quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Tu podes brilhar!



Um extraordinário comercial (praticamente um curta-metragem) que (num mundo tão consumista!) produzido na Tailândia, incrivelmente só mostra a marca do produto ao seu final. Um comercial que é igualmente uma grande lição de persistência, demonstrando como é possível superar limites quando se tem um objetivo de vida.

É a história de uma menina surda-muda que aprende a tocar violino contra todos os reveses, principalmente de uma colega pianista e maldosa.

É um comercial de shampoo, da Pantene com a temática "lição de vida", mostrando o que se pode fazer com o coração. Nenhuma referência é feita ao produto (shampoo) até o fim do comercial: "Você pode brilhar".

A música tema é "Canon in D", de Johann Pachelbel.
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domingo, 20 de setembro de 2009

Onde colocas o sal?



O velho mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal num copo de água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o mestre.
- Muito mau - disse o aprendiz.
O mestre sorriu e pediu ao jovem que tomasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem lançou o sal no lago. Então o mestre disse:
- Bebe um pouco dessa água.
Enquanto a água corria do queixo do jovem, o mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! - Disse o rapaz.
- Sentes o gosto do sal? Perguntou o mestre.
- Não - disse o jovem.
O mestre então, sentou-se ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos.
Quando sentires dor, a única coisa que deves fazer é aumentar o sentido de tudo o que está à tua volta. É dar mais valor ao que tens, do que ao que perdeste. Noutras palavras: É deixares de ser 'copo' para te tornares um 'lago'.Somos o que fazemos, mas somos principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

The finger man

A vida é belíssima e há que procurar sempre maneiras de a tornar cada vez mais criativa, mais intensa, com mais gosto!

Que a beleza criativa e a originalidade deste video possam contagiar o teu fim-de-semana.
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Um vazio no tempo



Partilho convosco o texto que Raul Solnado escreveu e que foi colocado junto à sua urna e diz assim:

"Numa das últimas vezes que estive na Expo de Lisboa, descobri estranhamente uma pequena sala completamente despojada, apenas com meia dúzia de bancos corridos. Nada mais tinha. Não existia qualquer sinal religioso e por essa razão pensei que aquele espaço se tratava dum templo grandioso.

Quase como um espanto senti uma sensação que nunca sentira antes e de repente uma enorme vontade de rezar não sei a quê ou a quem. Fechei os olhos, apertei as mãos, entrelacei os dedos e comecei a sentir uma emoção rara, um silêncio absoluto e tudo o que pensava só podia ser trazido por um Deus que ali deveria viver e que me ia envolvendo no meu corpo adormecido. O meu pensamento aquietou-se naquele pasmo deslumbrante, naquela serenidade, naquela paz.

Quando os meus olhos se abriram, aquele meu Deus tinha desaparecido em qualquer canto que só ele conhece, um canto que nunca ninguém conheceu e quando saí daquela porta corri para a beira do Tejo para dar um berro de gratidão com a minha alma e sorri para o Universo.

Aquela vírgula no tempo, foi o mais belo minuto de silêncio que iluminou a minha vida, que me fez reencontrar e que me deu a esperança de que num tempo que seja breve, me volte a acontecer.

Que esse Deus assim queira!
Raul Solnado"


"Façam o favor de ser felizes!"
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Foi lá na cruz

Foi lá na cruz
Foi lá na cruz
Que provaste o Teu amor por mim, Jesus
Foi lá na cruz
Foi lá na cruz
Que provaste o Teu amor por mim, Jesus



Quando Jesus caminhou na direção do local
onde iria ser crucificado,
Ele carregou a nossa cruz,
mas no meio do caminho Deus-Pai concedeu a Jesus
um momento de alivio, um momento de refrigério,
escolhendo um homem para ajuda-lo com a cruz.

Irmãos, quando Deus escolhe alguém,
escolhe esse alguém, sim para ser um participante de sua glória
mas não antes de ser um participante de sua cruz.

A Bíblia nos mostrar que ninguém se ofereceu
para carregar a cruz de Jesus,
ninguém...
Talvez paralisados pelo medo,
medo dos romanos, medo do povo
ou até mesmo medo da dor.
Mas Deus em sua soberania e graça escolheu Simão
e hoje Ele continua a escolher.

Hoje, o Deus que não muda
continua a escolher, homens e mulheres
para seguirem o seu chamamento.

Ele escolheu a mim e certamente escolheu você.
Deus te escolheu para ser um participante da Sua glória
Deus te escolheu para ser um participante da Sua honra,
da Sua força, da eternidade,
porém tudo isso através da cruz.

Eu te convido a voltar no tempo.
Volte ao dia da crucificação do Senhor.

Veja e escute:
Quem carregará comigo a minha cruz?
Quem caminhará comigo este meu caminho?
Quem me seguirá?
Quem me ouvirá?
Onde estão os que dizem me amar?

Eis me aqui
Eis me aqui
Eu digo sim!

Eis me aqui
Eis me aqui
Eu digo sim!


Quero carregar a sua cruz.
Quero aliviar a sua dor.

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terça-feira, 8 de setembro de 2009

A Padroeira



Na celebração do nascimento de Maria, Mãe de Jesus, aqui fica um pequeno video com uma múisca belíssima de Joanna em homenagem a Nossa Senhora, Mãe da Igreja.


Ó, Virgem Santa, rogai por nós, pecadores
Junto a Deus Pai e livrai-nos do mal e das dores
Que todo homem caminhe
Tocado pela fé
Crendo na graça divina
Esteja como estiver
Abençoai
Nossas casas, as águas, as matas e o pão nosso
A luz de toda manhã, o amor sobre o ódio
Iluminai
A cabeça dos homens, te pedimos agora
E que o bem aconteça
Nossa Senhora
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Quem sou eu para ficar triste?



Não posso, jamais, ficar triste!
Quando, na realidade, eu sou tão feliz!...


Quem, quem sou eu para ficar triste?
Diante de minha família e sorte
Diante de meus amigos e minha casa

Quem, quem sou eu para me sentir sem vida?
Quem sou eu para me sentir esgotado?
Diante da minha saúde e meu dinheiro

E onde, aonde eu vou para me sentir bem?
Por que eu ainda procuro externamente?
Quando está claro que isso não funcionará

É minha virtude continuar quando não sou capaz?
E é meu dever estar sempre preocupado com os outros?
Minha generosidade me desabilitou por
esse meu senso de tarefa a oferecer

E por que, por que eu me sinto tão ingrato?
Eu que estou muito além de apenas sobreviver
Eu que vejo a vida como uma ostra

E como, como ouso descansar em minha glória
Como ouso ignorar uma mão estendida?
Como ouso ignorar os países de terceiro mundo?

Quem, quem sou eu para ficar triste?

E assim parto de férias.
Até breve!
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domingo, 16 de agosto de 2009

Somos o que comemos



Hipócrates – o pai da Medicina – dizia há 2500 anos “Somos o que comemos”.

E acrescentava: “Que o vosso alimento seja o vosso 1º Medicamento” Ou seja: a nossa vida e a sua qualidade tem muito a ver com o que comemos e bebemos…

O Evangelho propõe-nos hoje uma comida e uma bebida que dão vida em plenitude e para sempre: o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo!
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sábado, 15 de agosto de 2009

O sublime da humanidade



Neste número duplo do Mensageiro queremos acolher no coração e viver em festa duas celebrações marianas: a «Assunção de Nossa Senhora» e a «Senhora das Dores», a primeira celebrada a 15 de Agosto e a última a 15 de Setembro. Nas duas celebrações é Maria, a Senhora e Mãe, a Virgem fiel, a Senhora do Sim, que está diante dos nossos olhos e no nosso coração. Um fio condutor, invisível, une as duas festas, pois é a mesma Senhora que nos é apresentada como Mãe das Dores, Mãe do Crucificado, de pé junto à Cruz de seu Filho, e como Senhora da Assunção, entrando na glória, elevada ao Céu em corpo e alma.

N’Ela, em Maria, a criatura em que o próprio Deus Se revê, graças ao dom da sua isenção do pecado original, toda bela, santa e pura, toda mergulhada no amor trinitário, toda em plenitude de santidade, contemplamos a Senhora que vive a comunhão mais perfeita com a Trindade, pois é a Filha dilecta de Deus Pai, a Mãe de Deus Filho e a Esposa de Deus Espírito. N’Ela, em Maria de Nazaré, está a humanidade toda junto à Cruz, onde a Senhora nos aceita como Mãe, mas também n’Ela, a Senhora do triunfo jubiloso, está o futuro da humanidade que partilhará a glória, a bem-aventurança, a graça da ressurreição de Jesus, que Maria já vive em plenitude.

A Senhora assume em amor e com amor a paixão de Jesus e participa na glória da sua ressurreição. Mergulha na dor e na cruz para depois poder viver em triunfo o gozo, o júbilo, a transformação em mulher dignamente glorificada, elevada em corpo e alma. Da cruz à glória, da dor ao júbilo, da paixão ao triunfo. E este caminho que Maria percorreu deve ser o nosso, tem de ser o nosso. Participar com fé e confiança, com audácia e encanto, com tenacidade e fortaleza na paixão de Jesus, para, com Ele e com Maria, participarmos da glória da ressurreição. Caminhamos para essa glória, vivendo-a já em gérmen. «Somos o Céu a caminho do Céu». Esse caminho, sempre difícil, porque é estreito e participa da cruz, é o caminho de cada um de nós, como foi o de Jesus e de Maria, até chegarmos ao divino triunfo, às glórias eternas, à festa que nunca mais terá fim.

Mergulhar em Jesus nossos trabalhos e canseiras, nossas dores e tristezas, nossas alegria e gozos, nosso coração e nossa vida, mergulhar em Jesus, como Maria, nossa cruz, nosso martírio quotidiano, tudo o que sofremos e vivemos, trabalhamos e rezamos. Ele nos assumirá e nos transportará à glória, como fez com Maria, nos purificará e libertará de nosso pecado e fragilidades, nos mergulhará em seu sangue redentor, que lava e purifica, e nos preparará, com seu infinito amor, com o fogo divino de seu Coração, para nos fazer participar, na eternidade, com a Senhora da Assunção, da sua vida plena, do seu gozo eterno, da sua glória de Ressuscitado. Como é maravilhoso o plano de Deus revelado em Maria e continuado em nós. Como é algo de sublime para a nossa humanidade tão frágil e pecadora, mas que Ele ama infinitamente. Se sofrermos com Ele, com Ele ressuscitaremos e entraremos na glória.

Como baptizados, somos mediadores, somos pontífices, devemos fazer tudo para que todos, ou pelo menos o maior número possível trilhe este caminho sublime que conduz a humanidade à glória. Saibamos acolher com as mãos e com o coração as dores, os sofrimentos, as angústias da humanidade, saibamos acolher seus anseios, suas alegrias, seus desejos, para os oferecer a Jesus pelas mãos e pelo coração da Mãe. Sejamos intercessores, sejamos mediadores com Cristo, no caminho glorioso desta sublime humanidade, em cuja carne Ele mesmo participou e viveu. Colaboremos, com audácia e entusiasmo, com fé e esperança, com o coração repleto de amor, no triunfo glorioso da humanidade. Maria já está glorificada com seu Filho. Nós, um dia, com Eles seremos glorificados. Jesus já venceu o Maligno. Maria já calcou a cabeça da serpente. Nós, com Eles, seremos vencedores da batalha e entraremos no gozo eterno, quando Jesus for tudo em todos.

Grandiosa deve ser a humanidade, apesar de fraquezas e pecados, para Jesus querer tomar nossa carne e Maria ser a pessoa humana que mais mergulhou no divino e foi arrebatada ao Céu em corpo e alma. Rejubilemos, cantemos o triunfo da Mãe, associemo-nos a suas dores de Mãe desolada, e Deus, com seu amor infinito, rasgará os Céus, para nos acolher em gozo eterno. O futuro sublime da humanidade já está traçado, já é vivido pela «cheia de graça».

Dário Pedroso
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Adopte um padre



A vida dos sacerdotes sempre foi exigente. E nem poderia ser diferente, já que são chamados a continuar a missão de Cristo, o Bom Pastor. Em nossos tempos, porém, os desafios se multiplicam e exigem respostas sábias, decisões imediatas e constantes posicionamentos sobre os mais diversos temas. (…)”

“ADOPTE UM PADRE!
Dentre os sacerdotes que você conhece ou que actuam na Igreja, escolha um deles, e passe a rezar diariamente por sua santificação.

Ofereça sacrifícios para que ele exerça bem seu ministério.

De preferência, nunca lhe fale sobre isso, nem faça comentários a esse respeito com outras pessoas.

Os detalhes dessa “adopção” sejam conhecidos somente por si e pelo Bom Pastor. (…)

Fazendo isso, você estará respondendo a um apelo da Igreja, que constantemente nos recorda: ‘Todo o Povo de Deus deve incansavelmente rezar e trabalhar pelas vocações sacerdotais’. Sua resposta ao apelo de adoptar um padre determinado terá uma particularidade: você não estará rezando somente pelo clero em geral, mas por um padre com um nome e um rosto, o que, certamente, motivará ainda mais suas orações, jejuns e sacrifícios. (…)”

Dom Murilo S.R. Krieger, scj (Arcebispo de Florianópolis, Brasil)

Estamos no Ano Sacerdotal.
Já adoptaste o teu padre?
Então adopta um.
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Vamos fazer



É reconfortante ver como é possível melhorar a qualidade de vida.
Basta que cada um de nós queira e se empenhe
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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Como uma cena simples se torna eterna



Reparem na expressão do jovem. No início parece triste e pequeno, mas à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música e vai-se deixando levar por ela até transformar a sua expressão triste num sorriso contagiante, contaminando todos com sua alegria, a alegria de um autista que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro. O jovem brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície. Depois volta para dentro de si, deixando a sua parcela de beleza eternizada por acaso no filme.

O jovem não é actor, apenas um autista que residia no local onde estavam sendo feitas as filmagens. Pararam num posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o director teve a felicidade de encaixar no filme. Vale a pena o duelo, a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do garoto!

Aproveitem o encantamento do vídeo e acreditem que o milagre acontece quando menos se espera.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Ser equipa



Conseguimos construir um dia melhor, não se pede mais do que isso, um dia, neste mundo diário onde todos são bem vindos, é só preciso querer fazer parte, é preciso deixar para trás o que não interessa para viajar no dia a dia, é preciso querer ser melhor e olhar para os meios, princípios e fins, é preciso querer com muita força, ou se calhar não é mesmo necessário usar a força, é preciso pensar global e ver que o nosso umbigo também sai a ganhar nesta escolha de pensar nas coisas como um todo… dar um pouco mais de nós, um pouco mais… Eu não quero ser melhor do que tu, ou de que ele, quero ser melhor porque sei que posso, dar um pouco mais de mim…

Ser uma equipa… o que é isso?

Para mim ser uma equipa são muitas coisas, mas também é apreciar e potenciar as qualidades singulares de cada um, seja ele qual for o contexto.

É conseguirmos sair do nosso conforto para deixar o “outro” confortável, para que este consiga revelar o que de melhor tem para oferecer, saber que, mesmo sentados em lugares diferentes, há lugar para toda a gente. Temos tanta facilidade hoje em dia em apontar o dedo, é tão espontâneo ser má língua, mais fácil, será? É o que nós quisermos, é, consoante o que quisermos ver crescer…

É saber ler para além das palavras, as pessoas às vezes não têm jeito com as palavras, dão-lhes tantos significados diferentes, por via das dúvidas eu opto por usar palavras simpáticas, essas, eu sei, funcionam..! e a margem de erro é mínima. O ser humano é criativo, vamos então tentar variar no tipo de linguagem que usamos, há tantas para experimentar!

Uma equipa tem que ter um objectivo maior que a própria equipa e esse deve ser o primeiro ponto a ser esclarecido. Quem somos nós? O que estamos aqui a fazer? E para onde vamos?

E digo… Se a direcção é a mesma então podemos ir de mãos dadas, é mais fácil, a sério que é!
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domingo, 9 de agosto de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A assinatura de Deus



Hoje trago-vos um video fantástico que fala da marca do Supremo Designer na sua divina criação. A sequência Fibonacci, que se faz presente tanto no micro como no macro cosmos, é a assinatura de Deus na sua obra.

domingo, 26 de julho de 2009



Podemos pensar que entre os verbos “comer” e “orar” seria o segundo o mais frequente na Bíblia. Pois estamos enganados; o verbo “comer” é um dos que aparece mais frequentemente na Bíblia (mais de mil vezes!), enquanto que “orar” aparece apenas uma centena de vezes. Esta será certamen­te uma constatação surpreendente para quem julga que a religião só se deve interessar pelo espírito. Pelo contrário, a Escritura diz-nos que a fome do pobre é um problema que tem muito a ver com a opção de fé.

A grande preocupação de um pai e de uma mãe é sempre se os seus filhos se andam a alimentar bem. Não é o que, quase sempre, a vossa mãe (como a minha) acaba por perguntar? E se a Bíblia fala logo no início de uma refeição de Adão e Eva que “deu para o torto”, passa o resto das páginas a mostrar como as refeições são momentos de festa e de encontro, de partilha e de compromisso, entre as pessoas e com o próprio Deus, até culminar na mesa da Ceia da Páscoa de Jesus prolongada em todas as missas do mundo.

Jesus escandaliza-se com a fome corporal das multidões. Procura saciar primeiro essa fome. E aponta-nos um caminho: não adianta pregar a estômagos vazios; se o evangelho não muda o modo de nos relacionarmos com os bens em ordem à partilha e ao desenvolvimento, não é “Boa nova”; se o encontro com Jesus não implica preocupação por quem tem fome ou sede (de pão, de água, e de tantos outros “pães” e “águas” que têm nome de presença e de amor), é preciso ver que “Jesus” é esse!
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sábado, 25 de julho de 2009

Pedir sinais e palavras de amor



Já reparaste que só dizemos “Ama-me!” ou “Diz-me que gostas de mim!” a alguém por quem já nos sabemos muito amados? Ninguém “pede” Amor a ninguém para "tirar dúvidas", mas para saborear o que tem como certo. Porque o Amor não se pede… acolhe-se.

“Pedir” sinais e palavras de Amor é uma maneira apenas de reconhecer que esse Amor existe, é verdadeiro, não é estático, ainda não se esgotou, e é importante para nós.

…existe… é verdadeiro… não é estático… ainda não se esgotou… é importante para nós…

Assim é o Reino de Deus. Esse Reino que com Jesus aprendemos a anunciar próximo, ao alcance, chegado… e também com ele aprendemos a pedir sempre: “Pai Nosso, venha a nós o Teu Reino…”

“Pedir” o Reino, clamar por ele, é uma maneira de reconhecermos na Fé que o Reino de Deus existe, é verdadeiro, não é estático, ainda não se esgotou e é importante para nós! É a mesma lógica do Amor…

E talvez seja mesmo essa a melhor maneira de falar do Reino, como o Dinamismo do Amor de Deus a acontecer na nossa história, Amor que gera Aliança e nos dá a certeza disto: “Quando te digo que te amo, estou a assegurar-te que nunca morrerás!”

Rui Santiago
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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Solidão



Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer amor... isso é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... isso é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... isso é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... isso é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado..... isso é circunstância.
Solidão é muito mais do que isso.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma...

Francisco Buarque de Holanda
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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Confundido



Gostaria de partilhar convosco o texto que foi lido na acção de graças da Eucaristia do 13º aniversário da minha ordenação sacerdotal:


Sinto-me confundido, Senhor:
Por ser pecador e perdoar,
Ser fraco e ajudar,
Ser miséria e espalhar felicidade;

Por ter dúvidas e ensinar certezas,
Ter tentações e santificar,
Viver numa encruzilhada e encaminhar;

Por ter chagas e curar,
Ter lágrimas amargas e consolar,
Ter espinhos e espalhar suavidade;

Por sentir contradições e ensinar a verdade,
Sentir a carne e defender o espírito,
Viver a solidão e congregar à minha volta...

Por tudo isto, minha alma vos louva, Senhor!
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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Cumprimento do dever



“Nunca se intrometa naquilo que não lhe é mandado, nem teime em coisa alguma, mesmo que tenha razão. E no que lhe for mandado, se lhe derem o pé, como se diz, não queira também a mão. É nisto que alguns se enganam, porque, não prestando a devida atenção, julgam ter de fazer aquilo que nada os obriga “

“Ainda que as coisas da sua obrigação e ofício se venham a tornar difíceis e desagradáveis, não desanime, porque não há-de ser sempre assim. Deus que prova a alma no cumprimento dos seus deveres, (sal 93, 20 ) depressa lhe dará o bem e a recompensa"

São João da Cruz
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Oh como é grande o padre!


Estamos a viver o Ano Sacerdotal, convocado pelo Papa Bento XVI, para assinalar os 150 anos da morte do Santo Cura d’Ars. Este ano jubilar convida-nos a olhar para um pobre camponês, que se tornou um pároco humilde, consagrado ao seu serviço pastoral, num pequeno povoado da Diocese de Lyon, em pleno século XIX, um século desesperado e tão dilacerado pelos ares da revolução francesa.

Deixemos o Santo Cura d’Ars falar-nos sobre o sacerdócio. Dizia ele:

«Um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus, é o maior tesouro que o bom Deus pode conceder a uma paróquia e um dos dons mais preciosos da misericórdia divina».

Ele falava então do sacerdócio, como se não conseguisse alcançar plenamente a grandeza do dom e da tarefa, confiados a uma criatura humana:

«Oh como é grande o padre! (…) Ele próprio não se entenderá bem a si mesmo, senão no céu».

Estas afirmações revelam a sublime consideração, em que ele tinha o sacramento do sacerdócio. Tinha uma sensação de responsabilidade, sem fim, quando exclama:

«Se compreendêssemos bem o que um padre é sobre a terra, morreríamos: não de susto, mas de amor”.
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quarta-feira, 15 de julho de 2009



Hoje é dia de São Boaventura, doutor da Igreja, um santo de enorme sabedoria e profunda humildade. E gostava de o mencionar aqui no blog.

Um dia, Frei Egídio na sua simplicidade indagou ao Frei Boaventura como poderia salvar-se, se desconhecia a ciência teológica. Ele respondeu-lhe: "Se Deus dá ao homem somente a graça de poder amá-lo, isso basta... Uma simples velhinha poderá amar a Deus mais do que um professor de teologia."

Foi ele quem escreveu:

"Não basta a leitura sem a unção,
não basta a especulação sem a devoção,
não basta a pesquisa sem maravilhar-se;
não basta a circuspecção sem o júbilo,
o trabalho sem a piedade,
a ciência sem a caridade,
a inteligência sem a humanidade,
o estudo sem a graça."
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terça-feira, 14 de julho de 2009

Fly Like A Bird



Não resisti à tentação de vos trazer mais um video da Mariah Carey, desta vez uma das suas melhores actuações de sempre, nos Grammy's de 2006. Além de ser muitíssimo bem interpretado, tem um coro gospel de suporte simplesmente fenomenal. Como se não bastasse, a mensagem da música é simplesmente uma ORAÇÃO onde se pede a Deus para acabar com o sofrimento e que me faz sentir livre para voar como um pássaro.

Trust him.

Somehow I know that
There's a place up above
With no more hurt and struggling
Free of all atrocities and suffering
Because I feel the unconditional love
From one who cares enough for me
To erase all my burdens
And let me be free to

[chorus]
Fly like a bird
Take to the sky
I need you now Lord
Carry me high
Don't let the world break me tonight
I need the strength of you by my side
Sometimes this life can be so cold
I pray you'll come and carry me home

Can we recover
Will the world ever be
A place of peace and harmony
With no war and with no brutality
If we loved each other
We would find victory
But in this harsh reality
Sometimes I'm so despondent
That I feel the need to

[chorus]
Fly like a bird
Take to the sky
I need You now Lord
Carry me high
Don't let the world break me tonight
I need the strength of You by my side
Sometimes this life can be so cold
I pray You'll come and carry me home

Da da da da da da
da da da da da da da da dooo

[Priest]
He says he will never forsake you
Or leave you alone
Trust him

[Chior enters]
I need You right here right now Lord
I need You right here by my side
(Keep your head up)
Keep your head to the sky
With God's love you'll survive
(With Gods love you'll survive)

Fly like a bird
Take to the sky
I need you now Lord (I need you now oh Lord)
Carry me high
Don't let the world break me tonight (Please, don't You let the world, the world, the world break me tonight, tonight, tonight)
I need the strength of You by my side
(I pray, You're gonna take me home)

(carry me high)
Fly like a bird
Take to the sky
I need you now Lord (I need, I need You now)
Carry me high (Carry my higher Lord, 'cause I need the strength of you to survive)
Don't let the world break me tonight
I need the strength of You by my side
Sometimes this life can be so cold ( Life can be so cold)
I pray You'll come and carry me home (Oh carry me home, oh carry me home)
Carry me higher, higher, higher (high *in 8va ad lib,I need You to come and carry me high Lord, carry me higher Lord, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah )
[In the back {Carry me higher, higher, higher
Carry me higher, higher, higher
Carry me higher, higher, higher
Carry me higher, higher, higher
Carry me higher, higher, higher}]
Carry me home (yoooooooou oh higher Jesus *in 8va ad lib)
Carry me higher Lord
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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Através das tempestades




Trago-vos hoje esta belíssima música da Mariah Carey, "Through The Rain", para servir como bálsamo para este dia. Lembra-te que, por maiores que sejam as contrariedades e os desgastes de cada dia, podes sempre permanecer de pé... e teres a certeza que serás suficientemente forte para avançar através da chuva da vida até alcançares a tua própria felicidade.

When you get caught in the rain
With noware to run
When you’re distraught
And in pain without anyone and you feel so far away

That you just can't find your way home
You can get there alone
It's okay
What you say is

I can make it through the rain
I can stand up once again
On my own and I know
That I’m strong enough to mend
And every time I feel afraid
I hold tighter to my faith
And I live one more day
And I make it through the rain

And if you keep falling down
Don’t you dare give in
You will arise safe and sound
So keep pressing on steadfastly
And you’ll find what you need to prevail
What you say is

I can make it through the rain
I can stand up once again
On my own and I know
That I’m strong enough to mend
And every time I feel afraid
I hold tighter to my faith
And I live one more day
And I make it through the rain

And when the wind blows
As shadows grow close
Don’t be afraid
There’s nothing you can’t face
And should they tell you
You’ll never pull through
Don’t hesitate
Stand tall and say I

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domingo, 12 de julho de 2009

E nunca falta...



No evangelho Cristo nos apresenta duas facetas diversas, mas muito unidas entre si: em primeiro lugar nos demonstra sua predileção pelos pobres, doentes, desamparados, oprimidos, e para cada um deles tem uma resposta de cura.

Por outro lado, Jesus se compadece da multidão que o segue deixando tudo sem se preocupar com seu mínimo sustento. Por eles e para eles realiza o milagre da multiplicação dos pães, para satisfazer suas necessidades mais urgentes.

Ao longo da história, Jesus tem multiplicado e continua multiplicando o pão e todos os alimentos.

Basta ver como nos lares mais humildes de nossas periferias se divide a mesa com o mais necessitado, e “nunca falta”. Esse é um milagre que diariamente Jesus faz com todas aquelas pessoas que arriscam tudo e se entregam, confiantes n'Ele.
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sábado, 11 de julho de 2009

Um dom imenso



Quem quase toda a vida viveu, como eu, “empadralhado”, isto é, rodeado de Padres poderá ter uma grande dificuldade em reconhecer o dom imenso que eles representam.

A dois meses e meio, mais ou menos, de nascido, a 9 de Janeiro de 1954, fui banhado nas vivificantes águas Baptismais, por um deles, na Capela de casa dos meus avós, na Paróquia do Santíssimo Sacramento, no Porto. Na meninice, antes da escola, habituei-me não só a ir à Missa Dominical, mas também a ver como visitas habituais em casa de meus pais e avós, de ambos os lados, sacerdotes que lá almoçavam ou jantavam. Depois, frequentei durante 10 anos o colégio de S. João de Brito, dos Padres Jesuítas. Esta convivência quotidiana fez de mim, por assim dizer, um católico mimado que se sentia no meio deles com o mesmo à vontade que com a família mais chegada. Tiveram por isso, com uma paciência de Job, de aturar as minhas birras, desleixos, más-criações, rebeldias, arrogâncias e presunções. Olhando para trás e considerando as malandrices e demais idiotias que fazia com uma frequência e uma intensidade inusitadas não posso deixar de me pasmar quer com a minha crueldade quer com a benevolência sacerdotal. Levei, é verdade, algumas reguadas, carolos, puxões de orelha e tabefes, embora não tantos como precisava, mas o que eu merecia era ser “exterminado”, corrido a pontapés, expulso como ingrato, lançado ao lixo como escória imunda. Mas quê! Logo me perdoavam, absolviam, davam-me a Comunhão e faziam-me grande festa.

Fiz coisas ignóbeis, infames, sem qualificativo gramatical que as nomeie adequadamente. E, não obstante, considerava os Padres, na minha soberba canalha, uns seres cinzentos, algo desprezíveis, coisa a evitar e de todo indesejável.

Com a saída do S. João de Brito aquela decadência católica em que me enfronhara foi-se transformando numa tentativa persistente e determinada de desconstruir tudo o que me tinha sido dado e ensinado. Fazer e praticar exactamente o contrário da Lei de Deus. Ler Freud, Karl Abraham, Marcuse, W. Reich e A. Kinsey, entre outros, só podia agravar, como o fez, a situação. Um livro sobre Magia (não ilusionismo) que encontrei numas férias virou-me para o ocultismo. Chegado a Lisboa, vendi a Honda 90 e com o dinheiro adquirido comprei tudo o que encontrei sobre espiritismo, quiromancia, horóscopos, yoga, alquimia, parapsicologia, etc. Mergulhado nessas fantasias organizei sessões de espiritismo e ocultismo, e tive contactos com várias correntes do yoga, como a meditação transcendental, para dar só um exemplo, com os Meninos de Deus, com a Unificação, com budistas e hinduístas. A verdade, a resposta às minhas ânsias, à minha procura, não podia estar naquilo que eu conhecia de ginjeira e desdenhara – “a galinha da vizinha é melhor que a minha”. E assim de ilusão em ilusão fui-me arrastando até à desilusão final.
Depois veio a descoberta da Bíblia, a propósito de um filme que então apareceu, e a sua leitura diária com um pequeno grupo, entre cheiros de incenso – resquício das experiências anteriores -, e também em casa sozinho, com uma garrafa de aguardente “fim de século” de um lado e o maço de tabaco “português suave”, sem filtro, acompanhando a meditação até às quatro ou cinco da manhã!
Nesta confusão, Deus enviou um novo Prior, o Pe. Lereno Sebastião Dias, para a minha paróquia, a de S. João de Brito. A minha mãe conseguiu convencer-me a ir falar com ele e eu encontrei um milagre. Aquilo não era um homem, era um furacão de entusiasmo (esta palavra que vem do grego significa ter a Deus dentro de si), um fogo devorador de Evangelização, um arrebatamento Eucarístico. Desafiei-o para uma das nossas reuniões, ficaram todos fascinados. Dentro em pouco estávamos num cursilho de cristandade com outros dois Padres. Um empolgou-nos com as suas pregações, o outro persuadiu-nos de uma forma singular à confissão, sacramento em que não me apanhavam há vários anos. Aterrado, lá confessei as minhas grandes, graves e numerosas culpas (aquele tipo de pecados que não só é difícil de admitir perante os outros mas também perante nós próprios). Como resposta à javardice, ao esgoto ali despejado, desceu a Misericórdia infinita, bela e pura de Deus que renova todas as coisas. Se me soube bem a celebração verdadeira do sacramento da confissão? O Pe. Lereno poder-vos-á responder, pois a partir daquele retiro viu-me todas as semanas ir-me ajoelhar diante dele mendigando a absolvição e a sua orientação Espiritual.
O Pe. Lereno passava horas e horas no confessionário. As filas de gente para se reconciliar eram sempre extensas e como ele ouvia sem interromper e pregava a cada penitente com grande unção, era habitual que alguém para conseguir confessar-se tivesse de esperar uma, duas e às vezes mais horas. Não importava porque a pessoa saía dali reconstituída, restaurada, plenificada.
Impressionava o “contraste” entre as homilias e o confessionário. Naquelas proclamava a verdade sem ambiguidades nem titubeações. Pão pão, queijo queijo. Quando uma boa parte dos membros da Igreja em Portugal advogava, mesmo na UCP, a conciliação e compatibilidade entre o marxismo e o cristianismo, ou, pelo menos, calava a sua incompatibilidade ele trovejava contra a sedução diabólica. Não lhe importava que alguns fiéis saíssem amuados com as suas prédicas, pois sabia que o serviço da verdade é uma forma eminente de caridade. Seguramente atraídos por este desassombro, aquela enorme Igreja transbordava de gente em todas as Missas.
Inexorável em chamar as coisas pelos nomes, no sim sim, não não, combinava essa clareza com um acolhimento humaníssimo de todas as pessoas. Não havia alma por mais distante que estivesse de Deus e da Sua Igreja, por mais empedernida no pecado, não saísse da sua beira reconciliada, consolada, feliz. Nunca foi lamechas, mas era a presença transparente do Cristo Misericordioso, a pura alegria do Evangelho.
A celebração da Eucaristia era o centro da sua vida. De onde tudo vinha, para onde tudo se encaminhava. Na Consagração, parecia transportado ao Céu; a Comunhão distribuía-a com a urgência, embora solene, de quem não sofre mais um momento ver o povo a perecer de fome. Este Padre, se um dia tivermos de definir a sua vida, é Missa. Está tão configurado com Cristo Eucarístico que já não é ele que vive mas é a Missa, é Cristo Ressuscitado que nele vive.

O encontro com este Padre foi, repito, um milagre na minha vida. Sem ele não me teria entregado à oração, ao apostolado, às obras de misericórdia, à evangelização; não teria crescido na Fé, nem na Esperança, nem na Caridade; sem ele nunca teria entrado para o seminário, nem teria preservado no mesmo, nem teria sido Ordenado Padre. Foi, como costumo, dizer, mais que um pai. Não porque o meu não fosse excelente, mas porque há dons sobrenaturais que só podem vir pela paternidade sacerdotal.
Neste Padre e com este Padre aprendi amar a Igreja, a Virgem Maria, os sacerdotes. Foi ele que pacientemente me fez perceber que eu não era a 4ª pessoa da Santíssima Trindade, uma mania hoje muito em voga, pois por mais que nos custe só há três… Nunca por nunca o ouvi dissentir da doutrina da Igreja, mas sempre percebi nele uma fidelidade que lhe brotava da Fé imensa que possuía. Todas as semanas o via ajoelhar-se no confessionário, aos pés do Monsenhor D. João de Castro, para dizer as suas culpas e acolher as misericórdias de Deus. Expunha o Santíssimo Sacramento todos os dias e diante dele rezava com os fiéis o terço do rosário e a oração de Vésperas.
Ao longo da minha caminhada conheci muitos outros sacerdotes, que seria fastidioso enumerar, que me marcaram e ajudaram muito. Uns diocesanos ou seculares, outros franciscanos (ui!, o que estes me têm aturado), jesuítas, dominicanos, espiritanos, agostinhos, outros são hoje Bispos. Para com todos, embora mais uns do que outros, tenho uma enorme dívida, daquelas que é impossível pagar.
Quem trataria as minhas feridas quando caio?, quem me ressuscitaria se morro?, quem saciaria esta fome imensa que me atormenta?, quem me ampararia quando desfaleço?, quem me guiaria nesta babel que é a vida contemporânea?, senão o Padre.
Olhem para as paróquias. Que seria daquela gente que ali fervilha sem elas? Quem cuida dos idosos?, quem visita os doentes?, quem catequiza o evangelho?, quem forma os jovens?, quem organiza o voluntariado?, quem acode aos pobres e aos desempregados?, quem lhes proporciona o encontro com Cristo?, quem cria comunidade entre desconhecidos?
Reparem nas Ordens religiosas. Quem cuidaria dos colégios?, dos hospitais?, dos lares de velhinhos?, das creches infantis?, da missionação?, etc.
Desapareçam os Padres as Paróquias morrerão, as Ordens religiosas soçobrarão. A Igreja, que gera em Cristo os sacerdotes, vive deles. O Padre com todas as suas fragilidades e pecados, pois é um tesouro num vaso de barro, é Cristo no meio do Seu povo. Toda a vida cristã nasce, brota da Eucaristia. Esta é não só a raiz, a fonte, mas também o cume e o vértice da mesma. E a Eucaristia é o Padre a dizer/fazer na Pessoa de Jesus Cristo: Isto é o Meu corpo … Isto é o Meu sangue … Tomai e comei … Tomai e bebei. Esta é a eternidade que nos alimenta e vivifica.
Começou ontem o ano sacerdotal que tem como objectivos criar uma consciência na Igreja e na humanidade do dom imenso que são os sacerdotes e ajudar os Padres a um encontro mais intenso com Jesus Cristo, a uma configuração existencial com O mesmo mais concorde com a sacramental, a uma santidade verdadeira para melhor amar em Cristo os fiéis e toda a humanidade.
Se quiserem rezar por mim e por todos os sacerdotes realizareis uma grande obra de caridade que acabará por reverter a vosso favor.
Nuno Serras Pereira
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sexta-feira, 10 de julho de 2009



"Precisamos de homens que mantenham o olhar voltado para Deus e aí aprendam a verdadeira humanidade. Temos necessidade de homens cujo intelecto seja iluminado pela luz de Deus e aos quais Deus abra o coração, de modo a que o seu intelecto possa falar ao intelecto dos outros e o seu coração possa abrir o coração dos outros. Só através de homens tocados por Deus, Deus pode voltar para junto dos homens”.

Bento XVI

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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Oração para o Ano Sacerdotal



Senhor Jesus,
Vós quisestes dar a Igreja, em São João Maria Vianney, uma imagem vivente e uma personificação da caridade pastoral.

Ajudai-nos a viver bem este Ano Sacerdotal, em sua companhia e com o seu exemplo.

Fazei que, a exemplo do Santo Cura D’Ars, possamos aprender como estar felizes e com dignidade diante do Santíssimo Sacramento, como seja simples e quotidiana a vossa Palavra que nos ensina, como seja terno o amor com o qual acolheu os pecadores arrependidos, como seja consolador o abandono confiante à vossa Santíssima Mãe Imaculada e como seja necessária a luta vigilante e fiel contra o Maligno.

Fazei, ó Senhor Jesus que, com o exemplo do Cura D’Ars, os nossos jovens possam sempre mais
aprender o quanto seja necessário, humilde e glorioso, o ministério sacerdotal que quereis confiar àqueles que se abrem ao vosso chamamento.

Fazei que também em nossas comunidades, tal como aconteceu em Ars, se realizem as mesmas
maravilhas de graça que fazeis acontecer quando um sacerdote sabe “colocar amor na sua paróquia”.

Fazei que as nossas famílias cristãs saibam descobrir na Igreja a própria casa, na qual os vossos
ministros possam ser sempre encontrados, e saibam fazê-la bela como uma igreja.

Fazei que a caridade dos nossos pastores anime e acenda a caridade de todos os fiéis, de tal modo que todos os carismas, doados pelo Espírito Santo, possam ser acolhidos e valorizados.

Mas, sobretudo, ó Senhor Jesus, concedei-nos o ardor e a verdade do coração, para que possamos dirigir-nos ao vosso Pai Celeste, fazendo nossas as mesmas palavras de São João Maria Vianney:

Eu Vos amo, meu Deus, e o meu único desejo é amar-Vos até o último suspiro da minha vida.
Eu Vos amo, Deus infinitamente amável, e prefiro morrer amando-Vos a viver um só instante sem Vos amar.
Eu Vos amo, Senhor, e a única graça que Vos peço é a de amar-Vos eternamente.
Eu Vos amo, meu Deus, e desejo o céu para ter a felicidade de Vos amar perfeitamente.
Eu Vos amo, meu Deus infinitamente bom, e temo o inferno porque lá não haverá nunca a consolação de Vos amar.
Meu Deus, se a minha língua não Vos pode dizer a todo o momento que Vos amo, quero que o meu coração Vo-lo repita cada vez que respiro.
Meu Deus, concedei-me a graça de sofrer amando-Vos e de Vos amar sofrendo.
Eu Vos amo, meu divino Salvador, porque fostes crucificado por mim e porque me tendes aqui em baixo crucificado por Vós.
Meu Deus, concedei-me a graça de morrer amando-Vos e de saber que Vos amo.
Meu Deus, à medida que me aproximo do meu fim, concedei-me a graça de aumentar e aperfeiçoar o meu amor.
Amen.

S. João Maria Vianney
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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Um Padre mesmo calado, grita-me Cristo



«Oh como é grande o padre! (…)
Se lhe fosse dado compreender-se a si mesmo, morreria. (…)
Deus obedece-lhe: ele pronuncia duas palavras e, à sua voz,
Nosso Senhor desce do céu e encerra-se numa pequena hóstia»

Esta afirmação do Santo Cura d’Ars descreve com vigor e simplicidade
a grandeza do Sacerdócio.

A dimensão da Graça do Sacerdócio
tem o tamanho do Amor de Deus pela sua Igreja,
por cada homem… por mim.

Que seria da minha vida sem a presença e a palavra,
o perdão e o poder de consagrar dos Sacerdotes?

Morreria de fome, solidão e orfandade.
Quem me mataria a fome daquele único alimento
que sustenta a minha vida?
Quem destruiria a solidão para onde me atira o pecado,
separando-me de Cristo?
Quem teria eu para me conduzir e proteger nos caminhos do mundo,
rumo ao destino bom que me espera?

Os Padres que cruzam a história da minha vida, são santos e pecadores,
mas sempre habitados por essa graça maior
que é o Sacramento da Ordem.

Por eles me chega Jesus no Pão, na Palavra e no Perdão,
porque eles me foram dados pelo próprio Cristo,
de uma vontade nascida no Seu Coração,
para que por eles eu possa experimentar a Misericórdia de Deus.

Um Padre mesmo calado, grita-me Cristo!


Rui Corrêa d' Oliveira
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terça-feira, 7 de julho de 2009

Ao Senhor da Messe



«Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a Sua messe» (Mt 9, 38)

Um dia em que eu meditava no que poderia fazer para salvar almas, recebi viva iluminação de uma passagem do Evangelho. Jesus tinha dito aos Seus discípulos, apontando as searas maduras: «Erguei os olhos e vede: os campos estão brancos para a ceifa» (Jo 4, 35); e, mais adiante: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe». Que grande mistério! Pois Jesus não é omnipotente? E as criaturas não pertencem Àquele que as fez? Nesse caso, por que diz Ele: «Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe»?
Porquê?

Ah! É que Jesus tem por nós um amor de tal maneira incompreensível, que pretende que participemos com Ele na salvação das almas. Nada quer fazer sem nós. O Criador do universo espera pela oração de uma pobre alma, de uma alma insignificante, para salvar as outras almas, como ela resgatadas pelo preço de todo o Seu sangue. A nossa vocação específica não é ir trabalhar na colheita dos campos de espigas maduras. Jesus não nos diz: «Erguei os olhos, olhai os campos e ide para a ceifa». A nossa missão (enquanto carmelitas) é ainda mais sublime. A nós, Jesus diz-nos: «Erguei os olhos e vede, vede os lugares vazios que há no Meu céu e que vos compete preencher; vós sois os Meus Moisés que rezam no alto da montanha (Ex 17, 8ss.). Pedi-Me trabalhadores e Eu os enviarei; espero apenas uma oração, um suspiro do vosso coração!»

Santa Teresa do Menino Jesus (1873-1897),
carmelita, Doutora da Igreja Carta 135

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Há muito amor



Há muito amor neste mundo e muito amor no meu coração, mas às vezes esqueço-me. Às vezes penso que não há amor suficiente ou que há apenas um pouco de amor, e assim acumulo o que tenho ou fico com medo de o dar. Tenho medo de o perder.

Mas então percebo que quanto mais amor eu permitir que flua de mim para o exterior, mais amor haverá dentro de mim e mais eu receberei. é ilimitado e intemporal. O amor é realmente a força curativa mais poderosa que existe. Sem amor, eu não conseguiria sobreviver de todo.

O amor cura. por isso eu dou-o e aceito-o sem limitações.

Dulce
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domingo, 5 de julho de 2009

Salvemos o Domingo



Há uma iniciativa no Parlamento Europeu a fim de proteger o domingo como um dia de descanso semanal na legislação dos Estados-membros da União Europeia. O Cardeal de Barcelona considera que esta moção deve ter o maior apoio possível. O arcebispo Luís Martínez Sistach afirmou que “a perda do domingo como um dia de descanso e a ampliação dos horários comerciais e dos feriados em que o comércio pode abrir comportaria o aumento das pessoas que deverão dedicar aquelas horas e aqueles dias ao trabalho”. Se o domingo deixa de ser um dia de descanso, diminui a dedicação de muitas pessoas à sua família.

Os membros da família precisam de tempo suficiente para conviver e crescer no amor e na ajuda mútua, afirmou o Cardeal Martínez Sistach, que define o domingo como “um importante dia de descanso, de alegria e de solidariedade”.
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sexta-feira, 3 de julho de 2009

A crise segundo Einstein



Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.
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quarta-feira, 1 de julho de 2009

A maior solidão



A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.

A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflecte. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o património de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

Não queres ser assim pois não?
Toca a arrebitar e a contagiar o mundo com a tua alegria!
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terça-feira, 30 de junho de 2009

Semeador de estrelas

O "Semeador de Estrelas" é uma estátua que está em Kaunas, Lituânia. Durante o dia pode até passar despercebida, como mostra a foto. Um bronze a mais, herança da época soviética:



Mas quando a noite chega, a estátua justifica seu título. Com a escuridão seu nome passa a fazer sentido. Vejam então a foto tirada à noite. O efeito de luz e sombra semeia as estrelas.



Sim, mesmo nas horas de dor, nos momentos de tristeza, quando tudo parece trevas... então lembra-te, que nessas alturas também podes semear a estrela da esperança!
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domingo, 28 de junho de 2009

Como manter-se jovem



A Dona Cacilda passou ontem por aqui pediu para tomar nota destes pontos:

1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso.

2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo. (Lembre-se disto se for um desses depressivos!)

3. Aprenda sempre: Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso. 'Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão.' E o nome do Alemão é Alzheimer!

4. Aprecie mais as pequenas coisas.

5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele / ela!

6. Quando as lágrimas aparecerem. Aguente, sofra e ultrapasse. A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo!

7. Rodeie-se das coisas que ama: Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja. O seu lar é o seu refugio.

8. Tome cuidado com a sua saúde: Se é boa, mantenha-a. Se é instável, melhore-a. Se não consegue melhorá-la , procure ajuda.

9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa

10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.
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sábado, 27 de junho de 2009

Receita da dona Cacilda



Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.
E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução.

Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.

Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Ah, eu adoro essas cortinas...
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco...
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem... Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseqüência, os sentimentos.

Calmamente ela continuou:
- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.
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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Cura o mundo



Hoje trago uma pequena homenagem a Michael Jackson que faleceu ontem vítima de um ataque cardíaco. Deixando de lado todas as polémicas e controvérsias, não podemos negar o enorme contributo que trouxe ao mundo da música. Ele não só passou pela história. Ele fez história!

Aqui fica um belo desafio que ele nos deixou: HEAL THE WORLD!


There's A Place In
Your Heart
And I Know That It Is Love
and this place could Much
Brighter Than Tomorrow
And If You Really Try
You'll Find There's No Need
To Cry
In This Place You'll Feel
That There's No Hurt Or Sorrow

There Are Ways
To Get There
If You Care Enough
For The Living
Make A Little Space
Make A Better Place...

Heal The World
Make It A Better Place
For You And For Me
And The Entire Human Race
There Are People Dying
If You Care Enough
For The Living
Make A Better Place
For You And For Me

If You Want To Know Why
There's A Love That
Cannot Lie
Love Is Strong
It Only Cares For
Joyful Giving
If We Try
We Shall See
In This Bliss
We Cannot Feel
Fear Or Dread
We Stop Existing And
Start Living

Then It Feels That Always
Love's Enough For
Us Growing
Make A Better World
Make A Better World...

Heal The World
Make It A Better Place
For You And For Me
And The Entire Human Race
There Are People Dying
If You Care Enough
For The Living
Make A Better Place
For You And For Me

And The Dream We Were
Conceived In
Will Reveal A Joyful Face
And The World We
Once Believed In
Will Shine Again In Grace
Then Why Do We Keep
Strangling Life
Wound This Earth
Crucify Its Soul
Though It's Plain To See
This World Is Heavenly
Be God's Glow

We Could Fly So High
Let Our Spirits Never Die
In My Heart
I Feel You Are All
My Brothers
Create A World With
No Fear
Together We'll Cry
Happy Tears
See The Nations Turn
Their Swords
Into Plowshares

We Could Really Get There
If You Cared Enough
For The Living
Make A Little Space
To Make A Better Place...

Heal The World
Make It A Better Place
For You And For Me
And The Entire Human Race
There Are People Dying
If You Care Enough
For The Living
Make A Better Place
For You And For Me
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sábado, 13 de junho de 2009

A força do meu verdadeiro ser



Eu visualizo-me a desfrutar de uma consciência de unidade com a presença e o poder de Deus.

A minha sabedoria e o entendimento do meu espírito expandem-se e eu exprimo a beleza interior e a força do meu verdadeiro ser.

A ordem divina está presente nas minhas experiências e eu disponho de bastante tempo para fazer tudo aquilo que quero fazer.

Eu exprimo sabedoria, compreensão e amor em todas as minhas relações, e as minhas palavras são divinamente orientadas.

Eu visualizo-me a expressar a energia criativa do Espírito no meu trabalho, na minha escrita e no meu discurso.

Ideias divertidas e encorajadoras fluem pela minha consciência e eu expresso essas ideias, fazendo com que se manifestem plenamente.
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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Pede-se experiência



A redacção que se segue foi escrita por um candidato numa selecção de pessoal na Wolkswagen. A pessoa foi aceite e o seu texto está a fazer furor na Internet, pela sua criatividade e sensibilidade.

Já fiz cócegas à minha irmã só para que deixasse de chorar, já me queimei a brincar com uma vela, já fiz um balão com a pastilha que se me colou na cara toda, já falei com o espelho, já fingi ser bruxo.

Já quis ser astronauta, violinista, mago, caçador e trapezista; já me escondi atrás da cortina e deixei esquecidos os pés de fora.

Já roubei um beijo, confundi os sentimentos, tomei um caminho errado e ainda sigo caminhando pelo desconhecido.

Já raspei o fundo da panela onde se cozinhou o creme, já me cortei ao barbear-me muito apressado e chorei ao escutar determinada música no autocarro.

Já tentei esquecer algumas pessoas e descobri que são as mais difíceis de esquecer.

Já subi às escondidas até ao terraço para agarrar estrelas, já subi a uma árvore para roubar fruta, já caí por uma escada.

Já fiz juramentos eternos, escrevi no muro da escola e chorei sozinho na casa de banho por algo que me aconteceu; já fugi de minha casa para sempre e voltei no instante seguinte.

Já corri para não deixar alguém a chorar, já fiquei só no meio de mil pessoas, sentindo a falta de uma única.

Já vi o pôr-do-sol mudar do rosado ao alaranjado, já mergulhei na piscina e não quis sair mais, já tomei whisky até sentir os lábios
dormentes, já olhei a cidade de cima e nem mesmo assim encontrei o meu lugar.

Já senti medo da escuridão, já tremi de nervos, já quase morri de amor e renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial.

Já acordei no meio da noite e senti medo de me levantar.

Já apostei a correr descalço pela rua, gritei de felicidade, roubei rosas num enorme jardim, já me apaixonei e pensei que era para
sempre, mas era um 'para sempre' pela metade.

Já me deitei na relva até de madrugada e vi o sol substituir a lua; já chorei por ver amigos partir e depois descobri que
chegaram outros novos e que a vida é um ir e vir permanente.

Foram tantas as coisas que fiz, tantos os momentos fotografados pela lente da emoção e guardados nesse baú chamado coração...

Agora, um questionário pergunta-me, grita-me desde o papel:

- Qual é a sua experiência?

Essa pergunta fez eco no meu cérebro. Experiência....
Experiência... Será que cultivar sorrisos é experiência?

Agora... agradar-me-ia perguntar a quem redigiu o questionário:

- Experiência?! Quem a tem, se a cada momento tudo se renova ???'

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O feto e o bambu



Um dia decidi desistir… Desistir do meu emprego, da minha relação, da minha espiritualidade… Quis desistir da minha vida. Fui aos bosques para travar uma última conversa com Deus.
- “Deus,” disse-lhe eu. “Podes dar-me uma boa razão para não desistir?”
A sua resposta surpreendeu-me…
- “Olha à tua volta”, disse-me Ele. “Vês o feto e o bambu?”
- “Sim”, respondi eu.
- “Quando deitei à terra as sementes de feto e de bambu, dei-lhes muita atenção. Dei-lhes luz. Dei-lhes água. O feto brotou rapidamente da terra. O seu verde brilhante cobriu o chão. Porém, da semente de bambu nada rompeu. Mas eu não desisti do bambu”. Ele disse. “No terceiro ano, ainda não havia sinal da semente de bambu. Mas Eu não desisti. No quarto ano, de novo, ainda nada da semente de bambu. Eu não desisti.” disse.

- “Mas no quinto ano, uma pequena plantinha emergiu da terra. Comparada com o feto, era pequenina e insignificante. Mas apenas 6 meses mais tarde o bambu chegou a 30 metros de altura. Tinha levado 5 anos a fazer crescer a suas raízes. Estas raízes tornaram-no forte e deram-lhe o que precisava para sobreviver. Nunca daria a qualquer uma das minhas criações um desafio que não fosse capaz de superar.”

Ele disse-me:
- “Sabes, meu filho, durante todo este tempo em que lutaste, estiveste na verdade a criar raízes. Eu não desisti do bambu. Nunca desistiria de ti. Não te compares aos outros.”

Ele disse-me:
- “O bambu tem um propósito diferente do feto, porém, ambos tornam belo o bosque. A tua hora vai chegar”, disse-me Deus. “Vais chegar longe!”
- “Quão longe conseguirei eu chegar?” perguntei eu.
- “Quão longe chegou o bambu?” perguntou-me Ele em resposta.
- “Tão longe quanto foi capaz?” perguntei eu.
- “Exacto.” Disse-me Ele, “Glorifica o Meu nome chegando tão longe quanto fores capaz.”

Deixei os bosques e trouxe comigo esta história. Espero que estas palavras te ajudem a perceber que Deus nunca desistirá de ti. Nunca lamentes um único dia da tua vida. Os dias bons dão-te alegria. Os dias maus dão-te experiências. Ambos são essenciais à vida. Prossegue o teu caminho…

As alegrias tornam-te afável,
As dificuldades tornam-te forte,
As mágoas tornam-te humano,
Os fracassos tornam-te humilde,
Os êxitos fazem irradiar a tua luz,
Mas só Deus te ajuda a caminhar!
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terça-feira, 9 de junho de 2009

Gentileza



Apagaram tudo
pintaram tudo de cinza
a palavra no muro ficou coberta de tinta
apagaram tudo
pintaram tudo de cinza
só ficou no muro tristeza e tinta fresca

nós que passamos apressados
pelas ruas da cidade
merecemos ler as letras e as palavras de gentileza

por isso eu pergunto a você no mundo
se é mais inteligente o livro ou a sabedoria

o mundo é uma escola
a vida é um circo
amor palavra que liberta
já dizia um profeta

Marisa Monte
Memórias, Crônicas e Declarações de Amor
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segunda-feira, 8 de junho de 2009

sábado, 6 de junho de 2009

A devoção dos 5 primeiros sábados



- Para que sejamos apóstolos do Imaculado Coração de Maria -

Porque hoje é primeiro sábado quero divulgar com maior perseverança a devoção dos Cinco Primeiros Sábados, devoção confiada à vidente Lúcia em Espanha, aprovada pelo Bispo de Leiria a 13 de Setembro de 1939, em Fátima.

Recorde-se que, na Aparição do dia 13 de Julho, Nossa Senhora anunciou, em Fátima: “Para impedir a guerra virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos Primeiros Sábados”.

Esta devoção ao Imaculado Coração de Maria foi pedida por Nossa Senhora à Irmã Lúcia a 10-12-1925, em Pontevedra, Espanha. “Disse então: ‘Olha, minha filha, o meu coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos me cravam com blasfémias e ingratidões. Tu, ao menos, procura consolar-me e diz que prometo assistir na hora da morte, com todas as graças necessárias para a salvação, a todos os que, no Primeiro Sábado de cinco meses seguidos, se confessarem, receberem a Sagrada Comunhão, rezarem um terço e me fizerem companhia durante quinze minutos, meditando nos 15 mistérios do Rosário com o fim de me desagravar’”, recorda o sacerdote jesuíta, um dos principais estudiosos da mensagem e da história de Fátima, a residir em Braga.

“São cinco os Primeiros Sábados por, segundo revelou Jesus, serem ‘cinco as espécies de ofensas e blasfémias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria:

1. – As blasfémias contra a Imaculada Conceição,
2. – Contra a sua Virgindade;
3. – Contra a Maternidade Divina, recusando ao mesmo tempo recebê-la como Mãe dos homens;
4. – Os que procuram infundir nos corações das crianças a indiferença, o desprezo e até o ódio contra esta Imaculada Mãe;
5. – Os que A ultrajem directamente nas suas sagradas imagens”.

Relativamente às condições para ganhar o privilégio dos Primeiros Sábados elas são quatro:

1. Confissão. Para cada Primeiro Sábado é precisa uma confissão com intenção reparadora. Pode fazer-se em qualquer dia, antes ou depois do Primeiro Sábado, contanto que se receba a Comunhão em estado de graça. (…) As outras três condições devem cumprir-se no próprio Primeiro Sábado, a não ser que algum sacerdote, por justos motivos, conceda que se possam fazer no domingo a seguir.

2. A Comunhão Reparadora.

3. O Terço.

4. A meditação, durante 15 minutos, de um só mistério, de vários ou de todos. Também vale uma meditação ou explicação de 3 minutos antes de cada um dos 5 mistérios do terço que se está a rezar.

Em todas estas quatro práticas deve-se ter a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria.
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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Rogai por nós!



O povo de Deus repete sempre com carinho, na Ave-Maria, a saudação do Anjo e a proclamação de Isabel. Após, acrescenta a oração de todos os pobres pecadores: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém!”.

Essa súplica reconhece a sua condição frágil e a necessidade da intercessão daquela que é a Mãe de Deus, no momento presente até o fim da vida. O cristão sabe que, no Corpo Místico de Cristo, Ela, a Santa Maria, pode rezar pelo povo. Aqui reside toda a beleza: o amor de Deus, no coração de Maria, deixa-a preocupada com todos, como em Caná.

Jesus é o único Mediador. Maria, nele, é a mediação suplicante. Rezar pelos outros é a prova máxima da caridade.
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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Todas as graças nos vêm por Maria



Os poetas, ao longo dos séculos, foram cantores das glórias de Maria. Dante, o grande poeta italiano, cantou nos últimos versos da Divina Comédia a visão que tem da Mãe de Deus: “Senhora, sois tão grande e valeis tanto que, quem quiser receber graça e, no seu desejo, não recorrer a vós, quer voar sem asas” (Dante Alighieri, Paraíso, canto XXXIII, 13).

Recebemos dela a Graça, na pessoa de Jesus. Como uma fonte que jorra maravilhosa, Maria jorrou para nós Jesus. Com Ele nos foram dadas todas as graças. O que Deus nos negaria, se não negou seu Filho? (Rm 8,32).

Por isso tantos teólogos ensinam que todas as graças nos vêm por meio de Maria. É certo, pois há uma só Graça, Jesus, no qual estão todas as graças. Ela é o canal pelo qual passou Jesus e passam todas as graças. Não é um dogma, mas é uma verdade evidente nascida do grande mistério da Encarnação do Filho.
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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Amar Maria



O caminho espiritual passa pelo colo de Maria.

Jesus é o centro, a Vida e o futuro de todos nós. Quando há exagero no relacionamento com Maria? Quando não é amor. Podemos ter uma piedade que invoca Maria só em proveito de nosso egoísmo. Nas igrejas impera a mania de que bom é onde se faz milagre. Jesus não veio para fazer milagres, mas para curar o coração das pessoas de todo ódio, pois implantou o amor.

Amar Maria é amar Jesus, pois que filho que não gosta que amem sua mãe, ou mais, que filho gosta que ofendam a mãe? Tudo que fazemos para Nossa Senhora sempre será pouco, pois Jesus foi quem o fez. São Bernardo escreveu: “De Maria, nunquam satis!” isto é, de Maria, nunca falamos demais.

Sempre será pouco, pois ninguém a amará como a amou Jesus. O Pai a amou, por isso a escolheu: “O Senhor olhou para a humildade de sua serva” (Lc 1,48). Ela reconhece que isso perdurará para sempre: “Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventuradas, pois o Todo poderoso fez grandes coisas por mim” (id).

Jesus passou tantos anos ao lado dela. Maria o acariciou, amou com o olhar silencioso, seguiu em seu caminho, estava com Ele em sua Paixão e Morte, alegrou-se em sua Ressurreição. Naquele momento extremo Ele no-la dá por Mãe. “E o discípulo a levou para sua casa”.

Não foi somente João, mas todo o redimido. Ela continua acariciando Jesus em cada um de seus filhos, sobretudo os dominados pelo mal, pela falta de fé, pelo desconhecimento de sua presença. Mais amados são os filhos que dão mais trabalho.

Repousar no colo da mãe é o privilégio dos filhos que a buscam. O que é ter esse colo? Deus nos amou em seu Filho, quando o enviou para nossa salvação. Ele veio por Maria. Maria continua sua missão de acolher os filhos de Deus, como diz a carta aos Hebreus: “Eis-me aqui, com os filhos que Deus me deu” (Hb 2,13). O ensinamento da teologia trouxe-nos tantos conhecimentos sobre a Mãe de Jesus. Que bom que podemos aprender e aquecê-los com o carinho da Mãe.

Pe. Luiz Carlos de Oliveira, Redentorista
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terça-feira, 2 de junho de 2009

Santa Maria de todas as idades



Hoje quero recordar-Te a Ti,
Santa Maria sem fronteiras,
que acompanhas o homem em todas as idades,
do berço à morte, como mãe sempre fecunda.

Rezar-Te a Ti, Santa Maria das crianças.
Que nos acompanhaste quando mal balbuciávamos
pela primeira vez as tuas ave-marias.
Tu, que um dia cuidaste do menino Jesus,
cuida hoje dos nossos filhos,
dá-lhes o gozo inextinguível
de se sentirem amados, o pão da ternura,
a graça de uma casa sem fendas,
a luz de uma esperança no futuro.
E Tu, Santa Maria dos adolescentes, que, com catorze anos,
penetraste no abismo de ser mãe de Deus
e tiveste a audácia de dizer «SIM» ao céu,
dá hoje aos nossos rapazes e raparigas
a coragem de serem jovens a sério,
a força para tomarem as suas vidas com ambas as mãos,
sem desperdiçarem a sua juventude,
sem perderem, no meio de ruídos e ilusões,
o vulcão vivo do seu coração.

E Tu, Santa Maria da Juventude,
que soubeste, sem dúvida mais do que ninguém,
que ter a alma cheia é enchê-la de Deus,
concede a tantos jovens o dom de descobrirem
que o reino dos céus está dentro deles,
que a alegria não se vende nos mercados deste mundo,
que não têm direito a desperdiçar a alma,
que é preciso encher a vida como Tu encheste a tua.

E a Ti, Santa Maria da idade madura,
que conheceste o medo e a angústia e o pranto
e que também bebeste até à ultima gota a solidão,
a Ti pedimos hoje
por quantos vêem frustrado o fruto dos seus anos,
e chegam, mais do que à maturidade,
à amargura de se sentirem vencidos.
Ajuda a quantos vêem os seus filhos perdidos,
Tu, que perdeste o teu.
Ampara quantos caem sob as injustiças,
Tu, que foste testemunha da maior de todas.

E Tu, Santa Maria da Terceira Idade,
que perdeste na terra
os melhores tesouros que o mundo conheceu,
um esposo como foi José, um Filho como Jesus,
lembra-Te, Senhora, de todos os anciãos
que foram perdendo os seus entes queridos
foram ficando sós, num mundo vazio,
como um dia sucedeu contigo nesta terra, sem José e sem Jesus.
Descobre-lhes a eles a luz da esperança, mostra-lhes o caminho
Que conduz ao abraço com tudo o que se perdeu,
O caminho que tu percorreste na tarde daquele dia glorioso
Da tua assunção ao Céu!

J.L.MARTIN DESCALZO, Maria de Nazaré, Ed. Missões, Cucujães, 2000, 118-120.
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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Um baile pela manhã em Antuérpia



Fico fascinado com estas iniciativas contagiantes. É impossível não ficar arrepiado!

Quem me dera ter a sorte de ver uma coisa do género numa das nossas estações. Mas, enquanto não acontece, dou o meu pé de dança aqui em casa...
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