fazer em relação ao futuro. Passar a vida a olhar para trás não faz sentido. Pode até ser um modo de compreender a vida, mas uma vida sem futuro. Só se vive para diante.
José Luís Nunes Martins
(ilustração de Carlos Ribeiro)
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
O pecado da preocupação

Entenda quando a ansiedade e a preocupação podem se tornar pecados na sua vida
O mundo está doente, mas a maior de todas as doenças não é causada por infecções, vírus ou epidemias, muito embora também possa ser contagiosa. As doenças psicossomáticas — pressão alta, hipertensão, etc, são a marca de uma sociedade emocionalmente frustrada e mentalmente enferma. Milhões de pessoas estão sobrecarregadas com problemas de ansiedade, a preocupação é a causa de problema doméstico, fracasso comercial, injustiças sociais, e mortes prematuras.
Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. (Filipenses 4,6)
Uma das características da preocupação é sua natureza contagiosa. Vários psiquiatras creem que a preocupação é muito mais contagiosa do que doenças infecciosas como a poliomielite e a difteria. A preocupação causa efeitos devastadores não apenas naqueles que a sofrem, mas em todos à sua volta.
A palavra preocupação vem da palavra grega merimnao que é uma combinação de duas palavras: – merizo que significa “dividir” e nous que significa “mente” (incluindo as faculdades perceptivas, de compreensão, sentimento, de julgamento e determinação).
A preocupação, portanto, significa “dividir a mente”. A preocupação divide a mente entre interesses dignos e pensamentos prejudiciais.
Uma pessoa com a mente dividida entre o sucesso e o fracasso, certamente vai fracassar. Uma mente dividida não atinge metas, pois a dúvida sempre dá o tom. A mente dividida é a desconfiança de si mesmo, é sentir-se incapaz, mesmo quando este alguém está plenamente qualificado para executar a tarefa.
São Tiago fala do estado infeliz da pessoa que tem a mente dividida: “O homem de ânimo dobre é inconstante em todos os seus caminhos” (Tiago 1,8).
O homem irresoluto, de ânimo dobre é inconstante em todos os seus caminhos. Ele é inconstante em suas emoções. É inconstante em seus processos de pensamento. É instável em suas decisões. É instável em seus julgamentos.
Preocupação é PECADO
Ao preocupar-se, a pessoa acusa Deus de falsidade.
A Palavra de Deus diz: “Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo os seus desígnios.” (Romanos 8,28).
A preocupação diz: “Tu mentes, ó Deus!”
A Palavra de Deus diz: “Tudo ele tem feito esplendidamente” (Marcos 7,37).
A preocupação diz: “Tu mentes, ó Deus!”
A palavra de Deus diz: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4,13).
A preocupação diz: “Tu mentes, ó Deus!”
A Palavra de Deus diz: “… não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis.”. .. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso” (Mateus 6,25a, 32b).
A preocupação diz: “Tu mentes, ó Deus!”
Preocupação é hipocrisia, porque professa fé em Deus e ao mesmo tempo ataca a sua fidelidade.
Como vencer a preocupação
Nosso objetivo neste artigo não é desenvolver um sistema de auto-ajuda, mas uma relação de mútua confiança entre nós e nosso Deus. Somos seres com enorme carência afetiva, precisamos nos relacionar, viver em comunidade, ser parte da sociedade. Muitas vezes Deus é apenas o agente máximo da religião que praticamos, não o autor da nossa vida e o provedor de todo o meio ambiente que desfrutamos.
Deus é a pessoa mais acessível com a qual podemos contar, em todo o tempo e em qualquer momento, basta uma palavra de oração, nem que seja um gemido desesperançado, inexprimível, é suficiente para chamar à atenção do Pai em favor dos filhos.
Devemos estabelecer um equilíbrio em nosso relacionamento com Deus, fazer com que se torne uma estrada de mão dupla, onde ambos possam ter livre acesso um ao outro. A confiança é a base de qualquer relacionamento, devemos confiar que nossas orações estão alcançando seus objetivos e que Deus, a Seu tempo, cumprirá os desígnios e propósitos da nossa fé.
sábado, 1 de outubro de 2016
Face à desgraça, pensa!

Por maior que seja a desgraça, ela deve ser sempre motivo de reflexão. Isso é mais importante do que a dor que se possa sentir, ou a empatia com quem a sente. Há quem passe a vida a achar que a sorte e o azar escrevem o nosso destino e que apenas podem alegrar-se com os bons momentos e entristecer-se com os maus.
Depois de uma tragédia, é tempo de procurar aprender algo. Pode ser apenas uma boa dose de aceitação, por não termos grande poder sobre a maior parte das coisas que nos rodeiam. Ou então, a humildade de reconhecer que não somos tão bons quanto nos julgávamos.
Depois de algum tempo, começamos a perceber que boa parte das calamidades pessoais, que são séries de desgraças, se devem mais a faltas de sensatez e prudência nossas do que a infortúnios alheios à nossa existência.
Quantas vezes somos nós próprios que buscamos os extravios?!
Todos estamos à mercê das circunstâncias, mas a resposta que damos a cada uma é que define a nossa identidade. Não somos vítimas das condições, seremos sempre a capacidade concreta de lhes dar resposta. Ora, isso pressupõe muito mais do que lágrimas e lamentos.
Há quem julgue mesmo, no interior do seu coração e nas profundezas da sua razão, que não somos mortais. Cada morte é vivida com uma tal surpresa que só pode advir de um erro enraizado nas profundezas da sua razão. Todos temos o mesmo destino. A morte é para todos. Para mim, que escrevo estas linhas e para si, que as lê. Somos iguais nisso. E iguais a todos os outros.
Felizes os que se aperfeiçoam a partir das suas infelicidades.
Mas enquanto a morte não chega, importa aproveitar bem os dias e as noites da nossa fugidia existência. Devemos viver em pleno, mesmo sabendo que uma noite virá em que a poeira que somos poisará e voltará à terra, de onde, numa madrugada, um sopro a levantou...
Nenhuma desgraça é o fim, nem mesmo a morte. Há muito mais no céu e na terra do que aquilo que conseguimos compreender. Mas é essencial que procuremos sempre saber mais a fim de aprender a sentir e viver melhor.
Só uma razão iluminada permite um coração tranquilo!
José Luís Nunes Martins,
(ilustração de Carlos Ribeiro)
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Ficarei, em silêncio

Ficarei, em silêncio
todo o tempo que for necessário,
esperando uma palavra
vinda de Ti.
Então, somente
pronunciarei o teu Nome.
Não terei opinião sobre Ti
enquanto a Tua Luz
não encandear o meu espírito.
Então, somente
falarei de Ti.
Antes de trabalhar a terra,
antes de abrir os braços,
deixaremos o fogo do teu amor
gravar a sua lei nas palmas das nossas mãos.
Então, somente
mudaremos o mundo
abraçar-nos-emos
e bateremos palmas para Ti.
Assim seja
Stany Simon, SJ
domingo, 18 de setembro de 2016
"Era estrangeiro e acolhestes-me" (Mt 25,35)

«Tragicamente, no mundo há hoje mais de 65 milhões de pessoas que foram obrigadas a abandonar os seus locais de residência. Este número sem precedentes vai além de toda a imaginação. (...)
Se formos além da mera estatística, descobriremos que os refugiados são mulheres e homens, rapazes e raparigas que não são diferentes dos membros das nossas famílias e dos nossos amigos. Cada um deles tem um nome, um rosto e uma história, como o inalienável direito de viver em paz e de aspirar a um futuro melhor para os seus filhos. (...)
Encorajo-vos (...) a dar as boas-vindas aos refugiados nas vossas casas e comunidades, de maneira que a sua primeira experiência da Europa não seja a traumática de dormir ao frio nas estradas, mas a de um acolhimento quente e humano.
Recordai-vos que a autêntica hospitalidade é um profundo valor evangélico, que alimenta o amor e é a nossa maior segurança contra os odiosos atos de terrorismo. (...) Vós sois olhos, boca, mãos e coração de Deus neste mundo. (...)
Recordai-vos igualmente das palavras de Jesus: "Tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era estrangeiro e acolhestes-me". Levai estas palavras e os gestos convosco, hoje. Que possam servir de encorajamento e de consolação.»
Papa Francisco
17.9.2016
17.9.2016
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Cumpre o que prometes

As palavras não são vento que sai de nós. Com elas se diz a verdade, através delas se constroem realidades, mas é também com o seu poder que se criam mentiras – buracos onde se quer que os outros caiam.
Uma promessa que cumpro é uma garantia que dou aos outros – e a mim mesmo – de que a confiança em mim depositada não se perde, frutifica. Uma mentira – ou uma simples promessa vã – faz o contrário, corrói os pilares do que sou, destrói-me... quando minto, sou eu próprio que assumo que não mereço a verdade, que não sou digno nem da minha própria confiança. Eis porque é quase irrelevante que uma determinada mentira seja descoberta pelos outros: quando alguém mente, sabe que mente. Quer mentir. Não quer verdade. Não quer ser autêntico.
Julgar que as próprias palavras são passageiras é desprezar-se. Reconhecer um erro é bom, tentar desculpar-se, alegando que todos cometemos erros, já é um artifício para a irresponsabilidade... até porque é possível que a maior parte dos outros não cometa os mesmos erros que nós.
É essencial ter presente que o eco da palavra dada com honra ficará para sempre no coração daquele a quem se destina, mas marcará ainda mais o chão da alma de quem decidiu proferi-la.
Quem quer ser melhor, levanta-se cedo. Não quer sonhar com mundos fáceis e impossíveis. Quer viver o melhor de todos os possíveis, por mais difícil que seja.
Importa cuidar bem do silêncio em que embrulhamos as nossas palavras. Ele diz sempre mais do que as próprias palavras. Pode ser sinal de presença ou de ausência. A verdade ou mais uma mentira. O bem ou um mal. O silêncio pode ser uma armadura que protege ou uma espada que mata...
Prometer a alguém o nosso bom silêncio será um dos mais belos gestos que podemos realizar, não a promessa em si, mas o que fizermos para a cumprir.
Um dos desígnios mais altos da existência será o de fazer da própria vida uma certeza de bem.
José Luís Nunes Martins,
(ilustração de Carlos Ribeiro)
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