domingo, 20 de janeiro de 2013

Caminhando para a liberdade



SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS

DIA 3 Caminhando para a liberdade

Leituras
Êxodo 1,15-22 As parteiras do Egito obedecem mais à lei de Deus do que às ordens do faraó
Salmo 17,1-6 A prece confiante de alguém aberto à contemplação de Deus
2 Coríntios 3,17-18 A gloriosa liberdade dos filhos de Deus em Cristo
João 4,4-26 A conversa com Jesus leva a mulher samaritana a um modo mais livre de viver

Comentário

Caminhar humildemente com Deus é sempre uma caminhada para acolher a liberdade que ele coloca diante de todas pessoas. Com essa mentalidade vamos celebrar. Celebramos o mistério da luta pela libertação, que ocorre mesmo em lugares onde a opressão, o preconceito e a pobreza parecem ser cargas insuportáveis. A decidida recusa humana em aceitar ordens e condições desumanas – como as que foram dadas pelo faraó às parteiras do povo hebreu escravizado no Egito – pode parecer um conjunto de pequenas ações; mas essas são geralmente as espécies de ação a favor da liberdade que estão acontecendo em comunidades locais por toda a parte. Essa decidida caminhada na direção de uma vida mais plena traz um dom de esperança evangélica para todas as pessoas que estão presas, de diferentes maneiras, dentro dos padrões de desigualdade do mundo inteiro.

A caminhada passo a passo para a libertação da discriminação injusta e das práticas preconceituosas nos vem através da história do encontro que Jesus tem à beira do poço com uma mulher da Samaria. Aqui temos uma mulher que busca, acima de tudo, questionar os preconceitos com que se deparava, bem como achar modos de aliviar as cargas pesadas de sua vida. Essas preocupações são o ponto de partida de sua conversa com Jesus. O próprio Jesus se envolve na conversa com ela tendo por base tanto a sua necessidade de um auxílio prático (ele estava com sede) como a mútua abordagem dos preconceitos sociais que faziam esse auxílio parecer problemático. Passo a passo o caminho para uma vida mais livre é aberto diante da mulher, à medida que a realidade das complexidades de sua vida vai sendo percebida com mais clareza à luz das palavras de Jesus. Ao final essas intuições pessoais levam a conversação a um lugar em que aquilo que divide dois grupos de pessoas – o local onde deve ser feita a adoração- é ultrapassado. “Adorar em espírito e verdade” é o que é exigido; e aqui aprendemos a ser livres de tudo que nos impede de ter uma vida em comum, vida em sua plenitude.

Ser chamado para uma maior liberdade em Cristo é um chamado para uma comunhão mais profunda. As coisas que nos separam – tanto sendo cristãos em busca da unidade como sendo pessoas mantidas separadas por injustas tradições e desigualdades – nos mantêm cativos e escondidos uns dos outros. Nossa liberdade em Cristo é, no entanto, caracterizada por aquela nova vida no Espírito, que nos permite, juntos, estar diante de Deus com “rostos descobertos”. É nessa luz gloriosa que aprendemos a ver uns aos outros de modo mais verdadeiro, enquanto crescemos à semelhança de Cristo na direção da plenitude da unidade cristã.

Oração


Deus libertador, nós te agradecemos pela persistência e pela esperançosa fé daqueles que lutam pela dignidade e plenitude de vida. Sabemos que ergues aqueles que são derrubados e libertas os que são cativos. Teu Filho Jesus caminha conosco para nos mostrar a estrada para a autêntica liberdade. Queremos ser capazes de apreciar o que nos foi dado e ser fortalecidos para superar tudo que dentro de nós nos escraviza. Envia-nos teu Espírito para que a verdade nos liberte, para podermos proclamar com nossas vozes unidas o teu amor ao mundo. Deus da vida, guia-nos para a justiça e a paz. Amem.

Questões


§ Existem ocasiões, mesmo em nossas comunidades cristãs, em que preconceitos e julgamentos do mundo – a respeito de casta, idade, gênero, raça, educação – nos impedem de ver uns aos outros claramente à luz da glória de Deus?

§ Que passos pequenos e práticos podemos assumir, como cristãos unidos, na direção da liberdade dos filhos de Deus (Romanos 8,21) , em nossas Igrejas e na sociedade mais ampla?

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