terça-feira, 20 de outubro de 2009

Você aprende



Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar a alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se,e que companhia nem sempre significa segurança. E começa aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com graça de um adulto e não a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair meio em vão.

Depois de algum tempo, você aprende que o sol queima, se ficar a ele exposto por muito tempo. E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que, não importam quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo (a) de vez em quando, e você precisa perdoa-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá para o resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso, devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm muita influência sobre nós, mas que nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você pode ser. Descobre que leva muito tempo para se chegar aonde está indo, mas que, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,enfrentando as consequências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute, quando você cai, é uma das poucas pessoas que o ajudam a levantar-se. Aprende que a maturidade tem mais a ver com tipos de experiências que se teve e o que se aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais de seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva, tem direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama mais do jeito que você quer não significa que esse alguém não o ame com todas as forças, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, e que algumas vezes, você tem que aprender a perdoar a si mesmo.

E que, com a mesma severidade com que julga, será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára, para que você junte seus cacos. Aprende que o tempo não é algo que se possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende realmente que pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir mais longe, depois de pensar que não pode mais. E que realmente a vida tem valor diante da vida!!!

William Shakespeare

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Teoria da diversão



A teoria da diversão, baseada numas escadas que se converteram num piano, faz um bem à saúde... não só pela diversão como pelo exercício de subir e descer escadas :o)

Óptima ideia!
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domingo, 18 de outubro de 2009

A Alegria



A alegria:
Hás de procurá-la com liberdade, singeleza e espontaneidade.
A alegria carece de luxo e pose.
É descansada, serena, humilde e agradecida.
Não é invejosa e se fixa sempre no bem.
É austera, obediente, serviçal e sofrida!
Regozija-se e satisfaz-se com o bem do outro,
Nasce do interior do coração.
A alegria é criativa, imaginativa e não conhece o medo.
É mais forte que a morte, como o Amor,
A alegria é plenitude, satisfação de quem tem a Deus,
Porque “Só Deus Basta”.
Eusebio Gómez Navarro
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sábado, 17 de outubro de 2009

A Virgem Maria e São João Maria Vianney



Neste sábado, partilho convosco algumas frases de São João Maria Vianney, o Cura d’Ars, sobre a Virgem Maria, por quem nutria particular e filial devoção. Eis algumas:

1. As Três Pessoas Divinas contemplam a Santíssima Virgem. Ela é sem mancha, está ornada de todas as virtudes que a tornam tão formosa e agradável à Trindade".

2. "Deus podia ter criado um mundo mais belo do que este que existe, mas não podia ter dado o ser a uma criatura mais perfeita que Maria".
3. "O Pai compraz-se em olhar o Coração da Santíssima Virgem como a obra-prima das suas mãos".
4. "Se um pai ou uma mãe muito ricos tivessem muitos filhos e todos eles viessem a morrer, restando apenas um, esse herdaria todos os bens. Pelo pecado original, todos os filhos de Adão morreram para a graça, e somente Maria, isenta do pecado, herdou as graças de inocência e favores que caberiam aos filhos de Adão, se eles tivessem permanecido em estado de inocência. Deus tornou Maria depositária das suas graças".
5. "Nesse período [antes do Natal], Jesus e Maria eram por assim dizer uma só pessoa. Jesus, nesses tempos felizes para Maria, só respirava pela boca dEla".
6. "Maria deseja tanto que sejamos felizes!".
7. "São Bernardo diz que converteu mais almas por meio da Ave-Maria que por meio de todos os seus sermões".
8. "A Ave-Maria é uma oração que jamais cansa".
9. "O meio mais seguro de conhecermos a vontade de Deus é rezarmos à nossa boa Mãe".
10. "Se o pecador invoca essa boa Mãe, Ela fá-lo entrar de algum modo pela janela".
11. "Se o inferno pudesse arrepender-se, Maria alcançaria essa graça".
12. "Maria! Não me abandoneis um só instante, permanecei sempre ao meu lado!".
13. "Tenho bebido tanto nessa fonte [no coração da Santíssima Virgem], que há muito tempo teria secado se não fosse inesgotável".
14. "Quando as nossas mãos tocam uma substância aromática, perfumam tudo o que tocam. Façamos passar as nossas orações pelas mãos da Santíssima Virgem. Ela as perfumará".

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Que tentação!




Uma goma, duas gomas... ai que tentação!

Hoje vai ser diferente... partilho com vocês um vídeo que encontrei e com o qual me fartei de rir! A situação é simples: crianças pequenas que são sentadas numa cadeira, no meio de uma sala, e à frente não têm mais do que um marshmallow num prato. O marshamallow é uma guloseima que os miúdos americanos gostam muito de comer, uma goma grande daquelas tipo esponja. Entretanto, a senhora que os leva diz assim: "Olha, ficas aqui que eu vou lá fora fazer uma coisa e já volto. Se quiseres, podes comer essa goma, ou então podes esperar e eu dou-te outra. Comes essa, ou esperas e comes duas".

Depois sai e os miúdos ficam lá sozinhos, sem sequer imaginarem que há duas câmaras escondidas a filmá-los. Bem, o resultado é este que vais ver, EHEHEH.

Sabes, é que uma das coisas mais difíceis de aprender é mesmo essa... ESPERAR...

Rui Santiago

Que tentação!






Uma goma, duas gomas... ai que tentação!

Hoje vai ser diferente... partilho com vocês um vídeo que encontrei e com o qual me fartei de rir! A situação é simples: crianças pequenas que são sentadas numa cadeira, no meio de uma sala, e à frente não têm mais do que um marshmallow num prato. O marshamallow é uma guloseima que os miúdos americanos gostam muito de comer, uma goma grande daquelas tipo esponja. Entretanto, a senhora que os leva diz assim: "Olha, ficas aqui que eu vou lá fora fazer uma coisa e já volto. Se quiseres, podes comer essa goma, ou então podes esperar e eu dou-te outra. Comes essa, ou esperas e comes duas".

Depois sai e os miúdos ficam lá sozinhos, sem sequer imaginarem que há duas câmaras escondidas a filmá-los. Bem, o resultado é este que vais ver, EHEHEH.

Sabes, é que uma das coisas mais difíceis de aprender é mesmo essa... ESPERAR...


Rui Santiago
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Servir era a alegria



Dormi...
dormi e sonhei
que a vida era apenas alegria.
Acordei e vi que a vida
era nada mais do que servir...
e servir era a alegria.

Rabindranath Tagore
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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Hoje vai ser um dia feliz!



Hoje partilho convosco um video daqueles que contagiam
e dão vontade de viver e lutar
ainda que tudo nos parece querer roubar o sabor da vida.
Quem me dera participar numa coisa destas!
Deve ser uma adrenalina! Só de ver fico aos saltos!
Vejam também... e se poderem juntem-se à festa aí em casa!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

12 de Outubro - Nossa Senhora Aparecida



Viva a Mãe de Deus e nossa,
Sem pecado concebida.
Viva a Virgem Imaculada,
A Senhora Aparecida!

Aqui estão vossos devotos.
Cheios de fé incendida,
De conforto e de esperança,
Ó Senhora Aparecida!

Viva a Mãe de Deus e nossa,
Sem pecado concebida!
Viva a Virgem imaculada,
A Senhora Aparecida!

Virgem santa, Virgem bela,
Mãe amável, Mãe querida,
Amparai-nos, socorrei-nos,
Ó Senhora Aparecida!

Viva a Mãe de Deus e nossa,
Sem pecado concebida!
Viva a Virgem imaculada,
A Senhora Aparecida!

Amparai todo o clero
Em sua terrena lida
para bem dos pecadores,
Ó Senhora Aparecida!
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domingo, 11 de outubro de 2009

O que mais te surpreende na humanidade"?



Um dia fizeram essa pergunta ao Dalai Lama e ele respondeu:

"Os homens.
Porque perdem a saúde para juntar dinheiro,
depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro,
esquecem do presente
de tal forma que acabam por não viver
nem o presente e nem o futuro.
Vivem como se nunca fossem morrer...
E morrem como se nunca tivessem vivido."
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sábado, 10 de outubro de 2009

Minha Santa Senhora



Minha santa Senhora, Mãe de Deus,
cheia de graça,
vós sois a glória comum da nossa natureza,
o canal de todos os bens,
a rainha de todas as coisas depois da Trindade,
a mediadora do mundo depois do Mediador.
vós sois o ponto misterioso que une a Terra ao Céu,
a chave que nos abre as portas do paraíso.
Vede a minha fé, vede os meus piedosos desejos
e lembrai-vos da vossa misericórdia,
do vosso poder.
Mãe do único misericordioso e bom,
acolhei a minha alma na miséria
e, pela vossa mediação,
tornai-a digna de estar um dia
à direita do vosso único Filho.
Em vós, nossa padroeira e advogada,
o género humano coloca toda a sua glória;
espera a vossa protecção;
só em vós encontra o seu refúgio,
por vós espera ser defendido!
Eis que venho até vós com alma fervorosa,
pois não tenho coragem de me aproximar do vosso Filho
e imploro a vossa ajuda para alcançar a salvação…
Mãe compassiva do Deus da misericórdia,
tende piedade do vosso servo.

Santo Efrém, o Sírio (306-373)
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Recordando Anne Frank



Anne Frank já possui um canal no Youtube com fotografias inéditas e o único vídeo conhecido da jovem judia, filmado no dia do casamento de uma vizinha, em Julho de 1941.

O site disponibiliza também uma entrevista com o pai, Otto Frank, além de testemunhos de pessoas que conheceram a adolescente.

O museu de Anne Frank informou, em comunicado, que este novo canal do Youtube vai permitir que «as pessoas conheçam a vida de Anne Frank através de imagens únicas».

O site disponibiliza ainda um clip com Nelson Mandela a afirmar que a leitura do diário de Anne Frank lhe deu força e inspiração durante o período em que esteve detido.

«O Diário de Anne Frank» foi escrito pela jovem judia entre 12 de Junho de 1942 a 1 de Agosto de 1944, durante a 2ª Guerra Mundial.

A jovem, de 13 anos, escondeu-se com a família e outros judeus em Amesterdão durante a ocupação Nazi na Holanda e foi descrevendo, em diário, a vida destas pessoas.

A 4 de Agosto de 1944, agentes da Gestapo conseguiram descobri-los e prendê-los. Foram levados para diferentes campos de concentração.

No dia da prisão o diário da menina foi entregue ao pai Otto Heinrich Frank. Anne Frank acabou por morrer no campo de concentração Bergen-Belsen no fim de Fevereiro de 1945.

A primeira edição impressa do Diário de Anne Frank foi publicada em holandês em 1947. Este best-seller já foi traduzido em mais de 70 línguas.
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Carta do Judeu do Gueto de Varsóvia



«Algo de muito surpreendente acontece hoje no mundo. Este é o tempo em que o Omnipotente afasta o seu rosto daque¬les que lhe suplicam. Deus escondeu ao mundo a sua face; por isso, os homens estão abandonados às suas piores paixões sel¬vagens. Num tempo em que estas paixões dominam o mundo, é natural que as primeiras vítimas sejam precisamente aqueles que conservaram vivo o sentido do divino e do puro. Isto pode não ser consolador, mas o destino do nosso povo é estabelecido não por leis terrenas, mas por leis ultraterrenas.

Aquele que empenha a sua fé nestes acontecimentos deve ver neles uma parte da grandiosa realização dos planos divinos, perante os quais as tragédias humanas não têm nenhum significado. Não procurarei salvar-me nem tentarei fugir daqui. Meterei esta carta na garrafa vazia e escondê-la-ei entre as pedras desta janela entaipada até meio. Se, mais tarde, alguém a encontrar, talvez possa compreender os sentimentos de um judeu, de um destes milhões de judeus que foram mortos, um judeu abando¬nado por Deus em quem acreditava muito intensamente.

Creio no Deus de Israel, embora ele tenha feito de tudo para arrasar a minha fé nele. As minhas relações com Ele já não são as de um servo diante do seu senhor, mas as de um discípulo perante o seu mestre. Creio nas suas leis, amo-o. E, embora me tenha enganado em relação a ela, continuarei a adorar a sua lei. Dizes que pecámos: certamente que pecámos e também admito que sejamos punidos por isso. Contudo, gostaria que me dissesses se há algum pecado na terra que mereça tal cas¬tigo. Digo-te isto, ó meu Deus, porque creio em ti mais do que nunca, porque sei que és o meu Deus e não o Deus daqueles, cujos actos são o fruto horrível da sua impiedade militante.

Não posso louvar-te pelos actos que toleras, mas bendigo-te e louvo-te pela tua Majestade que inspira temor. A tua Majes¬tade deve ser verdadeiramente imensa para que tudo o que acontece neste tempo não te impressione. Agora, a morte já não pode esperar mais. Tenho de deixar de escrever. Minuto a minuto, o tiro das espingardas, nos andares de cima, torna-se cada vez mais fraco. Neste momento, caem os últimos defensores do nosso refúgio e, com eles, cai a grande, a bela Varsóvia judaica que teme a Deus. O Sol põe-se e eu te agradeço, ó Deus, porque nunca mais o verei surgir. Raios vermelhos chovem da janela: o pedacinho de céu, que posso ver, é flame¬jante e fluido como um fluxo de sangue. Dentro de uma hora, no máximo, estarei junto da minha mulher, dos meus filhos e dos melhores dos filhos do meu povo, num mundo melhor, em que as dúvidas já não dominarão e Deus será o único soberano.

Morro sereno, mas não satisfeito; como um homem abatido, mas não desesperado; crente, mas não suplicante; amando a Deus, mas sem dizer cegamente: Ámen. Segui a Deus, mesmo quando Ele me repeliu. Cumpri o seu mandamento mesmo quando, para premiar a minha observância, Ele me castigava. Amei-o, amava-o e amo-o ainda, embora me tenha abaixado até ao chão, me tenha torturado até à morte, me tenha reduzido à vergonha e ao escárnio. Podes torturar-me até à morte, acredi¬tarei sempre em ti; amar-te-ei sempre, mesmo que não queiras. E estas são as minhas últimas palavras, meu Deus de cólera: Não conseguirás fazer com que te renegue.

Tentaste de tudo para fazer-me cair na dúvida, mas eu morro como vivi: numa fé inabalável em ti. Louvado seja o Deus dos mortos, o Deus da vingança, o Deus da verdade e da fé que ime¬diatamente mostrará os fundamentos com a sua voz omnipo¬tente. Shema' Israel, Adonai Elohenu, Adonai echad! Escuto, Israel, o Senhor é o nosso Deus, o Senhor é um!»
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A minha oração predilecta



Eu mesmo não descurei ocasião para exortar à frequente recitação do Rosário. Desde a minha juventude, esta oração teve um lugar importante na minha vida espiritual. Trouxe-mo à memória a minha recente viagem à Polónia, sobretudo a visita ao Santuário de Kalwaria. O Rosário acompanhou-me nos momentos de alegria e nas provações. A ele confiei tantas preocupações; nele encontrei sempre conforto. Vinte e quatro anos atrás, no dia 29 de Outubro de 1978, apenas duas semanas depois da minha eleição para a Sé de Pedro, quase numa confidência, assim me exprimia: « O Rosário é a minha oração predilecta. Oração maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade. [...]

Pode dizer-se que o Rosário é, em certo modo, um comentário-prece do último capítulo da Constituição Lumen gentium do Vaticano II, capítulo que trata da admirável presença da Mãe de Deus no mistério de Cristo e da Igreja. De facto, sobre o fundo das palavras da “Avé Maria” passam diante dos olhos da alma os principais episódios da vida de Jesus Cristo. Eles dispõem-se no conjunto dos mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos, e põem-nos em comunhão viva com Jesus – poderíamos dizer– através do Coração de Sua Mãe. Ao mesmo tempo o nosso coração pode incluir nestas dezenas do Rosário todos os factos que formam a vida do indivíduo, da família, da nação, da Igreja e da humanidade. Acontecimentos pessoais e do próximo, e de modo particular daqueles que nos são mais familiares e que mais estimamos. Assim a simples oração do Rosário marca o ritmo da vida humana ».

Com estas palavras inseria no ritmo quotidiano do Rosário o meu primeiro ano de Pontificado. Hoje, no início do vigésimo quinto ano de serviço como Sucessor de Pedro, desejo fazer o mesmo. Quantas graças recebi nestes anos da Virgem Santa através do Rosário: Magnificat anima mea Dominum! Desejo elevar ao Senhor o meu agradecimento com as palavras da sua Mãe Santíssima, sob cuja protecção coloquei o meu ministério petrino: Totus tuus!

João Paulo II
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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Molha-te!



Agora que a chuva começou,
fica aqui um vídeo que no faz um convite: molharmo-nos em Deus!!!

H(Dios)O Presença Indispensável na minha Vida.

É um vídeo feito pelas Religiosas de Maria Imaculada. Elas são espanholas e tentam (e conseguem) chegar aos jovens através da Internet.
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domingo, 4 de outubro de 2009

Oração de Recomeço



Obrigado, Senhor,
pelas semanas de verão,
pelas descobertas e encontros,
pela beleza contemplada,
pelo silêncio e a amizade,
pelo amor renovado e o descanso!
Obrigado por este tesouro:
guardo-o no meu corpo
e no meu coração.

Agora,
é tempo de recomeçar a vida normal.
Mas não voltarei
às minhas práticas do passado.
Não retomarei hábitos antigos.
Vou retomar a luta,
vou mergulhar no amor,
vou ser manso,
vou ser misericordioso e sorrir,
vou entrar na luz,
vou recomeçar com coragem,
Vou, uma vez mais, retomar o Evangelho!
É o meu recomeço:
vem comigo, Senhor!
Charles Singer

sábado, 3 de outubro de 2009

Testemunhar o bom humor de Deus



Se dissermos que Deus é Amor, ninguém se espanta. A afirmação tornou-se até um pouco banal à força da repetição. Mas se dissermos que Deus é Humor, ficamos em estado de alerta, porque nos parece que alguém está a tentar entrar, no território de Deus, “pela entrada dos fundos” e não pela “porta principal”. A verdade é que o Amor não dispensa o Humor.

O cristianismo não é propriamente conhecido por ser a religião da alegria, e é uma pena. «O cristianismo seria muito mais credível se os cristãos vivessem em alegria», escreveu Nietzsche, e não podemos dizer que sem razão. O nosso testemunho fica muitas vezes refém de umagravitas insonsa, de uma seriedade que facilmente se torna em peso. Esquecemo-nos demasiadas vezes do Evangelho da alegria. Tratamo-la com parcimónia. Nas liturgias, pregações, catequeses, pastorais, a alegria, o humor ou o riso são abordados com muita descrição. A alegria tornou-se uma espécie de tópico marginal, ornamento ou sub-tema.
José Tolentino Mendonça
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Apesar de tudo, a Bíblia ainda vive



Geração sucede geração,
Mas a Bíblia ainda vive.
Nações surgem e desaparecem,
Mas a Bíblia ainda vive.
Reis e governantes vem e vão,
Mas a Bíblia ainda vive.
Esquecida e empoeirada num canto qualquer,
Mas a Bíblia ainda vive.
Odiada e desprezada,
Mas a Bíblia ainda vive.
Contestada pelos ateus,
Mas a Bíblia ainda vive.
Exagerada pelos fanáticos,
Mas a Bíblia ainda vive.
Mal interpretada e mal anunciada por muitos,
Mas a Bíblia ainda vive.

Ainda vive como lâmpada para os nossos pés,
Como luz para os nossos caminhos,
Como porta do céu, para os que crêem,
Como ideal para as crianças,
Como guia para a juventude,
Como inspiração para os adultos,
Como conforto para a velhice,
Como pão para os famintos,
Como água para os sedentos,
Como descanso para o fatigado,
Como graça para o cristão,
Como salvação para o pecador,
Quem a conhece procura amá-la,
Quem a ama procura aceitá-la,
Quem a aceita encontra Jesus,
E recebe a vida eterna.
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

No coração da Igreja eu serei o amor



Não obstante a minha pequenez, quereria iluminar as almas como os Profetas, os Doutores, sentia a vocação de ser Apóstolo... Queria ser missionário, não apenas durante alguns anos mas queria tê lo sido desde o princípio do mundo e continuar até à consumação dos séculos. Mas acima de tudo, ó meu amado Salvador, quereria derramar o sangue por Vós até à última gota.

Porque durante a oração estes desejos me faziam sofrer um autêntico martírio, abri as epístolas de São Paulo a fim de encontrar uma resposta. Casualmente fixei me nos capítulos XII e XIII da primeira epístola aos Coríntios; e li no primeiro que nem todos podem ser ao mesmo tempo Apóstolos, Profetas, Doutores, etc.... que a Igreja é formada por membros diferentes e que os olhos não podem ao mesmo tempo ser as mãos. A resposta era clara, mas não satisfazia completamente os meus desejos e não me trazia a paz.

Continuei a ler e encontrei esta frase que me confortou profundamente: Procurai com ardor os dons mais perfeitos; eu vou mostrar vos um caminho mais excelente. E o Apóstolo explica como todos os dons mais perfeitos não são nada sem o amor e que a caridade é o caminho mais excelente que nos leva com segurança até Deus. Finalmente tinha encontrado a tranquilidade.

Ao considerar o Corpo Místico da Igreja, não conseguira reconhecer me em nenhum dos membros descritos por São Paulo; melhor, queria identificar me com todos eles. A caridade ofereceu me a chave da minha vocação. Compreendi que, se a Igreja apresenta um corpo formado por membros diferentes, não lhe falta o mais necessário e mais nobre de todos; compreendi que a Igreja tem coração, um coração ardente de amor; compreendi que só o amor fazia actuar os membros da Igreja e que, se o amor viesse a extinguir se, nem os Apóstolos continuariam a anunciar o Evangelho nem os mártires a derramar o seu sangue; compreendi que o amor encerra em si todas as vocações, que o amor é tudo e que abrange todos os tempos e lugares, numa palavra, que o amor é eterno.

Então, com a maior alegria da minha alma arrebatada, exclamei: Ó Jesus, meu amor! Encontrei finalmente a minha vocação. A minha vocação é o amor. Sim, encontrei o meu lugar na Igreja, e este lugar, ó meu Deus, fostes Vós que mo destes: no coração da Igreja, minha Mãe, eu serei o amor; com o amor serei tudo; e assim será realizado o meu sonho.

Santa Teresa do Menino Jesus
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009



CURIOSO...

Tens consciência que se morresses amanhã,
a firma onde trabalhas substituía-te rapidamente
mas a família que deixas para trás,
sentirá a tua falta para o resto das suas vidas?

Pensando nisto, vemos que perdemos mais tempo
com o trabalho do que com a família...
um investimento muito pouco sensato, não achas?
Afinal, qual a moral da história?


Sabes o que significa FAMILIA em Inglês?

FAMILY = 'Pai, Mãe, amo-vos'

FATHER
AND
MOTHER
I
LOVE
YOU
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Tu podes brilhar!



Um extraordinário comercial (praticamente um curta-metragem) que (num mundo tão consumista!) produzido na Tailândia, incrivelmente só mostra a marca do produto ao seu final. Um comercial que é igualmente uma grande lição de persistência, demonstrando como é possível superar limites quando se tem um objetivo de vida.

É a história de uma menina surda-muda que aprende a tocar violino contra todos os reveses, principalmente de uma colega pianista e maldosa.

É um comercial de shampoo, da Pantene com a temática "lição de vida", mostrando o que se pode fazer com o coração. Nenhuma referência é feita ao produto (shampoo) até o fim do comercial: "Você pode brilhar".

A música tema é "Canon in D", de Johann Pachelbel.
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domingo, 20 de setembro de 2009

Onde colocas o sal?



O velho mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal num copo de água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o mestre.
- Muito mau - disse o aprendiz.
O mestre sorriu e pediu ao jovem que tomasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem lançou o sal no lago. Então o mestre disse:
- Bebe um pouco dessa água.
Enquanto a água corria do queixo do jovem, o mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! - Disse o rapaz.
- Sentes o gosto do sal? Perguntou o mestre.
- Não - disse o jovem.
O mestre então, sentou-se ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos.
Quando sentires dor, a única coisa que deves fazer é aumentar o sentido de tudo o que está à tua volta. É dar mais valor ao que tens, do que ao que perdeste. Noutras palavras: É deixares de ser 'copo' para te tornares um 'lago'.Somos o que fazemos, mas somos principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

The finger man

A vida é belíssima e há que procurar sempre maneiras de a tornar cada vez mais criativa, mais intensa, com mais gosto!

Que a beleza criativa e a originalidade deste video possam contagiar o teu fim-de-semana.
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Um vazio no tempo



Partilho convosco o texto que Raul Solnado escreveu e que foi colocado junto à sua urna e diz assim:

"Numa das últimas vezes que estive na Expo de Lisboa, descobri estranhamente uma pequena sala completamente despojada, apenas com meia dúzia de bancos corridos. Nada mais tinha. Não existia qualquer sinal religioso e por essa razão pensei que aquele espaço se tratava dum templo grandioso.

Quase como um espanto senti uma sensação que nunca sentira antes e de repente uma enorme vontade de rezar não sei a quê ou a quem. Fechei os olhos, apertei as mãos, entrelacei os dedos e comecei a sentir uma emoção rara, um silêncio absoluto e tudo o que pensava só podia ser trazido por um Deus que ali deveria viver e que me ia envolvendo no meu corpo adormecido. O meu pensamento aquietou-se naquele pasmo deslumbrante, naquela serenidade, naquela paz.

Quando os meus olhos se abriram, aquele meu Deus tinha desaparecido em qualquer canto que só ele conhece, um canto que nunca ninguém conheceu e quando saí daquela porta corri para a beira do Tejo para dar um berro de gratidão com a minha alma e sorri para o Universo.

Aquela vírgula no tempo, foi o mais belo minuto de silêncio que iluminou a minha vida, que me fez reencontrar e que me deu a esperança de que num tempo que seja breve, me volte a acontecer.

Que esse Deus assim queira!
Raul Solnado"


"Façam o favor de ser felizes!"
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Foi lá na cruz

Foi lá na cruz
Foi lá na cruz
Que provaste o Teu amor por mim, Jesus
Foi lá na cruz
Foi lá na cruz
Que provaste o Teu amor por mim, Jesus



Quando Jesus caminhou na direção do local
onde iria ser crucificado,
Ele carregou a nossa cruz,
mas no meio do caminho Deus-Pai concedeu a Jesus
um momento de alivio, um momento de refrigério,
escolhendo um homem para ajuda-lo com a cruz.

Irmãos, quando Deus escolhe alguém,
escolhe esse alguém, sim para ser um participante de sua glória
mas não antes de ser um participante de sua cruz.

A Bíblia nos mostrar que ninguém se ofereceu
para carregar a cruz de Jesus,
ninguém...
Talvez paralisados pelo medo,
medo dos romanos, medo do povo
ou até mesmo medo da dor.
Mas Deus em sua soberania e graça escolheu Simão
e hoje Ele continua a escolher.

Hoje, o Deus que não muda
continua a escolher, homens e mulheres
para seguirem o seu chamamento.

Ele escolheu a mim e certamente escolheu você.
Deus te escolheu para ser um participante da Sua glória
Deus te escolheu para ser um participante da Sua honra,
da Sua força, da eternidade,
porém tudo isso através da cruz.

Eu te convido a voltar no tempo.
Volte ao dia da crucificação do Senhor.

Veja e escute:
Quem carregará comigo a minha cruz?
Quem caminhará comigo este meu caminho?
Quem me seguirá?
Quem me ouvirá?
Onde estão os que dizem me amar?

Eis me aqui
Eis me aqui
Eu digo sim!

Eis me aqui
Eis me aqui
Eu digo sim!


Quero carregar a sua cruz.
Quero aliviar a sua dor.

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terça-feira, 8 de setembro de 2009

A Padroeira



Na celebração do nascimento de Maria, Mãe de Jesus, aqui fica um pequeno video com uma múisca belíssima de Joanna em homenagem a Nossa Senhora, Mãe da Igreja.


Ó, Virgem Santa, rogai por nós, pecadores
Junto a Deus Pai e livrai-nos do mal e das dores
Que todo homem caminhe
Tocado pela fé
Crendo na graça divina
Esteja como estiver
Abençoai
Nossas casas, as águas, as matas e o pão nosso
A luz de toda manhã, o amor sobre o ódio
Iluminai
A cabeça dos homens, te pedimos agora
E que o bem aconteça
Nossa Senhora
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Quem sou eu para ficar triste?



Não posso, jamais, ficar triste!
Quando, na realidade, eu sou tão feliz!...


Quem, quem sou eu para ficar triste?
Diante de minha família e sorte
Diante de meus amigos e minha casa

Quem, quem sou eu para me sentir sem vida?
Quem sou eu para me sentir esgotado?
Diante da minha saúde e meu dinheiro

E onde, aonde eu vou para me sentir bem?
Por que eu ainda procuro externamente?
Quando está claro que isso não funcionará

É minha virtude continuar quando não sou capaz?
E é meu dever estar sempre preocupado com os outros?
Minha generosidade me desabilitou por
esse meu senso de tarefa a oferecer

E por que, por que eu me sinto tão ingrato?
Eu que estou muito além de apenas sobreviver
Eu que vejo a vida como uma ostra

E como, como ouso descansar em minha glória
Como ouso ignorar uma mão estendida?
Como ouso ignorar os países de terceiro mundo?

Quem, quem sou eu para ficar triste?

E assim parto de férias.
Até breve!
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domingo, 16 de agosto de 2009

Somos o que comemos



Hipócrates – o pai da Medicina – dizia há 2500 anos “Somos o que comemos”.

E acrescentava: “Que o vosso alimento seja o vosso 1º Medicamento” Ou seja: a nossa vida e a sua qualidade tem muito a ver com o que comemos e bebemos…

O Evangelho propõe-nos hoje uma comida e uma bebida que dão vida em plenitude e para sempre: o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo!
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sábado, 15 de agosto de 2009

O sublime da humanidade



Neste número duplo do Mensageiro queremos acolher no coração e viver em festa duas celebrações marianas: a «Assunção de Nossa Senhora» e a «Senhora das Dores», a primeira celebrada a 15 de Agosto e a última a 15 de Setembro. Nas duas celebrações é Maria, a Senhora e Mãe, a Virgem fiel, a Senhora do Sim, que está diante dos nossos olhos e no nosso coração. Um fio condutor, invisível, une as duas festas, pois é a mesma Senhora que nos é apresentada como Mãe das Dores, Mãe do Crucificado, de pé junto à Cruz de seu Filho, e como Senhora da Assunção, entrando na glória, elevada ao Céu em corpo e alma.

N’Ela, em Maria, a criatura em que o próprio Deus Se revê, graças ao dom da sua isenção do pecado original, toda bela, santa e pura, toda mergulhada no amor trinitário, toda em plenitude de santidade, contemplamos a Senhora que vive a comunhão mais perfeita com a Trindade, pois é a Filha dilecta de Deus Pai, a Mãe de Deus Filho e a Esposa de Deus Espírito. N’Ela, em Maria de Nazaré, está a humanidade toda junto à Cruz, onde a Senhora nos aceita como Mãe, mas também n’Ela, a Senhora do triunfo jubiloso, está o futuro da humanidade que partilhará a glória, a bem-aventurança, a graça da ressurreição de Jesus, que Maria já vive em plenitude.

A Senhora assume em amor e com amor a paixão de Jesus e participa na glória da sua ressurreição. Mergulha na dor e na cruz para depois poder viver em triunfo o gozo, o júbilo, a transformação em mulher dignamente glorificada, elevada em corpo e alma. Da cruz à glória, da dor ao júbilo, da paixão ao triunfo. E este caminho que Maria percorreu deve ser o nosso, tem de ser o nosso. Participar com fé e confiança, com audácia e encanto, com tenacidade e fortaleza na paixão de Jesus, para, com Ele e com Maria, participarmos da glória da ressurreição. Caminhamos para essa glória, vivendo-a já em gérmen. «Somos o Céu a caminho do Céu». Esse caminho, sempre difícil, porque é estreito e participa da cruz, é o caminho de cada um de nós, como foi o de Jesus e de Maria, até chegarmos ao divino triunfo, às glórias eternas, à festa que nunca mais terá fim.

Mergulhar em Jesus nossos trabalhos e canseiras, nossas dores e tristezas, nossas alegria e gozos, nosso coração e nossa vida, mergulhar em Jesus, como Maria, nossa cruz, nosso martírio quotidiano, tudo o que sofremos e vivemos, trabalhamos e rezamos. Ele nos assumirá e nos transportará à glória, como fez com Maria, nos purificará e libertará de nosso pecado e fragilidades, nos mergulhará em seu sangue redentor, que lava e purifica, e nos preparará, com seu infinito amor, com o fogo divino de seu Coração, para nos fazer participar, na eternidade, com a Senhora da Assunção, da sua vida plena, do seu gozo eterno, da sua glória de Ressuscitado. Como é maravilhoso o plano de Deus revelado em Maria e continuado em nós. Como é algo de sublime para a nossa humanidade tão frágil e pecadora, mas que Ele ama infinitamente. Se sofrermos com Ele, com Ele ressuscitaremos e entraremos na glória.

Como baptizados, somos mediadores, somos pontífices, devemos fazer tudo para que todos, ou pelo menos o maior número possível trilhe este caminho sublime que conduz a humanidade à glória. Saibamos acolher com as mãos e com o coração as dores, os sofrimentos, as angústias da humanidade, saibamos acolher seus anseios, suas alegrias, seus desejos, para os oferecer a Jesus pelas mãos e pelo coração da Mãe. Sejamos intercessores, sejamos mediadores com Cristo, no caminho glorioso desta sublime humanidade, em cuja carne Ele mesmo participou e viveu. Colaboremos, com audácia e entusiasmo, com fé e esperança, com o coração repleto de amor, no triunfo glorioso da humanidade. Maria já está glorificada com seu Filho. Nós, um dia, com Eles seremos glorificados. Jesus já venceu o Maligno. Maria já calcou a cabeça da serpente. Nós, com Eles, seremos vencedores da batalha e entraremos no gozo eterno, quando Jesus for tudo em todos.

Grandiosa deve ser a humanidade, apesar de fraquezas e pecados, para Jesus querer tomar nossa carne e Maria ser a pessoa humana que mais mergulhou no divino e foi arrebatada ao Céu em corpo e alma. Rejubilemos, cantemos o triunfo da Mãe, associemo-nos a suas dores de Mãe desolada, e Deus, com seu amor infinito, rasgará os Céus, para nos acolher em gozo eterno. O futuro sublime da humanidade já está traçado, já é vivido pela «cheia de graça».

Dário Pedroso
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Adopte um padre



A vida dos sacerdotes sempre foi exigente. E nem poderia ser diferente, já que são chamados a continuar a missão de Cristo, o Bom Pastor. Em nossos tempos, porém, os desafios se multiplicam e exigem respostas sábias, decisões imediatas e constantes posicionamentos sobre os mais diversos temas. (…)”

“ADOPTE UM PADRE!
Dentre os sacerdotes que você conhece ou que actuam na Igreja, escolha um deles, e passe a rezar diariamente por sua santificação.

Ofereça sacrifícios para que ele exerça bem seu ministério.

De preferência, nunca lhe fale sobre isso, nem faça comentários a esse respeito com outras pessoas.

Os detalhes dessa “adopção” sejam conhecidos somente por si e pelo Bom Pastor. (…)

Fazendo isso, você estará respondendo a um apelo da Igreja, que constantemente nos recorda: ‘Todo o Povo de Deus deve incansavelmente rezar e trabalhar pelas vocações sacerdotais’. Sua resposta ao apelo de adoptar um padre determinado terá uma particularidade: você não estará rezando somente pelo clero em geral, mas por um padre com um nome e um rosto, o que, certamente, motivará ainda mais suas orações, jejuns e sacrifícios. (…)”

Dom Murilo S.R. Krieger, scj (Arcebispo de Florianópolis, Brasil)

Estamos no Ano Sacerdotal.
Já adoptaste o teu padre?
Então adopta um.
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Vamos fazer



É reconfortante ver como é possível melhorar a qualidade de vida.
Basta que cada um de nós queira e se empenhe
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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Como uma cena simples se torna eterna



Reparem na expressão do jovem. No início parece triste e pequeno, mas à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música e vai-se deixando levar por ela até transformar a sua expressão triste num sorriso contagiante, contaminando todos com sua alegria, a alegria de um autista que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro. O jovem brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície. Depois volta para dentro de si, deixando a sua parcela de beleza eternizada por acaso no filme.

O jovem não é actor, apenas um autista que residia no local onde estavam sendo feitas as filmagens. Pararam num posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o director teve a felicidade de encaixar no filme. Vale a pena o duelo, a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do garoto!

Aproveitem o encantamento do vídeo e acreditem que o milagre acontece quando menos se espera.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Ser equipa



Conseguimos construir um dia melhor, não se pede mais do que isso, um dia, neste mundo diário onde todos são bem vindos, é só preciso querer fazer parte, é preciso deixar para trás o que não interessa para viajar no dia a dia, é preciso querer ser melhor e olhar para os meios, princípios e fins, é preciso querer com muita força, ou se calhar não é mesmo necessário usar a força, é preciso pensar global e ver que o nosso umbigo também sai a ganhar nesta escolha de pensar nas coisas como um todo… dar um pouco mais de nós, um pouco mais… Eu não quero ser melhor do que tu, ou de que ele, quero ser melhor porque sei que posso, dar um pouco mais de mim…

Ser uma equipa… o que é isso?

Para mim ser uma equipa são muitas coisas, mas também é apreciar e potenciar as qualidades singulares de cada um, seja ele qual for o contexto.

É conseguirmos sair do nosso conforto para deixar o “outro” confortável, para que este consiga revelar o que de melhor tem para oferecer, saber que, mesmo sentados em lugares diferentes, há lugar para toda a gente. Temos tanta facilidade hoje em dia em apontar o dedo, é tão espontâneo ser má língua, mais fácil, será? É o que nós quisermos, é, consoante o que quisermos ver crescer…

É saber ler para além das palavras, as pessoas às vezes não têm jeito com as palavras, dão-lhes tantos significados diferentes, por via das dúvidas eu opto por usar palavras simpáticas, essas, eu sei, funcionam..! e a margem de erro é mínima. O ser humano é criativo, vamos então tentar variar no tipo de linguagem que usamos, há tantas para experimentar!

Uma equipa tem que ter um objectivo maior que a própria equipa e esse deve ser o primeiro ponto a ser esclarecido. Quem somos nós? O que estamos aqui a fazer? E para onde vamos?

E digo… Se a direcção é a mesma então podemos ir de mãos dadas, é mais fácil, a sério que é!
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domingo, 9 de agosto de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A assinatura de Deus



Hoje trago-vos um video fantástico que fala da marca do Supremo Designer na sua divina criação. A sequência Fibonacci, que se faz presente tanto no micro como no macro cosmos, é a assinatura de Deus na sua obra.

domingo, 26 de julho de 2009



Podemos pensar que entre os verbos “comer” e “orar” seria o segundo o mais frequente na Bíblia. Pois estamos enganados; o verbo “comer” é um dos que aparece mais frequentemente na Bíblia (mais de mil vezes!), enquanto que “orar” aparece apenas uma centena de vezes. Esta será certamen­te uma constatação surpreendente para quem julga que a religião só se deve interessar pelo espírito. Pelo contrário, a Escritura diz-nos que a fome do pobre é um problema que tem muito a ver com a opção de fé.

A grande preocupação de um pai e de uma mãe é sempre se os seus filhos se andam a alimentar bem. Não é o que, quase sempre, a vossa mãe (como a minha) acaba por perguntar? E se a Bíblia fala logo no início de uma refeição de Adão e Eva que “deu para o torto”, passa o resto das páginas a mostrar como as refeições são momentos de festa e de encontro, de partilha e de compromisso, entre as pessoas e com o próprio Deus, até culminar na mesa da Ceia da Páscoa de Jesus prolongada em todas as missas do mundo.

Jesus escandaliza-se com a fome corporal das multidões. Procura saciar primeiro essa fome. E aponta-nos um caminho: não adianta pregar a estômagos vazios; se o evangelho não muda o modo de nos relacionarmos com os bens em ordem à partilha e ao desenvolvimento, não é “Boa nova”; se o encontro com Jesus não implica preocupação por quem tem fome ou sede (de pão, de água, e de tantos outros “pães” e “águas” que têm nome de presença e de amor), é preciso ver que “Jesus” é esse!
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sábado, 25 de julho de 2009

Pedir sinais e palavras de amor



Já reparaste que só dizemos “Ama-me!” ou “Diz-me que gostas de mim!” a alguém por quem já nos sabemos muito amados? Ninguém “pede” Amor a ninguém para "tirar dúvidas", mas para saborear o que tem como certo. Porque o Amor não se pede… acolhe-se.

“Pedir” sinais e palavras de Amor é uma maneira apenas de reconhecer que esse Amor existe, é verdadeiro, não é estático, ainda não se esgotou, e é importante para nós.

…existe… é verdadeiro… não é estático… ainda não se esgotou… é importante para nós…

Assim é o Reino de Deus. Esse Reino que com Jesus aprendemos a anunciar próximo, ao alcance, chegado… e também com ele aprendemos a pedir sempre: “Pai Nosso, venha a nós o Teu Reino…”

“Pedir” o Reino, clamar por ele, é uma maneira de reconhecermos na Fé que o Reino de Deus existe, é verdadeiro, não é estático, ainda não se esgotou e é importante para nós! É a mesma lógica do Amor…

E talvez seja mesmo essa a melhor maneira de falar do Reino, como o Dinamismo do Amor de Deus a acontecer na nossa história, Amor que gera Aliança e nos dá a certeza disto: “Quando te digo que te amo, estou a assegurar-te que nunca morrerás!”

Rui Santiago
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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Solidão



Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer amor... isso é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... isso é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... isso é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... isso é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado..... isso é circunstância.
Solidão é muito mais do que isso.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma...

Francisco Buarque de Holanda
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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Confundido



Gostaria de partilhar convosco o texto que foi lido na acção de graças da Eucaristia do 13º aniversário da minha ordenação sacerdotal:


Sinto-me confundido, Senhor:
Por ser pecador e perdoar,
Ser fraco e ajudar,
Ser miséria e espalhar felicidade;

Por ter dúvidas e ensinar certezas,
Ter tentações e santificar,
Viver numa encruzilhada e encaminhar;

Por ter chagas e curar,
Ter lágrimas amargas e consolar,
Ter espinhos e espalhar suavidade;

Por sentir contradições e ensinar a verdade,
Sentir a carne e defender o espírito,
Viver a solidão e congregar à minha volta...

Por tudo isto, minha alma vos louva, Senhor!
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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Cumprimento do dever



“Nunca se intrometa naquilo que não lhe é mandado, nem teime em coisa alguma, mesmo que tenha razão. E no que lhe for mandado, se lhe derem o pé, como se diz, não queira também a mão. É nisto que alguns se enganam, porque, não prestando a devida atenção, julgam ter de fazer aquilo que nada os obriga “

“Ainda que as coisas da sua obrigação e ofício se venham a tornar difíceis e desagradáveis, não desanime, porque não há-de ser sempre assim. Deus que prova a alma no cumprimento dos seus deveres, (sal 93, 20 ) depressa lhe dará o bem e a recompensa"

São João da Cruz
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Oh como é grande o padre!


Estamos a viver o Ano Sacerdotal, convocado pelo Papa Bento XVI, para assinalar os 150 anos da morte do Santo Cura d’Ars. Este ano jubilar convida-nos a olhar para um pobre camponês, que se tornou um pároco humilde, consagrado ao seu serviço pastoral, num pequeno povoado da Diocese de Lyon, em pleno século XIX, um século desesperado e tão dilacerado pelos ares da revolução francesa.

Deixemos o Santo Cura d’Ars falar-nos sobre o sacerdócio. Dizia ele:

«Um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus, é o maior tesouro que o bom Deus pode conceder a uma paróquia e um dos dons mais preciosos da misericórdia divina».

Ele falava então do sacerdócio, como se não conseguisse alcançar plenamente a grandeza do dom e da tarefa, confiados a uma criatura humana:

«Oh como é grande o padre! (…) Ele próprio não se entenderá bem a si mesmo, senão no céu».

Estas afirmações revelam a sublime consideração, em que ele tinha o sacramento do sacerdócio. Tinha uma sensação de responsabilidade, sem fim, quando exclama:

«Se compreendêssemos bem o que um padre é sobre a terra, morreríamos: não de susto, mas de amor”.
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quarta-feira, 15 de julho de 2009



Hoje é dia de São Boaventura, doutor da Igreja, um santo de enorme sabedoria e profunda humildade. E gostava de o mencionar aqui no blog.

Um dia, Frei Egídio na sua simplicidade indagou ao Frei Boaventura como poderia salvar-se, se desconhecia a ciência teológica. Ele respondeu-lhe: "Se Deus dá ao homem somente a graça de poder amá-lo, isso basta... Uma simples velhinha poderá amar a Deus mais do que um professor de teologia."

Foi ele quem escreveu:

"Não basta a leitura sem a unção,
não basta a especulação sem a devoção,
não basta a pesquisa sem maravilhar-se;
não basta a circuspecção sem o júbilo,
o trabalho sem a piedade,
a ciência sem a caridade,
a inteligência sem a humanidade,
o estudo sem a graça."
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terça-feira, 14 de julho de 2009

Fly Like A Bird



Não resisti à tentação de vos trazer mais um video da Mariah Carey, desta vez uma das suas melhores actuações de sempre, nos Grammy's de 2006. Além de ser muitíssimo bem interpretado, tem um coro gospel de suporte simplesmente fenomenal. Como se não bastasse, a mensagem da música é simplesmente uma ORAÇÃO onde se pede a Deus para acabar com o sofrimento e que me faz sentir livre para voar como um pássaro.

Trust him.

Somehow I know that
There's a place up above
With no more hurt and struggling
Free of all atrocities and suffering
Because I feel the unconditional love
From one who cares enough for me
To erase all my burdens
And let me be free to

[chorus]
Fly like a bird
Take to the sky
I need you now Lord
Carry me high
Don't let the world break me tonight
I need the strength of you by my side
Sometimes this life can be so cold
I pray you'll come and carry me home

Can we recover
Will the world ever be
A place of peace and harmony
With no war and with no brutality
If we loved each other
We would find victory
But in this harsh reality
Sometimes I'm so despondent
That I feel the need to

[chorus]
Fly like a bird
Take to the sky
I need You now Lord
Carry me high
Don't let the world break me tonight
I need the strength of You by my side
Sometimes this life can be so cold
I pray You'll come and carry me home

Da da da da da da
da da da da da da da da dooo

[Priest]
He says he will never forsake you
Or leave you alone
Trust him

[Chior enters]
I need You right here right now Lord
I need You right here by my side
(Keep your head up)
Keep your head to the sky
With God's love you'll survive
(With Gods love you'll survive)

Fly like a bird
Take to the sky
I need you now Lord (I need you now oh Lord)
Carry me high
Don't let the world break me tonight (Please, don't You let the world, the world, the world break me tonight, tonight, tonight)
I need the strength of You by my side
(I pray, You're gonna take me home)

(carry me high)
Fly like a bird
Take to the sky
I need you now Lord (I need, I need You now)
Carry me high (Carry my higher Lord, 'cause I need the strength of you to survive)
Don't let the world break me tonight
I need the strength of You by my side
Sometimes this life can be so cold ( Life can be so cold)
I pray You'll come and carry me home (Oh carry me home, oh carry me home)
Carry me higher, higher, higher (high *in 8va ad lib,I need You to come and carry me high Lord, carry me higher Lord, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah )
[In the back {Carry me higher, higher, higher
Carry me higher, higher, higher
Carry me higher, higher, higher
Carry me higher, higher, higher
Carry me higher, higher, higher}]
Carry me home (yoooooooou oh higher Jesus *in 8va ad lib)
Carry me higher Lord
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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Através das tempestades




Trago-vos hoje esta belíssima música da Mariah Carey, "Through The Rain", para servir como bálsamo para este dia. Lembra-te que, por maiores que sejam as contrariedades e os desgastes de cada dia, podes sempre permanecer de pé... e teres a certeza que serás suficientemente forte para avançar através da chuva da vida até alcançares a tua própria felicidade.

When you get caught in the rain
With noware to run
When you’re distraught
And in pain without anyone and you feel so far away

That you just can't find your way home
You can get there alone
It's okay
What you say is

I can make it through the rain
I can stand up once again
On my own and I know
That I’m strong enough to mend
And every time I feel afraid
I hold tighter to my faith
And I live one more day
And I make it through the rain

And if you keep falling down
Don’t you dare give in
You will arise safe and sound
So keep pressing on steadfastly
And you’ll find what you need to prevail
What you say is

I can make it through the rain
I can stand up once again
On my own and I know
That I’m strong enough to mend
And every time I feel afraid
I hold tighter to my faith
And I live one more day
And I make it through the rain

And when the wind blows
As shadows grow close
Don’t be afraid
There’s nothing you can’t face
And should they tell you
You’ll never pull through
Don’t hesitate
Stand tall and say I

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domingo, 12 de julho de 2009

E nunca falta...



No evangelho Cristo nos apresenta duas facetas diversas, mas muito unidas entre si: em primeiro lugar nos demonstra sua predileção pelos pobres, doentes, desamparados, oprimidos, e para cada um deles tem uma resposta de cura.

Por outro lado, Jesus se compadece da multidão que o segue deixando tudo sem se preocupar com seu mínimo sustento. Por eles e para eles realiza o milagre da multiplicação dos pães, para satisfazer suas necessidades mais urgentes.

Ao longo da história, Jesus tem multiplicado e continua multiplicando o pão e todos os alimentos.

Basta ver como nos lares mais humildes de nossas periferias se divide a mesa com o mais necessitado, e “nunca falta”. Esse é um milagre que diariamente Jesus faz com todas aquelas pessoas que arriscam tudo e se entregam, confiantes n'Ele.
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sábado, 11 de julho de 2009

Um dom imenso



Quem quase toda a vida viveu, como eu, “empadralhado”, isto é, rodeado de Padres poderá ter uma grande dificuldade em reconhecer o dom imenso que eles representam.

A dois meses e meio, mais ou menos, de nascido, a 9 de Janeiro de 1954, fui banhado nas vivificantes águas Baptismais, por um deles, na Capela de casa dos meus avós, na Paróquia do Santíssimo Sacramento, no Porto. Na meninice, antes da escola, habituei-me não só a ir à Missa Dominical, mas também a ver como visitas habituais em casa de meus pais e avós, de ambos os lados, sacerdotes que lá almoçavam ou jantavam. Depois, frequentei durante 10 anos o colégio de S. João de Brito, dos Padres Jesuítas. Esta convivência quotidiana fez de mim, por assim dizer, um católico mimado que se sentia no meio deles com o mesmo à vontade que com a família mais chegada. Tiveram por isso, com uma paciência de Job, de aturar as minhas birras, desleixos, más-criações, rebeldias, arrogâncias e presunções. Olhando para trás e considerando as malandrices e demais idiotias que fazia com uma frequência e uma intensidade inusitadas não posso deixar de me pasmar quer com a minha crueldade quer com a benevolência sacerdotal. Levei, é verdade, algumas reguadas, carolos, puxões de orelha e tabefes, embora não tantos como precisava, mas o que eu merecia era ser “exterminado”, corrido a pontapés, expulso como ingrato, lançado ao lixo como escória imunda. Mas quê! Logo me perdoavam, absolviam, davam-me a Comunhão e faziam-me grande festa.

Fiz coisas ignóbeis, infames, sem qualificativo gramatical que as nomeie adequadamente. E, não obstante, considerava os Padres, na minha soberba canalha, uns seres cinzentos, algo desprezíveis, coisa a evitar e de todo indesejável.

Com a saída do S. João de Brito aquela decadência católica em que me enfronhara foi-se transformando numa tentativa persistente e determinada de desconstruir tudo o que me tinha sido dado e ensinado. Fazer e praticar exactamente o contrário da Lei de Deus. Ler Freud, Karl Abraham, Marcuse, W. Reich e A. Kinsey, entre outros, só podia agravar, como o fez, a situação. Um livro sobre Magia (não ilusionismo) que encontrei numas férias virou-me para o ocultismo. Chegado a Lisboa, vendi a Honda 90 e com o dinheiro adquirido comprei tudo o que encontrei sobre espiritismo, quiromancia, horóscopos, yoga, alquimia, parapsicologia, etc. Mergulhado nessas fantasias organizei sessões de espiritismo e ocultismo, e tive contactos com várias correntes do yoga, como a meditação transcendental, para dar só um exemplo, com os Meninos de Deus, com a Unificação, com budistas e hinduístas. A verdade, a resposta às minhas ânsias, à minha procura, não podia estar naquilo que eu conhecia de ginjeira e desdenhara – “a galinha da vizinha é melhor que a minha”. E assim de ilusão em ilusão fui-me arrastando até à desilusão final.
Depois veio a descoberta da Bíblia, a propósito de um filme que então apareceu, e a sua leitura diária com um pequeno grupo, entre cheiros de incenso – resquício das experiências anteriores -, e também em casa sozinho, com uma garrafa de aguardente “fim de século” de um lado e o maço de tabaco “português suave”, sem filtro, acompanhando a meditação até às quatro ou cinco da manhã!
Nesta confusão, Deus enviou um novo Prior, o Pe. Lereno Sebastião Dias, para a minha paróquia, a de S. João de Brito. A minha mãe conseguiu convencer-me a ir falar com ele e eu encontrei um milagre. Aquilo não era um homem, era um furacão de entusiasmo (esta palavra que vem do grego significa ter a Deus dentro de si), um fogo devorador de Evangelização, um arrebatamento Eucarístico. Desafiei-o para uma das nossas reuniões, ficaram todos fascinados. Dentro em pouco estávamos num cursilho de cristandade com outros dois Padres. Um empolgou-nos com as suas pregações, o outro persuadiu-nos de uma forma singular à confissão, sacramento em que não me apanhavam há vários anos. Aterrado, lá confessei as minhas grandes, graves e numerosas culpas (aquele tipo de pecados que não só é difícil de admitir perante os outros mas também perante nós próprios). Como resposta à javardice, ao esgoto ali despejado, desceu a Misericórdia infinita, bela e pura de Deus que renova todas as coisas. Se me soube bem a celebração verdadeira do sacramento da confissão? O Pe. Lereno poder-vos-á responder, pois a partir daquele retiro viu-me todas as semanas ir-me ajoelhar diante dele mendigando a absolvição e a sua orientação Espiritual.
O Pe. Lereno passava horas e horas no confessionário. As filas de gente para se reconciliar eram sempre extensas e como ele ouvia sem interromper e pregava a cada penitente com grande unção, era habitual que alguém para conseguir confessar-se tivesse de esperar uma, duas e às vezes mais horas. Não importava porque a pessoa saía dali reconstituída, restaurada, plenificada.
Impressionava o “contraste” entre as homilias e o confessionário. Naquelas proclamava a verdade sem ambiguidades nem titubeações. Pão pão, queijo queijo. Quando uma boa parte dos membros da Igreja em Portugal advogava, mesmo na UCP, a conciliação e compatibilidade entre o marxismo e o cristianismo, ou, pelo menos, calava a sua incompatibilidade ele trovejava contra a sedução diabólica. Não lhe importava que alguns fiéis saíssem amuados com as suas prédicas, pois sabia que o serviço da verdade é uma forma eminente de caridade. Seguramente atraídos por este desassombro, aquela enorme Igreja transbordava de gente em todas as Missas.
Inexorável em chamar as coisas pelos nomes, no sim sim, não não, combinava essa clareza com um acolhimento humaníssimo de todas as pessoas. Não havia alma por mais distante que estivesse de Deus e da Sua Igreja, por mais empedernida no pecado, não saísse da sua beira reconciliada, consolada, feliz. Nunca foi lamechas, mas era a presença transparente do Cristo Misericordioso, a pura alegria do Evangelho.
A celebração da Eucaristia era o centro da sua vida. De onde tudo vinha, para onde tudo se encaminhava. Na Consagração, parecia transportado ao Céu; a Comunhão distribuía-a com a urgência, embora solene, de quem não sofre mais um momento ver o povo a perecer de fome. Este Padre, se um dia tivermos de definir a sua vida, é Missa. Está tão configurado com Cristo Eucarístico que já não é ele que vive mas é a Missa, é Cristo Ressuscitado que nele vive.

O encontro com este Padre foi, repito, um milagre na minha vida. Sem ele não me teria entregado à oração, ao apostolado, às obras de misericórdia, à evangelização; não teria crescido na Fé, nem na Esperança, nem na Caridade; sem ele nunca teria entrado para o seminário, nem teria preservado no mesmo, nem teria sido Ordenado Padre. Foi, como costumo, dizer, mais que um pai. Não porque o meu não fosse excelente, mas porque há dons sobrenaturais que só podem vir pela paternidade sacerdotal.
Neste Padre e com este Padre aprendi amar a Igreja, a Virgem Maria, os sacerdotes. Foi ele que pacientemente me fez perceber que eu não era a 4ª pessoa da Santíssima Trindade, uma mania hoje muito em voga, pois por mais que nos custe só há três… Nunca por nunca o ouvi dissentir da doutrina da Igreja, mas sempre percebi nele uma fidelidade que lhe brotava da Fé imensa que possuía. Todas as semanas o via ajoelhar-se no confessionário, aos pés do Monsenhor D. João de Castro, para dizer as suas culpas e acolher as misericórdias de Deus. Expunha o Santíssimo Sacramento todos os dias e diante dele rezava com os fiéis o terço do rosário e a oração de Vésperas.
Ao longo da minha caminhada conheci muitos outros sacerdotes, que seria fastidioso enumerar, que me marcaram e ajudaram muito. Uns diocesanos ou seculares, outros franciscanos (ui!, o que estes me têm aturado), jesuítas, dominicanos, espiritanos, agostinhos, outros são hoje Bispos. Para com todos, embora mais uns do que outros, tenho uma enorme dívida, daquelas que é impossível pagar.
Quem trataria as minhas feridas quando caio?, quem me ressuscitaria se morro?, quem saciaria esta fome imensa que me atormenta?, quem me ampararia quando desfaleço?, quem me guiaria nesta babel que é a vida contemporânea?, senão o Padre.
Olhem para as paróquias. Que seria daquela gente que ali fervilha sem elas? Quem cuida dos idosos?, quem visita os doentes?, quem catequiza o evangelho?, quem forma os jovens?, quem organiza o voluntariado?, quem acode aos pobres e aos desempregados?, quem lhes proporciona o encontro com Cristo?, quem cria comunidade entre desconhecidos?
Reparem nas Ordens religiosas. Quem cuidaria dos colégios?, dos hospitais?, dos lares de velhinhos?, das creches infantis?, da missionação?, etc.
Desapareçam os Padres as Paróquias morrerão, as Ordens religiosas soçobrarão. A Igreja, que gera em Cristo os sacerdotes, vive deles. O Padre com todas as suas fragilidades e pecados, pois é um tesouro num vaso de barro, é Cristo no meio do Seu povo. Toda a vida cristã nasce, brota da Eucaristia. Esta é não só a raiz, a fonte, mas também o cume e o vértice da mesma. E a Eucaristia é o Padre a dizer/fazer na Pessoa de Jesus Cristo: Isto é o Meu corpo … Isto é o Meu sangue … Tomai e comei … Tomai e bebei. Esta é a eternidade que nos alimenta e vivifica.
Começou ontem o ano sacerdotal que tem como objectivos criar uma consciência na Igreja e na humanidade do dom imenso que são os sacerdotes e ajudar os Padres a um encontro mais intenso com Jesus Cristo, a uma configuração existencial com O mesmo mais concorde com a sacramental, a uma santidade verdadeira para melhor amar em Cristo os fiéis e toda a humanidade.
Se quiserem rezar por mim e por todos os sacerdotes realizareis uma grande obra de caridade que acabará por reverter a vosso favor.
Nuno Serras Pereira
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sexta-feira, 10 de julho de 2009



"Precisamos de homens que mantenham o olhar voltado para Deus e aí aprendam a verdadeira humanidade. Temos necessidade de homens cujo intelecto seja iluminado pela luz de Deus e aos quais Deus abra o coração, de modo a que o seu intelecto possa falar ao intelecto dos outros e o seu coração possa abrir o coração dos outros. Só através de homens tocados por Deus, Deus pode voltar para junto dos homens”.

Bento XVI

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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Oração para o Ano Sacerdotal



Senhor Jesus,
Vós quisestes dar a Igreja, em São João Maria Vianney, uma imagem vivente e uma personificação da caridade pastoral.

Ajudai-nos a viver bem este Ano Sacerdotal, em sua companhia e com o seu exemplo.

Fazei que, a exemplo do Santo Cura D’Ars, possamos aprender como estar felizes e com dignidade diante do Santíssimo Sacramento, como seja simples e quotidiana a vossa Palavra que nos ensina, como seja terno o amor com o qual acolheu os pecadores arrependidos, como seja consolador o abandono confiante à vossa Santíssima Mãe Imaculada e como seja necessária a luta vigilante e fiel contra o Maligno.

Fazei, ó Senhor Jesus que, com o exemplo do Cura D’Ars, os nossos jovens possam sempre mais
aprender o quanto seja necessário, humilde e glorioso, o ministério sacerdotal que quereis confiar àqueles que se abrem ao vosso chamamento.

Fazei que também em nossas comunidades, tal como aconteceu em Ars, se realizem as mesmas
maravilhas de graça que fazeis acontecer quando um sacerdote sabe “colocar amor na sua paróquia”.

Fazei que as nossas famílias cristãs saibam descobrir na Igreja a própria casa, na qual os vossos
ministros possam ser sempre encontrados, e saibam fazê-la bela como uma igreja.

Fazei que a caridade dos nossos pastores anime e acenda a caridade de todos os fiéis, de tal modo que todos os carismas, doados pelo Espírito Santo, possam ser acolhidos e valorizados.

Mas, sobretudo, ó Senhor Jesus, concedei-nos o ardor e a verdade do coração, para que possamos dirigir-nos ao vosso Pai Celeste, fazendo nossas as mesmas palavras de São João Maria Vianney:

Eu Vos amo, meu Deus, e o meu único desejo é amar-Vos até o último suspiro da minha vida.
Eu Vos amo, Deus infinitamente amável, e prefiro morrer amando-Vos a viver um só instante sem Vos amar.
Eu Vos amo, Senhor, e a única graça que Vos peço é a de amar-Vos eternamente.
Eu Vos amo, meu Deus, e desejo o céu para ter a felicidade de Vos amar perfeitamente.
Eu Vos amo, meu Deus infinitamente bom, e temo o inferno porque lá não haverá nunca a consolação de Vos amar.
Meu Deus, se a minha língua não Vos pode dizer a todo o momento que Vos amo, quero que o meu coração Vo-lo repita cada vez que respiro.
Meu Deus, concedei-me a graça de sofrer amando-Vos e de Vos amar sofrendo.
Eu Vos amo, meu divino Salvador, porque fostes crucificado por mim e porque me tendes aqui em baixo crucificado por Vós.
Meu Deus, concedei-me a graça de morrer amando-Vos e de saber que Vos amo.
Meu Deus, à medida que me aproximo do meu fim, concedei-me a graça de aumentar e aperfeiçoar o meu amor.
Amen.

S. João Maria Vianney
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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Um Padre mesmo calado, grita-me Cristo



«Oh como é grande o padre! (…)
Se lhe fosse dado compreender-se a si mesmo, morreria. (…)
Deus obedece-lhe: ele pronuncia duas palavras e, à sua voz,
Nosso Senhor desce do céu e encerra-se numa pequena hóstia»

Esta afirmação do Santo Cura d’Ars descreve com vigor e simplicidade
a grandeza do Sacerdócio.

A dimensão da Graça do Sacerdócio
tem o tamanho do Amor de Deus pela sua Igreja,
por cada homem… por mim.

Que seria da minha vida sem a presença e a palavra,
o perdão e o poder de consagrar dos Sacerdotes?

Morreria de fome, solidão e orfandade.
Quem me mataria a fome daquele único alimento
que sustenta a minha vida?
Quem destruiria a solidão para onde me atira o pecado,
separando-me de Cristo?
Quem teria eu para me conduzir e proteger nos caminhos do mundo,
rumo ao destino bom que me espera?

Os Padres que cruzam a história da minha vida, são santos e pecadores,
mas sempre habitados por essa graça maior
que é o Sacramento da Ordem.

Por eles me chega Jesus no Pão, na Palavra e no Perdão,
porque eles me foram dados pelo próprio Cristo,
de uma vontade nascida no Seu Coração,
para que por eles eu possa experimentar a Misericórdia de Deus.

Um Padre mesmo calado, grita-me Cristo!


Rui Corrêa d' Oliveira
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terça-feira, 7 de julho de 2009

Ao Senhor da Messe



«Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a Sua messe» (Mt 9, 38)

Um dia em que eu meditava no que poderia fazer para salvar almas, recebi viva iluminação de uma passagem do Evangelho. Jesus tinha dito aos Seus discípulos, apontando as searas maduras: «Erguei os olhos e vede: os campos estão brancos para a ceifa» (Jo 4, 35); e, mais adiante: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe». Que grande mistério! Pois Jesus não é omnipotente? E as criaturas não pertencem Àquele que as fez? Nesse caso, por que diz Ele: «Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe»?
Porquê?

Ah! É que Jesus tem por nós um amor de tal maneira incompreensível, que pretende que participemos com Ele na salvação das almas. Nada quer fazer sem nós. O Criador do universo espera pela oração de uma pobre alma, de uma alma insignificante, para salvar as outras almas, como ela resgatadas pelo preço de todo o Seu sangue. A nossa vocação específica não é ir trabalhar na colheita dos campos de espigas maduras. Jesus não nos diz: «Erguei os olhos, olhai os campos e ide para a ceifa». A nossa missão (enquanto carmelitas) é ainda mais sublime. A nós, Jesus diz-nos: «Erguei os olhos e vede, vede os lugares vazios que há no Meu céu e que vos compete preencher; vós sois os Meus Moisés que rezam no alto da montanha (Ex 17, 8ss.). Pedi-Me trabalhadores e Eu os enviarei; espero apenas uma oração, um suspiro do vosso coração!»

Santa Teresa do Menino Jesus (1873-1897),
carmelita, Doutora da Igreja Carta 135

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Há muito amor



Há muito amor neste mundo e muito amor no meu coração, mas às vezes esqueço-me. Às vezes penso que não há amor suficiente ou que há apenas um pouco de amor, e assim acumulo o que tenho ou fico com medo de o dar. Tenho medo de o perder.

Mas então percebo que quanto mais amor eu permitir que flua de mim para o exterior, mais amor haverá dentro de mim e mais eu receberei. é ilimitado e intemporal. O amor é realmente a força curativa mais poderosa que existe. Sem amor, eu não conseguiria sobreviver de todo.

O amor cura. por isso eu dou-o e aceito-o sem limitações.

Dulce
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domingo, 5 de julho de 2009

Salvemos o Domingo



Há uma iniciativa no Parlamento Europeu a fim de proteger o domingo como um dia de descanso semanal na legislação dos Estados-membros da União Europeia. O Cardeal de Barcelona considera que esta moção deve ter o maior apoio possível. O arcebispo Luís Martínez Sistach afirmou que “a perda do domingo como um dia de descanso e a ampliação dos horários comerciais e dos feriados em que o comércio pode abrir comportaria o aumento das pessoas que deverão dedicar aquelas horas e aqueles dias ao trabalho”. Se o domingo deixa de ser um dia de descanso, diminui a dedicação de muitas pessoas à sua família.

Os membros da família precisam de tempo suficiente para conviver e crescer no amor e na ajuda mútua, afirmou o Cardeal Martínez Sistach, que define o domingo como “um importante dia de descanso, de alegria e de solidariedade”.
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sexta-feira, 3 de julho de 2009

A crise segundo Einstein



Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.
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quarta-feira, 1 de julho de 2009

A maior solidão



A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.

A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflecte. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o património de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

Não queres ser assim pois não?
Toca a arrebitar e a contagiar o mundo com a tua alegria!
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