domingo, 31 de maio de 2009

Fair play



Existem situações na vida que nos fazem acreditar que é sempre possível sermos melhores do que somos! Temos aqui um bom exemplo.

Durante um jogo de futebol, na Holanda, um jogador da equipe de vermelho - o Ajax - sofreu uma falta e ficou contundido, caído no chão. Um dos jogadores da equipe adversária - de amarelo - como é hábito, atirou a bola para fora para que o jogador fosse atendido.

Quando o jogador ficou recuperado, o lançamento pertenceu ao Ajax (de vermelho) e, como manda o desportivismo, um jogador do Ajax tentou devolver a bola para o campo do adversário. Só que o fez de forma exagerada e, sem querer, acabou por meter a bola na baliza.

Todos, incluíndo o jogador que, sem querer, fez o gol, ficaram atrapalhados, constrangidos; Mas o árbitro corretamente considerou o golo válido! A bola voltou ao centro para o jogo ser retomado com aquele injusto resultado.

Foi nesse momento que os jogadores do Ajax, com grande espírito desportivo, rapidamente tomaram uma resolução: ficaram todos quietos para permitir que os adversários - os de amarelo - fizessem eles também um gol para repor a justiça no resultado. E foi isso que aconteceu!!!

É impressionante o sentido de justiça da equipe do Ajax - de vermelho - e o bom entendimento entre todos eles para que nenhum se movimentasse. Eles queriam ganhar, mas a vitória teria que ser "limpa" e "justa"!

Quem sabe se chega também ao congresso, ao Governo, aos Tribunais... Todos precisamos aprender com exemplos de honestidade.

A ética é isto: O golo foi legal, mas era imoral.
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sábado, 30 de maio de 2009

É proibido!



É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer

Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos

Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,

Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,

Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,

Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,

Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,

Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,

Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a DEUS por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,

Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,

Não pensar que podemos ser melhores,

Não sentir que sem você este mundo não seria igual."


Pablo Neruda

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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Alegria nas pequenas coisas



O pequeno da foto tem um sorriso fantástico, não tem? Sabem porquê? Simplesmente porque vai comer esparguete que o pai lhe trouxe. Eram os restos que conseguiu apanhar de um restaurante de fast-food.

Consegui tirar esta foto do video "Chicken a la carte" que publiquei aqui há dois dias e sempre que vejo esse video fico impressionadíssimo com o ar radiante e feliz da criança.

E confesso a minha vergonha... quem me dera ter essa capacidade de encontrar alegrias em cada instante, nas pequenas coisas de cada dia... até nas supostamente repugnantes!

Não admira que Jesus tenha afirmado: "Deixai as crianças e não as impeçais de vir ter comigo, pois delas é o Reino do Céu" (Mt 19, 14).
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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Embora seja noite



Bem eu sei a fonte que mana e corre
mesmo de noite.

Aquela eterna fonte está escondida,
mas eu bem sei onde tem sua guarida,
mesmo de noite.

Sua origem não a sei, pois não a tem,
mas sei que toda a origem dela vem,
mesmo de noite.

Sei que não pode haver coisa tão bela,
e que os céus e a terra bebem dela,
mesmo de noite

Eu sei que nela o fundo não se pode achar,
e que ninguém pode nela a vau passar,
mesmo de noite.

Sua claridade nunca é obscurecida,
e sei que toda a luz dela é nascida,
mesmo de noite

Sei que tão caudalosas são suas correntes,
que céus e infernos regam, e as gentes,
mesmo de noite.

A corrente que desta fonte vem
é forte e poderosa, eu sei-o bem,
mesmo de noite.

A corrente que destas duas procede,
sei que nenhuma delas a precede,
mesmo de noite.

Aquela eterna fonte está escondida
neste pão vivo para dar-nos vida
mesmo de noite.

De lá está chamando as criaturas,
que nela se saciam às escuras,
porque é de noite.

Aquela viva fonte que desejo,
neste pão de vida já a vejo,
mesmo de noite»


S. João da Cruz

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Chicken a la carte



Este filme é sobre a fome e pobreza ocasionada pela Globalização e mostra uma porção esquecida da sociedade. Há gente que vive no refugo dos homens para sobreviver.

"Chicken a la carte" foi considerada a melhor curta metragem no festival em Berlim em Fevereiro de 2006.

Procuremos gastar a nossa vida numa gratidão constante!
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segunda-feira, 25 de maio de 2009

O bem mais precioso



«No mundo tereis tribulações; mas tende confiança: Eu já venci o mundo!»

Tende atenção em conservar o vosso coração na paz; que nenhum acontecimento deste mundo o perturbe; pensai que tudo acaba aqui em baixo. Em todos os acontecimentos, por muito deploráveis que sejam, devemos regozijar-nos em vez de ficarmos tristes, para não perdermos um bem mais precioso, a paz e a tranquilidade da alma.

Mesmo que aqui em baixo tudo se desmoronasse e que todos os acontecimentos nos fossem adversos, seria inútil perturbarmo-nos, pois a perturbação causar-nos-ia mais danos do que proveito.

Suportar tudo com a mesma disposição e na paz é, não apenas ajudar a alma a adquirir grandes bens, mas também predispô-la a melhor avaliar as adversidades em que se encontra e a aplicar-lhes o remédio adequado. O céu é estável e não está sujeito às mudanças. Do mesmo modo, as almas, por terem uma natureza celestial, são estáveis; não estão sujeitas a tendências desordenadas nem a nada desse género; de certo modo, assemelham-se a Deus, que é imutável.

São João da Cruz (1542-1591), carmelita, Doutor da Igreja, Conselhos e máximas (173-177).
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domingo, 24 de maio de 2009

Incansavelmente optimista



"O pensamento tem poder infinito.
Ele mexe com o destino, acompanha a sua vontade.
Ao esperar o melhor, você cria uma expectativa positiva que detona o processo de vitória.
Ser optimista é ser perseverante, é ter uma fé inabalável e uma certeza sem limites de que tudo vai dar certo.
Ao nascer o sentimento de entusiasmo, o universo aplaude tal iniciativa e conspira a seu favor, colocando-o a serviço da humanidade.
Você é quem escreve a história de sua vida - ao optar pelas atitudes construtivas - você cresce como ser humano e filho predilecto de DEUS.
Positivo atrai positivo.
Alegria chama alegria.
Ao exalar esse estado optimista, nossa consciência desperta energias vitais que vão trabalhar na direcção de suas metas.

Seja incansavelmente optimista. Faz bem para o corpo, para a mente e para a alma.

É humano e natural viver aflições, só não é inteligente conviver com elas por muito tempo.
Seja mais paciente consigo mesmo, saiba entender suas limitações.
Sem esforço não existe vitória.
Ao escolher com sabedoria viver sua vida com optimismo, seu coração sorri, seus olhos brilham e a humanidade agradece por você existir."

Pablo Neruda
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sábado, 23 de maio de 2009

Diário de Maria



Vou contar-vos como o meu filho Jesus me deixou um dia, quando chegou à idade adulta.

Foi por essa altura que morreu o meu esposo José. Jesus e eu estivemos a seu lado e não o deixámos um instante.

José partiu como tinha vivido: em silêncio, sem que quase ninguém desse conta; assim como morrem as estrelas, quando o sol se levanta. Sem barulho e sem se queixar.

Senti a sua falta. Estivemos tanto tempo Juntos! José tinha sido o meu primeiro e único amor. Simples, trabalhador, honrado. Aceitou representar o difícil pape! de pai de Jesus. Sempre silencioso, limitou-se a fazer o que julgava que devia.

Os habitantes de Nazaré e dos arredores, todos o conheciam e gostavam dele. Para eles, Jesus foi sempre "o filho de José", "o filho do carpinteiro" de Nazaré.

Quando José morreu, consolou-me o facto de ter Jesus a meu lado. Com ele sentia-me segura. Jesus e eu ficámos sós. Ele continuou com o trabalho na oficina de José e vivíamos do que ele ganhava.

Jesus, agora já adulto, infundia-me um grande respeito. Nunca lhe perguntei quais os seus planos, o que pensava fazer no futuro. Mas adivinhava que ele trazia dentro de si algo de muito grande, como uma grande fogueira a arder e a iluminar. Jesus era como um novo sol prestes a despontar. Eu estava à espera dessa nova aurora de um momento para o outro. Interrogava-me: "Quando se manifestará essa torrente de luz e vida que Jesus traz dentro de si?"

Os seus companheiros de Nazaré tinham-se ido casando. E um dia fomos os dois, Jesus e eu, a uma boda de amigos seus de infância. Foi em Cana da Galileia. Jesus felicitou os noivos mas jamais pensou em casar-se. Também nunca lhe fiz qualquer pergunta nesse sentido. Sabia que ele queria viver completamente livre, como o vento, como as águias, como a luz... Queria estar inteiramente disponível para a sua missão.

Um dia, tinha ele uns trinta anos e eu perto de cinquenta, ele disse-me, muito decidido, que... me iria deixar, pois tinha chegado a hora de partir para anunciar o Reino de Deus.

Senti muito a sua ausência. Mas era necessário que se cumprisse a vontade de Deus. Faça-se a sua vontade e não a minha. Foi o que lhe disse na hora da despedida.

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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Mil e uma formas de coragem



Existem mil e uma formas de coragem, desde a mais espectacular à mais discreta. Há a coragem do momento e a coragem de uma vida inteira, a coragem de ousar e a coragem de renunciar, a coragem de falar e a de calar e por aí adiante. Seja como for ou tenha a forma que tiver, a coragem é sempre a força de alma que se revela (e nos revela) na adversidade.

Todos os testemunhos de coragem impressionam justamente por mostrarem que não se trata de uma ausência de medo mas de uma capacidade de agir perante as dificuldades. Quem é mais corajoso? O que escala sozinho o Everest, o que se atira de um avião em queda livre ou aquele que fala verdade? A coragem autêntica pressupõe sempre a superação de medos e uma vontade lúcida de vencer obstáculos. Aliás quem descarta os medos não é corajoso, é inconsciente. Há muita coragem em quem aposta em ser consequente e viver uma vida coerente, assim como é corajoso o que fisicamente se transcende ou aquele que, no dia-a-dia, segue em frente apesar das tentações de desânimo.

As crises são necessárias e os confrontos também, porque só assim é possível ponderar e fazer escolhas.

Um dos mistérios do crescimento é justamente este de sermos obrigados a superar crises e termos de largar coisas a um nível para passarmos ao nível seguinte. Sem crises e sem perdas não há ganhos. É preciso perder para encontrar e, de certa forma, morrer para renascer.

O passado é sagrado porque é dele que tiramos sentido para o presente e para o futuro e é ele que nos permite ser fiéis a nós próprios no que é essencial.

O que comanda a vida é o coração e não a razão. A vida passa muito mais por tecer relações e criar afectos do que por ler livros e discutir problemas. Não aceitar esta realidade é persistir em equívocos que nos podem deixar vulneráveis.

As convicções são, como sabemos, muito distintas dos sentimentos. As convicções permanecem no tempo, mesmo quando os sentimentos nos abandonam ou mudam. As circunstâncias, essas, estão sempre a mudar e, de certa forma, condicionam os sentimentos. Mas não as convicções.

Mais do que o direito a falar, muitas vezes temos o direito de calar. Ou melhor, o dever de não dizer toda a nossa verdade. Guardar para nós aquilo que sabemos e ir dizendo à medida em que o outro dá sinais de que é capaz de ouvir é um exercício de sabedoria e maturidade.

Nem tudo é passível de ser dito e nem tudo é possível ser escutado. As palavras são libertadoras e transformadoras mas também podem ser armas poderosas".

Laurinda Alves
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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Fragilidade



E amanhã a chuva levará
O sangue que a luta deixou derramar
Na pele a dor do acto tão cruel
Jamais a nossa voz vai calar

Um acto assim pode acabar
Com uma vida e nada mais
Porque nem mesmo a violência
Destrói ideais.
Tem gente que não sente
Que o mundo assim
Ficará frágil demais.

Choro eu e você
E o mundo também, e o mundo também.
Choro eu e você
Que fragilidade... que fragilidade!

Sting

domingo, 17 de maio de 2009

Anonimato e celebridade



Por iniciativa do The Washington Post, Joshua Bell, um conceituado violinista, normalmente pago a peso de ouro, foi posto a tocar num raríssimo instrumento, um Stradivarius de 1713, sem rotulagens, parangonas ou chancelas e informalmente, durante quarenta e cinco minutos, numa concorrida estação de metro da cidade.
Passou quase despercebido ...
Até que ponto, então, contextos, embalagens, rotulagens, parangonas ou chancelas não são elas importantes na aclamação do artista?
Valerá a interpretação, a interpretação e a obra pela sua qualidade intrínseca ou por pertencerem a A ou a B, consagrados, que antes de o serem eram anónimos mortais?
E o que é que terá sido necessário para passarem a ser citados a torto e a direito, aclamados e pagos a peso de ouro como referências incontornáveis?Moverem-se influências!?
Disponibilidade!?
Juízo crítico!?
Contextos, embalagens, rotulagens ou parangonas não, porque esses ... só vieram depois!

Latino Ferreira
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sábado, 16 de maio de 2009

Maria é grande

Entre os Santos, sobressai Maria, Mãe do Senhor e espelho de toda a santidade.

No Evangelho de Lucas, encontramo-La empenhada num serviço de caridade à prima Isabel, junto da qual permanece « cerca de três meses » assistindo-a na última fase da gravidez. « A minha alma glorifica o Senhor » (Lc 1, 46), disse Ela por ocasião de tal visita, exprimindo assim todo o programa da sua vida: não colocar-Se a Si mesma ao centro, mas dar espaço ao Deus que encontra tanto na oração como no serviço ao próximo — só então o mundo se torna bom.

Maria é grande, precisamente porque não quer fazer-Se grande a Si mesma, mas engrandecer a Deus. Ela é humilde: não deseja ser mais nada senão a serva do Senhor (cf. Lc 1, 38.48). Sabe que contribui para a salvação do mundo, não realizando uma sua obra, mas apenas colocando-Se totalmente à disposição das iniciativas de Deus.

É uma mulher de esperança: só porque crê nas promessas de Deus e espera a salvação de Israel, é que o Anjo pode vir ter com Ela e chamá-La para o serviço decisivo de tais promessas.

É uma mulher de fé: « Feliz de Ti, que acreditaste », diz-lhe Isabel (cf. Lc 1, 45). O Magnificat — um retrato, por assim dizer, da sua alma — é inteiramente tecido com fios da Sagrada Escritura, com fios tirados da Palavra de Deus.

Desta maneira se manifesta que Ela Se sente verdadeiramente em casa na Palavra de Deus, dela sai e a ela volta com naturalidade. Fala e pensa com a Palavra de Deus; esta torna-se palavra d'Ela, e a sua palavra nasce da Palavra de Deus.

Além disso, fica assim patente que os seus pensamentos estão em sintonia com os de Deus, que o d'Ela é um querer juntamente com Deus. Vivendo intimamente permeada pela Palavra de Deus, Ela pôde tornar-Se mãe da Palavra encarnada.

Enfim, Maria é uma mulher que ama. E como poderia ser de outro modo? Enquanto crente que na fé pensa com os pensamentos de Deus e quer com a vontade de Deus, Ela não pode ser senão uma mulher que ama. Isto mesmo o intuímos nós nos gestos silenciosos que nos referem os relatos evangélicos da infância.

Vemo-lo na delicadeza com que, em Caná, Se dá conta da necessidade em que se acham os esposos e apresenta-a a Jesus. Vemo-lo na humildade com que Ela aceita ser transformada no período da vida pública de Jesus, sabendo que o Filho deve fundar uma nova família e que a hora da Mãe chegará apenas no momento da cruz, que será a verdadeira hora de Jesus (cf. Jo 2, 4; 13, 1). Então, quando os discípulos tiverem fugido, Maria permanecerá junto da cruz (cf. Jo 19, 25-27); mais tarde, na hora de Pentecostes, serão eles a juntar-se ao redor d'Ela à espera do Espírito Santo (cf. Act 1, 14).
BENTO XVI, Deus Caritas Est, 41.
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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Nada era d'Ele



Disse um poeta um dia,
fazendo referência ao mestre amado:
"O berço que Ele usou na estrebaria,
por acaso era dEle?
- Era emprestado!

E o manso jumentinho,
em que, em Jerusalém, chegou montado e
palmas recebeu pelo caminho,
por acaso era dEle?
- Era emprestado!

E o pão - o suave pão
que foi, por seu amor, multiplicado,
alimentando toda a multidão,
por acaso era dEle?
- Era emprestado!

E os peixes que comeu,
junto ao lago e ficou alimentado,
esse prato era seu?
por acaso era dEle?
- Era emprestado!

E o famoso barquinho?
aquele barco em que ficou sentado,
mostrando à multidão qual o caminho,
por acaso era dEle?
- Era emprestado!

E o quarto em que ceou
ao lado dos discípulos,
ao lado de Judas, que o traiu,
de Pedro, que o negou,
por acaso era dEle?
- Era emprestado!

E o local tumular,
que depois do calvário, foi usado
e de onde havia de ressuscitar,
o túmulo era dEle?
- Era emprestado!

Enfim, nada era dEle!

Mas, a coroa que Ele usou na cruz
e a cruz que carregou.. e onde morreu,
essas eram, de fato, de Jesus!"

Isso disse um poeta, certo dia,
numa hora de busca da verdade,
mas, não aceito essa filosofia
que contraria a própria realidade....

o berço, o jumentinho, o suave pão,
os peixes, o barquinho, o quarto e a sepultura,
eram dEle a partir da criação,
"Ele os criou" - assim diz a Escritura....

Mas a cruz que Ele usou
a rude cruz, a cruz negra e mesquinha
onde meus crimes todos expiou,
essa não era dEle,

Essa cruz era minha!
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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Permanecei em mim



Não é possível comprometer-se no apostolado directo se não se é uma alma de oração. Estejamos conscientes de sermos um com Cristo, como Ele estava consciente de ser um com o Seu Pai; a nossa actividade não é verdadeiramente apostólica a não ser na medida em que O deixamos trabalhar em nós e através de nós com o Seu poder, o Seu desejo e o Seu amor. Devemos chegar à santidade, não para nos sentirmos em estado de santidade, mas para que Cristo possa plenamente viver em nós. O dom total de nós próprios ao amor, à fé, à pureza, está ligado ao serviço dos pobres. Quando tivermos aprendido a procurar a Deus e a Sua vontade, as nossas relações com os pobres tornar-se-ão um caminho de santificação para nós e para o outro.

Amai a oração: ao longo do dia, experimentai frequentemente a necessidade de rezar e tomai o hábito de rezar. A oração dilata o coração até à capacidade desse dom que Deus nos faz de Si mesmo. Pedi e procurai, e o vosso coração alargar-se-á até O poder acolher e guardar em vós.

Tornemo-nos um verdadeiro sarmento da vinha de Jesus, um sarmento que dá fruto. Por isso, aceitemos Jesus na nossa vida do modo que Lhe agrada vir a ela:
como Verdade, para ser dito,
como Vida, para ser vivido,
como Luz, para ser iluminado,
como Amor, para ser amado,
como Caminho, para ser seguido,
como Alegria, para ser dado,
como Paz, para ser espalhado,
como Sacrifício, para ser oferecido,
entre os nossos parentes,
os nossos próximos e os nossos vizinhos.

Madre Teresa de Calcutá
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quarta-feira, 13 de maio de 2009

O meu Imaculado Coração será o teu refúgio



Na aparição de 13 de Junho de 1917, a Virgem Maria voltou a repetir que queria que voltassem ali no dia 13 de cada mês, e de lhes dizer que queria que aprendessem a ler, Nossa Senhora promete levar em breve para o Céu a Jacinta e o Francisco, mas revela a grande missão reservada à Lúcia, com estas palavras:

«Tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. Prometo a salvação a quem a aceitar; e estas almas serão queridas por Deus como flores colocadas por mim para adornar o seu trono».

E para confortar a pequena Lúcia que ficaria cá para cumprir esta missão, Nossa Senhora afirma-lhe: «Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus».

Cada um de nós deve acolher este convite de ser apóstolo do Imaculado Coração, de O dar a conhecer, de O fazer amar.
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terça-feira, 12 de maio de 2009

Acreditar que um Ser se chama Amor



Acreditar que um Ser que se chama Amor
habite em nós a qualquer momento do dia e da noite
e que nos pede que vivamos em sociedade com Ele,
eis o que transformou a minha vida num céu antecipado.

Beata Isabel da Trindade
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