segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Obrigado, Senhor!

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Obrigado, Senhor, pelos amigos que nos deste.
Os amigos que nos fazem sentir amados sem porquê.
Que têm o jeito especial de nos fazer sorrir.
Que sabem tudo de nós, perguntando pouco.
Que conhecem o segredo das pequenas coisas que nos deixam felizes.

Obrigado, Senhor, por essas e esses,
sem os quais caminhar pela vida não seria o mesmo.
Que nos aguentam quando o mundo parece um sítio incerto.
Que nos incitam à coragem só com a sua presença.
Que nos surpreendem, de propósito, porque acham mal tanta rotina.
Que nos dão a ver um outro lado das coisas (?).

Obrigado pelos amigos incondicionais.
Que discordam de nós, permanecendo connosco.
Que esperam o tempo que for preciso.
Que perdoam antes das desculpas.
Essas e esses são os irmãos que escolhemos.
Os que colocas a nosso lado para nos devolverem a luz aérea da alegria.
Os que trazem até nós o imprevisível do teu coração, Senhor.

José Tolentino de Mendonça

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Primavera missisonária na Igreja



O Papa Francisco convocou um Mês Missionário Extraordinário, com o qual ele deseja nos lembrar que vivemos em estado permanente de missão. Todo batizado e batizada é uma missão. Uma missão que não é proselitismo, mas anunciar a salvação cristã respeitando a liberdade de cada um. “Hoje, é necessário um novo impulso na atividade missionária da Igreja para enfrentar o desafio de anunciar Jesus morto e ressuscitado. Chegar às periferias, aos ambientes humanos, aos ambientes culturais e religiosos ainda alheios ao Evangelho: nisto consiste o que chamamos missio ad gentes. E recordar que o coração da missão da Igreja é a oração. Neste mês missionário extraordinário, rezemos para que o Espírito Santo suscite uma nova primavera missionária para todos os batizados e enviados pela Igreja de Cristo”. O Vídeo do Papa difunde todo mês as intenções de oração do Santo Padre pelos desafios da humanidade e da missão da Igreja. Pela Rede Mundial de Oração do Papa (Apostolado da Oração) https://www.popesprayer.va/pt-pt/ Se quiser ver mais vídeos sobre as intenções de oração do Papa, encontrará em https://www.ovideodopapa.org/

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Oração do exame

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AGRADECER

  • Em primeiro lugar, peço-Te Senhor um coração agradecido. Consciente de que tudo é graça que recebo de Ti, agradeço-Te este tempo de descanso, este tempo de oração. Agradeço o ano que passou, agradeço-Te tanto Bem recebido, tanto que me foi dado viver.


PEDIR LUZ

  • Peço-Te a Luz para olhar a minha vida. Ajuda-me a vê-la e aceitá-la como Tua vês e aceitas. Dá-me a graça de ver onde estive centrado em Ti. Dá-me também a humildade de reconhecer o que em mim está desordenado e os esquemas que deixo que me escravizem e dominem.

REVER

  • Revejo as minhas rotinas, as coisas que me preenchem a agenda, mas também o que ao longo dos dias me vai ocupando o coração.
  • O que é que nos últimos tempos foram para mim momentos de descanso? Em que momentos me senti interiormente livre e pacificado, mesmo perante contratempos e imprevisibilidades?
  • E o que é que foi para mim origem de desgaste ou tensão?Quando é que me senti interiormente escravizado pelas rotinas e obrigações?
  • Revejo as minhas prioridades (se ajudar, escrevo-as), e o tempo (concreto)que dedico a cada coisa. Que desordens encontro aqui?
  • Dou tempo às relações que me descansam, às pessoas que me amam? Paro de facto junto delas, e dou-lhes espaço e tempo na minha vida?
  • Que tempo dou a Deus? Disponho-me a passar tempo com Ele de forma gratuita? A deixar que Ele me recentre e descanse? Ou encaro a oração como mais uma tarefa a cumprir?
  • Olho também com Jesus para os meus tempos livres: descansam-me e são de facto tempo de liberdade? Ou preencho-os de afazeres, talvez até com prontidão e diligência, mas sem me perguntar se é isso que Deus me está de facto a pedir?
  • Este tempo de férias: quero que seja tempo para me ordenar interiormente, de crescer em liberdade em relação às coisas e de descansar verdadeiramente? Ou vivo-o interiormente ocupado e preocupado com tarefas e coisas a fazer e cumprir?

PEDIR PERDÃO

  • Peço perdão pelas desordens que vivo, pelos esquemas que eu próprio monto. Peço perdão por tantas vezes viver dividido, disperso entre muitas outras coisas e não no aqui e agora em que Deus me cria e me ama.

PROPOR

  • Proponho-me a que este tempo de descanso seja um tempo para me encontrar com Deus, para me encontrar comigo, para me encontrar com os outros. Proponho-me a viver cada momento com gratuidade e generosidade. Proponho-me a ordenar-me interiormente e peço-Lhe a graça de me libertar dos esquemas que tantas vezes me escravizam e desgastam.

PAI NOSSO

sábado, 21 de setembro de 2019

Bouganvillia



Um dia, eram os meus filhos ainda pequeninos, saíram para jogar à bola, na relva em frente ao terraço da nossa casa. Voltaram pouco depois. Um deles vinha a chorar, com um pequeno tronco seco na mão. Alguém o tinha deitado fora, atirado para o lixo. 

- "Mamã, deitaram esta árvore fora! Tens que me ajudar a salvá-la!", dizia... enquanto as lágrimas lhe caiam pelo rosto pequeno. 

Não tive coragem de lhe dizer que não valia a pena! Que o seu esforço seria em vão, pois não havia sinal de vida no pequeno tronco. Estava seco. Ainda assim, fui buscar um vaso, fui com ele apanhar terra e plantámos o tronco. Todos os dias ele regava... 

Para nosso espanto, algum tempo depois, o tronco foi ganhando uma folha, e outra, e muitas outras! Hoje, é uma linda Bouganvillia, cheia de flores roxas, como esta, da sua foto. Plantámo-la no jardim, encostada ao terraço. Lá está, para delícia de todos! 

Na vida, basta que apenas um acredite e tenha a ousadia de sonhar!

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Pão para todos

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Um dia, Cristo abençoou cinco pães e distribuiu-os por todos, sem distinção. (3) A partir daí, nasceu, num passado muito longínquo, este gesto humilde de acolhimento: dar pão benzido a todos aqueles que, crentes ou não crentes, por razões diversas não recebem a Eucaristia. Foram as Igrejas ortodoxas as primeiras a abrir este caminho. (cf Mateus 14, 13-21)

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

A janela

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Ao final de cada dia, logo após a oração de vésperas, o monge de sandálias – andava sempre de sandálias – aproximava-se, a um ritmo certo, da grande janela, no fundo do coro. O mosteiro era uma ilha de vida silenciosa. Àquela hora, as montanhas cobertas de vegetação estendiam uma crescente sombra sobre o antigo edifício erguido, alguns séculos antes, num vale fértil, junto a um pequeno riacho.

Todos esperávamos esse momento. O monge levantava uma ponta do hábito e com um pé apoiado, dava um impulso para subir ao banco encostado à parede. De baixa estatura e rechonchudo, estendia os braços para puxar o fio através do qual se enrolava uma cortina sobre a janela. O sol declinava no horizonte, manso e previsível. E naquele gesto tão simples, naquele esforço tão repetido, mas sempre necessário, a luz espalhava-se pelas paredes altas de granito, incidia sobre os recantos escondidos, dava vida às velhas imagens e iluminava, de novo, os cadeirais onde todos os dias a comunidade monástica se reunia para rezar.

Perante o milagre da luz, fechávamos os olhos. E tudo recomeçava em cada entardecer. Havia ainda muita história para escrever. Mas naquele momento era apenas o silêncio levemente estremecido pelo rugir do vento nas frestas da grande janela. Bendito seja Deus!

As mãos do monge eram herdeiras de uma antiga sabedoria. Elas condensavam o ritual de uma comunidade que, todos os dias, procurava a Luz.

No início de mais um ano, Senhor ajuda-nos a ser como esse monge.




P. Nélio Pita, CM

sábado, 14 de setembro de 2019

Se te decides por Ele ou não...

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Renunciar para seguir Jesus é pôr no coração do nosso coração a relação com Cristo, deixando que seja Ele o Rei e Senhor de tudo. Neste sentido, seguir Jesus transformará no amor as nossas relações familiares e sociais, fará dos nossos bens pessoais um instrumento de partilha e a nossa vida tornar-se-á um dom para os demais. Renunciar significa deixar que Cristo reine para O seguirmos e servirmos com tudo o que somos e temos. 

Se é assim… é preciso então ter a coragem de se decidir, de cortar a eito, para seguir em frente, com Jesus, no caminho da Cruz. E esta decisão exige ponderação, discernimento, avaliação. Estaremos à altura de concluir o que começámos? Teremos condições para vencer esta batalha? A nossa tentação é a de encontrar aqui uma boa desculpa, para não nos comprometermos com Cristo e com a Igreja, a partir de um calculismo egoísta: “Não quero prometer e depois não cumprir”; “Prefiro não me comprometer, porque não estou seguro de não vir a faltar”, “Não me sinto capaz desta missão”; “Não sei se tenho as condições necessárias para desempenhar esta função”. Pois é. Mas a questão que Jesus nos põe não é essa. Não é uma questão de capacidade ou desempenho. A questão para ti é a de saberes se te decides por Ele ou não… se Lhe ofereces o coração do teu coração ou não… se te queres deixar amar e guiar por Ele ou não; se O queres deixar agir em ti e por ti ou não. É isto e só isto mesmo que está em questão. 

Por isso, faço-te um apelo: senta-te, por algum tempo, em oração, em diálogo com o Senhor. Invoca o Espírito Santo, para que te liberte e expulse aquele medo que te leva a negar-Lhe a sua entrada em alguns espaços da tua vida (cf. GE 175). Quando sentires a tentação de te enredares na tua fragilidade, levanta os olhos para o Crucificado e diz-Lhe: «Senhor, sou um miserável! Mas Tu podes fazer o milagre de me tornar um pouco melhor» (cf. GE 15). Faz um discernimento, atento, humilde, verdadeiro, não para descobrires que mais proveito podes tu tirar desta vida, mas para reconheceres como cumprires melhor a missão, que te foi confiada no Batismo (GE 174). Isto implica estares disposto, desde já a renunciar a tudo, isto é, a dares tudo por tudo (GE 174).

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Só há duas formas de agir na vida

Close up de hart vermelho na mão para dar a alguém para amar, dar amor sinceramente Foto Premium

“Por outro lado, doña Maru tinha muito presente que o seu caminho não era solitário; tão importante como aquilo que recebia era o que dava. (...) Nesta vida, cada pessoa faz o melhor que pode com as cartas que lhe vão parar às mãos. Cheguei à conclusão de que só há duas formas de agir na vida: dar amor ou pedir amor. O ódio, a violência, a falta de respeito, o assédio e as restantes condutas inapropriadas são, no fundo, chamadas de atenção desesperadas, súplicas angustiadas por amor.”

sábado, 10 de agosto de 2019

A indiferença diante do maravilhoso

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Já não nos maravilhamos quando estamos diante de algo maravilhoso.

Uma música calma e envolvente, uma paisagem imponente e quieta, um poema profundo e simples, o silêncio iluminado de um minuto de paz e descanso... já pouco deixamos que nos toque.

O sublime é luz, o que, neste mundo de aparências cinzentas, faz com que haja quem considere inquietante, porque foge por completo à moda. Chegando até a existirem pessoas que o tomam por falso, porque se recusa a pensar que a sua vida e entendimento são, afinal, estreitos e que, em virtude disso, deviam abrir-se a fim de abarcar tudo o que os ultrapassa.

Hoje também se pensa que cada um de nós é e deve ser o centro do mundo. Ora, não o somos, nem, ainda que o fossemos, seria bom assumi-lo como princípio de vida. Neste quadro, tudo o que é grandioso esmaga os preconceitos que centram o sentido da vida no eu.

A indiferença parece ser a resposta que damos a tudo o que nos ultrapassa. Uma defesa que garante que não temos de assumir a nossa pequenez, mas que nos impede de nos elevarmos e engrandecermos, porque, afinal, somos dignos de partilhar a existência com o que é superior a nós, assim saibamos ser humildes.

Temos medo do mistério e, por isso, defendemo-nos com a frieza face a tudo o que não controlamos, até porque tantas vezes nos convida a entregarmo-nos. E tememos. Sem consciência de que o medo é o maior inimigo da liberdade e o que há de mais oposto à felicidade.

O sublime é sempre grande, nas coisas pequenas tanto como nas coisas grandes. E sente-se com verdade, mesmo quando não se consegue compreender.

Na alegria e no sofrimento, o amor mais autêntico manifesta-se nos gestos e pormenores mais simples.

O sublime está, vezes sem conta, mesmo à nossa frente.

Como é possível que Deus possa estar diante dos meus olhos e eu não o veja?


José Luís Nunes Martins


domingo, 4 de agosto de 2019

Retrato de um padre



"Um padre deve ser, ao mesmo tempo, pequeno e grande,
de espírito nobre, com sangue real,
simples e espontâneo como um lavrador,
um herói no domínio de si,
um homem que lutou com Deus,
uma fonte de santificação,
um pecador que Deus perdoou,
senhor de seus desejos,
um servidor humilde para os tímidos e fracos,
que não se rebaixa diante dos poderosos
mas se curva diante dos pobres;
discípulo de seu Senhor,
chefe de seu rebanho;
um mendigo de mãos largamente abertas,
um portador de inúmeros dons,
um homem no campo de batalha;
uma mãe para confortar os doentes,
com a sabedoria da idade
e a confiança de um menino;
voltado para o alto, os pés na terra…
feito para a alegria,
experimentado no sofrimento,
imune a toda inveja, que se vê longe…
que fala com franqueza,
um inimigo da preguiça,
uma pessoa que se mantém sempre fiel”.

(autor desconhecido)

Feliz dia do Padre!

sábado, 3 de agosto de 2019

Explosão de saudades



Quando há mais tempo livre, aproveito para ir para bem longe daqui... Gosto de ir visitar o meu passado, os sonhos que tinha, admirar a vida que passei, como se fosse um museu onde me detenho em alguns pontos. Sem grandes julgamentos. Apenas contemplando.

Não, não foi tudo bom, mas é o que fui. E foi passando por ali que cheguei aqui.

Nos momentos em que me deixo ir com mais confiança, pois que isto é uma atividade algo arriscada, fico mais tempo por lá... oiço melodias suaves e, quase como um sopro, passo sem ser visto ou deixar rasto.

Vejo pessoas. Algumas de quem diria que já me tinha esquecido. Outras não.

Explodem saudades como bombas. De alguns lugares, de tempos e momentos, mas muito, muito mesmo, de pessoas.

Tenho saudades da minha mãe. E viajo entre pedaços soltos de passado, saltando anos e décadas para diante e para trás, admirando-a. E sinto ainda mais saudade. Encho-me do seu amor... e mergulho nele. A verdade do que sou passa por aquela mulher. Pelos seus esforços para me lançar, como um arco que se dobra e fica, enquanto a flecha vai. Eu vivo na casa do amanhã que ela sabia que não iria viver. Admiro-a pela fé que teve de que era mesmo possível, contra as probabilidades, que eu chegasse aqui.

E é de olhos carregados de ondas de um mar bom que esboço um sorriso de gratidão. E deito-me nessa praia, em paz e sob a luz e o calor de um amor que não vejo, mas sinto. Uma espécie de brisa suave que me murmura que está tudo bem, que há paz e que devo ter fé.

Depois de expedições, volto ao mundo do hoje aqui. E sinto-me estranho. Parece que estou a ser apenas um sonho que nunca fui capaz de sonhar. Sorrio e volto à rotina, algo espantado com isto que é a vida.

Quem se arrisca a pairar sobre todos os tempos de si mesmo acaba por sentir e viver muito. Haverá muita tristeza e muitas alegrias, mas ficará sempre mais verdade e consciência da identidade mais profunda.

Sou hoje o resultado do que fui escolhendo em cima do que me foi dado por Deus e pelos meus.

Não fiz quase nada sozinho, devo muito... a quem pediu muito pouco em troca.

Devia ser mais humilde, porque sou pequeno. Contudo, tal como os meus olhos são pequenos mas conseguem ver coisas tão grandes, também ao meu coração, apesar de não enorme, lhe foi dada a honra de ser escolhido como a casa do mais puro amor.

Devia ser mais humilde.


José Luís Nunes Martins

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

As famílias, um laboratório de humanização



As Famílias, um laboratório de humanização


Agosto de 2019. O Vídeo do Papa

Em nossas famílias, aprendemos coisas que permanecerão conosco durante toda a nossa vida. É onde os nossos valores são formados e, acima de tudo, é o lugar onde descobrimos pela primeira vez o amor, através dos nossos pais e irmãos, como reflexo do amor de Deus. Amar e ser amados nos torna mais humanos e nos ajuda a reconhecer o amor de Deus que Jesus nos revelou. Vivamos este amor em nossas famílias, unindo-nos em oração. “Que mundo queremos deixar para o futuro? Deixemos um mundo com famílias. Cuidemos das famílias, porque são verdadeiras escolas do amanhã, são escolas de liberdade, são centros de humanidade. E reservemos um lugar especial nelas para a oração, pessoal e comunitária. Rezemos para que as famílias, graças a uma vida de oração e de amor, se tornem cada vez mais “laboratórios de humanização”. O Vídeo do Papa difunde todo mês as intenções de oração do Santo Padre pelos desafios da humanidade e da missão da Igreja.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Perdurar no amor

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O que nos torna semelhantes a Deus não será, certamente, o nosso subtrair-nos aos outros, mas, ao contrário, a descoberta da possibilidade de durar no amor, muitas vezes em contraposição com o primeiro juízo emitido pela razão ou com o peso daquelas que consideramos ser as evidências.

Cedemos com grande facilidade à tentação de fechar portas, consumar ruturas, resignarmo-nos a certas perdas (ou também, cinicamente, delas nos tranquilizarmos).

Se assimilarmos como regra de vida o pragmatismo da expressão «dos presentes não falta ninguém» (pragmatismo mais espalhado entre nós do que talvez tenhamos consciência), não poderemos compreender porque é que o pastor, na parábola de Jesus, deixa as noventa e nove ovelhas no deserto e parte à procura daquela perdida (Lucas 15, 4,7).

Nem compreenderemos porque é que a mulher se dá ao esforço (negligenciando, provavelmente, outros afazeres mais imediatos e urgentes) para encontrar a moeda que tinha perdido dentro de casa (Lucas 15, 8-10). Não tinha ela outras nove na bolsa?

Nos itinerários pessoais ou comunitários que estamos a fazer, há um dado que emerge com suficiente clareza: não nos aproximaremos do mistério da misericórdia se não pusermos dentro de nós aquilo que o grande teólogo Nicolas Cabasilas chamou «o amor louco de Deus pelos homens». A verdade de Deus e incindível do amor.

D. José Tolentino Mendonça
In Avvenire

domingo, 7 de julho de 2019

São Bartolomeu dos Mártires

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Há um novo santo português, Frei Bartolomeu dos Mártires, um bispo que se afirmou como uma voz ativa na reforma da Igreja Católica no século XVI e como pastor junto das comunidades que serviu, nos territórios que hoje correspondem às dioceses de Braga, Bragança-Miranda, Viana do Castelo e Vila Real.

Frei Bartolomeu dos Mártires, de seu nome Bartolomeu Fernandes, nasceu em Lisboa a 3 de  maio de 1514, e é recordado como um modelo de benevolência e uma figura ímpar na dedicação à Igreja Católica.

O bispo português, que se afirmou como uma das vozes de referência no Concílio de Trento (1543 – 1563), um momento decisivo na história da Igreja Católica na altura confrontada com a Reforma Protestante; destacou-se também pela sua missão pastoral à frente das comunidades católicas do Minho e de Trás-os-Montes, com especial relevo para o seu gosto pelas visitas pastorais às populações, a que dedicava grande parte do seu seu tempo.

Ao longo do seu percurso, D. Frei Bartolomeu dos Martires ficou também célebre pela sua preocupação com a estruturação da Igreja Católica local, do clero às comunidades católicas, e pelo seu empenho nas causas sociais, de modo particular junto dos mais pobres e doentes,

Depois de resignar em 1582, por motivos de idade, Frei Bartolomeu dos Mártires viria a falecer em 1590, no Convento de Santa Cruz, em Viana do Castelo.

O bispo português foi declarado venerável a 23 de março de 1845, pelo Papa Gregório XVI, e beatificado a 4 de novembro de 2001, pelo Papa João Paulo II.

Segundo apurou a Agência ECCLESIA, na sequência da decisão do Papa não haverá uma cerimónia de canonização, mas a leitura do Decreto que inscreve Frei Bartolomeu dos Mártires no Livro dos Santos.

A cerimónia deverá ter lugar na Arquidiocese de Braga, no dia 10 de novembro, data em que começa a Semana dos Seminários.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Integridade da Justiça



Julho de 2019: O Vídeo do Papa:

As pessoas encarregadas de administrar a justiça têm grande responsabilidade. Seu trabalho não é fácil, e tem consequências que afetam diretamente a vida das pessoas. Por isso, devem manter sua independência e imparcialidade para assegurar que a justiça tenha sempre a última palavra. "Dos juízes dependem decisões que influenciam os direitos e os bens das pessoas." Sua independência deve ajudá-los a serem isentos de favoritismos e de pressões que possam contaminar as decisões que devem tomar. Os juízes devem seguir o exemplo de Jesus, que nunca negocia a verdade. Rezemos para que todos aqueles que administram a justiça operem com integridade e para que a injustiça que atravessa o mundo não tenha a última palavra." O Vídeo do Papa difunde todo mês as intenções de oração do Santo Padre pelos desafios da humanidade e da missão da Igreja.

sábado, 15 de junho de 2019

Job



O Brasil ficou muito comovido no dia 27 de maio quando recebeu a notícia da morte do cantor Gabriel Diniz que faleceu num acidente de avião em Estância,no Sergipe.Todo o mundo artístico lamentou a partida do cantor de apenas 28 anos e que estava no auge de sua carreira musical.O cantor da música "Jenifer" fez o Brasil chorar.

No velório do artista, a namorada de Gabriel contou como foram os seus últimos momentos com ele no telefone. Gabriel contou-lhe a história bíblica de Job e enviou-lhe a música “Job“, de Midian Lima. A música sensibilizou e emocionou muito a todos que estava no velório, pois Karoline Calheiros passou a música na cerimónia. Era como se ele estivesse se despedindo através da música..

Desde então,o Brasil inteiro conheceu a música e não pára de ouví-la. Já chegou aos seus 265 milhões de execuções no youtube.
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JO
Midian Lima

Jó, como pode ainda adorar?
Se não tem motivos para cantar
Abandona esse Deus e morre
Mais eu não o adoro pelo que Ele faz

Nem menos por bens materiais
Eu o adoro pelo que Ele é
Eu sou Dele, tudo é Dele

Jó, você não tem motivos
Perdeu seus bens, seus filhos, seus amigos
O que você vai fazer?

Eu vou adorar
Simplesmente adorar
Eu vou adorar

Deus me deu, Deus tomou
Bendito seja o nome do Senhor
À Ele a glória, à Ele a honra e o louvor

Jó, como pode ainda adorar?
Se não tem motivos para cantar
Abandona esse Deus e morre

Mais eu não o adoro pelo que Ele faz
Nem menos por bens materiais
Eu o adoro pelo que Ele é
Eu sou Dele, tudo é Dele

Jó, você não tem motivos
Perdeu seus bens, seus filhos, seus amigos
O que você vai fazer?

Eu vou adorar
Simplesmente adorar
Eu vou adorar

Deus me deu, Deus tomou
Bendito seja o nome do Senhor
À Ele a glória, à Ele a honra e o louvor

À Ele a glória
À Ele a glória
À Ele a glória

À Ele a glória
À Ele...
Oh, a Ele a glória
À Ele...
Ele merece toda a glória
À Ele a glória
Pra sempre, amém!
Amém!
Ô, uô, uô!

Deus me deu, Deus tomou
Bendito seja o nome do Senhor
À Ele a glória, à Ele a honra e o louvor

Deus me deu, Deus tomou
Bendito seja o nome do Senhor
À Ele a glória, à Ele a honra e o louvor

À Ele seja dado o louvor
Te damos todo o louvor, Senhor

Compositores: Delino Marçal


sexta-feira, 14 de junho de 2019

O filho de Nicolas Mahut



Nicolas Mahut é um tenista. Tem 37 anos e é n.º 116 no mundo.
Na edição 2019 Roland Garros, jogou o seu último jogo profissional.
O último.
Se ele tivesse vencido, teria jogado contra Roger Federer. Muito provavelmente perderia, mas iria encerrar sua carreira de ténis, perdendo para o jogador mais forte da história. Ou talvez tivesse ganhado, quem sabe.
Nicolas perdeu.
Desfez-se em lágrimas, desesperado.
Então algo aconteceu. O filho correu para o campo para consolá-lo.
Está tudo aqui, o significado da vida de um Pai.
O que quer que aconteça, seja qual for a derrota que possas sofrer, qualquer barreira que possa aparecer na tua vida, o abraço do teu filho estará lá para lembrar-te que o único desafio que importa  na vida tu já ganhaste: a alegria de ter um filho ao teu lado.
O resto é história…

quinta-feira, 13 de junho de 2019

O exemplo de Tyler Figueroa


Tyler Butler-Figueroa é um menino de 11 anos que começou a tocar violino aos 7 anos de idade. Quando lhe perguntaram, no programa 'America's Got Talent', por que começou a tocar aquele instrumento explicou que "sofria bullying" na escola por ter tido cancro.

"Quase morri", disse, enternecendo os espectadores. "Espalhavam rumores, diziam que o meu cancro era contagioso", explicou Tyler.

Foi, porém, quando começou a tocar que os ânimos se elevaram no auditório. O talento do menino fez com que Simon Cowell, um dos jurados, lhe desse o "passe dourado", num momento muito emocionante para Tyler e para a mãe.

O pequeno violinista irá, assim, passar diretamente para os espetáculos ao vivo, sem passar pela provas.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Estilo de vida dos sacerdotes



Junho de 2019. O Vídeo do Papa

Estilo de vida dos sacerdotes 

Aproximemo-nos de um dos muitos párocos que trabalham em nossas comunidades. O que dá sentido à sua vida? A quem eles dedicam o seu serviço? Por que se entregam tanto? Jesus Cristo é o centro de suas vidas, e eles querem viver segundo seu estilo. Não é fácil viver a "simplicidade evangélica" que entende e pratica todas as coisas segundo a misericórdia, próximo dos mais pobres.
“Quero pedir-lhes que dirijam vosso olhar aos sacerdotes que trabalham em nossas comunidades.
Nem todos são perfeitos, mas muitos se doam até ao fim, oferecendo-se com humildade e alegria.
São sacerdotes próximos, dispostos a trabalhar duro por todos.
Demos graças por seu exemplo e seu testemunho.
Rezemos pelos sacerdotes para que, com a sobriedade e humildade de suas vidas, se empenhem numa solidariedade ativa para com os mais pobres."
O Vídeo do Papa difunde todo mês as intenções de oração do Santo Padre pelos desafios da humanidade e da missão da Igreja.

sábado, 1 de junho de 2019