sábado, 11 de julho de 2009

Um dom imenso



Quem quase toda a vida viveu, como eu, “empadralhado”, isto é, rodeado de Padres poderá ter uma grande dificuldade em reconhecer o dom imenso que eles representam.

A dois meses e meio, mais ou menos, de nascido, a 9 de Janeiro de 1954, fui banhado nas vivificantes águas Baptismais, por um deles, na Capela de casa dos meus avós, na Paróquia do Santíssimo Sacramento, no Porto. Na meninice, antes da escola, habituei-me não só a ir à Missa Dominical, mas também a ver como visitas habituais em casa de meus pais e avós, de ambos os lados, sacerdotes que lá almoçavam ou jantavam. Depois, frequentei durante 10 anos o colégio de S. João de Brito, dos Padres Jesuítas. Esta convivência quotidiana fez de mim, por assim dizer, um católico mimado que se sentia no meio deles com o mesmo à vontade que com a família mais chegada. Tiveram por isso, com uma paciência de Job, de aturar as minhas birras, desleixos, más-criações, rebeldias, arrogâncias e presunções. Olhando para trás e considerando as malandrices e demais idiotias que fazia com uma frequência e uma intensidade inusitadas não posso deixar de me pasmar quer com a minha crueldade quer com a benevolência sacerdotal. Levei, é verdade, algumas reguadas, carolos, puxões de orelha e tabefes, embora não tantos como precisava, mas o que eu merecia era ser “exterminado”, corrido a pontapés, expulso como ingrato, lançado ao lixo como escória imunda. Mas quê! Logo me perdoavam, absolviam, davam-me a Comunhão e faziam-me grande festa.

Fiz coisas ignóbeis, infames, sem qualificativo gramatical que as nomeie adequadamente. E, não obstante, considerava os Padres, na minha soberba canalha, uns seres cinzentos, algo desprezíveis, coisa a evitar e de todo indesejável.

Com a saída do S. João de Brito aquela decadência católica em que me enfronhara foi-se transformando numa tentativa persistente e determinada de desconstruir tudo o que me tinha sido dado e ensinado. Fazer e praticar exactamente o contrário da Lei de Deus. Ler Freud, Karl Abraham, Marcuse, W. Reich e A. Kinsey, entre outros, só podia agravar, como o fez, a situação. Um livro sobre Magia (não ilusionismo) que encontrei numas férias virou-me para o ocultismo. Chegado a Lisboa, vendi a Honda 90 e com o dinheiro adquirido comprei tudo o que encontrei sobre espiritismo, quiromancia, horóscopos, yoga, alquimia, parapsicologia, etc. Mergulhado nessas fantasias organizei sessões de espiritismo e ocultismo, e tive contactos com várias correntes do yoga, como a meditação transcendental, para dar só um exemplo, com os Meninos de Deus, com a Unificação, com budistas e hinduístas. A verdade, a resposta às minhas ânsias, à minha procura, não podia estar naquilo que eu conhecia de ginjeira e desdenhara – “a galinha da vizinha é melhor que a minha”. E assim de ilusão em ilusão fui-me arrastando até à desilusão final.
Depois veio a descoberta da Bíblia, a propósito de um filme que então apareceu, e a sua leitura diária com um pequeno grupo, entre cheiros de incenso – resquício das experiências anteriores -, e também em casa sozinho, com uma garrafa de aguardente “fim de século” de um lado e o maço de tabaco “português suave”, sem filtro, acompanhando a meditação até às quatro ou cinco da manhã!
Nesta confusão, Deus enviou um novo Prior, o Pe. Lereno Sebastião Dias, para a minha paróquia, a de S. João de Brito. A minha mãe conseguiu convencer-me a ir falar com ele e eu encontrei um milagre. Aquilo não era um homem, era um furacão de entusiasmo (esta palavra que vem do grego significa ter a Deus dentro de si), um fogo devorador de Evangelização, um arrebatamento Eucarístico. Desafiei-o para uma das nossas reuniões, ficaram todos fascinados. Dentro em pouco estávamos num cursilho de cristandade com outros dois Padres. Um empolgou-nos com as suas pregações, o outro persuadiu-nos de uma forma singular à confissão, sacramento em que não me apanhavam há vários anos. Aterrado, lá confessei as minhas grandes, graves e numerosas culpas (aquele tipo de pecados que não só é difícil de admitir perante os outros mas também perante nós próprios). Como resposta à javardice, ao esgoto ali despejado, desceu a Misericórdia infinita, bela e pura de Deus que renova todas as coisas. Se me soube bem a celebração verdadeira do sacramento da confissão? O Pe. Lereno poder-vos-á responder, pois a partir daquele retiro viu-me todas as semanas ir-me ajoelhar diante dele mendigando a absolvição e a sua orientação Espiritual.
O Pe. Lereno passava horas e horas no confessionário. As filas de gente para se reconciliar eram sempre extensas e como ele ouvia sem interromper e pregava a cada penitente com grande unção, era habitual que alguém para conseguir confessar-se tivesse de esperar uma, duas e às vezes mais horas. Não importava porque a pessoa saía dali reconstituída, restaurada, plenificada.
Impressionava o “contraste” entre as homilias e o confessionário. Naquelas proclamava a verdade sem ambiguidades nem titubeações. Pão pão, queijo queijo. Quando uma boa parte dos membros da Igreja em Portugal advogava, mesmo na UCP, a conciliação e compatibilidade entre o marxismo e o cristianismo, ou, pelo menos, calava a sua incompatibilidade ele trovejava contra a sedução diabólica. Não lhe importava que alguns fiéis saíssem amuados com as suas prédicas, pois sabia que o serviço da verdade é uma forma eminente de caridade. Seguramente atraídos por este desassombro, aquela enorme Igreja transbordava de gente em todas as Missas.
Inexorável em chamar as coisas pelos nomes, no sim sim, não não, combinava essa clareza com um acolhimento humaníssimo de todas as pessoas. Não havia alma por mais distante que estivesse de Deus e da Sua Igreja, por mais empedernida no pecado, não saísse da sua beira reconciliada, consolada, feliz. Nunca foi lamechas, mas era a presença transparente do Cristo Misericordioso, a pura alegria do Evangelho.
A celebração da Eucaristia era o centro da sua vida. De onde tudo vinha, para onde tudo se encaminhava. Na Consagração, parecia transportado ao Céu; a Comunhão distribuía-a com a urgência, embora solene, de quem não sofre mais um momento ver o povo a perecer de fome. Este Padre, se um dia tivermos de definir a sua vida, é Missa. Está tão configurado com Cristo Eucarístico que já não é ele que vive mas é a Missa, é Cristo Ressuscitado que nele vive.

O encontro com este Padre foi, repito, um milagre na minha vida. Sem ele não me teria entregado à oração, ao apostolado, às obras de misericórdia, à evangelização; não teria crescido na Fé, nem na Esperança, nem na Caridade; sem ele nunca teria entrado para o seminário, nem teria preservado no mesmo, nem teria sido Ordenado Padre. Foi, como costumo, dizer, mais que um pai. Não porque o meu não fosse excelente, mas porque há dons sobrenaturais que só podem vir pela paternidade sacerdotal.
Neste Padre e com este Padre aprendi amar a Igreja, a Virgem Maria, os sacerdotes. Foi ele que pacientemente me fez perceber que eu não era a 4ª pessoa da Santíssima Trindade, uma mania hoje muito em voga, pois por mais que nos custe só há três… Nunca por nunca o ouvi dissentir da doutrina da Igreja, mas sempre percebi nele uma fidelidade que lhe brotava da Fé imensa que possuía. Todas as semanas o via ajoelhar-se no confessionário, aos pés do Monsenhor D. João de Castro, para dizer as suas culpas e acolher as misericórdias de Deus. Expunha o Santíssimo Sacramento todos os dias e diante dele rezava com os fiéis o terço do rosário e a oração de Vésperas.
Ao longo da minha caminhada conheci muitos outros sacerdotes, que seria fastidioso enumerar, que me marcaram e ajudaram muito. Uns diocesanos ou seculares, outros franciscanos (ui!, o que estes me têm aturado), jesuítas, dominicanos, espiritanos, agostinhos, outros são hoje Bispos. Para com todos, embora mais uns do que outros, tenho uma enorme dívida, daquelas que é impossível pagar.
Quem trataria as minhas feridas quando caio?, quem me ressuscitaria se morro?, quem saciaria esta fome imensa que me atormenta?, quem me ampararia quando desfaleço?, quem me guiaria nesta babel que é a vida contemporânea?, senão o Padre.
Olhem para as paróquias. Que seria daquela gente que ali fervilha sem elas? Quem cuida dos idosos?, quem visita os doentes?, quem catequiza o evangelho?, quem forma os jovens?, quem organiza o voluntariado?, quem acode aos pobres e aos desempregados?, quem lhes proporciona o encontro com Cristo?, quem cria comunidade entre desconhecidos?
Reparem nas Ordens religiosas. Quem cuidaria dos colégios?, dos hospitais?, dos lares de velhinhos?, das creches infantis?, da missionação?, etc.
Desapareçam os Padres as Paróquias morrerão, as Ordens religiosas soçobrarão. A Igreja, que gera em Cristo os sacerdotes, vive deles. O Padre com todas as suas fragilidades e pecados, pois é um tesouro num vaso de barro, é Cristo no meio do Seu povo. Toda a vida cristã nasce, brota da Eucaristia. Esta é não só a raiz, a fonte, mas também o cume e o vértice da mesma. E a Eucaristia é o Padre a dizer/fazer na Pessoa de Jesus Cristo: Isto é o Meu corpo … Isto é o Meu sangue … Tomai e comei … Tomai e bebei. Esta é a eternidade que nos alimenta e vivifica.
Começou ontem o ano sacerdotal que tem como objectivos criar uma consciência na Igreja e na humanidade do dom imenso que são os sacerdotes e ajudar os Padres a um encontro mais intenso com Jesus Cristo, a uma configuração existencial com O mesmo mais concorde com a sacramental, a uma santidade verdadeira para melhor amar em Cristo os fiéis e toda a humanidade.
Se quiserem rezar por mim e por todos os sacerdotes realizareis uma grande obra de caridade que acabará por reverter a vosso favor.
Nuno Serras Pereira
.
.

sexta-feira, 10 de julho de 2009



"Precisamos de homens que mantenham o olhar voltado para Deus e aí aprendam a verdadeira humanidade. Temos necessidade de homens cujo intelecto seja iluminado pela luz de Deus e aos quais Deus abra o coração, de modo a que o seu intelecto possa falar ao intelecto dos outros e o seu coração possa abrir o coração dos outros. Só através de homens tocados por Deus, Deus pode voltar para junto dos homens”.

Bento XVI

.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Oração para o Ano Sacerdotal



Senhor Jesus,
Vós quisestes dar a Igreja, em São João Maria Vianney, uma imagem vivente e uma personificação da caridade pastoral.

Ajudai-nos a viver bem este Ano Sacerdotal, em sua companhia e com o seu exemplo.

Fazei que, a exemplo do Santo Cura D’Ars, possamos aprender como estar felizes e com dignidade diante do Santíssimo Sacramento, como seja simples e quotidiana a vossa Palavra que nos ensina, como seja terno o amor com o qual acolheu os pecadores arrependidos, como seja consolador o abandono confiante à vossa Santíssima Mãe Imaculada e como seja necessária a luta vigilante e fiel contra o Maligno.

Fazei, ó Senhor Jesus que, com o exemplo do Cura D’Ars, os nossos jovens possam sempre mais
aprender o quanto seja necessário, humilde e glorioso, o ministério sacerdotal que quereis confiar àqueles que se abrem ao vosso chamamento.

Fazei que também em nossas comunidades, tal como aconteceu em Ars, se realizem as mesmas
maravilhas de graça que fazeis acontecer quando um sacerdote sabe “colocar amor na sua paróquia”.

Fazei que as nossas famílias cristãs saibam descobrir na Igreja a própria casa, na qual os vossos
ministros possam ser sempre encontrados, e saibam fazê-la bela como uma igreja.

Fazei que a caridade dos nossos pastores anime e acenda a caridade de todos os fiéis, de tal modo que todos os carismas, doados pelo Espírito Santo, possam ser acolhidos e valorizados.

Mas, sobretudo, ó Senhor Jesus, concedei-nos o ardor e a verdade do coração, para que possamos dirigir-nos ao vosso Pai Celeste, fazendo nossas as mesmas palavras de São João Maria Vianney:

Eu Vos amo, meu Deus, e o meu único desejo é amar-Vos até o último suspiro da minha vida.
Eu Vos amo, Deus infinitamente amável, e prefiro morrer amando-Vos a viver um só instante sem Vos amar.
Eu Vos amo, Senhor, e a única graça que Vos peço é a de amar-Vos eternamente.
Eu Vos amo, meu Deus, e desejo o céu para ter a felicidade de Vos amar perfeitamente.
Eu Vos amo, meu Deus infinitamente bom, e temo o inferno porque lá não haverá nunca a consolação de Vos amar.
Meu Deus, se a minha língua não Vos pode dizer a todo o momento que Vos amo, quero que o meu coração Vo-lo repita cada vez que respiro.
Meu Deus, concedei-me a graça de sofrer amando-Vos e de Vos amar sofrendo.
Eu Vos amo, meu divino Salvador, porque fostes crucificado por mim e porque me tendes aqui em baixo crucificado por Vós.
Meu Deus, concedei-me a graça de morrer amando-Vos e de saber que Vos amo.
Meu Deus, à medida que me aproximo do meu fim, concedei-me a graça de aumentar e aperfeiçoar o meu amor.
Amen.

S. João Maria Vianney
.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Um Padre mesmo calado, grita-me Cristo



«Oh como é grande o padre! (…)
Se lhe fosse dado compreender-se a si mesmo, morreria. (…)
Deus obedece-lhe: ele pronuncia duas palavras e, à sua voz,
Nosso Senhor desce do céu e encerra-se numa pequena hóstia»

Esta afirmação do Santo Cura d’Ars descreve com vigor e simplicidade
a grandeza do Sacerdócio.

A dimensão da Graça do Sacerdócio
tem o tamanho do Amor de Deus pela sua Igreja,
por cada homem… por mim.

Que seria da minha vida sem a presença e a palavra,
o perdão e o poder de consagrar dos Sacerdotes?

Morreria de fome, solidão e orfandade.
Quem me mataria a fome daquele único alimento
que sustenta a minha vida?
Quem destruiria a solidão para onde me atira o pecado,
separando-me de Cristo?
Quem teria eu para me conduzir e proteger nos caminhos do mundo,
rumo ao destino bom que me espera?

Os Padres que cruzam a história da minha vida, são santos e pecadores,
mas sempre habitados por essa graça maior
que é o Sacramento da Ordem.

Por eles me chega Jesus no Pão, na Palavra e no Perdão,
porque eles me foram dados pelo próprio Cristo,
de uma vontade nascida no Seu Coração,
para que por eles eu possa experimentar a Misericórdia de Deus.

Um Padre mesmo calado, grita-me Cristo!


Rui Corrêa d' Oliveira
.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Ao Senhor da Messe



«Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a Sua messe» (Mt 9, 38)

Um dia em que eu meditava no que poderia fazer para salvar almas, recebi viva iluminação de uma passagem do Evangelho. Jesus tinha dito aos Seus discípulos, apontando as searas maduras: «Erguei os olhos e vede: os campos estão brancos para a ceifa» (Jo 4, 35); e, mais adiante: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe». Que grande mistério! Pois Jesus não é omnipotente? E as criaturas não pertencem Àquele que as fez? Nesse caso, por que diz Ele: «Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe»?
Porquê?

Ah! É que Jesus tem por nós um amor de tal maneira incompreensível, que pretende que participemos com Ele na salvação das almas. Nada quer fazer sem nós. O Criador do universo espera pela oração de uma pobre alma, de uma alma insignificante, para salvar as outras almas, como ela resgatadas pelo preço de todo o Seu sangue. A nossa vocação específica não é ir trabalhar na colheita dos campos de espigas maduras. Jesus não nos diz: «Erguei os olhos, olhai os campos e ide para a ceifa». A nossa missão (enquanto carmelitas) é ainda mais sublime. A nós, Jesus diz-nos: «Erguei os olhos e vede, vede os lugares vazios que há no Meu céu e que vos compete preencher; vós sois os Meus Moisés que rezam no alto da montanha (Ex 17, 8ss.). Pedi-Me trabalhadores e Eu os enviarei; espero apenas uma oração, um suspiro do vosso coração!»

Santa Teresa do Menino Jesus (1873-1897),
carmelita, Doutora da Igreja Carta 135

.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Há muito amor



Há muito amor neste mundo e muito amor no meu coração, mas às vezes esqueço-me. Às vezes penso que não há amor suficiente ou que há apenas um pouco de amor, e assim acumulo o que tenho ou fico com medo de o dar. Tenho medo de o perder.

Mas então percebo que quanto mais amor eu permitir que flua de mim para o exterior, mais amor haverá dentro de mim e mais eu receberei. é ilimitado e intemporal. O amor é realmente a força curativa mais poderosa que existe. Sem amor, eu não conseguiria sobreviver de todo.

O amor cura. por isso eu dou-o e aceito-o sem limitações.

Dulce
.

domingo, 5 de julho de 2009

Salvemos o Domingo



Há uma iniciativa no Parlamento Europeu a fim de proteger o domingo como um dia de descanso semanal na legislação dos Estados-membros da União Europeia. O Cardeal de Barcelona considera que esta moção deve ter o maior apoio possível. O arcebispo Luís Martínez Sistach afirmou que “a perda do domingo como um dia de descanso e a ampliação dos horários comerciais e dos feriados em que o comércio pode abrir comportaria o aumento das pessoas que deverão dedicar aquelas horas e aqueles dias ao trabalho”. Se o domingo deixa de ser um dia de descanso, diminui a dedicação de muitas pessoas à sua família.

Os membros da família precisam de tempo suficiente para conviver e crescer no amor e na ajuda mútua, afirmou o Cardeal Martínez Sistach, que define o domingo como “um importante dia de descanso, de alegria e de solidariedade”.
.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A crise segundo Einstein



Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.
.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A maior solidão



A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.

A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflecte. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o património de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

Não queres ser assim pois não?
Toca a arrebitar e a contagiar o mundo com a tua alegria!
.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Semeador de estrelas

O "Semeador de Estrelas" é uma estátua que está em Kaunas, Lituânia. Durante o dia pode até passar despercebida, como mostra a foto. Um bronze a mais, herança da época soviética:



Mas quando a noite chega, a estátua justifica seu título. Com a escuridão seu nome passa a fazer sentido. Vejam então a foto tirada à noite. O efeito de luz e sombra semeia as estrelas.



Sim, mesmo nas horas de dor, nos momentos de tristeza, quando tudo parece trevas... então lembra-te, que nessas alturas também podes semear a estrela da esperança!
.

domingo, 28 de junho de 2009

Como manter-se jovem



A Dona Cacilda passou ontem por aqui pediu para tomar nota destes pontos:

1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso.

2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo. (Lembre-se disto se for um desses depressivos!)

3. Aprenda sempre: Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso. 'Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão.' E o nome do Alemão é Alzheimer!

4. Aprecie mais as pequenas coisas.

5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele / ela!

6. Quando as lágrimas aparecerem. Aguente, sofra e ultrapasse. A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo!

7. Rodeie-se das coisas que ama: Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja. O seu lar é o seu refugio.

8. Tome cuidado com a sua saúde: Se é boa, mantenha-a. Se é instável, melhore-a. Se não consegue melhorá-la , procure ajuda.

9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa

10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.
.

sábado, 27 de junho de 2009

Receita da dona Cacilda



Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.
E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução.

Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.

Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Ah, eu adoro essas cortinas...
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco...
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem... Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseqüência, os sentimentos.

Calmamente ela continuou:
- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.
.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Cura o mundo



Hoje trago uma pequena homenagem a Michael Jackson que faleceu ontem vítima de um ataque cardíaco. Deixando de lado todas as polémicas e controvérsias, não podemos negar o enorme contributo que trouxe ao mundo da música. Ele não só passou pela história. Ele fez história!

Aqui fica um belo desafio que ele nos deixou: HEAL THE WORLD!


There's A Place In
Your Heart
And I Know That It Is Love
and this place could Much
Brighter Than Tomorrow
And If You Really Try
You'll Find There's No Need
To Cry
In This Place You'll Feel
That There's No Hurt Or Sorrow

There Are Ways
To Get There
If You Care Enough
For The Living
Make A Little Space
Make A Better Place...

Heal The World
Make It A Better Place
For You And For Me
And The Entire Human Race
There Are People Dying
If You Care Enough
For The Living
Make A Better Place
For You And For Me

If You Want To Know Why
There's A Love That
Cannot Lie
Love Is Strong
It Only Cares For
Joyful Giving
If We Try
We Shall See
In This Bliss
We Cannot Feel
Fear Or Dread
We Stop Existing And
Start Living

Then It Feels That Always
Love's Enough For
Us Growing
Make A Better World
Make A Better World...

Heal The World
Make It A Better Place
For You And For Me
And The Entire Human Race
There Are People Dying
If You Care Enough
For The Living
Make A Better Place
For You And For Me

And The Dream We Were
Conceived In
Will Reveal A Joyful Face
And The World We
Once Believed In
Will Shine Again In Grace
Then Why Do We Keep
Strangling Life
Wound This Earth
Crucify Its Soul
Though It's Plain To See
This World Is Heavenly
Be God's Glow

We Could Fly So High
Let Our Spirits Never Die
In My Heart
I Feel You Are All
My Brothers
Create A World With
No Fear
Together We'll Cry
Happy Tears
See The Nations Turn
Their Swords
Into Plowshares

We Could Really Get There
If You Cared Enough
For The Living
Make A Little Space
To Make A Better Place...

Heal The World
Make It A Better Place
For You And For Me
And The Entire Human Race
There Are People Dying
If You Care Enough
For The Living
Make A Better Place
For You And For Me
.

sábado, 13 de junho de 2009

A força do meu verdadeiro ser



Eu visualizo-me a desfrutar de uma consciência de unidade com a presença e o poder de Deus.

A minha sabedoria e o entendimento do meu espírito expandem-se e eu exprimo a beleza interior e a força do meu verdadeiro ser.

A ordem divina está presente nas minhas experiências e eu disponho de bastante tempo para fazer tudo aquilo que quero fazer.

Eu exprimo sabedoria, compreensão e amor em todas as minhas relações, e as minhas palavras são divinamente orientadas.

Eu visualizo-me a expressar a energia criativa do Espírito no meu trabalho, na minha escrita e no meu discurso.

Ideias divertidas e encorajadoras fluem pela minha consciência e eu expresso essas ideias, fazendo com que se manifestem plenamente.
.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Pede-se experiência



A redacção que se segue foi escrita por um candidato numa selecção de pessoal na Wolkswagen. A pessoa foi aceite e o seu texto está a fazer furor na Internet, pela sua criatividade e sensibilidade.

Já fiz cócegas à minha irmã só para que deixasse de chorar, já me queimei a brincar com uma vela, já fiz um balão com a pastilha que se me colou na cara toda, já falei com o espelho, já fingi ser bruxo.

Já quis ser astronauta, violinista, mago, caçador e trapezista; já me escondi atrás da cortina e deixei esquecidos os pés de fora.

Já roubei um beijo, confundi os sentimentos, tomei um caminho errado e ainda sigo caminhando pelo desconhecido.

Já raspei o fundo da panela onde se cozinhou o creme, já me cortei ao barbear-me muito apressado e chorei ao escutar determinada música no autocarro.

Já tentei esquecer algumas pessoas e descobri que são as mais difíceis de esquecer.

Já subi às escondidas até ao terraço para agarrar estrelas, já subi a uma árvore para roubar fruta, já caí por uma escada.

Já fiz juramentos eternos, escrevi no muro da escola e chorei sozinho na casa de banho por algo que me aconteceu; já fugi de minha casa para sempre e voltei no instante seguinte.

Já corri para não deixar alguém a chorar, já fiquei só no meio de mil pessoas, sentindo a falta de uma única.

Já vi o pôr-do-sol mudar do rosado ao alaranjado, já mergulhei na piscina e não quis sair mais, já tomei whisky até sentir os lábios
dormentes, já olhei a cidade de cima e nem mesmo assim encontrei o meu lugar.

Já senti medo da escuridão, já tremi de nervos, já quase morri de amor e renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial.

Já acordei no meio da noite e senti medo de me levantar.

Já apostei a correr descalço pela rua, gritei de felicidade, roubei rosas num enorme jardim, já me apaixonei e pensei que era para
sempre, mas era um 'para sempre' pela metade.

Já me deitei na relva até de madrugada e vi o sol substituir a lua; já chorei por ver amigos partir e depois descobri que
chegaram outros novos e que a vida é um ir e vir permanente.

Foram tantas as coisas que fiz, tantos os momentos fotografados pela lente da emoção e guardados nesse baú chamado coração...

Agora, um questionário pergunta-me, grita-me desde o papel:

- Qual é a sua experiência?

Essa pergunta fez eco no meu cérebro. Experiência....
Experiência... Será que cultivar sorrisos é experiência?

Agora... agradar-me-ia perguntar a quem redigiu o questionário:

- Experiência?! Quem a tem, se a cada momento tudo se renova ???'

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O feto e o bambu



Um dia decidi desistir… Desistir do meu emprego, da minha relação, da minha espiritualidade… Quis desistir da minha vida. Fui aos bosques para travar uma última conversa com Deus.
- “Deus,” disse-lhe eu. “Podes dar-me uma boa razão para não desistir?”
A sua resposta surpreendeu-me…
- “Olha à tua volta”, disse-me Ele. “Vês o feto e o bambu?”
- “Sim”, respondi eu.
- “Quando deitei à terra as sementes de feto e de bambu, dei-lhes muita atenção. Dei-lhes luz. Dei-lhes água. O feto brotou rapidamente da terra. O seu verde brilhante cobriu o chão. Porém, da semente de bambu nada rompeu. Mas eu não desisti do bambu”. Ele disse. “No terceiro ano, ainda não havia sinal da semente de bambu. Mas Eu não desisti. No quarto ano, de novo, ainda nada da semente de bambu. Eu não desisti.” disse.

- “Mas no quinto ano, uma pequena plantinha emergiu da terra. Comparada com o feto, era pequenina e insignificante. Mas apenas 6 meses mais tarde o bambu chegou a 30 metros de altura. Tinha levado 5 anos a fazer crescer a suas raízes. Estas raízes tornaram-no forte e deram-lhe o que precisava para sobreviver. Nunca daria a qualquer uma das minhas criações um desafio que não fosse capaz de superar.”

Ele disse-me:
- “Sabes, meu filho, durante todo este tempo em que lutaste, estiveste na verdade a criar raízes. Eu não desisti do bambu. Nunca desistiria de ti. Não te compares aos outros.”

Ele disse-me:
- “O bambu tem um propósito diferente do feto, porém, ambos tornam belo o bosque. A tua hora vai chegar”, disse-me Deus. “Vais chegar longe!”
- “Quão longe conseguirei eu chegar?” perguntei eu.
- “Quão longe chegou o bambu?” perguntou-me Ele em resposta.
- “Tão longe quanto foi capaz?” perguntei eu.
- “Exacto.” Disse-me Ele, “Glorifica o Meu nome chegando tão longe quanto fores capaz.”

Deixei os bosques e trouxe comigo esta história. Espero que estas palavras te ajudem a perceber que Deus nunca desistirá de ti. Nunca lamentes um único dia da tua vida. Os dias bons dão-te alegria. Os dias maus dão-te experiências. Ambos são essenciais à vida. Prossegue o teu caminho…

As alegrias tornam-te afável,
As dificuldades tornam-te forte,
As mágoas tornam-te humano,
Os fracassos tornam-te humilde,
Os êxitos fazem irradiar a tua luz,
Mas só Deus te ajuda a caminhar!
.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Gentileza



Apagaram tudo
pintaram tudo de cinza
a palavra no muro ficou coberta de tinta
apagaram tudo
pintaram tudo de cinza
só ficou no muro tristeza e tinta fresca

nós que passamos apressados
pelas ruas da cidade
merecemos ler as letras e as palavras de gentileza

por isso eu pergunto a você no mundo
se é mais inteligente o livro ou a sabedoria

o mundo é uma escola
a vida é um circo
amor palavra que liberta
já dizia um profeta

Marisa Monte
Memórias, Crônicas e Declarações de Amor
.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

sábado, 6 de junho de 2009

A devoção dos 5 primeiros sábados



- Para que sejamos apóstolos do Imaculado Coração de Maria -

Porque hoje é primeiro sábado quero divulgar com maior perseverança a devoção dos Cinco Primeiros Sábados, devoção confiada à vidente Lúcia em Espanha, aprovada pelo Bispo de Leiria a 13 de Setembro de 1939, em Fátima.

Recorde-se que, na Aparição do dia 13 de Julho, Nossa Senhora anunciou, em Fátima: “Para impedir a guerra virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos Primeiros Sábados”.

Esta devoção ao Imaculado Coração de Maria foi pedida por Nossa Senhora à Irmã Lúcia a 10-12-1925, em Pontevedra, Espanha. “Disse então: ‘Olha, minha filha, o meu coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos me cravam com blasfémias e ingratidões. Tu, ao menos, procura consolar-me e diz que prometo assistir na hora da morte, com todas as graças necessárias para a salvação, a todos os que, no Primeiro Sábado de cinco meses seguidos, se confessarem, receberem a Sagrada Comunhão, rezarem um terço e me fizerem companhia durante quinze minutos, meditando nos 15 mistérios do Rosário com o fim de me desagravar’”, recorda o sacerdote jesuíta, um dos principais estudiosos da mensagem e da história de Fátima, a residir em Braga.

“São cinco os Primeiros Sábados por, segundo revelou Jesus, serem ‘cinco as espécies de ofensas e blasfémias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria:

1. – As blasfémias contra a Imaculada Conceição,
2. – Contra a sua Virgindade;
3. – Contra a Maternidade Divina, recusando ao mesmo tempo recebê-la como Mãe dos homens;
4. – Os que procuram infundir nos corações das crianças a indiferença, o desprezo e até o ódio contra esta Imaculada Mãe;
5. – Os que A ultrajem directamente nas suas sagradas imagens”.

Relativamente às condições para ganhar o privilégio dos Primeiros Sábados elas são quatro:

1. Confissão. Para cada Primeiro Sábado é precisa uma confissão com intenção reparadora. Pode fazer-se em qualquer dia, antes ou depois do Primeiro Sábado, contanto que se receba a Comunhão em estado de graça. (…) As outras três condições devem cumprir-se no próprio Primeiro Sábado, a não ser que algum sacerdote, por justos motivos, conceda que se possam fazer no domingo a seguir.

2. A Comunhão Reparadora.

3. O Terço.

4. A meditação, durante 15 minutos, de um só mistério, de vários ou de todos. Também vale uma meditação ou explicação de 3 minutos antes de cada um dos 5 mistérios do terço que se está a rezar.

Em todas estas quatro práticas deve-se ter a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria.
.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Rogai por nós!



O povo de Deus repete sempre com carinho, na Ave-Maria, a saudação do Anjo e a proclamação de Isabel. Após, acrescenta a oração de todos os pobres pecadores: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém!”.

Essa súplica reconhece a sua condição frágil e a necessidade da intercessão daquela que é a Mãe de Deus, no momento presente até o fim da vida. O cristão sabe que, no Corpo Místico de Cristo, Ela, a Santa Maria, pode rezar pelo povo. Aqui reside toda a beleza: o amor de Deus, no coração de Maria, deixa-a preocupada com todos, como em Caná.

Jesus é o único Mediador. Maria, nele, é a mediação suplicante. Rezar pelos outros é a prova máxima da caridade.
.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Todas as graças nos vêm por Maria



Os poetas, ao longo dos séculos, foram cantores das glórias de Maria. Dante, o grande poeta italiano, cantou nos últimos versos da Divina Comédia a visão que tem da Mãe de Deus: “Senhora, sois tão grande e valeis tanto que, quem quiser receber graça e, no seu desejo, não recorrer a vós, quer voar sem asas” (Dante Alighieri, Paraíso, canto XXXIII, 13).

Recebemos dela a Graça, na pessoa de Jesus. Como uma fonte que jorra maravilhosa, Maria jorrou para nós Jesus. Com Ele nos foram dadas todas as graças. O que Deus nos negaria, se não negou seu Filho? (Rm 8,32).

Por isso tantos teólogos ensinam que todas as graças nos vêm por meio de Maria. É certo, pois há uma só Graça, Jesus, no qual estão todas as graças. Ela é o canal pelo qual passou Jesus e passam todas as graças. Não é um dogma, mas é uma verdade evidente nascida do grande mistério da Encarnação do Filho.
.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Amar Maria



O caminho espiritual passa pelo colo de Maria.

Jesus é o centro, a Vida e o futuro de todos nós. Quando há exagero no relacionamento com Maria? Quando não é amor. Podemos ter uma piedade que invoca Maria só em proveito de nosso egoísmo. Nas igrejas impera a mania de que bom é onde se faz milagre. Jesus não veio para fazer milagres, mas para curar o coração das pessoas de todo ódio, pois implantou o amor.

Amar Maria é amar Jesus, pois que filho que não gosta que amem sua mãe, ou mais, que filho gosta que ofendam a mãe? Tudo que fazemos para Nossa Senhora sempre será pouco, pois Jesus foi quem o fez. São Bernardo escreveu: “De Maria, nunquam satis!” isto é, de Maria, nunca falamos demais.

Sempre será pouco, pois ninguém a amará como a amou Jesus. O Pai a amou, por isso a escolheu: “O Senhor olhou para a humildade de sua serva” (Lc 1,48). Ela reconhece que isso perdurará para sempre: “Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventuradas, pois o Todo poderoso fez grandes coisas por mim” (id).

Jesus passou tantos anos ao lado dela. Maria o acariciou, amou com o olhar silencioso, seguiu em seu caminho, estava com Ele em sua Paixão e Morte, alegrou-se em sua Ressurreição. Naquele momento extremo Ele no-la dá por Mãe. “E o discípulo a levou para sua casa”.

Não foi somente João, mas todo o redimido. Ela continua acariciando Jesus em cada um de seus filhos, sobretudo os dominados pelo mal, pela falta de fé, pelo desconhecimento de sua presença. Mais amados são os filhos que dão mais trabalho.

Repousar no colo da mãe é o privilégio dos filhos que a buscam. O que é ter esse colo? Deus nos amou em seu Filho, quando o enviou para nossa salvação. Ele veio por Maria. Maria continua sua missão de acolher os filhos de Deus, como diz a carta aos Hebreus: “Eis-me aqui, com os filhos que Deus me deu” (Hb 2,13). O ensinamento da teologia trouxe-nos tantos conhecimentos sobre a Mãe de Jesus. Que bom que podemos aprender e aquecê-los com o carinho da Mãe.

Pe. Luiz Carlos de Oliveira, Redentorista
.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Santa Maria de todas as idades



Hoje quero recordar-Te a Ti,
Santa Maria sem fronteiras,
que acompanhas o homem em todas as idades,
do berço à morte, como mãe sempre fecunda.

Rezar-Te a Ti, Santa Maria das crianças.
Que nos acompanhaste quando mal balbuciávamos
pela primeira vez as tuas ave-marias.
Tu, que um dia cuidaste do menino Jesus,
cuida hoje dos nossos filhos,
dá-lhes o gozo inextinguível
de se sentirem amados, o pão da ternura,
a graça de uma casa sem fendas,
a luz de uma esperança no futuro.
E Tu, Santa Maria dos adolescentes, que, com catorze anos,
penetraste no abismo de ser mãe de Deus
e tiveste a audácia de dizer «SIM» ao céu,
dá hoje aos nossos rapazes e raparigas
a coragem de serem jovens a sério,
a força para tomarem as suas vidas com ambas as mãos,
sem desperdiçarem a sua juventude,
sem perderem, no meio de ruídos e ilusões,
o vulcão vivo do seu coração.

E Tu, Santa Maria da Juventude,
que soubeste, sem dúvida mais do que ninguém,
que ter a alma cheia é enchê-la de Deus,
concede a tantos jovens o dom de descobrirem
que o reino dos céus está dentro deles,
que a alegria não se vende nos mercados deste mundo,
que não têm direito a desperdiçar a alma,
que é preciso encher a vida como Tu encheste a tua.

E a Ti, Santa Maria da idade madura,
que conheceste o medo e a angústia e o pranto
e que também bebeste até à ultima gota a solidão,
a Ti pedimos hoje
por quantos vêem frustrado o fruto dos seus anos,
e chegam, mais do que à maturidade,
à amargura de se sentirem vencidos.
Ajuda a quantos vêem os seus filhos perdidos,
Tu, que perdeste o teu.
Ampara quantos caem sob as injustiças,
Tu, que foste testemunha da maior de todas.

E Tu, Santa Maria da Terceira Idade,
que perdeste na terra
os melhores tesouros que o mundo conheceu,
um esposo como foi José, um Filho como Jesus,
lembra-Te, Senhora, de todos os anciãos
que foram perdendo os seus entes queridos
foram ficando sós, num mundo vazio,
como um dia sucedeu contigo nesta terra, sem José e sem Jesus.
Descobre-lhes a eles a luz da esperança, mostra-lhes o caminho
Que conduz ao abraço com tudo o que se perdeu,
O caminho que tu percorreste na tarde daquele dia glorioso
Da tua assunção ao Céu!

J.L.MARTIN DESCALZO, Maria de Nazaré, Ed. Missões, Cucujães, 2000, 118-120.
.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Um baile pela manhã em Antuérpia



Fico fascinado com estas iniciativas contagiantes. É impossível não ficar arrepiado!

Quem me dera ter a sorte de ver uma coisa do género numa das nossas estações. Mas, enquanto não acontece, dou o meu pé de dança aqui em casa...
.

domingo, 31 de maio de 2009

Fair play



Existem situações na vida que nos fazem acreditar que é sempre possível sermos melhores do que somos! Temos aqui um bom exemplo.

Durante um jogo de futebol, na Holanda, um jogador da equipe de vermelho - o Ajax - sofreu uma falta e ficou contundido, caído no chão. Um dos jogadores da equipe adversária - de amarelo - como é hábito, atirou a bola para fora para que o jogador fosse atendido.

Quando o jogador ficou recuperado, o lançamento pertenceu ao Ajax (de vermelho) e, como manda o desportivismo, um jogador do Ajax tentou devolver a bola para o campo do adversário. Só que o fez de forma exagerada e, sem querer, acabou por meter a bola na baliza.

Todos, incluíndo o jogador que, sem querer, fez o gol, ficaram atrapalhados, constrangidos; Mas o árbitro corretamente considerou o golo válido! A bola voltou ao centro para o jogo ser retomado com aquele injusto resultado.

Foi nesse momento que os jogadores do Ajax, com grande espírito desportivo, rapidamente tomaram uma resolução: ficaram todos quietos para permitir que os adversários - os de amarelo - fizessem eles também um gol para repor a justiça no resultado. E foi isso que aconteceu!!!

É impressionante o sentido de justiça da equipe do Ajax - de vermelho - e o bom entendimento entre todos eles para que nenhum se movimentasse. Eles queriam ganhar, mas a vitória teria que ser "limpa" e "justa"!

Quem sabe se chega também ao congresso, ao Governo, aos Tribunais... Todos precisamos aprender com exemplos de honestidade.

A ética é isto: O golo foi legal, mas era imoral.
.

sábado, 30 de maio de 2009

É proibido!



É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer

Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos

Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,

Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,

Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,

Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,

Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,

Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,

Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a DEUS por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,

Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,

Não pensar que podemos ser melhores,

Não sentir que sem você este mundo não seria igual."


Pablo Neruda

.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Alegria nas pequenas coisas



O pequeno da foto tem um sorriso fantástico, não tem? Sabem porquê? Simplesmente porque vai comer esparguete que o pai lhe trouxe. Eram os restos que conseguiu apanhar de um restaurante de fast-food.

Consegui tirar esta foto do video "Chicken a la carte" que publiquei aqui há dois dias e sempre que vejo esse video fico impressionadíssimo com o ar radiante e feliz da criança.

E confesso a minha vergonha... quem me dera ter essa capacidade de encontrar alegrias em cada instante, nas pequenas coisas de cada dia... até nas supostamente repugnantes!

Não admira que Jesus tenha afirmado: "Deixai as crianças e não as impeçais de vir ter comigo, pois delas é o Reino do Céu" (Mt 19, 14).
.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Embora seja noite



Bem eu sei a fonte que mana e corre
mesmo de noite.

Aquela eterna fonte está escondida,
mas eu bem sei onde tem sua guarida,
mesmo de noite.

Sua origem não a sei, pois não a tem,
mas sei que toda a origem dela vem,
mesmo de noite.

Sei que não pode haver coisa tão bela,
e que os céus e a terra bebem dela,
mesmo de noite

Eu sei que nela o fundo não se pode achar,
e que ninguém pode nela a vau passar,
mesmo de noite.

Sua claridade nunca é obscurecida,
e sei que toda a luz dela é nascida,
mesmo de noite

Sei que tão caudalosas são suas correntes,
que céus e infernos regam, e as gentes,
mesmo de noite.

A corrente que desta fonte vem
é forte e poderosa, eu sei-o bem,
mesmo de noite.

A corrente que destas duas procede,
sei que nenhuma delas a precede,
mesmo de noite.

Aquela eterna fonte está escondida
neste pão vivo para dar-nos vida
mesmo de noite.

De lá está chamando as criaturas,
que nela se saciam às escuras,
porque é de noite.

Aquela viva fonte que desejo,
neste pão de vida já a vejo,
mesmo de noite»


S. João da Cruz

:

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Chicken a la carte



Este filme é sobre a fome e pobreza ocasionada pela Globalização e mostra uma porção esquecida da sociedade. Há gente que vive no refugo dos homens para sobreviver.

"Chicken a la carte" foi considerada a melhor curta metragem no festival em Berlim em Fevereiro de 2006.

Procuremos gastar a nossa vida numa gratidão constante!
.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O bem mais precioso



«No mundo tereis tribulações; mas tende confiança: Eu já venci o mundo!»

Tende atenção em conservar o vosso coração na paz; que nenhum acontecimento deste mundo o perturbe; pensai que tudo acaba aqui em baixo. Em todos os acontecimentos, por muito deploráveis que sejam, devemos regozijar-nos em vez de ficarmos tristes, para não perdermos um bem mais precioso, a paz e a tranquilidade da alma.

Mesmo que aqui em baixo tudo se desmoronasse e que todos os acontecimentos nos fossem adversos, seria inútil perturbarmo-nos, pois a perturbação causar-nos-ia mais danos do que proveito.

Suportar tudo com a mesma disposição e na paz é, não apenas ajudar a alma a adquirir grandes bens, mas também predispô-la a melhor avaliar as adversidades em que se encontra e a aplicar-lhes o remédio adequado. O céu é estável e não está sujeito às mudanças. Do mesmo modo, as almas, por terem uma natureza celestial, são estáveis; não estão sujeitas a tendências desordenadas nem a nada desse género; de certo modo, assemelham-se a Deus, que é imutável.

São João da Cruz (1542-1591), carmelita, Doutor da Igreja, Conselhos e máximas (173-177).
.

domingo, 24 de maio de 2009

Incansavelmente optimista



"O pensamento tem poder infinito.
Ele mexe com o destino, acompanha a sua vontade.
Ao esperar o melhor, você cria uma expectativa positiva que detona o processo de vitória.
Ser optimista é ser perseverante, é ter uma fé inabalável e uma certeza sem limites de que tudo vai dar certo.
Ao nascer o sentimento de entusiasmo, o universo aplaude tal iniciativa e conspira a seu favor, colocando-o a serviço da humanidade.
Você é quem escreve a história de sua vida - ao optar pelas atitudes construtivas - você cresce como ser humano e filho predilecto de DEUS.
Positivo atrai positivo.
Alegria chama alegria.
Ao exalar esse estado optimista, nossa consciência desperta energias vitais que vão trabalhar na direcção de suas metas.

Seja incansavelmente optimista. Faz bem para o corpo, para a mente e para a alma.

É humano e natural viver aflições, só não é inteligente conviver com elas por muito tempo.
Seja mais paciente consigo mesmo, saiba entender suas limitações.
Sem esforço não existe vitória.
Ao escolher com sabedoria viver sua vida com optimismo, seu coração sorri, seus olhos brilham e a humanidade agradece por você existir."

Pablo Neruda
.

sábado, 23 de maio de 2009

Diário de Maria



Vou contar-vos como o meu filho Jesus me deixou um dia, quando chegou à idade adulta.

Foi por essa altura que morreu o meu esposo José. Jesus e eu estivemos a seu lado e não o deixámos um instante.

José partiu como tinha vivido: em silêncio, sem que quase ninguém desse conta; assim como morrem as estrelas, quando o sol se levanta. Sem barulho e sem se queixar.

Senti a sua falta. Estivemos tanto tempo Juntos! José tinha sido o meu primeiro e único amor. Simples, trabalhador, honrado. Aceitou representar o difícil pape! de pai de Jesus. Sempre silencioso, limitou-se a fazer o que julgava que devia.

Os habitantes de Nazaré e dos arredores, todos o conheciam e gostavam dele. Para eles, Jesus foi sempre "o filho de José", "o filho do carpinteiro" de Nazaré.

Quando José morreu, consolou-me o facto de ter Jesus a meu lado. Com ele sentia-me segura. Jesus e eu ficámos sós. Ele continuou com o trabalho na oficina de José e vivíamos do que ele ganhava.

Jesus, agora já adulto, infundia-me um grande respeito. Nunca lhe perguntei quais os seus planos, o que pensava fazer no futuro. Mas adivinhava que ele trazia dentro de si algo de muito grande, como uma grande fogueira a arder e a iluminar. Jesus era como um novo sol prestes a despontar. Eu estava à espera dessa nova aurora de um momento para o outro. Interrogava-me: "Quando se manifestará essa torrente de luz e vida que Jesus traz dentro de si?"

Os seus companheiros de Nazaré tinham-se ido casando. E um dia fomos os dois, Jesus e eu, a uma boda de amigos seus de infância. Foi em Cana da Galileia. Jesus felicitou os noivos mas jamais pensou em casar-se. Também nunca lhe fiz qualquer pergunta nesse sentido. Sabia que ele queria viver completamente livre, como o vento, como as águias, como a luz... Queria estar inteiramente disponível para a sua missão.

Um dia, tinha ele uns trinta anos e eu perto de cinquenta, ele disse-me, muito decidido, que... me iria deixar, pois tinha chegado a hora de partir para anunciar o Reino de Deus.

Senti muito a sua ausência. Mas era necessário que se cumprisse a vontade de Deus. Faça-se a sua vontade e não a minha. Foi o que lhe disse na hora da despedida.

.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Mil e uma formas de coragem



Existem mil e uma formas de coragem, desde a mais espectacular à mais discreta. Há a coragem do momento e a coragem de uma vida inteira, a coragem de ousar e a coragem de renunciar, a coragem de falar e a de calar e por aí adiante. Seja como for ou tenha a forma que tiver, a coragem é sempre a força de alma que se revela (e nos revela) na adversidade.

Todos os testemunhos de coragem impressionam justamente por mostrarem que não se trata de uma ausência de medo mas de uma capacidade de agir perante as dificuldades. Quem é mais corajoso? O que escala sozinho o Everest, o que se atira de um avião em queda livre ou aquele que fala verdade? A coragem autêntica pressupõe sempre a superação de medos e uma vontade lúcida de vencer obstáculos. Aliás quem descarta os medos não é corajoso, é inconsciente. Há muita coragem em quem aposta em ser consequente e viver uma vida coerente, assim como é corajoso o que fisicamente se transcende ou aquele que, no dia-a-dia, segue em frente apesar das tentações de desânimo.

As crises são necessárias e os confrontos também, porque só assim é possível ponderar e fazer escolhas.

Um dos mistérios do crescimento é justamente este de sermos obrigados a superar crises e termos de largar coisas a um nível para passarmos ao nível seguinte. Sem crises e sem perdas não há ganhos. É preciso perder para encontrar e, de certa forma, morrer para renascer.

O passado é sagrado porque é dele que tiramos sentido para o presente e para o futuro e é ele que nos permite ser fiéis a nós próprios no que é essencial.

O que comanda a vida é o coração e não a razão. A vida passa muito mais por tecer relações e criar afectos do que por ler livros e discutir problemas. Não aceitar esta realidade é persistir em equívocos que nos podem deixar vulneráveis.

As convicções são, como sabemos, muito distintas dos sentimentos. As convicções permanecem no tempo, mesmo quando os sentimentos nos abandonam ou mudam. As circunstâncias, essas, estão sempre a mudar e, de certa forma, condicionam os sentimentos. Mas não as convicções.

Mais do que o direito a falar, muitas vezes temos o direito de calar. Ou melhor, o dever de não dizer toda a nossa verdade. Guardar para nós aquilo que sabemos e ir dizendo à medida em que o outro dá sinais de que é capaz de ouvir é um exercício de sabedoria e maturidade.

Nem tudo é passível de ser dito e nem tudo é possível ser escutado. As palavras são libertadoras e transformadoras mas também podem ser armas poderosas".

Laurinda Alves
.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Fragilidade



E amanhã a chuva levará
O sangue que a luta deixou derramar
Na pele a dor do acto tão cruel
Jamais a nossa voz vai calar

Um acto assim pode acabar
Com uma vida e nada mais
Porque nem mesmo a violência
Destrói ideais.
Tem gente que não sente
Que o mundo assim
Ficará frágil demais.

Choro eu e você
E o mundo também, e o mundo também.
Choro eu e você
Que fragilidade... que fragilidade!

Sting

domingo, 17 de maio de 2009

Anonimato e celebridade



Por iniciativa do The Washington Post, Joshua Bell, um conceituado violinista, normalmente pago a peso de ouro, foi posto a tocar num raríssimo instrumento, um Stradivarius de 1713, sem rotulagens, parangonas ou chancelas e informalmente, durante quarenta e cinco minutos, numa concorrida estação de metro da cidade.
Passou quase despercebido ...
Até que ponto, então, contextos, embalagens, rotulagens, parangonas ou chancelas não são elas importantes na aclamação do artista?
Valerá a interpretação, a interpretação e a obra pela sua qualidade intrínseca ou por pertencerem a A ou a B, consagrados, que antes de o serem eram anónimos mortais?
E o que é que terá sido necessário para passarem a ser citados a torto e a direito, aclamados e pagos a peso de ouro como referências incontornáveis?Moverem-se influências!?
Disponibilidade!?
Juízo crítico!?
Contextos, embalagens, rotulagens ou parangonas não, porque esses ... só vieram depois!

Latino Ferreira
.

sábado, 16 de maio de 2009

Maria é grande

Entre os Santos, sobressai Maria, Mãe do Senhor e espelho de toda a santidade.

No Evangelho de Lucas, encontramo-La empenhada num serviço de caridade à prima Isabel, junto da qual permanece « cerca de três meses » assistindo-a na última fase da gravidez. « A minha alma glorifica o Senhor » (Lc 1, 46), disse Ela por ocasião de tal visita, exprimindo assim todo o programa da sua vida: não colocar-Se a Si mesma ao centro, mas dar espaço ao Deus que encontra tanto na oração como no serviço ao próximo — só então o mundo se torna bom.

Maria é grande, precisamente porque não quer fazer-Se grande a Si mesma, mas engrandecer a Deus. Ela é humilde: não deseja ser mais nada senão a serva do Senhor (cf. Lc 1, 38.48). Sabe que contribui para a salvação do mundo, não realizando uma sua obra, mas apenas colocando-Se totalmente à disposição das iniciativas de Deus.

É uma mulher de esperança: só porque crê nas promessas de Deus e espera a salvação de Israel, é que o Anjo pode vir ter com Ela e chamá-La para o serviço decisivo de tais promessas.

É uma mulher de fé: « Feliz de Ti, que acreditaste », diz-lhe Isabel (cf. Lc 1, 45). O Magnificat — um retrato, por assim dizer, da sua alma — é inteiramente tecido com fios da Sagrada Escritura, com fios tirados da Palavra de Deus.

Desta maneira se manifesta que Ela Se sente verdadeiramente em casa na Palavra de Deus, dela sai e a ela volta com naturalidade. Fala e pensa com a Palavra de Deus; esta torna-se palavra d'Ela, e a sua palavra nasce da Palavra de Deus.

Além disso, fica assim patente que os seus pensamentos estão em sintonia com os de Deus, que o d'Ela é um querer juntamente com Deus. Vivendo intimamente permeada pela Palavra de Deus, Ela pôde tornar-Se mãe da Palavra encarnada.

Enfim, Maria é uma mulher que ama. E como poderia ser de outro modo? Enquanto crente que na fé pensa com os pensamentos de Deus e quer com a vontade de Deus, Ela não pode ser senão uma mulher que ama. Isto mesmo o intuímos nós nos gestos silenciosos que nos referem os relatos evangélicos da infância.

Vemo-lo na delicadeza com que, em Caná, Se dá conta da necessidade em que se acham os esposos e apresenta-a a Jesus. Vemo-lo na humildade com que Ela aceita ser transformada no período da vida pública de Jesus, sabendo que o Filho deve fundar uma nova família e que a hora da Mãe chegará apenas no momento da cruz, que será a verdadeira hora de Jesus (cf. Jo 2, 4; 13, 1). Então, quando os discípulos tiverem fugido, Maria permanecerá junto da cruz (cf. Jo 19, 25-27); mais tarde, na hora de Pentecostes, serão eles a juntar-se ao redor d'Ela à espera do Espírito Santo (cf. Act 1, 14).
BENTO XVI, Deus Caritas Est, 41.
.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Nada era d'Ele



Disse um poeta um dia,
fazendo referência ao mestre amado:
"O berço que Ele usou na estrebaria,
por acaso era dEle?
- Era emprestado!

E o manso jumentinho,
em que, em Jerusalém, chegou montado e
palmas recebeu pelo caminho,
por acaso era dEle?
- Era emprestado!

E o pão - o suave pão
que foi, por seu amor, multiplicado,
alimentando toda a multidão,
por acaso era dEle?
- Era emprestado!

E os peixes que comeu,
junto ao lago e ficou alimentado,
esse prato era seu?
por acaso era dEle?
- Era emprestado!

E o famoso barquinho?
aquele barco em que ficou sentado,
mostrando à multidão qual o caminho,
por acaso era dEle?
- Era emprestado!

E o quarto em que ceou
ao lado dos discípulos,
ao lado de Judas, que o traiu,
de Pedro, que o negou,
por acaso era dEle?
- Era emprestado!

E o local tumular,
que depois do calvário, foi usado
e de onde havia de ressuscitar,
o túmulo era dEle?
- Era emprestado!

Enfim, nada era dEle!

Mas, a coroa que Ele usou na cruz
e a cruz que carregou.. e onde morreu,
essas eram, de fato, de Jesus!"

Isso disse um poeta, certo dia,
numa hora de busca da verdade,
mas, não aceito essa filosofia
que contraria a própria realidade....

o berço, o jumentinho, o suave pão,
os peixes, o barquinho, o quarto e a sepultura,
eram dEle a partir da criação,
"Ele os criou" - assim diz a Escritura....

Mas a cruz que Ele usou
a rude cruz, a cruz negra e mesquinha
onde meus crimes todos expiou,
essa não era dEle,

Essa cruz era minha!
.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Permanecei em mim



Não é possível comprometer-se no apostolado directo se não se é uma alma de oração. Estejamos conscientes de sermos um com Cristo, como Ele estava consciente de ser um com o Seu Pai; a nossa actividade não é verdadeiramente apostólica a não ser na medida em que O deixamos trabalhar em nós e através de nós com o Seu poder, o Seu desejo e o Seu amor. Devemos chegar à santidade, não para nos sentirmos em estado de santidade, mas para que Cristo possa plenamente viver em nós. O dom total de nós próprios ao amor, à fé, à pureza, está ligado ao serviço dos pobres. Quando tivermos aprendido a procurar a Deus e a Sua vontade, as nossas relações com os pobres tornar-se-ão um caminho de santificação para nós e para o outro.

Amai a oração: ao longo do dia, experimentai frequentemente a necessidade de rezar e tomai o hábito de rezar. A oração dilata o coração até à capacidade desse dom que Deus nos faz de Si mesmo. Pedi e procurai, e o vosso coração alargar-se-á até O poder acolher e guardar em vós.

Tornemo-nos um verdadeiro sarmento da vinha de Jesus, um sarmento que dá fruto. Por isso, aceitemos Jesus na nossa vida do modo que Lhe agrada vir a ela:
como Verdade, para ser dito,
como Vida, para ser vivido,
como Luz, para ser iluminado,
como Amor, para ser amado,
como Caminho, para ser seguido,
como Alegria, para ser dado,
como Paz, para ser espalhado,
como Sacrifício, para ser oferecido,
entre os nossos parentes,
os nossos próximos e os nossos vizinhos.

Madre Teresa de Calcutá
.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O meu Imaculado Coração será o teu refúgio



Na aparição de 13 de Junho de 1917, a Virgem Maria voltou a repetir que queria que voltassem ali no dia 13 de cada mês, e de lhes dizer que queria que aprendessem a ler, Nossa Senhora promete levar em breve para o Céu a Jacinta e o Francisco, mas revela a grande missão reservada à Lúcia, com estas palavras:

«Tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. Prometo a salvação a quem a aceitar; e estas almas serão queridas por Deus como flores colocadas por mim para adornar o seu trono».

E para confortar a pequena Lúcia que ficaria cá para cumprir esta missão, Nossa Senhora afirma-lhe: «Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus».

Cada um de nós deve acolher este convite de ser apóstolo do Imaculado Coração, de O dar a conhecer, de O fazer amar.
.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Acreditar que um Ser se chama Amor



Acreditar que um Ser que se chama Amor
habite em nós a qualquer momento do dia e da noite
e que nos pede que vivamos em sociedade com Ele,
eis o que transformou a minha vida num céu antecipado.

Beata Isabel da Trindade
.

quinta-feira, 7 de maio de 2009



Onde não há obediência, não há virtude.
Onde não há virtude, não há bem, não há amor;
e onde não há amor, não há Deus;
e sem Deus não se chega ao Paraíso.
Tudo isso é como uma escada:
se faltar um degrau, caímos.

Santa Teresinha do Menino Jesus

.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Serei mais



Meu Deus, não sei bem porque Te escrevo. Já me conheces e sabes melhor do que eu o que esperar de mim. Compreendes os meus defeitos, auxilias o meu trilho, beatificas as minhas virtudes. Será?

E se na verdade tudo isto forem idealizações do ser humano para se desculpar do seu comodismo? E se, de verdade, de verdade, Tu esperares mais de mim do que aquilo que eu julgo ser capaz de oferecer? E se Tu não esperares que eu me sinta numa tarde de Domingo com tudo e sem nada construído ou por edificar? Esperarás algo mais, meu Deus, do que aquilo que eu creio ter e ser, como suficientes?
Procuro serenidade. Tu nunca ma dás, ou pelo menos torna-la difícil de atingir. Mas se peço mais e anseio por mais, também não mo dás. Sim, talvez te devesse escrever em sinal de agradecimento, talvez esta carta devesse ser um símbolo de fé e gratidão. Talvez.

E, se eu exigir respostas? Não, já sei. Pergunta estúpida. E, se eu não me der por vencida e as procurar com minhas mãos? Sim, já sei. Resposta afirmativa. Mas há tanta coisa, meu Deus, tanta coisa que sei ir ficar sem resposta. Provavelmente, (sim, compreendo) a partir do exacto momento que tiver certezas o encanto diminuirá em 3\4. Então porque sinto este conflito interior que busca mais?
Este vento que não busca paz mas força. Serei mais. Prometo que serei mais. Agradeço o que fui. Orgulho-me do que sou e peço força. Suplico apenas que, em vez de comodismo ou conformismo me deixes ficar com esta descontracção que procuro guardar no bolso que trago ao peito. Obrigado pelo que sou. E obrigado pelo ser contigo.
Filipe Santos.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Problemas no céu



Deus fazia a sua costumeira ronda pelo céu. Percebeu que algumas pessoas não eram suficientemente puras para estar aí. Elas mesmas se envergonhavam diante dos bem-aventurados, gente de imaculada beleza!

"O que está acontecendo?", pensou Deus."Será que Pedro não está vigiando bem a porta do céu? Por que ele está deixando essa gente entrar? Será que a idade avançada debilitou a sua coragem? Isso não pode continuar."

Pediu, então, a um anjo mensageiro que fosse chamar Pedro. O anjo chegou aonde Pedro estava. Tomava conta da entrada do céu.Parecia muito feliz e tranquilo.
- "Pedro", disse o anjo, "vim substitui-lo um pouco, Deus precisa falar consigo."

Pedro foi depressa ao encontro do Senhor. Chegando à sua presença fez uma profunda reverência. O Senhor foi logo dizendo:

- "Há muita gente que não deveria estar aqui nesta santa e celestial morada. Por que você os deixou entrar?" Pedro respondeu assustado: "Não é possível! Como isso pôde acontecer? Estou tão surpreso quanto o Senhor! Fico no meu lugar, dia e noite, vigiando a entrada do céu. Permaneço atento para que só entrem as pessoas que estão purificadas."

- "Calma Pedro. Talvez alguém esteja trapaceando. Olhe! Você conhece aquelas pessoas?"

- "Não Senhor. Francamente, nunca as vi e com certeza não passaram por mim. Eu lhe prometo que vou encontrar o responsável por isso. Se eu não conseguir, o Senhor pode me tirar o cargo de porteiro do céu."

Pedro voltou rapidamente para o seu posto. Conferiu a fechadura. Verificou se não havia alguma entrada clandestina. Nada. Tudo estava na mais perfeita ordem. Sorriu tranqüilo e continuou vigiando a grande porta. Poucos dias depois para a sua surpresa, constatou a presença de novos intrusos. Por onde entraram? Como? Quando? Foi logo procurar Deus.

Ambos resolveram então permanecer perto da entrada para descobrir o que estava acontecendo. Ficaram bem atentos. O que viram? Uma cena fantástica! Fora do céu, nas proximidades da porta de entrada, uma multidão chorava. Eram as pessoas que Pedro não deixara entrar.

Profundamente comovida, lá estava Maria ajudando-os. A Mãe de Deus encostara uma escada no muro e fazia as pessoas subir por ela e entrar no céu. Pedro suspirou aliviado. Tendo provado a sua inocência, disse para Deus:

- "Talvez seja bom o Senhor ter uma conversa com ela..."

Mas Deus, vendo o carinho, a doçura e a ternura com que Nossa Senhora tratava aqueles infelizes, concluiu:

- "Não adianta, Pedro. Você a conhece bem. Ela sempre vai conseguir um jeitinho de continuar ajudando! Mãe... é Mãe!"
.

domingo, 3 de maio de 2009

Obrigado, mãe!



Obrigado porque tiveste na tua vida um lugar para a minha vida, renunciando a tantas coisas boas que poderias ter saboreado. Porque – mais do que isso – fizeste da tua vida um lugar para a minha. E de muitas maneiras morreste para que eu pudesse viver.
Porque não eras corajosa, mas tiveste a coragem de embarcar numa aventura que sabias não ter retorno.
Porque não fizeste as contas para avaliar se a minha chegada era conveniente: abriste simplesmente os braços quando eu vim.
Porque não só me aceitaste como era, como estavas disposta a aceitar-me fosse eu como fosse. Porque dirias "o meu filhinho" mesmo que eu tivesse nascido deformado e me contarias histórias ainda que eu tivesse nascido sem orelhas. E me levarias ao colo mesmo que eu fosse leproso. E, mesmo com tudo isso, me mostrarias com orgulho às tuas amigas. Porque seria sempre o teu bebé lindo.
Devo-te isso porque, embora não tenha acontecido, sei que o farias.
Obrigado porque não tiveste tempo para visitar as capitais da Europa. Porque as tuas amigas usavam um perfume de melhor qualidade que o teu. Porque, sendo mulher, chegaste a esquecer-te de que havia a moda.
Porque não te deixei dormir e estavas sorridente no dia seguinte. Porque foste muitas vezes trabalhar com manchas de leite na blusa. Porque me sossegaste dizendo "não chores, filho, que a mãe está aqui", e estar no teu regaço era tão seguro como dormir na palma da mão de Deus.
Obrigado porque é pensando em ti que posso entender Deus.
Obrigado porque não tiveste vergonha de mim quando eu fazia birras nos museus, ou me enfiava debaixo da mesa do restaurante porque queria comer um gelado antes da refeição. E porque suportaste que eu, na adolescência, tivesse vergonha de que os meus amigos me vissem contigo na rua.
Obrigado porque fizeste de costureira e aprendeste a fazer bolos. Porque fizeste roupas e máscaras para as festas da escola. Porque passaste uma boa parte dos fins de semana a ver jogos de rugby ou de futebol para que – quando eu perguntasse "viste-me, mãe, viste-me?" – pudesses responder com sinceridade e orgulho "é claro que te vi!".
Obrigado por o teu coração ser do tamanho de me teres dado irmãos. Como eu seria pobre se não os tivesse!
Obrigado pelas lágrimas que choraste e nunca cheguei a saber que choraste.
Obrigado porque me ralhaste quando me portei mal nas lojas, quando bati os pés com teimosia, quando "roubei" batatas fritas antes de o jantar estar servido, quando atirei a roupa suja para um canto do quarto. Obrigado por me teres mandado para a escola quando não me apetecia e inventava desculpas. E por me teres mandado fazer tarefas da casa que tu farias bem melhor e muito mais depressa.
Obrigado por teres mantido a calma quando eu num dia de chuva fui consertar a bicicleta para a cozinha, ou quando arranjei uma namorada de cabelo verde...
Obrigado por teres querido conhecer os meus amigos, e por todas as vezes que não me deixaste sair à noite sem saberes muito bem com quem ia e onde ia.
Obrigado porque eu cresci e o teu coração parece ter também crescido. Porque me deste coragem. Porque aprovaste as minhas escolhas, e te mantiveste a meu lado apesar de ter passado a haver a distância. Porque levantas a cabeça – mesmo sabendo que eu estou muito longe – quando vais na rua e ouves alguém da multidão chamar: "mãe!".
Obrigado por guardares como tesouros os desenhos que fiz para ti na escola quando era, como hoje, o Dia da Mãe. E por ficares à janela a ver partir o carro, quando me vou embora, comovendo-te com os meus sinais de luzes.
Obrigado – já agora... – por não teres esquecido quais são os meus pratos favoritos; por o sótão da tua casa poder ser uma extensão do sótão da minha casa; por teres ainda no mesmo lugar a lata dos biscoitos...
Como não agradecer-te, mãe, se é tanto o que és o que ofereces e o que semeias no meu ser?
Dizer “obrigado” é pouco, mas dizer-te “obrigado” é tudo o que resta quando tudo já tiver sido dito.
Na pobreza dos gestos, e na fragilidade das palavras, nada mais me ocorre que este “obrigado”.
É pequeno, mas é profundo, caloroso e sincero.
Entrego-o no colo de Maria, a Mãe de Jesus, a Mãe das mães.
Que ela te abençoe e proteja!
Que ela te conforte e compense por tudo quanto fazes, e por tudo quanto és, minha terna e querida mãe!

sábado, 2 de maio de 2009

Pescadores de homens



Este video comoveu-me imenso e renovou em mim a alegria imensa de ser "pescador de homens".

Na tua oração, lembra-te sempre dos sacerdotes, ok?
.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Dai-nos rostos claros



Pai, Senhor do Universo e da História,
nós sabemos que as vocações são um dom do vosso amor,
fruto da vossa iniciativa,
chamamento que fazeis a cada um,
para viver uma existência plena de amor e liberdade.
Escutai hoje esta oração que vos pede especialmente
aqueles operários que se dediquem
às grandes messes da humanidade inquieta,
que façam ouvir o Evangelho aos que não se sentem amados,
que andam perdidos e desorientados.
Mandai-nos apóstolos de coração puro, testemunhos santos.
Rostos claros de pessoas felizes porque escolhem o máximo,
arriscam tudo e recebem cem vezes mais.
Não Vos importa que nos faltem mestres de caridade e paciência?
Apóstolos que digam aos jovens
que há uma beleza indestrutível no mais fundo de si,
misteriosa e luminosa, que nada nem ninguém pode ofuscar?
Operários que os ajudem a sintonizar
a voz bela e verdadeira do Bom Pastor
que os chama porque os ama?
Que os vossos operários transmitam confiança e serenidade,
sejam sinais de esperança, do Reino que virá.
Escutai com bondade, ó Pai,
estes pedidos que Vos fazemos com fé,
cumprindo as indicações de Jesus,
Vosso Filho e nosso Irmão.
Amen.

.